13.2.03



Gangues de Nova York

Assisti hoje à noite; não como Bonequinho do Globo, mas como, uh... pessoa física. Nada que um Shakespeare de algibeira não resolva: "Muito barulho por nada" ou, se vocês preferirem, "Um filme cheio de som e fúria, significando nada".

Claro que há ótimas cenas, lógico que a fotografia é deslumbrante e óbvio que os atores são bons. Scorsese, mesmo quando é ruim, é bom. Acontece que eu não tenho mais paciência para este tipo de filme, para este esquemão americano de super produção miliardária cheia de pancadaria e sotaques exóticos.

Hoje eu quero mais de um filme -- ou seja, menos.

Eu quero imagens e/ou palavras que me toquem, e que não acabem assim que rolam os créditos. Que fiquem na minha cabeça, dando o que pensar, como os dois contrários mais contrários deste Gangues que me ocorrem agora: Kaos, dos irmãos Taviani (que entra em qualquer lista de dez melhores filmes que eu faça: "Colloquio con la madre", um dos cinco episódios, talvez seja o cinema mais tocante que já vi), ou My Dinner with André, do Louis Malle, que não é grande cinematografia mas é muito bom. Os dois são totalmente diferentes entre si, mas baratíssimos, franciscanamente simples e perturbadores ao extremo.

Em suma, acho que não quero mais passar três horas no cinema para sair de cabeça abanando, por mais bem realizado que seja o filme.

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