21.3.09
Está doente, coitado: sinusite
Ele vive resfriado, por causa da mania de brincar com água. Mas de uns dias pra cá ficou caído, triste e sem paciência com a Lolita. Está com o nariz tão entupido que nem consegue respirar direito.
O Allexc esteve aqui, olhou e disse que está com sinusite. Resultado: de dez a 14 dias de antibiótico, coitadinho.
Dá pena ver esse bicho tão alegre jururu desse jeito... :-(
20.3.09
Uma experiência sensacional
Estava eu hoje tranquila, limpando a caixa postal, quando entrou uma mensagem do Sérgio:
"Se você estiver online, vá até hemingwayhome.com. Lá tem uma webcam onde se podem ver os gatos."
Antes de ele e a Bia saírem de férias para a Flórida, eu recomendei que, em Key West, visitassem o Museu Hemingway. É a casa do escritor, tal como era, com um detalhe muito legal: há dezenas de gatos, descendentes verdadeiros dos gatos de Hemingway.
Disso se pode ter certeza por um dado curioso: Hemingway tinha muitos gatos com seis dedos, característica genética que foi sendo transmitida de geração em geração. Quando estive lá, nos anos 90, ainda encontrei vários deles, todos muito mansos, é claro, por causa do convívio diário com quantidades de visitantes.
(Estive em outras casas de escritores espalhadas pelo mundo, mas em nenhuma me senti tão perto do antigo morador quanto nessa. Pegar os bichinhos no colo, sabendo que vinham numa linha direta de gatos que o próprio Hemingway acariciou e pegou no colo, me deu, de repente, uma grande intimidade com aquele homem, uma conexão feita através de uma espécie de túnel do tempo feito de vibrissas. Go figure!)
Bom, pois lá fui eu à URL enviada pelo Sérgio e, naturalmente, quem estava diante da câmera? Ele e a Bia, todos contentes. Bia, morta de saudades das gatas dela, tirando uma casquinha dos atuais habitantes quadrúpedes do pedaço, aparentemente bem satisfeitos com as atenções.
Mandei um email de volta, o Sérgio respondeu, mandei outro, a Bia mostrou a barriga (que está enorme!) e assim ficamos, teclando de um lado e do outro e eu, de cá, vendo os dois no quintal do Hemingway...
Foi ligeiramente surreal.
Só depois de nos despedirmos é que me ocorreu que podia ter telefonado; mas é gozado como uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
"Se você estiver online, vá até hemingwayhome.com. Lá tem uma webcam onde se podem ver os gatos."
Antes de ele e a Bia saírem de férias para a Flórida, eu recomendei que, em Key West, visitassem o Museu Hemingway. É a casa do escritor, tal como era, com um detalhe muito legal: há dezenas de gatos, descendentes verdadeiros dos gatos de Hemingway.
Disso se pode ter certeza por um dado curioso: Hemingway tinha muitos gatos com seis dedos, característica genética que foi sendo transmitida de geração em geração. Quando estive lá, nos anos 90, ainda encontrei vários deles, todos muito mansos, é claro, por causa do convívio diário com quantidades de visitantes.
(Estive em outras casas de escritores espalhadas pelo mundo, mas em nenhuma me senti tão perto do antigo morador quanto nessa. Pegar os bichinhos no colo, sabendo que vinham numa linha direta de gatos que o próprio Hemingway acariciou e pegou no colo, me deu, de repente, uma grande intimidade com aquele homem, uma conexão feita através de uma espécie de túnel do tempo feito de vibrissas. Go figure!)
Bom, pois lá fui eu à URL enviada pelo Sérgio e, naturalmente, quem estava diante da câmera? Ele e a Bia, todos contentes. Bia, morta de saudades das gatas dela, tirando uma casquinha dos atuais habitantes quadrúpedes do pedaço, aparentemente bem satisfeitos com as atenções.
Mandei um email de volta, o Sérgio respondeu, mandei outro, a Bia mostrou a barriga (que está enorme!) e assim ficamos, teclando de um lado e do outro e eu, de cá, vendo os dois no quintal do Hemingway...
Foi ligeiramente surreal.
Só depois de nos despedirmos é que me ocorreu que podia ter telefonado; mas é gozado como uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
MMS, o drama
E pesadelo do MMS continua. A situação está assim: tenho dois ótimos celulares com câmera, um Sony Ericsson e um Nokia N95, com contas da Claro e da Tim, respectivamente; e um iPhone, que considero apenas um internet tablet, com uma conta da Vivo.
Pois do jeito que as coisas estão, não tenho nenhuma ferramenta para atualização do blog em tempo real, através de fotos, como venho fazendo há tantos anos. A Tim ou não sobe foto alguma ou sobe três de uma vez; a Claro usa as minhas fotos, cujo envio é regiamente pago, para fazer propaganda -- o que, além de absurdo, deve configurar crime de alguma natureza. Desde quando uma empresa tem direito de se intrometer no blog alheio, sem pedir licença?!
A Vivo, que fazia a mesma coisa com o bonequinho, e com uma frase que me tirava do sério ("Essa imagem foi gerada pela Vivo" -- uma pitomba! foi gerada por mim e pelo meu celular, e transmitida pela Vivo), parou com isso; mas a conta Vivo é a do iPhone, que como câmera não vale dez réis de mel coado, como se dizia nos tempos d'antanho.
>>> CORTA!!!
Retiro o parágrafo anterior. A Vivo continua com isso. A única diferença é que, como passei a usar a conta no iPhone, deixei de usar MMS, e passei a mandar as poucas e eventuais fotos pelo email. Por MMS a palahaçada continua.
>>> VOLTA!!!
Que é, exatamente, onde me sinto, a despeito de toda a tecnologia que nos cerca.
Ô Claro! Ó Tim! Ei, Vivo!
Vocês não vão tomar vergonha na cara?!
Pois do jeito que as coisas estão, não tenho nenhuma ferramenta para atualização do blog em tempo real, através de fotos, como venho fazendo há tantos anos. A Tim ou não sobe foto alguma ou sobe três de uma vez; a Claro usa as minhas fotos, cujo envio é regiamente pago, para fazer propaganda -- o que, além de absurdo, deve configurar crime de alguma natureza. Desde quando uma empresa tem direito de se intrometer no blog alheio, sem pedir licença?!
A Vivo, que fazia a mesma coisa com o bonequinho, e com uma frase que me tirava do sério ("Essa imagem foi gerada pela Vivo" -- uma pitomba! foi gerada por mim e pelo meu celular, e transmitida pela Vivo), parou com isso; mas a conta Vivo é a do iPhone, que como câmera não vale dez réis de mel coado, como se dizia nos tempos d'antanho.
>>> CORTA!!!
Retiro o parágrafo anterior. A Vivo continua com isso. A única diferença é que, como passei a usar a conta no iPhone, deixei de usar MMS, e passei a mandar as poucas e eventuais fotos pelo email. Por MMS a palahaçada continua.
>>> VOLTA!!!
Que é, exatamente, onde me sinto, a despeito de toda a tecnologia que nos cerca.
Ô Claro! Ó Tim! Ei, Vivo!
Vocês não vão tomar vergonha na cara?!
19.3.09
Momentos de indescritível beleza
Acabei de, pela enésima vez, rever Kaos, dos irmãos Taviani.
Para mim, "Colóquio com a Mãe" é dos trechos mais comoventes já feitos na história do cinema.
A música de fundo, que chega a ser covardia, é esta ária da Barbarina (Constanze Backes, no video) em Le Nozze di Figaro, de Mozart.
Procurando mais, encontrei a versão abaixo, instrumental, interpretada da forma mais gostosa de ouvir (e fazer) música: na sala de casa. Com vocês, o Trio À La Carte (Erik Sunnerstam, na flauta, Staffan Sjögren, na guitarra, e Pia Forsberg, no cello).
Caso Sean: assim é se lhe parece

Tenho acompanhado, primeiro pela internet e agora por todos os cantos, a história do Sean, o garoto que vem sendo disputado pelo pai americano e pela família brasileira. E cheguei, finalmente, à minha conclusão definitiva: um bom juiz de vara de família é criatura que, ao morrer, merece ir direto para o céu, sem escala, com todas as mordomias da Primeira Classe! Uma coisa é discutir o caso na mesa de um bar, nas caixas de comentários dos blogs ou mesmo aqui nesta crônica, opinião amplificada porque sai no jornal mas, ao fim e ao cabo, só isso, uma opinião. Outra, bem diferente, é ter de tomar a decisão real que vai afetar, de forma dramática, a vida dos envolvidos. Ouve-se um lado, e os fatos são incontestáveis; ouve-se o outro, e é claro que tem toda a razão; ouve-se um terceiro e é por aí mesmo; e assim sucessivamente. Pirandello perde.
Como quase todo mundo, acho que o ideal para o garoto seria que o pai americano e a família brasileira entrassem em acordo, e que ele pudesse transitar livremente de um lado para outro, de um país para outro. Ao que tudo indica, Sean não corre maiores riscos nem nos Estados Unidos, nem aqui: afinal, se a briga está acontecendo é, em tese, por excesso, e não falta, de amor.
De qualquer forma, antes de ir adiante, aviso: não sou nada imparcial em relação ao caso. Ao contrário de quase todo mundo, pelo menos nas campanhas histéricas que vejo na internet, torço, e torço muito, para que o menino possa continuar no Brasil. Aqui estão as referências afetivas que lhe restaram da mãe; além disso, entre a família nuclear (pai, mãe, filhos) e a grande família (pai, mãe e filhos, mais tios, primos, avós e quem mais houver) sou, sempre, por esta. Tenho uma visão latina da vida: quanto mais gente houver em torno de uma criança, sobretudo de uma criança órfã, melhor. Vocês conhecem o provérbio africano, não é? "É preciso uma aldeia para fazer um homem.” Pois. Acredito nele.
Acho que seria uma barbaridade arrancar do Brasil, sem mais nem menos, um menino que viveu aqui a maior parte da vida, e a sua formação essencial. E acho que talvez tenha sido por isso que, desde o começo, fiquei com um pé atrás em relação ao pai, que logo após a morte da ex-mulher já estava aqui para levar a criança embora, depois de passar anos sem vê-la. Acrescentar ao trauma da perda da mãe a perda da família, da irmã recém-nascida, dos amigos, da escola e da cidade não me pareceu ato de quem tivesse o bem-estar do menino em mente.
Também não sou imparcial porque sou avó, e porque não consigo deixar de me solidarizar com uma mulher que, depois de passar pela dor de perder a filha tão jovem, e de um jeito tão estúpido, agora é ameaçada de perder o neto para um homem que lhe é praticamente um desconhecido. Eu também lutaria pelo meu neto, ora se não.
Tirando isso, há certas coisas que me desagradam profundamente nessa história, a começar pela forma midiática com que o pai passou a se manifestar e a expor o filho ao público, uma vez desaparecida a mulher que poderia contradizê-lo. A essa altura, aliás, uma das principais acusações que lhe faz o lado brasileiro, a de ser um desempregado, já não faz qualquer sentido. Ele virou pai profissional e, quer recupere Sean quer não, certamente escreverá um livro sobre a sua luta, e venderá os direitos para o cinema; dará palestras motivacionais muito bem pagas e, como é bonito, receberá convites para fazer anúncios de produtos diversos. Desconfio, ainda, do caráter panfletário com que o caso vem sendo conduzido nos Estados Unidos, dos políticos que estão aproveitando a chance para fazer média com o eleitorado, e da evidente satisfação com que gringos que nada têm a ver com o caso correm, feito hienas, para os seus quinze minutos de fama.
Mas o que me deixa mesmo indignada é a covardia e a falta de respeito dos ataques feitos à mãe, que morreu e não pode se defender. O que é isso?! Em que mundo estamos?! Fico revoltada com a falsidade dos que se declaram fervorosos defensores da lei, da moral e dos bons costumes, e que não hesitam em julgar e condenar essa moça que, certamente, agiu motivada por puro desespero.
Não conheci a Bruna, mas não acredito nem um pouco no conto de fadas descrito pelo pai. O que eu sei, com certeza, é que uma mulher feliz não larga o marido, mesmo que esteja morando numa cabana sem aquecimento na Sibéria, e que esteja se matando para sustentar a família. Quem acredita nisso consegue acreditar em qualquer coisa, até nas boas intenções de um pai que vem sete vezes ao Brasil e que não vê o filho.
H-e-l-l-o-o-u?! Se alguém levasse um dos meus filhos para outro país e eu conseguisse chegar até aquele país, duvido, mas duvido muito, que houvesse força capaz de me impedir de vê-lo. Eu acamparia em frente à casa, me deitaria no caminho do ônibus escolar, escalaria o prédio – em suma, faria tal banzé que, mais hora menos hora, alguém teria de tomar conhecimento da coisa. Encontrem os seguranças que a família contratou para amarrar e amordaçar o pai, e aí vamos descobrir se, de fato, alguém o impediu de fazer o que quer que fosse.
Por outro lado, chego a achar comovente a luta de João Paulo Lins e Silva. Conheço muitos pais biológicos que não fariam metade do que está fazendo para ficar com Sean. Seria tão mais simples dar de ombros e entregá-lo ao pai biológico! Em vez disso, ele está agüentando o peso de ser transformado em vilão e de ver o nome da sua família no centro de uma campanha sistemática de demolição. É um alvo fácil, o rapaz. É advogado, é rico, é conhecido: pau nele!
Mas eu me pergunto: se ele se chamasse João das Couves e fosse marceneiro, professor ou entomologista, de que lado estaria a opinião pública?
Vocês decidem.
(O Globo, Segundo Caderno, 19.3.2009)
18.3.09
Mais selos bonitos
Comprei, por US$ 5, um lote de três filmes quase novos, de um americano simpático chamado Rodney. Dois são legítimos bollywoods; um, Bunti aur Babli, é comédia com Amithab Bachchan, e Ram-Jaane, de que eu nunca tinha ouvido falar, não deve ser de todo mau, porque é estrelado por Sharukh Khan, um bom ator.
A grande incógnita é um filme paquistanês chamado Remand, que o Rodney comprou na lojinha indiana da esquina e que, se tem legendas, não foram encontradas. Assim pela cara da embalagem, eu diria que ninguém está perdendo nada; mas vamos ver...
(Eu mandei um email pro Rodney agradecendo os DVDs e elogiando os selos, e ele me respondeu uma grande verdade: "eBay is better than the United Nations in fostering positive relations between countries", o eBay funciona melhor do que as Nações Unidas para estimular relações positivas entre países.)
17.3.09
16.3.09
Nova loja da sosgatinhos
Leila informa:
"Miau Miau é a nova loja para ajudar os sosgatinhos.
Estamos precisando muuuito de ajuda!
A vantagem é que na Miau Miau você pode escolher o desenho e customizar sua camiseta, entre muitas opções de modelos, cores e tamanhos. Você também pode aplicar o desenho escolhido em moletons, abrigos, camisetas de bebê e criança.
A lojinha é em inglês. Por que não achei nada parecido aqui! Assim não tenho gastos na produção das camisetas e as opções de modelos e cores são muitas. E ainda tem mais produtos, como bonés, pins, imãs, stickers, mouse pads, selos, aventais, cartões, canecas.
É super facil de navegar, não tem mistério mesmo para quem não fala inglês muito bem. O pagamento pode ser via pay pal ou cartão de crédito.
A entrega é pelo correio.
Mesmo que você não compre, pode ajudar fazendo comentários e cotando os produtos (de uma a cinco estrelas): isso faz o site Miau Miau ser mais divulgado no Zazzle.
Na foto anexa um exemplo das mil maneiras de escolher e customizar suas compras.
O endereço é www.zazzle.com/miaumiau.
Visitem, deem sugestões, obrigada!"
Bossa 09

Quando os geeks se encontram
Meu primeiro pensamento, quando recebi o convite do Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) para o Bossa 09, foi o de que a turma realmente não tem mais trocadilhos para inventar. Errei. O Bossa Nove chamou-se assim apenas por ficar entre o Bossa 08 e o Bossa 10. Em seu terceiro ano, o evento, relativamente pequeno mas muito focado, já está na agenda da comunidade mundial do software livre. A idéia por trás da sua realização é a divulgação do trabalho brasileiro na área, que é da melhor qualidade, mas que, até 2007, era relativamente pouco conhecido fora do país.
A crise econômica atingiu o Bossa 09, que teve, esse ano, 180 participantes, contra os 240 dos anos anteriores; mas como tamanho não é documento, os organizadores estavam bem satisfeitos com o resultado. Por exemplo: nas primeiras edições, os palestrantes eram todos convidados, com passagem e hospedagem pagas pelo INdT. Pois o Bossa já está tão bem cotado que, na versão 09, 30% deles vieram com seus próprios recursos.
-- A internet é ótima, e propicia excelentes contatos, mas nada substitui um encontro ao vivo, onde se pode discutir, trocar idéias, fazer workshops, -- diz Sandro Alves, diretor de programas e colaboração do INdT.
A língua oficial do Bossa é o inglês, o esperanto da tecnologia, já que além de brasileiros havia finlandeses, alemães, noruegueses, australianos, poloneses e americanos presentes. O cenário não podia ser mais bonito: um resort em Porto de Galinhas, Pernambuco. Os europeus, fugidos de um dos piores invernos, estavam deslumbrados com o calor e com o mood tropical que os cercava – mas tenho sérias dúvidas se chegaram sequer a ir até a praia, a uns 500 metros do centro de convenções. Ao longo do dia, e pela noite adentro, o que mais se via eram grupinhos reunidos em torno de notebooks e celulares, em discussões muito animadas à beira da piscina.
O Bossa é, essencialmente, um encontro de desenvolvedores, ou seja, aquele pessoal que escreve programas. Ao contrário de muitas conferências em torno do software livre, a filosofia do Open Source nem entra em pauta, já que, em todas as palestras, predominam os aspectos técnicos. Tentei assistir a algumas delas e desisti logo nos primeiros minutos – a bola voa tão alto que a gente nem vê.
-- Pois é isso mesmo que a gente quer, -- diz Sandro. – O pessoal dificilmente encontra esse nível por aí. Aqui não tem evangelista, só gente que vive com a mão na massa.
E o que é que essa gente tanto discute? Ah, isso a gente vai descobrir daqui a um tempo, nas telas dos nossos celulares...
(O Globo, Revista Digital, 16.3.2006)
15.3.09
Sobre a Zazá
Recebi novo email da Gabriela!
"Arrumei uma mobilização tão grande que as pessoas que me encontraram na rua nos últimos dois dias só me perguntavam da Zazá. Acionei porteiros, guardadores de carro, vigias, donos de boteco e de lanchonetes num num raio, sem exagero, de quase um quilômetro.
Já estava preparada para me lançar em campanha por Ipanema e colocar um anúncio no jornal quando a Julia (minha filhota) deu a idéia de fazermos uma trilha de ração. Jogamos sacos de comida pela marquise e pelos parapeitos, e deixamos as janelas abertas, obviamente com o Duda, o outro gato, que resgatamos do Parque Laje (e que estava em depressão pelos cantos sem nem responder com arranhões e mordidas como usualmente faz às ofensivas da Julia) trancado na cozinha, para que a história não se repetisse.
Pois lá pras cinco da madrugada a danada da Zazá me apareceu miando. De preta e branca, ela passou a cinza, de tanta sujeira e poeira.
O pior é que a coitadinha, depois disso tudo, ainda teve que tomar um banho.
Acho que ela aprendeu a lição."
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