26.12.02



BLOG!



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Natal em off

E não é que o computador resolveu fazer forfait justo no Natal?! Primeiro foi o Velox que saiu do ar; depois, apareceu um problema qualquer na fonte (suponho) que simplesmente desliga a máquina sem dizer água vai. Perdi dois posts e as mailboxes do Eudora se embaralharam todas.

Pelo sim pelo não, resolvi rearrumar os fios, mais embolados do que uma macarronada. E, já que estava com a mão na massa, abri a máquina pra dar uma geral; tirei, limpei e recoloquei as placas em seus devidos slots, e dei aquela aspirada básica, já que há sempre mais pelos de gatos dentro das máquinas aqui de casa do que seria recomendável. Como eu já imaginava, não adiantou nada, exceto pelo fato de que pelo menos, agora a confusão de fios, adaptadores e filtros de linha está menos confusa do que antes.

Não é um consolo.

O Velox voltou, e estou digitando essas mal tecladas da máquina da Bia, mas não é a mesma coisa. Estranho a escrivaninha e sinto falta dos meus arquivos. {SIGH}

Meninos, algum de vocês cariocas é técnico em hardware?

Abel, estás na área?

22.12.02



Eu, hein...

Flash para ensinar a embrulhar presente. Só podia ser da CNN, mesmo.



Gente, olha que LUA!!!


Multi-uso

O Multi-uso, da Marina W e da Mariana Newlands, já está no ar! Primeiro tema: uma lista com as dez celebridades que a gente chamaria para a ceia de Natal. Eu mandei este email pra Marina:

Bom, meninas, só dez não dá MESMO. Vão cinco de dez áreas que eu adoro discutir. Se vocês acharem que é gente demais, peguem o primeiro nome de cada lista que dá uma mesa de dez muito bacana... Ou o segundo. Ou pesquem ao acaso. Pra muita gente vai ser a mesa mais chata do mundo, mas eu vou me divertir muito.

Gerald Durrell, Jacques Cousteau, George Adamson, Sylvia Earle, Jane Goodall, pra falar de bichos

Yehuda Amichai, Carlos Drummond, Jorge de Sena, W. H. Auden e J. L. Borges, pra falar de poesia

John Julius Norwich, Fernand Braudel, Georges Duby, Philippe Aries e o Peninha, pra falar de História

Woody Allen, Ettore Scola, Louis Malle, Robert Altman e Fellini, pra falar de cinema

Andre Kertesz, Robert Capa, Ansel Adams, Cartier-Bresson e Marie Cosindas (o que era aquela Polaroid?!), pra falar de fotografia

Bach, Mozart, Brahms, Mendelsohn e Schubert, pra falar de música

Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Paulo Cesar Pinheiro e Clara Nunes, pra falar de samba

Tom Paxton, Geraldo Vandré, Violeta Parra, Billy Bragg e Leonard Cohen, pra falar de protesto

Millôr, Jaguar, Aldir Blanc, Noel Rosa e Nássara, pra falar do Rio

John Perry Barlow, Larry Lessig, Dave Touretzky, Ed Felten e Mitch Kapor, pra falar de liberdade e resistência no que realmente importa, onde se pode, de fato, fazer diferença, e por onde seremos todos livres -- ou não.

Richard Stallman fica de fora porque realmente não tem modos à mesa.


Natal



Janelas indiscretas

A turma das janelas, Suely à frente, avisa: o juri oficial já fez sua escolha, e agora precisa da ajuda de um juri popular para o desempate. As eleições estão abertas até o dia 28 no Janelas Indiscretas, mas aviso: vai ser páreo duro! Há umas fotos sensacionais por lá...


Boas Festas!

21.12.02



Muito bom!



Tá fácil? Complica!

Escrito nas estrelas

Ao assistir a “Carga explosiva”, há duas semanas, o Bonequinho chegou à conclusão de que a certos filmes não convém levar a namorada. Ao assistir a “Escrito nas estrelas” (“Serendipity”), na semana passada, ficou torcendo para que ela retribua o favor na mesma medida e não lhe peça para ir junto.

Sara (Kate Beckinsale) e Jonathan (John Cusack) se encontram durante uma liquidação da Bloomingdale’s, disputando um par de luvas pretas — e algo acontece entre eles que transcende a raiva assassina que seria de se esperar entre dois consumidores estressados em véspera de Natal. Os dois saem juntos para uma noite romântica por excelência, em que cumprem todos os clichês do gênero, mas quando Jonathan pede o telefone de Sara, ela decide que a vida não pode ser simples assim.

Para complicá-la além de qualquer medida, e tirar do roteiro qualquer possibilidade de verossimilhança, ela escreve seu telefone num exemplar de “O amor nos tempos do cólera”, de Garcia Marquez, que venderá a um sebo no dia seguinte, pedindo a ele que anote o seu numa nota de cinco dólares que gasta imediatamente. Se um dia o livro chegar às mãos dele e a nota às dela, é que o destino desejava mesmo que ficassem juntos. Então tá.

Anos depois, noivos de outras pessoas, os dois continuam pensando um no outro. Durante esse tempo, livro e nota vão seguindo seus percursos perfeitamente ridículos, enquanto a gente fica se perguntando qual é o sentido daquilo tudo.

Mas esta é, lógico, a pergunta que não deve jamais ser feita numa comédia romântica. A idéia aqui não é ter sentido, mas despertar sentimentos — em geral, irritação com maridos ou namorados que, presos à vida real, jamais conseguirão, coitados, transportar suas amadas ao turbilhão de sonhos prêt-à-porter de uma bobagem dessas. Conformem-se, rapazes. Elas vão sair do cinema achando lindo...



O rap da Cinderela

Pequenos grandes astros

Calvin Cambridge (Lil Bow Wow, carismático e engraçado) é um menino que ninguém quer, abandonado num orfanato que poderia ter saído diretamente de um romance de Dickens, caso não estivesse em Los Angeles.

Um dia, no meio de uma tempestade, tenta pegar um par de tênis velhos pendurados num fio de alta tensão. Neste exato momento, um raio atinge os sapatos, atirando-o longe com o seu troféu — e, a partir daí, claro, nada será como antes. Durante uma partida de basquete, Calvin é sorteado para bater uma bolinha com o grande astro do time local. Graças aos seus tênis mágicos, dá um baile, é contratado para fazer parte do time e consegue levá-lo à primeira divisão. Apesar dos Nikes atômicos, crianças, a verdadeira magia está, aprendam, na vida real: no decorrer da história, Calvin encontra, finalmente, uma família.

Parece bobo, e é bobo mesmo. Mas “Pequenos grandes astros” (“Like Mike”), uma espécie de Cinderela em releitura contemporânea, é um filme que vai agradar muito às crianças e, de quebra, divertir os seus pais. Mágica é isso!


Hóspedes

















Alegrias de blog

Ontem de manhã a Cristina Carriconde me mandou esta colagem que fez no vapt-vupt. Somos amigas de computador, mas nunca havíamos visto fotos uma da outra. Ela me explicou o que aconteceu:

Estava fazendo uma montagem no Photoshop para ver se conseguia colocar uma foto no forum e com algumas "caras" minhas, quando resolvi tirar uma foto da tela do meu computador e dei de cara com você que eu não conhecia em uma foto maravilhosa.

Tive a idéia de fotografar o comentário e a tela do meu computador. Numa linguagem de internet eu mostro para você várias expressões quando estou lendo o seu blog.

Como sempre digo "bom dia", mando ele agora colando nossas imagens e as do instrumento que tem possibilitado a nossa comunicação.

Não repare na montagem porque fiz rápido para mostrar como foi um encontro não planejado...


Pois eu adorei essa colagem! A Cris conseguiu fazer uma coisa que, se alguém me descrevesse, eu ia achar impossível: criar a interpretação visual de um diálogo online. Maravilhoso.

A outra alegria: ver as fotos que a Luciana fez na casa do Paulinho, em Michigan.

Pensem só: eu faço um blog. Uma menina que mora em Michigan faz um blog. Nós lemos os blogs uma da outra. Através desses blogs, ela e o marido ficam amigos do meu filho e da mulher dele, de quem são quase vizinhos. Um dia, começam a aparecer fotos dos meus netos no blog dela. E agora, a Bia, que ainda ontem estava aqui no escritório, escrevendo sobre a noite carioca, me aparece lá também, ao lado do irmão.

Surreal.

Isso eu continuo achando uma espécie de milagre com o qual espero não me acostumar nunca. Certos espantos devem ser preservados, como espécies em via de extinção.


Negro gato



Vocês estão reconhecendo o gato da foto? Pois é, é o Nero, aquele quadrupinho maravilhoso com quem eu fiz questão de ser fotografada. A produção era para essa foto de Getúlio Cortes, autor de uma série de sucessos da Jovem Guarda -- entre eles, claro, Negro Gato...

É a capa do Segundo Caderno, hoje.

20.12.02



Marathon Man

Outra coisa que a gente faz em fim-de-ano, além de listas de melhores issoeaquilos e resoluções que sabe, de antemão, que não vai cumprir, é limpar, na medida do possível, as diversas mailboxes. Nessa revirada vêm à tona lembranças, imagens, amigos.

Um, que acho que nem vi em 2002, mas de quem tenho sempre saudades, é Rodolfo Lucena, editor de informática da Folha. Olhando assim de fora, Rodolfo parece até normal; mas só parece. Na verdade, é louco por corridas. Louco mesmo.

O negócio do Rodolfo não é aquela corridinha básica no Ibirapuera. Imagina...

Não; o que ele quer é viver desafios complicados, em regiões estranhas, nas piores condições possíveis. O frio está de rachar? Ótimo! Além disso chove? Melhor ainda!

E sabem o que é pior? É que quando a gente termina de ler as aventuras dele, acaba achando tudo muito divertido, e morre de pena de não ter estado lá.


Memoblog

A Angela descobriu entre os seus guardados um link que pesquei no ano passado. Eu tinha me esquecido completamente! É um lindo calendário adventício (é assim que se diz?) pro Natal.

Valeu, Angie -- se um dia eu me lembrar de onde deixei a caixinha do remédio pra memória, quero ficar exatamente assim...!


Cena carioca

Bia Badaud escreveu isso aí embaixo, num comentário. Achei lindo e resolvi trazer pra cá:

Estava passando ao lado do campo de Santana ( Sant'Ana? ah, a Praça da República, vai ) quando vejo um homem de terno, de seus quase cinquenta anos, se abaixar. Desviei o olhar pra ver o que tinha caído. Ele estava catando da calçada um filhotinho gatinho.

Parei pra ver o que ele ia fazer.

O homem de terno foi na grade e enfiou o gatinho pra dentro de novo, por um buraco na tela, pra perto de onde havia outros pequenininhos também. Detalhe: o pequeno se enroscou um pouco, e o homem ficou olhando e ainda deu mais um empurrãozinho, só saindo quando teve certeza que o gatinho tinha entrado direito.

E lá seguiu o homem de terno pro seu lado, e eu pro meu.

Hehe, adorei...

Quem disse que homens de terno no centro da cidade só se preocupam com números, cotações e índices econômicos?