16.12.03



Blogger.com.br

Os usuários do Blogger.com.br receberam um email da Globo.com a respeito de mudanças no serviço. Muitos têm escrito para mim, outros manifestaram preocupação aqui mesmo, nos comentários.

Bom. Eu conversei com eles ontem, e a questão é muito simples.

Quem já tem blog hospedado no Blogger.com.br não precisa se preocupar. Eles não vão cobrar nada de ninguém dentro de um limite muito razoável de uso: este internETC., por exemplo, que é bem heavy como tráfego e como armazenagem, caberia folgadamente nesses limites.

Novos blogs em Blogger.com.br, só para assinantes da Globo.com.

Por que isso? Aparentemente, porque, com o fechamento do Kit.Net grátis e de tantos outros sites de hospedagem gratuita, os pornôs que moravam por lá se transferiram em massa para o Blogger.com.br -- onde não há estrutura para se conferir cada novo blog criado, e muito menos grana para sustentar banda e hospedagem de site pornô.

Restringindo o acesso a coisa fica mais fácil para a administração, e mais difícil para os pornógrafos. De cara, o pessoal XXX vai ter que procurar outras paragens. E, agora, a Globo.com vai em cima dos sites que têm milhares de acessos por dia, ocupam quaquilhões de Gigabytes, etc.

Pelo que me disseram, podem ficar tranqüilos: é apenas uma medida de saneamento do sistema.

Outra novidade é que estão trabalhando numa versão muito poderosa do Blogger.com.br. O novo sistema, que deve ser lançado dentro de três ou quatro meses, vai ser uma ferramenta de publicação completa, com recursos de fotolog e, vejam só, videolog.

As conversas com a turma do Fotolog, mesmo, não deram em nada. Há uma incompatibilidade técnica entre o Fotolog e o sistema da Globo.com, que preferiu partir para o tal super blogger que vem aí.

Nisso, sinceramente, fiquei com pena. O Fotolog não é a maravilha que é só por causa da ferramenta, mas também, e sobretudo, pela sua universalidade. Ainda que 70% dos usuários sejam brasileiros, há estrangeiros de sobra para que a gente se surpreenda com um gatinho no Japão, cristais de gelo na Suécia, crianças em Angola.

Por outro lado, se a gente navegar um pouco pelos fotologs desses tais 70% de usuários brasileiros, vai ver que a maioria só quer mesmo postar fotos e mais fotos de si mesmos, para que os amigos possam escrever "huahauhauhauha" indefinidamente...

Enfim. Estou curiosa com o que vem por aí.

(Enquanto isso, na cadeira ao meu lado, a Tati dorme o sono dos justos... e ronca! Muito engraçado gato roncando...)




Já foi pior. Foi?

Meu pai achou este anúncio tão engraçado que guardou durante anos. Eu pus numa moldurinha. Fica no escritório, ao lado da minha mesa.

15.12.03





Matusca, quem mais? Só ele pra melhorar o humor da gente...

Valeu, múmia querida!



Perdoai-os, Pai... que eu não consigo!

É muito bom que o Saddam esteja finalmente preso e coisa e tal, mas... será que os americanos não vão aprender NUNCA?!

Será que não percebem que humilhá-lo publicamente é afrontar os sentimentos de meio mundo árabe -- e de meio mundo ocidental, de quebra?! Por mais terrível que tenha sido seu poder, por mais mortes e miséria que tenha causado, Saddam é um prisioneiro de guerra. Prisioneiros de guerra devem (deveriam) ser tratados com dignidade; ou quem os capturou e pretende julgar a eles se iguala na barbárie.

Já não bastavam as fotos dos filhos mortos expostas em todos os jornais do mundo?!

Será que os americanos ainda não aprenderam que não se chuta cachorro morto?!

Não, é óbvio que não aprenderam.

Até porque, para eles, cachorro bom é cachorro morto.

Os americanos que estão no poder -- que me perdoem aqueles americanos que, eu sei, estão tão revoltados contra isso quanto eu -- perderam de vez qualquer sentimento de humanidade.

Passei o fim-de-semana abalada com uma das notícias mais chocantes que já li. Foi um "presente" do Juan Carlos, que a descobriu no Orlando Sentinel e a traduziu no seu blog:
"Para os soldados americanos no Iraque, é contra o regulamento ter animais de estimação, mas o magro filhote preto que achou os soldados da Guarda Nacional da Flórida numa base ao norte do Iraque recusava-se a ir embora.

Então, os soldados da Companhia Alfa do 2º Batalhão do 124º Regimento de Infantaria adotaram a cadela e chamaram-na de Apache, em referência à identificação da Companhia no rádio.

Mas o regulamento do Exército finalmente alcançou a Companhia Alfa e Apache.

Membros de famílias dos soldados disseram quarta-feira (10/12) que os soldados foram forçados a obedecer ordens e matar a cadela."
Quem é o monstro maior: quem dá uma ordem dessas ou quem obedece?! Como é que alguém pode matar um animal inocente, que caiu no enorme, estúpido erro de gostar de humanos, por causa de um regulamento?!

Enquanto isso, o cão cenográfico cuti-cuti da gang Bush faz gracinhas nos jardins da Casa Branca diante da imprensa, para garantir a sua continuidade no poder.

Eu não sei mais o que pensar da atual mentalidade americana.








Flagrei essa ceninha legal no almoço de fim-de-ano da Vivo. O camarada que está falando é Francisco Padinha, CEO da empresa: gente fina.

Ver e fotografar

Cara Cora,

o mundo não é o que se fotografa. A percepção subjetiva de duas capivaras não depende de fotografá-las ou não. A observação é que faz com que você trabalhe seu cerébro. A superutilização dos gadgets faz com que fiquemos como a maioria dos japoneses, que viajam o mundo todo e não vêem nada, só fotografam. Vão ao Louvre, em Paris, param 10 segundos em frente à Monalisa e tiram cinquenta fotos. Na verdade eles não viram a Monalisa. Eles não repararam em nada na Monalisa, apenas fotografaram. Eles viajam a Paris, tiram 500 fotos, mas não conhecem Paris. Eles só vão conhecer Paris, quando estiverem no Japão, e forem ver as fotos. Então, eles passaram a conhecer Paris, mas apenas através de fotos, como a maioria das pessoas.

Mas o mundo Cora, não cabe em rolos de filme ou em memory cards. Por isso, a superutilização de gadgets é maléfica. Fotografa-se tudo, estamos sempre plugados, mas não percebemos o que é real. Não sentimos os cheiros, não ouvimos os sons ao nosso redor, vemos de tudo, temos todas as imagens, mas não percebemos nada.

Abraços,

Paulo Celso Pereira


Salve, Paulo Celso.

Não posso te responder em nome dos japoneses, mas no meu, posso garantir que as coisas não são assim tão distintas: ver ou fotografar. Entendo que para quem tem pouca intimidade com a máquina fotográfica, a complicação de ajustá-la se sobrepõe ao gozo do momento; por isso, aliás, não faço foto submarina. Nunca cheguei a dominar bem o equipamento, e preferi continuar curtindo os peixes e corais sem estresse.

Mas aqui em cima d'água, a máquina é uma segunda natureza para mim. Ela não está agindo em lugar do meu olho ou dos meus sentidos; está apenas anotando o que eu vi. Fotografar bem uma capivara, como, de resto, qualquer coisa, envolve um mínimo de convívio com o animal. Pode ser que haja gente com "quilometragem" de capivara igual à minha, mas maior vai ser difícil. Sei os horários das bichinhas e de onde vêm quando aparecem, conheço as suas manhas, fui possivelmente a primeira pessoa a fotografar as duas. Conheço a sua voz e o seu cheiro (que não é dos melhores), sei até quando estão de bom ou mau humor.

Não subestime todos os fotógrafos (ou todos os usuários de gadgets eletrônicos) -- que tendem a ser pessoas muito curiosas e interessadas pelo mundo.

Um grande abraço,

Cora

Estava trabalhando na minha correspondência, acabei de escrever essa carta e fiquei pensando por que ainda existe
este preconceito em relação às máquinas, por que ainda existe essa noção de que ou se vêem as coisas ou se fotografa. Para mim, é tão óbvio que fotografar aguça a percepção do mundo!

Na quinta passada, escrevi meio de brincadeira a respeito da reação dos gregos à escrita em detrimento da memória. Agora me pergunto se a reação do Paulo Celso -- comum à maioria das pessoas que não fotografam -- não tem um pouco a ver com isso, ou não é uma versão revisitada da velha cisma.

Num exercício de retórica, poderia haver algo a ser dito em favor da memória sobre a escrita ainda hoje. Se soubéssemos apenas o que conseguimos decorar, se ficássemos restritos ao âmbito das nossas mentes, estaríamos, como estamos, afogados no tal information overload?

Sei lá.

Só tou pensando em voz alta.

12.12.03





Nada a ver com o "Espírito Natalino", mas que é engraçado é, né?

Achei no blog da Bia Badaud dia desses, depois perdi aqui na confusão de JPEGs; hoje, procurando umas figurinhas, dei com ele novamente...


Coração de estudante

"Qual é a importância do Vale do Paraíba?"

"O Vale do Paraíba é de suma importância, pois não podemos discriminar esses importantes cidadãos, já que existem o vale-transporte, o vale-idoso, porque não existir também o vale-do-paraíba??!!!"







Flog in Rio ou
Encontro de fotologueiros cariocas


As fotos estão, naturalmente, no Fotolog; sugiro um passeio pelos flogs de quem foi (lista completa lá também).

Há muitos flagras engraçados!


Gracinha.com

Taí: garanto que a Lúcia Guimarães nunca recebeu um cartão tão simpático quanto este, em que o Guilherme deseja Boas Festas para mim... e para a turma do blog!

Muito obrigada, Guilherme! Beijos para você. Está todo mundo na torcida pela recuperação da Maria, viu?

11.12.03



Ego.com

A Angela Fatorelli, do Bloggete, mandou muito bem:
A jornalista Lúcia Guimarães, uma das apresentadoras do “Manhattan Conection”, dispara, no próximo número da revista “Argumento”, sua pena sofisticada contra a mania de todo mundo ter um blog e nele expor sua intimidade e a dos amigos. “O blog é o novo trenzinho elétrico do ego”, metralha.

Essa nota está no Globo de hoje.

Eu gostaria de comentar que sim, claro, prezada Lúcia Guimarães, o blog é um trenzinho do Ego. A senhora -- ou senhorita? -- não tem ego? Ah, eu tenho. Tenho mesmo. Mas não sou apresentadora de nenhum programa na televisão e nem tenho amigos que publicam toda e qualquer coisa que eu escrevo em revistas e jornais de nome besta.

Eu tenho que usar uma ferramenta gratuita de publicação para comunicar aos outros minhas opiniões sobre o mundo, sobre as pessoas, e quiçá sobre as exposições de ego alheias, sacou, dona Lúcia?

::Ângela F. desconhecida na imprensa, mas feliz da vida com seu mondo blog::



As invenções bárbaras

Acontece: às vezes um filme acaba dominando completamente o panorama, como se fosse uma espécie de tema obrigatório da temporada. Já aconteceu com “Beleza americana” e com “Tiros em Columbine”, por exemplo, com “Cidade de Deus” e até com “Amélie Poulain”; agora, está acontecendo com “As invasões bárbaras” — que, apesar de estar em cartaz há mais de um mês, continua dando pano para as mangas. Gostei do filme, como todo mundo, mas, ao contrário da maioria (como é que eu sei?), não achei que está com essa bola toda. Para mim, o bonequinho estaria aplaudindo apenas sentado, vagamente perplexo com a comoção à sua volta.

Os atores são excepcionais, a direção é excelente, o roteiro é ótimo — mas a questão central do filme, ainda que bem conduzida, é muito antiga para quem discute o assunto desde o século passado (o Vinte), quando o manifesto do Unabomber causou tanta celeuma.

Rémy, o intelectual, reencontra Sébastien, o filho yuppie que, mergulhado em tecnologia e dinheiro, ama tudo o que o pai detesta e sabe, direitinho, como é que a banda toca. A relação entre os dois se refaz aos poucos, lindamente, em meio a um confronto contínuo entre idealismo vencido e pragmatismo vencedor. Os gadgets de Sébastien e a sua noção de que o mundo cabe inteiro na tela de um notebook ou de um celular são os vilões do filme — embora garantam a Rémy um fim de vida compatível com os seus ideais românticos. Money talks mais alto.

Para muita gente, meu querido Arnaldo Bloch inclusive, o ponto alto do filme, ou pelo menos um de seus momentos emblemáticos, acontece quando Nathalie, uma junkie do bem, atira o celular de Sébastien ao fogo. Para essa galera de late bixos grilos , é um instante de libertação: “Chega, nerds ! Vivam a vida! Olhem a natureza! Conversem com as plantas e com as pessoas que estão ao seu lado!”

Ora, simbolismo por simbolismo, para mim a cena representa uma metáfora da inquisição, queimando na fogueira da ignorância aquilo que não compreende. Assim, o Nokia em chamas passa a ser um pequeno Jan Hus de plástico e silício, ardendo em sacrifício pelo conhecimento e pelo progresso — com tudo o que a palavra carrega hoje de pejorativo. Só não exclama “ Sancta simplicitas !” porque o latim saiu de moda e porque, afinal, os telefones celulares são humildes e se abstêm de fazer juízo sobre as pessoas. Mas não é de todo impossível que o último pensamento a cruzar seu chip tenha sido “Holy shit!”, o similar inculto da língua franca do nosso tempo.

* * *

Digo tudo isso mas, na verdade, não estaria aqui falando do filme (que, a meu ver, já foi discutido à exaustão: próximo assunto, por favor) se o Arnaldo não tivesse tocado no tema e trazido à tona, na sua crônica de sábado passado, velha discussão recorrente entre nós. Ele acha que devemos restringir o consumo da tecnologia a um mínimo, ao passo que eu acho que devemos explorá-lo ao máximo.

Não há nem como, nem por quê, reverter o tempo e voltar a um mundo que já não existe. Nosso cordão umbilical está irremediavelmente ligado a saídas USB e fontes de energia.

Quando digo que não sou ninguém sem as minhas máquinas, isso não significa que a minha identidade está nelas, mas sim que elas expandem a minha mente e as minhas ações para muito além do que pode ir a frágil estrutura de carne e osso que usamos para carregar nossos cérebros de um lado para outro.

* * *

Pergunto: para que limitarmos as nossas fronteiras? Como se isso fosse possível! As máquinas não nos afastam das pessoas ou da natureza, pelo contrário; elas ampliam a nossa compreensão do mundo e estendem o nosso afeto, mostrando aos amigos quem somos, onde estamos, o que vemos e o que sentimos.

Cada ponto numa rede, cada website, cada blog ou fotolog correspondem, sem exceção, a pessoas como nós. Vivinhas, de carne e osso, talvez existindo como matéria em outra latitude mas, como espírito, muitas vezes mais próximas do que os nossos vizinhos de porta.

Reconheço que lidar com essa abstração nem sempre é fácil para quem ainda vê as máquinas como um fim em si mesmas. É normal, isso. Sempre que a Humanidade muda de paradigma, há quem lamente o que se perdeu: já na Grécia antiga houve quem se revoltasse contra a escrita, aquela função vulgar de escravos que pôs a perder o belo hábito milenar de se trazer todas as histórias na memória.

* * *



Ainda outro dia discuti isso mais uma vez com o meu amigo, ao nos encontrarmos em plena Lagoa. Eu ia andando devagarinho, observando cada detalhe e fotografando aqui e ali; ele ia velozmente, pedalando a sua bike .

— Deixa essa máquina para lá — admoestou. — Você está vendo o mundo através de uma lente!

Taí: se estou, não tenho reclamações. Ando bem contente com essa lente, que já me mostrou lesmas, peixes variados, biguás, garças e socós — sem falar em duas lindas capivaras.

Um dia, quando estiver a pé, ele ainda vê uma delas.


(O Globo, Segundo Caderno, 10.12.2003)



Brasil!

Acabo de ver o video da música que venceu a Califórnia da Canção Nativa, no Rio Grande do Sul, um baita festival regional. Chama-se "Laçador de Barro", é da autoria de João e Borges e o video é da Santo Expedito Produções Possíveis, dos meus amigos Fábio e Jaq.

Pode ter coisa mais brasileirinha, mais gostosa do que tudo isso?

Eu amo este país! :-)

Para ver e ouvir a música clique aqui e, ao pedido da senha, digite 7F9F67D3.




Enquanto isso, no site Dirce, ao qual cedi minhas fotos...

"Gerard Depardieu, sorria: você está sendo fotografado!"

Huahauahuahauhauhauha!!!

Alguém comentou lá no fotolog, e eu não posso concordar mais enfaticamente: se não tivessem proibido fotografar, eu não teria tido uma fração da diversão!

10.12.03



Meetup do Rio

Hoje é dia de meetup, aquele popular encontro de fotologueiros que se realiza, na segunda quarta-feira do mês, em todas as cidades onde existem fotologueiros.

O do Rio vai ser no Lord Jim.

Estou saindo às carreiras, atrasadíssima. Peço por favor ao primeiro fotologueiro que aparecer por aqui e que tenha o endereço e horário que deixe esses "pequenos detalhes" nos comentários...

É que o Fotolog propriamente dito está fora do ar e, portanto, não estou conseguindo chegar aos amigos que já postaram a informação para pescá-la para cá.

Valew!

FUI.

E vou.


Celebridade

Gerard Depardieu está rodando umas cenas no Rio. Topei com a equipe de filmagem por acaso quando desci aqui, voltando de São Paulo.

Uma moça grossa e pouco inteligente me proibiu de fazer fotos... mesmo à distância!!!

-- Nem uma fotinha?! Isso é um espaço público! Faço uma foto e pronto.

-- Não senhora, nem uma.

Bom, não sei vocês, mas comigo o melhor convite para fazer qualquer coisa é dizer que está proibido. Assim, dei a volta, fui para trás do vidro e... clic, clic, clic.

Infelizmente eu quase não tinha mais espaço no cartão. Apagava fotos do vôo e clicava o Depardieu quando ele aparecia.

A certa altura ele percebeu que eu estava fotografando e fez um gesto obsceno para mim. O diretor começou a gesticular também e a tal moça foi chamada novamente.

Antes que ela conseguisse dar a volta para me pegar, saí de fininho, peguei um taxi e mandei tocar pro Globo.

É lógico que uma das fotos está na edição de hoje, na página 2... :-D


Ninguém merece!

É assim: você fica escrevendo coluna até às seis da manhã; vai dormir, aos trancos e barrancos, às 6h30; acorda às 9h30 para ir para São Paulo trabalhar; encara uma Ponte Aérea turbulenta e atrasada; vê o Depardieu filmando no Santos Dumont e se desentende com uma moça desagradabilíssima que proíbe fazer fotos; corre para o jornal; termina a coluna, resolve uns pepinos e abre a mailbox.

Aí encontra um cretino desses.

OK. Eu sei que não se amplia a voz dos imbecis. Mas, putz, tem hora que cansa, viu?!

Como eu acabei de dizer lá no Fotolog também: ARGH!!!!!
"Também sou jornalista e tenho uma produtora de vídeo. Li sua matéria dia 8/12/2003 sobre a câmera Kodak DX6490. Vi as duas fotos da inauguração da árvore da Bradesco que, segundo você foram tiradas da janela do quinto andar do seu apartamento na Lagoa.

Muito estranho. Eu estava lá, no palco, gravando o coro das Meninas Cantoras de Petrópolis. Me desculpe, consultei outros fotógrafos e diretores de arte amigos e todos foram unânimes emafirmar o que vi na hora que olhei suas fotos: a foto menor - que seria o super zoom da Kodak, está num angulo que só poderia ser tomado ao nível do palco, e nunca do quinto andar! eu mesmo fiz tomadas que estão quase no mesmo plano.

Repare que a foto maior revela o teto dos automóveis, da barraca... No mínimo, o coral apareceria no mesmo ângulo, a menos que, além de um zoom muito poderoso, a Kodak também venha equipada com uma grua... E ainda assim, infelizmente, as árvores ficariam na sua frente!

Muito estranho...Se foi uma ilusão de ótica, seria legal você explicar. Tenho certeza que qualquer um que fotografe regularmente vai estranhar também.

Grande abraço,

Heber Lobato Jr."

8.12.03





Tutu, mandando uma mariposa covarde tomar vergonha na cara e descer lá de cima para enfrentá-la feito gente.




DX6490: show de câmera!

Até eu levei um susto: segundo o contador da máquina, em pouco mais de um mês fiz 3.743 fotos com a Kodak DX6490 (mais da metade, provavelmente, dos meus gatos...). A explicação é simples: ela é uma das melhores câmeras digitais que usei, e quando a experiência é tão compensadora, a gente tende a repeti-la. Dois detalhes combinados a tornam única — o sistema Easy Share, do qual falei no outro dia, e que realmente muda a relação da gente com as câmeras (e a delas com os computadores) e o fenomenal zoom óptico 10x, cuja performance vocês podem avaliar pelas fotos.

As da festa da árvore foram feitas da minha janela, no quinto andar; as da praia, do 37 andar do Méridien. Ainda por cima, através de janelas escuras! (Para ver mais exemplos de fotos, e toda a seqüência do zoom, vá ao meu fotolog, em www.fotolog.net/cronai). Nos dois casos, além de toda a extensão óptica do zoom, usei também o zoom digital 3x, de que em geral não gosto, mas que aqui funcionou bastante bem.

O segredo do espantoso zoom da Kodak DX6490 pode ser resumido em três nomes: Schneider-Kreuznach Variogon. Poucas câmeras podem se gabar de ter lentes com tal pedigree — inclusive, poucas câmeras até da Kodak, que as reserva para o seu topo de linha. É lógico que, com um zoom desses, ela não é uma câmera de bolso — mas, ainda assim, é pequena e leve o suficiente para caber na bolsa sem incomodar. Além de tudo, é um objeto muito bonito, com um design sóbrio e enxuto.

Mas há outras coisas de que gostei muito nela, além do design e do zoom poderoso. A bateria, por exemplo, que segura as pontas com extrema galhardia; o LCD, que é grande, claro e tem ótima resolução; o visor eletrônico, que em casos de muita ou pouca luz, de fato funciona; os botões dos comandos mais usados ao alcance dos dedos.

Como todas as Kodak, a DX6490 é facílima de usar, quer a gente trabalhe em modo automático, quer deseje ter maior controle sobre as funções; ao contrário das irmãs, porém, ela oferece uma alternativa menos “mastigadinha” do software, o que achei uma felicidade, e algo a ser incorporado às demais câmeras de primeira linha da “família”.

A qualidade da imagem, que vai a 4 MP, é ótima em todas as circunstâncias, inclusive à noite, e até com flash. Ela usa cartões MMC ou SD, e custa R$ 2.997. Há muitas outras coisas interessantes a respeito dessa grande máquina; recomendo uma visita ao seu site, em wwwbr.kodak.com.


(O Globo, Info etc., 8.12.2003)

6.12.03





Fiz esta panorâmica de Copacabana do alto do Hotel Méridien, no Leme.


=^..^=

TESTE!

Você sabe distinguir um gato de uma gata?

Estou falando em quadrúpedes, naturalmente... (a minha pontuação foi 11/16).

Valeu, Rinatinha, muito obrigada... :-)))