8.1.07
Detalhe:
A bicicleta tem um dínamo no pedal que carrega o celular enquanto se pedala! ADOREI essa idéia!
Enquanto isso, em Las Vegas...
São duas e pouco da manhã. O domingo foi cansativo, com uma coletiva atrás da outra. Hoje, dia de abertura oficial da feira, vai ser pior. A convergência entre o mundo digital e os eletro-eletrônicos juntou tribos que antes circulavam em universos (e espaços) diferentes, ainda que paralelos; o tamanho da CES ultrapassou qualquer limite do razoável.
A única forma de lidar com uma feira desse tamanho é ter consciência da impossibilidade física de se ver tudo, fechar o foco em algumas coisas e contar com a sorte.
Algumas coisas são destaques óbvios: HDTV, toda a espécie de telefones para VoIP (a tecnologia do Skype, entre outros), conexão sem fio entre os mais diversos aparelhos domésticos, mobilidade e, claro, a queda de braço entre Blu-ray e HD DVD, os novos padrões que, em pouco tempo, tornarão obsoletas todas as nossas lindas coleções de DVDs.
O caso Betamax x VHS é um fantasma que assombra a indústria até hoje, de modo que ninguém -- exceto os desenvolvedores -- tem muita coragem de se manifestar. Todo mundo está esperando para ver. A LG, que não quer correr riscos, apresentou um dos produtos mais interessantes até aqui, um player compatível com os dois modelos.
Mas o bom mesmo da CES não são os lançamentos das grandes marcas, e sim os pequenos gadgets que tornam nossa vida mais divertida e, às vezes, menos complicada. É o caso de um pequeno aparelho que faz backup da agenda do celular, por exemplo, ou de recarregadores capazes de alimentar baterias de celulares e players de MP3. Afinal, de que adianta tanta mobilidade sem energia?
Por falar nisso, amanhã uma das minhas prioridades é tentar comprar um simcard da Cingular para o E70. Hoje não consegui subir mais fotos porque a) não tive tempo; b) ironicamente, o sinal é fraco na área onde se realizam palestras e coletivas; e c) ainda que a e b não atrapalhassem, mandar MMS em roaming internacional é viver perigosamente.
Também vou batalhar por alguns minutos de paz para ligar para os meus queridos em Austin e no Rio, com quem ainda não falei.
Longe da CES há uns seis anos, eu já tinha me esquecido da pauleira que é isso aqui.
A única forma de lidar com uma feira desse tamanho é ter consciência da impossibilidade física de se ver tudo, fechar o foco em algumas coisas e contar com a sorte.
Algumas coisas são destaques óbvios: HDTV, toda a espécie de telefones para VoIP (a tecnologia do Skype, entre outros), conexão sem fio entre os mais diversos aparelhos domésticos, mobilidade e, claro, a queda de braço entre Blu-ray e HD DVD, os novos padrões que, em pouco tempo, tornarão obsoletas todas as nossas lindas coleções de DVDs.
O caso Betamax x VHS é um fantasma que assombra a indústria até hoje, de modo que ninguém -- exceto os desenvolvedores -- tem muita coragem de se manifestar. Todo mundo está esperando para ver. A LG, que não quer correr riscos, apresentou um dos produtos mais interessantes até aqui, um player compatível com os dois modelos.
Mas o bom mesmo da CES não são os lançamentos das grandes marcas, e sim os pequenos gadgets que tornam nossa vida mais divertida e, às vezes, menos complicada. É o caso de um pequeno aparelho que faz backup da agenda do celular, por exemplo, ou de recarregadores capazes de alimentar baterias de celulares e players de MP3. Afinal, de que adianta tanta mobilidade sem energia?
Por falar nisso, amanhã uma das minhas prioridades é tentar comprar um simcard da Cingular para o E70. Hoje não consegui subir mais fotos porque a) não tive tempo; b) ironicamente, o sinal é fraco na área onde se realizam palestras e coletivas; e c) ainda que a e b não atrapalhassem, mandar MMS em roaming internacional é viver perigosamente.
Também vou batalhar por alguns minutos de paz para ligar para os meus queridos em Austin e no Rio, com quem ainda não falei.
Longe da CES há uns seis anos, eu já tinha me esquecido da pauleira que é isso aqui.

Ajudem a encontrar o Sansão!
Escreve a Valéria Serra Cordeiro:"Todo o bairro de Botafogo está mobilizado para encontrar o Sansão, um cachorro muito querido, que vivia com seu dono, o Henrique, ao lado da Igreja da Matriz, na Rua Voluntários da Pátria.
O Henrique o criou desde filhote e todos na região se afeiçoaram muito a eles.
Sansão foi covardemente roubado na noite do dia 24, véspera de Natal, e o Henrique está em depressão profunda, pois o cão é como um filho para ele, e um amigo de todos que moram por aqui ou freqüentam o bairro.
Domingo passado, às 8 horas, em frente à Igreja da Matriz, fizemos uma manifestação em apoio ao Sansão, com a participação de pessoas de outros bairros e até de Niterói.
No Orkut, já foi criada a comunidade Ajudem a encontrar o Sansão.
Por favor, ajudem-nos a divulgar o caso, isso pode salvar a vida desse maravilhoso cachorro e trazer a alegria de volta para seu dono.
Qualquer informação, entrar em contato com o Marcelo (9577-7170) ou comigo, Valéria (9111-3829).
Gratificaremos a pessoa que o encontrar.
Contamos com seu apoio!
Vamos encontrar o Sansão!"
7.1.07
6.1.07
Boa romaria faz...
Sim, crianças, às vezes até eu apelo para este velho adágio.
Viajar para os Estados Unidos é um esporte cada vez mais radical, um teste contínuo para os seus nervos, a sua resistência e a sua paciência, com obstáculos de toda a sorte pelo caminho.
A primeira etapa, depois de uma saída pontual e sem problemas do Brasil, foi passar duas horas -- duas horas mesmo, 120 minutos -- na fila da immigration. Isso porque, para uns cinco ou seis aviões que chegaram simultaneamente, havia oito inspetores: cinco para a fila de cdadãos americanos, que andava rapidinho, e três para aquela coisa vaga conhecida como "resto do mundo". Sendo que um americano gasta a metade do tempo de um estrangeiro na inspeção porque, para começo de conversa, entende perfeitamente o que diz a autoridade mal humorada e de língua presa e, depois, não precisa responder por que está aqui, para onde vai e quanto tempo pretende ficar.
Antigamente, eu achava essas perguntas invasivas e desnecessárias. Hoje acho fundamentais: qualquer pessoa que venha para cá de livre e espontânea vontade, tendo o mundo inteiro à disposição, só pode mesmo ser doida.
Como resultado da ineficiência da aduana, praticamente todos os passageiros perderam suas conexões. Não fui excessão. Ia pegar um vôo direto para Las Vegas às 8h25 (huahuahuahuhauhauhauha!) e o melhor que consegui foi um que sai às 12h50... com troca de avião em Chicago.
E troca de avião aqui não é só sair de um e entrar no outro, é toda aquela palhaçada de tirar sapato, tirar notebook da mala, etc. etc. etc.
MA CHI ME LO FA FARE?!
Talvez ao chegar a Vegas eu fique menos irritada, mas agora, sinceramente, estou cuspindo marimbondo: este país enlouqueceu completamente.
Alguém tem que fechar isso aqui e jogar a chave fora, com a máxima urgência.
ARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
Neste momento, escrevo da sala vip da United. Como o aeroporto é uma porcaria, a sala não fica atrás. Aquela ducha bacana de São Paulo, nem pensar. Há uns pacotinhos de amendoim, umas bananas e maçãs, uma máquina de café e uma cáfila de refrigerantes, mas não há um jornal ou uma revista, exceto a Hemispheres, que é a Ícaro cá deles.
Há wi-fi (que estou usando) mas é pago.
Calma, Cora, calma...
Viajar para os Estados Unidos é um esporte cada vez mais radical, um teste contínuo para os seus nervos, a sua resistência e a sua paciência, com obstáculos de toda a sorte pelo caminho.
A primeira etapa, depois de uma saída pontual e sem problemas do Brasil, foi passar duas horas -- duas horas mesmo, 120 minutos -- na fila da immigration. Isso porque, para uns cinco ou seis aviões que chegaram simultaneamente, havia oito inspetores: cinco para a fila de cdadãos americanos, que andava rapidinho, e três para aquela coisa vaga conhecida como "resto do mundo". Sendo que um americano gasta a metade do tempo de um estrangeiro na inspeção porque, para começo de conversa, entende perfeitamente o que diz a autoridade mal humorada e de língua presa e, depois, não precisa responder por que está aqui, para onde vai e quanto tempo pretende ficar.
Antigamente, eu achava essas perguntas invasivas e desnecessárias. Hoje acho fundamentais: qualquer pessoa que venha para cá de livre e espontânea vontade, tendo o mundo inteiro à disposição, só pode mesmo ser doida.
Como resultado da ineficiência da aduana, praticamente todos os passageiros perderam suas conexões. Não fui excessão. Ia pegar um vôo direto para Las Vegas às 8h25 (huahuahuahuhauhauhauha!) e o melhor que consegui foi um que sai às 12h50... com troca de avião em Chicago.
E troca de avião aqui não é só sair de um e entrar no outro, é toda aquela palhaçada de tirar sapato, tirar notebook da mala, etc. etc. etc.
MA CHI ME LO FA FARE?!
Talvez ao chegar a Vegas eu fique menos irritada, mas agora, sinceramente, estou cuspindo marimbondo: este país enlouqueceu completamente.
Alguém tem que fechar isso aqui e jogar a chave fora, com a máxima urgência.
ARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
Neste momento, escrevo da sala vip da United. Como o aeroporto é uma porcaria, a sala não fica atrás. Aquela ducha bacana de São Paulo, nem pensar. Há uns pacotinhos de amendoim, umas bananas e maçãs, uma máquina de café e uma cáfila de refrigerantes, mas não há um jornal ou uma revista, exceto a Hemispheres, que é a Ícaro cá deles.
Há wi-fi (que estou usando) mas é pago.
Calma, Cora, calma...
5.1.07
Fui!
Pessoas, estou de saída.
Até amanhã, quando, se Deus quiser, nossas transmissões serão retomadas de Las Vegas.
Câmbio!
Até amanhã, quando, se Deus quiser, nossas transmissões serão retomadas de Las Vegas.
Câmbio!
4.1.07

O caso do poema roubado
Quem poderia adivinhar o que havia dentro do pacote que apareceu no sítio?Há coisa de dois ou três meses apareceu, no portão do sítio, um pacote grande, embrulhado num saco de lixo preto. Ninguém viu quem trouxe. Amanheceu e estava lá. Assim que foi notado, ficaram todos da casa, bípedes e quadrúpedes, muito cabreiros com a sua presença. Nos dias de hoje, ninguém vê com confiança ou simpatia pacotes grandes, embrulhados em sacos de lixo pretos.
Os cachorros cheiraram e latiram, os gatos mantiveram distância, o Dirceu olhou de longe, cutucou com uma vareta, chamou Mamãe. O conteúdo parecia ser duro, sólido, como madeira. Não era nada morto, com certeza. E não parecia ser bomba, muito embora ninguém da família tenha a mais remota idéia de como seja uma bomba, salvo pelo que se vê no cinema e nos desenhos animados.
Finalmente, depois de mais cutucadas e de muita hesitação, o pacote foi trazido para dentro, e aberto com o cuidado que a desconfiança recomendava. Quando o conteúdo se revelou, surpresa total: quem poderia imaginar que um poema roubado há 30 anos voltasse ao lar daquela maneira?!
* * *
Quando o sítio ficou pronto, em princípios dos anos 60, uma das primeiras providências dos meus pais foi espalhar pelo jardim e pela floresta uma dúzia de poemas. Papai os selecionava, Mamãe os pintava em tabuletas e ambos escolhiam juntos, com capricho, as árvores e os cantinhos onde seriam expostos. Passear pelo sítio era como entrar numa pequena antologia sentimental.Com o tempo, as tabuletas foram sumindo. Algumas queimaram junto com as suas árvores nos incêndios que, há alguns anos, eram comuns na região e que, apesar dos esforços do pessoal lá de casa, eventualmente atingiam partes do terreno. Outras foram vítimas do tempo. A maioria, porém, desapareceu sem deixar vestígios.
* * *
O poema devolvido chama-se "Casa antiga", foi escrito em 1964 por minha madrinha Cecília Meireles e dedicado a Nora e Paulo Rónai:Forrarei tua casa já tão antiga
Com um papel que imita as paredes de tijolo.
Ficará tão lindo como se estivéssemos na Holanda.
Forrarei tua casa assim, mas por dentro,
De modo que, longe de todas as vistas,
Será como se estivéssemos ao ar livre, no jardim.
E deixarei uma parede quebrada ? não uma porta, não uma janela:
Uma parede quebrada por onde passe um ramo de goiabeira
Carregado de flores e vespas.
Parecerá que estamos sonhando,
E estamos sonhando mesmo,
E parecerá que estamos vivendo,
E a vida não é mesmo um sonho impossível?
* * *
Dentro do pacote, junto com a tabuleta, veio um bilhete escrito em letra pouco cultivada, na folha arrancada de um caderno. Dizia o seguinte: "Quando era menino achei este quadro lindo, pelo poema. Peço perdão por ter roubado este quadro. Hoje me converti a Jesus e sinto necessidade de devolvê-lo. Sinto-me envergonhado pela minha atitude. Mais era só um menino. Peço perdão a Deus e a vocês. E que vocês também consigam perdoar."Não havia nome, assinatura, nada. Ficamos com muita pena, pois teríamos gostado de conhecer e abraçar o menino antigo que roubou o poema e o homem correto que o devolveu, passados tantos anos. Mal sabe ele que nos deu um presente muito maior do que o que levou: um mundo onde crianças roubam poemas e adultos os devolvem é um mundo de beleza e de esperança.
(O Globo, Segundo Caderno, 4.1.2006)
3.1.07
Chá de sumiço
Desculpem aí qualquer coisa, mas é que estou em reta final para viajar depois de amanhã. Vou para o CES e, de lá, passo uns dias com o Paulinho e os bipes pequenos, mas só nesse instante consegui, finalmente, resolver a engronga da passagem.
Assim, agora, faltam apenas aquelas providências básicas que tomam uma semana mas que eu vou ter que encaixar em dois dias...
Assim, agora, faltam apenas aquelas providências básicas que tomam uma semana mas que eu vou ter que encaixar em dois dias...
2.1.07
1.1.07
Bola de cristal
No Fantástico de ontem foram feitas algumas previsões de ano novo; eu dei palpite no que deve acontecer em tecnologia.
Para ver, é só clicar AQUI.
Para ver, é só clicar AQUI.
Assinar:
Postagens (Atom)