8.1.06
7.1.06
6.1.06
Blog é a melhor diversão
Existem pessoas com um talento todo especial para descobrir coisas interessantes na rede. Uma delas é a Helenice, que faz um blog delicioso, cheio de novidades.Dica de leitura
Meu amigo e colega PH, o Paulo Henrique Noronha, escreve:Dica: quando tiver tempo, é muito didática, em termos de cidadania brasileira, a leitura do livro dos coleguinhas Bernardo de la Peña e Gerson Camarotti, "Memorial do Escândalo". Eles fizeram um trabalho muito bom compilando os fatos dessa história fantástica para ajudar o leitor a entender um pouco como funcionam os abusos sobre a coisa pública no Brasil. Abusos que não são exclusividade desse Governo -- que só reproduziu, de maneira incompetente e atabalhoada, esquemas que já existiam há anos -- mas que estão vindo a público dessa forma escandalosa que estamos vendo há meses.Detalhe: o PH é um dos caras mais antenados que conheço; dica dele é sempre dica boa.
Eu já tô na metade do livro e tô adorando. Temia que fosse um livro oportunista, apenas para ganhar dinheiro com o momento, mas estou me surpreendendo muito bem, é um belo trabalho jornalístico, que estou recomendando para todo mundo.
Momento capivara
O Riq fez um fotoblog simpaticíssimo com o Rio Scenarium e momento da entrega solene da capivarinha... Está AQUI.5.1.06
Há algum advogado na casa?
Escreve a Laura:Help, help, help!
Será que você tem um advogado entre seus gentis leitores? Mais ainda, será que tem um advogado simpático, prestativo, que queira ajudar um músico em perigo?
Eis o que acontece: a UFRJ abriu um concurso para professor. No edital pede-se, entre outras papeladas, o diploma de graduação em música, o que aliás é muito lógico. Nosso amigo d'Artagnan foi lá, todo garboso, se inscrever para a maratona de provas. Porém ao chegar na Escola de Música, se deparou com um problema surreal. Ele é formado há 4 anos pela UNIRIO, que lhe forneceu o certificado de conclusão de curso, porém não o diploma propriamente dito. Isso não seria problema se o prazo para a inscrição não fosse tão exíguo: encerra-se na terça feira.
Telefonei para o decano da UNIRIO, um amigo querido, que me explicou que o pessoal da UNIRIO está todo de férias e portanto é virtualmente impossível conseguir agilizar a emissão do diploma até a semana que vem. Mas me disse que o problema é para lá de comum, e que, legalmente, a UFRJ não pode recusar qualquer inscrição por falta de documento. Se até a posse, o candidato não tiver a papelada completa, aí sim, eles podem impugnar a candidatura. E mais: que o normal neste caso é entrar com uma liminar na justiça para fazer a devida inscrição.
Ao comentar o caso com uma colega professora da UFRJ ela confirmou a informação, acrescentando que ela mesma, ao fazer seu concurso, procedeu da mesmíssima maneira. A coisa é simples, e é quase uma formalidade, feita para proteger o candidato, mas também o pobre do funcionário que aceita as inscrições no balcão e que recebeu ordem de se ater ao que saiu no edital do Diário Oficial.
Só que nenhum de nós, músicos, sabemos como diabos se entra com uma liminar e o tempo ruge.....
Help! Socorro! Au secour! Zu hilfen! Soccorso! Segitség!
Antes da letra
Quando postei aquele Googlezinho em braile, fiquei com uma vaga sensação de -- sem trocadilhos, por favor! -- déjà vu; hoje lembrei.Entre os mais de 1500 títulos diferentes que fez para Cruzeiro, Veja, Isto É, JB, etc. etc. etc., Millôrzinho fez este aí, em braile, em 1984.
Aquele ano do Orwell.
Em tempo: alguém se queixou de que não conseguiu acompanhar a "novela" da iluminação do Google no Natal. O link para a série toda está AQUI.
Das flores para Yemanjá à vida dos batráquios
Pensamentos dispersos sobre o mar, o Ano Novo,algumas decisões e diversos sapos
Como quase todos os habitantes da cidade e a quase totalidade dos turistas que para cá vieram durante as festas, eu também fui até a praia na noite do dia 31, toda vestidinha de branco, estourar um espumante à meia-noite e jogar flores para Yemanjá. Desde que me tenho por gente cumpro este ritual de molhar os pés no mar durante a passagem do ano; nas poucas vezes em que fui impedida de fazê-lo, não consegui evitar o sentimento aziago de que algo de muito ruim me aconteceria em breve.
Se o pressentimento chegou a se concretizar alguma vez não sei dizer, porque, felizmente, não sou de ruminar pensamentos ruins: meu DNA está programado para dar preferência às boas lembranças. Mas que foram Réveillons horríveis, cheios de maus presságios, lá isso foram.
Como quase todos os habitantes do planeta, também, passei o dia seguinte em estado de torpor, espichada na rede, sem ânimo para nada, exceto pensar no que nos leva a imaginar que a simples virada de uma folha do calendário, invenção humana sem qualquer relação com o divino ou com os ciclos naturais da terra, vai mudar o que quer que seja -- exceto o número do ano no dito calendário.
Pensei também nessa estranha relação com o mar que tantos de nós temos, e em como mar e praia são, com perdão do trocadilho, praias totalmente diferentes. Não sou pessoa de praia, mas de mar. Não gosto de assar na areia mas gosto de barcos, gosto do sal e da água que o vento sopra na cara da gente; não há montanha russa que me dê uma fração da adrenalina que me dá um mar bem batido. Gosto sobretudo de mergulhar, especialmente em noites de lua cheia, quando as lanternas tornam-se dispensáveis; há poucas coisas mais lindas do que descer a uns poucos metros, sentar na areia e lá ficar, olhando uma ou outra tartaruga insone, peixes que não se vêem de dia e a luminescência da água, causada por seres tão minúsculos que tudo o que deles vemos é o brilho, como zilhões de confetes luminosos.
* * *
Depois de toda esta vã filosofia, fiz, naturalmente, uma lista mental de decisões de Ano Novo. Afinal, uma das principais utilidades do ano novo é dar, às editorias de jornais e revistas, a chance de elaborarem listas de melhores e piores do ano, e, às pessoas físicas, a oportunidade de fazer seu próprio balanço existencial. Minhas decisões foram mais ou menos as mesmas de 2005 mas, como sempre, acredito que, em 2006, tudo vai ser diferente.
E o que é que eu decidi?
Bem, em 2006 eu vou, finalmente, tomar vergonha na cara e emagrecer;
Vou passar a freqüentar a academia, que deixei de lado em meados do ano passado;
Vou manter a escrivaninha e, se possível, todo o escritório, em ordem;
Vou renovar a carteira de motorista, vencida há dez anos;
Vou reduzir a biblioteca ao essencial, aos livros que amo e aos que ainda não li;
Vou tentar passar menos tempo no computador e mais tempo com os livros, para ver se consigo pôr a leitura em dia;
Vou fazer uma última tentativa de reconciliação entre as minhas plantas desmilingüidas e a Família Gato.
Está de bom tamanho, não? Se eu conseguir cumprir pelo menos uma dessas metas -- de preferência a primeira! -- serei uma mulher ainda mais feliz ao fim de 2006.
* * *
Recebi um email da leitora Alice Giannini com uma reclamação muito justa: por que não se dá destaque algum à categoria especial da Corrida de São Silvestre?
"É simplesmente como não se não existisse, o que é um absurdo," diz ela. "A largada da categoria acontece todos os anos antes da largada feminina, e o exemplo de superação que esses atletas portadores de algum tipo de deficiência dão ao mundo poderia incentivar muitas outras pessoas!!!?"
Tem toda a razão, Alice: estou com você.
* * *
A nota lúgubre da virada foi a entrevista do presidente ao Fantástico. Ninguém merecia começar o ano sendo tachado de idiota, como mais uma vez nos tachou o Grande Líder, ao nos querer fazer crer que nada soube, nada ouviu, nada julga. Ninguém merecia começar o ano ouvindo as declarações cínicas de um homem covarde que não se envergonha de jogar todos os "erros" nas costas dos subordinados, numa vã tentativa de se manter acima do lamaçal em que chafurda.
* * *
Já a nota mais simpática veio da Inglaterra,onde as autoridades decidiram fechar, temporariamente, uma estrada em Somerset. Motivo: nesta época, ela é caminho dos sapos, que a atravessam para chegar ao brejo onde acasalam. A decisão foi tomada depois do fracasso de uma patrulha de proteção criada no ano passado, que apesar de ter conseguido ajudar mais de mil batráquios na travessia, não conseguiu impedir o habitual massacre automobilístico dos bichinhos.
Taí: cada país dá aos sapos o tratamento que julga mais adequado. A Inglaterra os protege. Aqui, nos obrigam a engoli-los.
(O Globo, Segundo Caderno, 5.1.2006)
4.1.06
Gatos ao telefone
Entre ontem e hoje, os gatos fizeram duas ligações telefônicas... de celular!Estão ficando espertos demais pro meu bolso.
Foi assim: normalmente ponho os telefones em cima da escrivaninha com o teclado voltado para cima, para não arranhar o display. Mas o 6681 tem um defeito, não trava as teclas sozinho.
O Aylons até me mandou a dica de um programeto que faz isso, mas ainda não consegui baixá-lo.
Bom. A escrivaninha está meio cheia de coisas, porque tive uma pequena sobrecarga de trabalho nos últimos dias. De modo que, ontem de madrugada, quando as espaçosas subiram para me ajudar, pisaram, como quem não quer nada, na tecla 2 -- que é a minha discagem rápida para o celular da Mamãe.
Não reparei, mas daí a pouco ela retornou.
-- Você ligou?
-- Eu? Não.
-- Ué, mas o telefone tocou aqui e está marcando você.
-- Eu? Quando?
-- Agora, há dois minutos.
-- E eu disse alguma coisa?
-- Não. Eu é que fiquei dizendo alô, alô, alô e só ouvia o barulho das teclas do computador.
Ficamos pensando as duas no que poderia ter sido até que demos com a solução óbvia.
Agora, há dez minutos, vi o display iluminado logo depois do Lucas subir na mesa; lá do fundo do aparelho vinha uma vozinha dizendo "Alô!", "Alô!", "Alô!".
Olhei o display: era a Van Or, última pessoa para quem eu tinha ligado. A capivara felina pisou tranqüilamente na tecla verde, redial.
Depois do gato americano que discou para o 911 para salvar o dono, não duvido de mais nada. Mas com isso a Van pode botar um feito inédito no currículo: deve ser a única veterinária do mundo que recebeu uma ligação feita diretamente por um quadrupe.
Não é pouca porqueira não.
Tolerância zero
Pode ter escapado de algumas pessoas um comentário que fiz ontem; mas uma das minhas metas para 2006 é tolerância zero com gente de mal com o mundo, gente sem educação, gente mentirosa, gente cheia de ódio.A finalidade deste blog é ser um ponto de encontro, onde quem quiser bater papo sobre o que quer que seja possa fazê-lo, na santa paz. A troca de idéias, eventualmente até exaltada, é sempre bem vinda; a de desaforos será banida sem dó nem piedade.
Não estou aqui para aturar anônimos covardes dando lição de moral ou vazão ao seu ódio por mim, pelos amigos do blog ou pela minha profissão -- da qual, aliás, muito me orgulho.
Enfim: que fique claro de uma vez por todas -- isto aqui é um botequim virtual, e não uma ala de enfermaria.
Reclamações com o bispo.
3.1.06
2.1.06
O ano em que vivemos perigosamente
Um leitor me escreveu assustado, há algumas semanas, porque encontrou seu endereço e telefone online, numa lista telefônica. Se tivesse fuçado um pouco mais, teria encontrado também vários mapas precisos da localização do seu prédio e, com um pouco mais de sorte -- e, eventualmente, ao custo de uma assinatura mensal -- teria à disposição a melhor forma de chegar à sua casa de qualquer ponto da cidade, a pé ou de carro, driblando ou não o trânsito mais pesado.
A internet está cheia dessas gracinhas muito úteis, mas assustadoras para quem acha, como o meu leitor, que privacidade ainda existe. Eu, felizmente, já perdi esta ilusão há tempos, de modo que não perco o sono com isso. Desde o início dos tempos, gente mal intencionada consegue encontrar seus desafetos com grande facilidade; não ia ser diferente num mundo conectado, em que a única chance de sumir do mapa é, literalmente, voltar para as cavernas -- mais ou menos como fez o Unabomber, que não usava internet, não falava ao telefone, nem tinha contato com ninguém.
A privacidade que tanto queremos preservar durou, como já escrevi uma vez, meia hora histórica. Nunca existiu nas sociedades primitivas nem nos estados totalitários, era ignorada até princípios do século passado e é apenas uma miragem para quem quer que use coisas banais como celular, cartão de crédito, chat, email: a quantidade de traços que deixamos pelo mundo a partir de operações aparentemente inocentes é como um risco vermelho num mapa.
Uma coisa, porém, é saber que privacidade não existe. Outra, bem diferente, é concordar com a sua invasão. 2005 foi, até agora, o pior ano para a liberdade online e a privacidade em geral, e se não nos cuidarmos direitinho, em 2006 as coisas só tendem a piorar.
Nos Estados Unidos, sob o pretexto da guerra ao terrorismo, cada vez mais o governo vem bisbilhotando a vida dos cidadãos, sem qualquer cerimônia: a famosa NSA (National Security Association), por exemplo, tranqüilamente instalava cookies nos computadores dos incautos que a visitavam, para, dizem, "estudar seus padrões de navegação na rede". Denunciada pela Associated Press, parou com a brincadeira; mas quem garante que, amanhã, uma outra agência governamental não faça o mesmo?
Do outro lado do Atlântico, o Parlamento Europeu votou, no último dia 15, a favor de uma legislação que prevê a retenção dos dados de comunicações -- chamadas telefônicas, SMS, endereços de email -- durante dois anos. O conteúdo fica de fora. Em outras palavras, se esta lei estivesse em vigor aqui, e se João mandasse um torpedo para Maria, ficaria registrado junto às operadoras de ambos que uma mensagem foi enviada de um celular para outro às 21h13 do dia 28 de dezembro de 2005 ? embora não ficasse guardado o que foi escrito.
É ingerência demais na vida dos cidadãos e, previsivelmente, está dando uma tremenda confusão entre o Parlamento Europeu, os diversos países da comunidade e organizações não-governamentais preocupadas com privacidade e liberdades civis.
No Brasil, como a maioria dos nossos legisladores ouve o galo cantar sem saber aonde, o PT, justificando seu viés totalitário, propôs algo parecido: os provedores teriam que manter os registros dos usuários e dos emails enviados, mais respectivos cabeçalhos, durante dez anos! Dá para imaginar o que toneladas de spams e mensagens cuti-cuti enviadas por adolescentes custariam aos provedores de internet?! Tal sandice foi felizmente engavetada -- mas não se espantem se renascer das cinzas sob forma ligeiramente modificada.
O preço da liberdade continua sendo a eterna vigilância -- mas da nossa parte, e não da deles.
Temas como privacidade, segurança online e direitos individuais não são leitura fácil e vêm cheios de impalatáveis penduricalhos jurídicos -- mas disso, justamente, é que se têm aproveitado os governos ao redor do planeta para tolher a liberdade dos indivíduos. Se posso dar a todos um conselho para o ano que entra é fazer um esforço redobrado no sentido de ficar de olho nas algemas eletrônicas que nos querem impingir, em nome de uma suposta segurança.
* * *
Eu gostei muito da lista de melhores produtos da PC World (na página 3); e gostei, claro, porque concordo com muitas das escolhas feitas pelos editores da revista.Os meus dez produtos favoritos do ano passado -- sem ordem específica, porque acho impossível comparar alhos com bugalhos -- foram o Pocket HD da Seagate, simplesmente perfeito; o Motorola Razr V3, pelo look, pela qualidade e pelo impacto na indústria; o Treo 650, porque praticamente dispensa o notebook; o GMail, que me fez esquecer o Eudora; o Google Earth; o Skype; o Mozilla Firefox; o Opera Mobile, que finalmente trouxe a web para os smartphones; a Panasonic Lumix FZ20, que embora lançada em 2004 só chegou a estas paragens em 2005; e a Sony P200, uma câmera sem frescuras, mas muito veloz e com uma bateria espetacular.
(O Globo, Info etc., 2.1.2005)
A primeira perda do ano
Gianni Ratto morreu no dia 30 de dezembro, mas eu só soube há pouco, quando vi o plantão do Globo online.É uma perda que, na verdade, deve ser debitada ao ano passado, mas a tristeza enorme que me deu está doendo agora, neste primeiro dia de 2006.
Gianni foi um príncipe na cultura e no jeito de ser, um homem fascinante, um amigo sempre querido.
Agradeço à minha boa estrela a chance de tê-lo conhecido e de vê-lo trabalhando -- uma alegria, um motivo de orgulho, uma fé renovada na beleza da arte e da competência.
Não se fazem mais pessoas como ele.
A fala de um tremendo cara de pau
Do blog do Noblat:Resumo da entrevista de Lula divulgada há pouco pelo programa Fantástico da Rede Globo: não sabia, jamais soube da lambança estrelada por nosso Delúbio, até porque se tivesse sabido ela jamais ocorreria.
Tudo de incômodo não foi causado por ele, não foi com ele, não é com ele. Não leu os relatórios parciais das CPIs porque não é tarefa do presidente da República ler relatórios parciais - só os definitivos.
E mesmo assim, sem deixar de levar em conta que mesmo esses terão de ser "cientificamente" comprovados mais tarde pela polícia e pela Justiça.
Donde não pode o presidente emitir opiniões a respeito de nada até que a Justiça puna os culpados e absolva os inocentes.
Não, ele não disse que levaria o ex-deputado José Dirceu para seu palanque de candidato a um novo mandato - perguntaram se ele levaria. E ele apenas respondeu que levaria...
É fato que sempre foi contra a reeleição, assim como sempre foi a favor de um mandato presidencial de cinco anos - mas o jornalista Pedro Bial esqueceu de perguntar por que ele não propôs ao Congresso acabar com a reeleição e criar o tal mandato.
E como Bial não perguntou, Lula não respondeu.
Mentiu quando disse que o governo jamais criou obstáculos para as CPIs (aposta que vire verdade a mentira tantas vezes repetida).
E se contradisse quando afirmou que o PT e o governo puninaram com o afastamento dos seus cargos gente como Delúbio, Sílvio Pereira e até Dirceu - para mais adiante dizer que a culpa de Dirceu não foi provada.
Então por que ele foi despachado do governo?
Elementar: porque era preciso entregar uma cabeça coroada para tentar poupar a cabeça presidencial. Deu certo.
Cometeu platitudes, como de hábito: "Se tem 10 ou 20 dirigentes que erraram, não se pode dizer que todo o partido errou".
Para em seguida emendar: "O PT (ele, não) cometeu um erro incomensurável, de difícil reparação".
A certa altura, para se defender alegou uma "lista de dias de vida de comportamento", esquecendo de qualificar o tipo de comportamento que adotou por ocasião da referida lista de dias.
Lula aposta na fragilidade da memória coletiva e na ignorância de parcela expressiva da população contemplada com os programas assistencialistas do seu governo.
Pode ser o suficiente para assegurar a vaga dele no segundo turno da eleição presidencial de outubro - mas não será para lhe assegurar um novo mandato. (Ricardo Noblat)
1.1.06
Arghhhhhhhhhhhhh!!!
Começar o ano com entrevista do Lulla ninguém merece!!!Não agüento mais o cinismo deste canalha, a sua cara de pau, as suas mentiras deslavadas, o seu ar sonso de quem nada sabe, nada viu, nada condena ou julga.
Não agüento mais a pose de pobre torneiro mecânico que chegou ao poder a despeito das forças ocultas das "direitas" e das "elites", e que diz que não toma, nem tomará, "medidas populistas".
Não agüento mais a pretensa magnanimidade salomônica deste idiota que se julga um estadista e que proclama que estadistas têm que ter a cabeça fria e se abster de julgamentos precipitados -- mas que passou oito anos gritando "Fora FhC!" para um presidente tão legitimamente eleito quanto ele, e comandando a oposição mais burra, mal intencionada e destituída de espírito público que este país já viu.
Não agüento mais o descaramento deste homem tão mesquinho, mas tão mesquinho, que, por breves instantes, me fez ter simpatia pelos governadores acasalados, que tentaram tapar os buracos da BR 101 antes dos feriados mas foram proibidos pela PF.
Vocês agüentam?!
Agora ele acaba de dizer que o que está fazendo na economia é um bem incomensurável para os filhos dele e para os nossos; para os meus, que não ganharam cinco milhões da mão beijada da Telemar, é uma piada de péssimo gosto.
Desculpem, mas vou lá dentro vomitar.
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