5.6.02



Parem as máquinas! (e liguem os wireless...)

SAN DIEGO -- No keynote de hoje na Brew 2002, realizado para uma platéia composta basicamente por desenvolvedores de aplicativos para plataformas wireless, John Stratton, vice-presidente da Verizon, maior operadora de telefonia móvel dos EUA, e responsável pela estratégia de marketing da companhia, anunciou que os testes iniciais com o Brew em San Diego superaram de tal forma as expectativas que, dentro de 12 dias, a empresa abre o leque e passa a disponibilizá-lo para seus 30 milhões de usuários.

Esta foi a melhor notícia que ele podia ter dado tanto para a Qualcomm, "mãe" do Brew, quanto para a galera que assistia à sua palestra. A gigantesca base de usuários da Verizon traduz-se, para essa turma, numa frase pequena, simples e mágica: o Brew "pegou".

Alguns detalhes: o teste piloto realizado aqui em San Diego superou em 70% as expectativas iniciais da Verizon que, segundo Stratton, já eram "muito agressivas"; os usuários baixaram quatro vezes mais software do que se esperava; e os itens mais procurados foram toques de telefone (imaginem a cacofonia daqui para a frente!) e itens de entretenimento. Também é interessante observar que a sede dos usuários por aplicativos não diminuiu ao longo do teste -- pelo contrário.

Isso significa ainda uma outra coisa: até o fim do ano, 75% dos telefones vendidos pela Verizon terão telas coloridas.

-- Na verdade, esta tecnologia já estava disponível para a Verizon há um ano, -- explicou Stratton numa coletiva realizada logo depois do keynote. -- Mas para quê alguém ia querer um celular com tela colorida antes? E para que eu ia botar essas máquinas nas lojas? Nós simplesmente não tínhamos uso para isso. Com o Brew, a coisa muda de figura completamente.

Eu não disse? Os dias do Snake monocromático estão contados...