4.12.10

iPad, a máquina fotográfica







Quando comecei a pesquisar os aplicativos de fotografia para o iPad, na quinta, começo da tarde, eles eram 925. Quando terminei, noite adentro, já eram 926. Sou de um tempo em que a gente conhecia, pelo menos de ouvir falar, todos os softwares comerciais existentes, e não sei se consigo me acostumar a ver um novo aplicativo por dia, numa única categoria. Digo “um aplicativo” mas possivelmente serão dois ou três, porque categoria de aplicativo na Appstore não é ciência exata. Será que alguém precisa disso tudo?

Tendo passado um pente fino nos 926 acima mencionados, posso responder, com toda a convicção, que não. A maioria são portfólios de fotógrafos correndo atrás dos seus 99 centavos de dólar com conjuntos de trabalhos muito irregulares, ou coleções de paisagens e temas variados para uso como wallpaper. Qualquer passeio pelo Flickr revela, de graça, mais talentos do que os que estão lá. Não por acaso, há incontáveis aplicativos para passear e/ou fazer buscas pelo Flickr, mas a sua razão de ser me escapa: acho mais simples usar o Flickr... no Flickr, oras.

Ainda assim, é claro que, entre quase mil aplicativos, há jóias especiais. Um dos meus favoritos, que eu já tinha comprado para o iPhone (e recomendado na saudosa Revista Digital) é o Color Splash. O que era bom ficou ótimo, pois a telinha do iPhone tem limitações para o acerto de detalhes delicados com a ponta dos dedos. O Color Splash é um brinquedo maravilhoso, ótimo para passar o tempo: ele permite que a gente separe, na mesma imagem, áreas em cores e em P&B. Dependendo do tema, o resultado pode ficar muito bom. Custa dois dólares.

Dos aplicativos multi-tarefa, gosto especialmente do Photogene, que faz quase tudo o que a gente pode precisar fazer com uma foto: corta, endireita, corrige olho vermelho, aplica filtros, tem molduras bonitinhas e faz reflexos elegantes, permite adicionar texto com diferentes fontes e ainda sobe o trabalho pronto direto para as redes sociais. É o próprio Bombril, com suas mil e uma utilidades. Custa quatro dólares, uma das melhores relações custo x benefício da praça. Para usuários mais sérios, que gostam de controlar cada pixel e tiram o Photoshop de letra, a alternativa é o Filterstorm. O preço é o mesmo.

No universo dos aplicativos gratuitos também há coisa boa. O PhotoPad é um multitarefa esperto, que corrige cor, permite corte e muitas outras bossas. Facílimo de usar.  Na mesma linha, o Photoshop Express também oferece boas oportunidades de brincadeira; embora seja também da Adobe, que faz o Photoshop “de verdade”, não deve, nem por um momento, ser confundido com o parente rico e velho.

O mais comum, porém, é encontrar pequenos programas que se dedicam, bem, a uma única tarefa. O Photo Mess, por exemplo, tem uma única finalidade, criar colagens, mas a executa com competência e rapidez. É ótimo para fazer painéis com múltiplas fotos. Já o Seurat transforma fotos em obras pontilhistas.

O Foto Frame é uma espécie de slide show com um uma moldura branca discreta e bonita, feito para ser usado quando o iPad estiver desempenhando funções de porta-retrato. Demora séculos para carregar as fotos, mas o efeito final é bonito, ainda que seja maldade relegar um iPad a tarefa tão comezinha.

O Impression, por sua vez, acrescenta uma marca d’água às fotos. Permite escolher tamanho das fontes e grau de transparência. Pode ser útil para quem tem medo de ver seu trabalho capturado na rede sem mais nem menos.

Infiltrados na categoria de Fotografia, o Doodlelicious e o Light Box estão, ambos, mais para desenho. O Doodlelicious é, essencialmente, uma caixinha de ferramentas para desenhar que permite usar fotos como fundo; o Light Box carrega fotos numa camada inferior, para que o candidato a artista possa desenhar usando-as como base. Os dois são divertidos, pelo menos por uns tempos.

Como todo mundo já disse, e eu repito, o caminho mais fácil para tirar boas fotos é ver boas fotos. Pesquem, portanto, a Reuters Galleries, que traz sempre um apanhado do que se fez de bom em fotojornalismo ao longo do dia.

Finalmente, uma última dica: o Photo Transfer App, jeito mais fácil de transferir fotos entre iPhone, iPod, iPad e computador. Este, infelizmente, é pago (três dólares) mas é uma mão na roda: usa a rede wifi da casa, dando um perdido no insuportável iTunes.


(O Globo, Economia, 4.12.2010) 

Um comentário:

Raquel Moreira disse...

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