31.3.05


RIP

Finalmente morreu a coitada da Terri Schiavo. Enquanto isso, George W. Bush & Sra., precavidos, tomaram providências legais em relação ao que deve ser feito com eles caso se encontrem na mesma situação que a lançou ao estrelato -- mas, em nome da sua "privacidade", não divulgaram o conteúdo dos documentos.

Discretos, eles.

Pois para mim, isso só tem uma leitura: façam o que eu mando, mas não o que eu pretendo que me façam.

Claro:

  • Quem acha válido ficar em estado vegetativo não precisa fazer nada; a indústria médica cuida disso sozinha, obrigada. Como todo mundo sabe, difícil não é ligar, é desligar;

  • Se a decisão dos Bush fosse igual ao que dizem que pensam, seria uma excelente jogada política divulgar o conteúdo dos seus testamentos. Vocês acham que Bush ia perder essa oportunidade?!

    Esta hipocrisia me revolta DEMAIS; assim como me revolta o que estão fazendo com o papa.

    Deixem o pobre homem morrer em paz, caramba!

    É assim que age uma Igreja que se diz humana e cheia de compaixão?!

    Uma Igreja que acredita na eternidade da alma?!

    Mas se a alma é eterna, por que não deixá-la seguir seu rumo?!

    ARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

    Só para constar, porque tenho família sensata e discreta, que de fato me ama, e, felizmente, não tenho um bando de urubus pelas costas brigando pelo poder:

    Se um dia eu virar um vegetal, ou chegar ao nível de sofrimento do papa, me deixem tirar o time de campo o mais rápido possível. Quero ir em paz, sossego e dignidade.

    Não sei se um blog tem valor legal para me garantir isso, mas pelo menos o que não me falta aqui são testemunhas...













  • Livin' la vida loca

    �s vezes, fugir do mundo n�o � uma op��o de todo ruim

    Miami � uma festa. O ver�o ainda nem deu as caras e o povo j� cozinha ao sol das praias mais bem cuidadas da Am�rica Latina. O fervo come�a cedo, ou termina tarde; tudo depende do ponto de vista. Janta-se �s sete, mas �s tr�s os bares de South Beach j� est�o cheios. A galera que dan�ou at� �s quatro da manh� numa boate pode ser vista duas quadras adiante, meia hora depois, fazendo fila para entrar em outra, onde um novo set de DJs come�a os trabalhos �s cinco. Depois disso n�o sei o que acontece; sou de um modelo antigo, que precisa dormir um pouco de vez em quando, e isso atrapalha a investiga��o.

    � verdade que ca� na cidade bem em meio ao M3, Miami Music Multimedia, grande celebra��o da m�sica eletr�nica e de um jeito clubber de ser, mas n�o � � toa que ele se realiza l�. Se todos os alto falantes de todos os carros envenenados que circulam por Miami fossem ligados ao mesmo tempo, o som daria a volta ao mundo v�rias vezes. Felizmente os carros sossegam enquanto os donos bebem, de modo que o som n�o ultrapassa as fronteiras do condado. Miami dorme e acorda ao bate-estaca do techno, que escapa, em todas as suas variantes, g�neros e sub-g�neros, de uma festa aqui ou um carro acol�.

    * * *

    N�o gostar de Miami � uma rea��o t�o comum que, dessa vez, fui disposta a fazer uma reavalia��o. Minha disposi��o natural em rela��o ao mundo, de modo geral, � gostar; n�o gosto de n�o gostar. Al�m disso, uma cidade como Miami � t�o complexa, e tem tantas nuances, que chega a ser absurdo generalizar. N�o existe uma Miami, assim como n�o existe um Rio de Janeiro; existem milhares de Miamis, feitas � imagem e semelhan�a de quem as vive. Algu�m pode detestar uma viagem que adoraria se ficasse hospedado dois quarteir�es adiante; o bairro que um dia � um t�dio, no outro pode ser uma revela��o. N�o h� absolutos.

    Isso, objetivamente. Subjetivamente, as cidades, como as pessoas, t�m um jeito de ser, uma aura, karma ou l� como se chame, com o qual a gente vai ou n�o vai -- e n�o h� racionaliza��o que mude isso.

    Miami � linda e bem cuidada, tem praias que me enchem de inveja pelo azul caribenho e pela �gua quentinha, os bandos de p�ssaros que se v�em por toda a parte s�o alegres e confiantes mas, com tudo isso, n�o consigo fugir do lugar comum. N�o consigo gostar de Miami.

    O hotel �timo, o tempo maravilhoso, uma lua que nem te conto -- e algo indefin�vel que me dava uma vontade louca de fugir correndo e voltar para casa. N�o sei exatamente o qu�, mas imagino um conjunto de fatores, a come�ar pelos rios de dinheiro que correm por todos os lados. Dos carros imposs�veis �s roupas duvidosas, tudo tem uma �nica finalidade: proclamar para o mundo o elevado status financeiro dos donos. Mas pior do que assistir a este show bizarro de riqueza -- que sequer chega a ser caracter�stica exclusiva de Miami -- � saber o que o torna poss�vel. Afinal, dez entre dez corruptos da Am�rica Latina consideram a cidade o seu segundo lar.

    A cidade n�o tem culpa disso, coitada, nem os habitantes que d�o duro e ganham o seu p�o honestamente; mas � o tal do karma. O fato � que olho para aqueles condom�nios de luxo elegant�ssimos, fin�ssimos, metid�ssimos-�ssimos-�ssimos... e a �nica coisa que me vem � cabe�a � a fita do juiz Nicolau, na plenitude de sua obscenidade, fazendo o tour do apartamento milion�rio.

    * * *

    Miami estava, naturalmente, siderada pelo caso Terri Schiavo. O �dio pelo marido me pareceu universal -- como se os pais, principais respons�veis pelo circo armado em torno da pobre mo�a, fossem anjos de candura, e estivessem agindo movidos pelos melhores sentimentos.

    O comportamento das partes, cada qual tentando prejudicar mais a outra, me lembrou, mal comparando, a situa��o dos hospitais no Rio, em que a popula��o, como Terri Schiavo, � o que menos importa.

    Nessa hist�ria sem mocinhos, o que eventualmente poderia ter sido um debate importante e necess�rio sobre os limites da vida transformou-se num espet�culo degradante e deprimente, estrelado por advogados, pol�ticos e celebridades religiosas.

    Depois a gente estranha que a garotada se jogue nas raves 24 horas por dia e se desligue do mundo...

    (O Globo, Segundo Caderno, 31.3.05)





    30.3.05




    Inclus�o digital

    Deu na Ag�ncia Estado...e nem � primeiro de abril!
    Petista discursa contra exame de pr�stata que o fez ver estrelas

    Durante 25 minutos, Sargento Isid�rio do PT usou a tribuna para detalhar o exame, reclamar do profissionalismo do m�dico, al�m de confessar que se sentiu "deflorado"

    Salvador - Reflex�es sobre as agruras do exame de pr�stata, ocuparam grande parte do tempo da sess�o de ontem da Assembl�ia Legislativa da Bahia. Tudo porque o deputado Manoel Isid�rio de Santana de 43 anos, o Sargento Isid�rio do PT, usando o tempo cedido pela lideran�a da oposi��o na Casa, fez um �spero discurso contra o referido exame, ao qual havia se submetido pela primeira vez na parte da manh� e conforme suas palavras ainda estava "vendo estrelas" por uma suposta viol�ncia do m�dico.

    O exame � o mais recomendado para se prevenir o c�ncer de pr�stata e consiste no toque da gl�ndula com o dedo atrav�s do �nus. Classificando o exame de "angustiante", e exortando a Medicina a criar outro m�todo que n�o "penalize" tanto os pacientes, Sargento Isid�rio se inflamou na tribuna e fazia quest�o de mostrar com gestos exagerados e gritos, como o doutor foi rude.
    Embora afirmasse n�o querer se estender muito no assunto, por considerar "desmoralizante para um pai de fam�lia", o deputado petista foi descrevendo detalhes, enquanto seus colegas se divertiam no plen�rio. Entre outras coisas, reclamou do fato de ser enganado sobre a forma como o exame de toque � feito e repetiu que "foi horr�vel" e quase desmaia.

    Ele gastou cerca de 25 minutos como tema que provavelmente seria encerrado se o deputado e m�dico Targino Machado (PMDB) n�o tivesse pedido um aparte para criticar o discurso apolog�tico de Sargento Isid�rio contra o exame. Foi o suficiente para o petista voltar � carga repetindo toda � sua "desagrad�vel" experi�ncia. Uma das coisas que deixou o Sargento Isid�rio mais indignado � que ap�s o exame, o m�dico abriu a porta e chamou o pr�ximo paciente "como se nada tivesse acontecido", enquanto o petista saiu do consult�rio sentindo-se "deflorado". (Biaggio Talento)






    As voltas que o mundo d�

    Durante muito tempo nossa fam�lia morou no Bairro Peixoto, onde a Laura e eu crescemos brincando na pra�a Edmundo Bittencourt. Havia um bambuzal que nos parecia enorme e perigoso, e um jardineiro, se n�o me engano o seu Rosa, que era o terror das crian�as.

    (Olhando assim � dist�ncia, nem � dif�cil imaginar por qu�: provavelmente, n�s �ramos o terror dele, coitado, quebrando plantas e pisoteando o jardim.)

    Minha av� morava com meus tios no alto da Santa Clara e, quando chegava do trabalho, Papai ia visit�-la. Volta e meia �amos com ele. Uma das minhas lembran�as mais n�tidas de inf�ncia � subir a D�cio Vilares de m�os dadas com meu Pai, rumo � casa dos tios.

    No caminho, cruz�vamos com um ou outro conhecido. Isso significava um breve boa tarde, em alguns casos uma pequena pausa.

    Mais complicado era quando encontr�vamos o rabino Lemle.

    Meus pais deixaram a religi�o na Europa. Papai n�o conseguiu se reconciliar com a id�ia de um Deus que permitia acontecimentos como os que ele havia presenciado e vivido, e tornou-se ateu; Mam�e tem l� suas d�vidas. Por causa dessa peculiaridade familiar, ali�s, devo ter sido uma das crian�as a saber mais cedo a distin��o entre ateu e agn�stico -- e a ficar me questionando de que lado exatamente eu estava.

    A d�vida persiste at� hoje; mas isso s�o outros quinhentos.

    O fato � que Papai era amigo do rabino, que gozava de grande prest�gio e considera��o l� em casa. Quando se encontravam, os dois se deixavam ficar, conversando animadamente em alem�o. Eu ficava ind�cil. Primeiro porque n�o falava alem�o; depois porque, ainda que falasse, estava mais interessada em passear do que em ficar parada ouvindo conversa de adultos.

    O tempo passou.

    H� alguns anos, uma jovem rep�rter chamada Marina Lemle veio trabalhar comigo no Globo. Observei o nome pouco comum, e perguntei se conhecia o rabino.

    Ora, como n�o? Era neta dele.

    Mundinho pequeno!

    Agora, acabo de ler um texto comovente que Marina escreveu para o nominimo sobre sua fam�lia. Seu bisav�, o sogro do rabino, assassinado em mar�o de 1933, � considerado, oficialmente, a primeira v�tima dos nazistas.

    Ela, por�m, s� descobriu isso h� coisa de um m�s, por acaso, numa conversa com a av�.

    Quando perguntou o porqu� da demora da revela��o, recebeu a mais t�pica das respostas que uma m�e judia pode dar:

    -- Achei que voc� n�o ia querer saber. Eu quis te poupar.





    29.3.05



    Deu no Joaquim

    De Eduardo Dussek no show de fim de semana na Casa de Cultura Laura Alvim: "Quando voc�s virem esses poodles rid�culos de pompom na patinha e no rabo, n�o ri n�o. � essa gente que aumenta juros e sacaneia o povo que volta assim pagando carma."
    Pois eu li e imediatamente lembrei da foto que fiz em Miami. Quem teria sido este pobre quadr�pede humilhado numa encarna��o anterior?




    Jornalistas & viagens

    Nos coment�rios do post em que eu elogiava o desempenho do Razr V3, o Rog�rio escreveu o seguinte:
    "Pego carona no post ressentido da Vilma para, sem ressentimento, levantar uma discuss�o saud�vel sobre viagens a convite de Motorola, Samsung e quejandas: na sua opini�o, onde est� o limite entre jornalismo e propaganda?"

    Jornalismo de tecnologia n�o � hard news, Rog�rio. N�o � jornalismo investigativo ou de den�ncia (embora, eventualmente possa ser isso tamb�m); � um jornalismo de comportamento e de servi�o, em que a gente basicamente observa tend�ncias, fala de lan�amentos, d� dicas de uso.

    Um telefone como o Razr V3, por exemplo, que motivou a tua pergunta, � uma obra de arte. O que h� de design, trabalho e conhecimento por tr�s da sua cria��o � um prod�gio; o fato de ser fabricado com fins comerciais n�o o torna menos digno de admira��o.

    Ora, por que s� os produtos que se apresentam como arte podem ser elogiados sem que leitores de m� �ndole achem que a gente est� levando jab�?! Por que o elogio de um filme � jornalismo do mais alto n�vel, e o elogio de uma c�mera digital � propaganda?!

    Essa vis�o antiga e tacanha me aborrece, porque acho um player como o iPod ou uma c�mera como a P200 muito mais dignos de louvor do que a maioria dos filmes em cartaz.

    Afinal, qual � a alternativa que os "puros" prop�em diante de um produto revolucion�rio? Dizer que "uma grande empresa lan�ou um telefone fenomenal", sem mencionar a empresa ou o celular? Fazer de conta que os gadgets que nos cercam n�o existem? Abordar a sua cria��o e exist�ncia de um ponto de vista estritamente econ�mico, sem manifestar qualquer sentimento?

    Ah, me poupem! Que tal deixar a hipocrisia de lado e nos portarmos feito adultos do S�culo 21?

    Como "consumidora de not�cias", ali�s, poucas coisas me irritam mais do que a obsess�o das emissoras de televis�o, Globo sobretudo, em esconder nomes e marcas; nada me soa mais falso -- e, conseq�entemente, mais enervante -- do que ouvir nos telejornais que algo aconteceu "num hotel da Zona Sul" ou num "shopping em S�o Paulo". Num mundo de marcas cada vez mais fortes e onipresentes, manter essa postura supostamente ol�mpica � sonegar informa��o.

    * * *

    Tenho por regra s� falar dos produtos de que gosto -- vale dizer, s� falar bem. Isso, por dois motivos. O primeiro � pr�tico e objetivo. H� mais computadores, celulares, c�meras e players do que espa�o para se escrever a seu respeito; e, obviamente, s�o mais merecedores deste espa�o os bons produtos.

    O segundo motivo � puramente sentimental. Uma vez descasquei uma c�mera que testei. Na seq��ncia, recebi meia d�zia de emails sentid�ssimos de gente que tinha comprado justamente a tal c�mera. Me lembro particularmente de dois leitores, um que levou tempos a convencer a mulher a fazer a compra, outro que gastou nela os poucos trocadinhos que tinha, contra os conselhos dos pais.

    Minha coluna os ridicularizou perante suas fam�lias, e isso me deu uma sensa��o p�ssima. Quase fui �s casas dos sujeitos pedir desculpas, e explicar pros seus familiares que eles n�o tinham feito uma besteira t�o grande, que ningu�m podia adivinhar que marca t�o conhecida faria algo t�o ruim, etc. etc.

    Quanto �s viagens a convite de empresas, s�o tema controvertido na imprensa mas, em certas �reas, a meu ver, fazem parte do m�tier. Em tecnologia, a melhor forma de saber como as empresas est�o pensando o futuro, e de ter no��o do que vem por a�, � indo aos seus eventos -- e isso, n�o sendo o Wall Street Journal ou o New York Times, s� se faz a convite.

    � assim tamb�m que se conhecem os novos lan�amentos da ind�stria automobil�stica ou da avia��o, assim que se conseguem entrevistas com atores de filmes em lan�amento, bandas em turn� ou "n" outras coisas -- e nem por isso as mat�rias ficam menos interessantes.

    A meu ver, n�o � viajar a convite de empresas, gravadoras ou est�dios que afeta a credibilidade de um jornalista, mas sim a falta de sinceridade e/ou conhecimento no que escreve.

    O famoso Jayson Blair, por exemplo, como todos os jornalistas do New York Times, s� viajava com as despesas pagas pelo jornal.

    * * *

    Um dos problemas mais complicados das viagens de trabalho, sejam elas pagas por A, B ou C, � a inveja e o rancor que despertam. Tenho provas concretas disso aqui no blog; voc� mesmo viu uma delas.

    Para quem est� de fora, tudo parece muito bacana -- e � mesmo, mas at� certo ponto.

    � muito bom rodar o mundo e conhecer novos lugares; � consideravelmente menos bom acordar �s sete da manh� depois de quatro horas de sono e passar o dia numa sala de confer�ncias.

    Algumas viagens d�o excepcionalmente certo e s�o muito agrad�veis, como a que fiz ao Panam�; outras s�o desastres completos, em que a gente s� se salva com muita esportiva e bom humor.

    Os mesmos atributos, em suma, de que a gente precisa para manter a �rea de coment�rios de um blog... ;-)





    28.3.05



    Lei de Murphy

    Postulado �nico das Prioridades do Correio Eletr�nico:

  • Quanto mais importante for o email, maior ser� a chance de se perder pelo caminho; inversamente, todos as correntes, spams oferecendo Viagra e rel�gios falsificados e mensagens contaminadas com worms e v�rus diversos chegar�o, �ntegras e sem problema, ao local de destino.

    Pois vejam se n�o � isso mesmo:
    Cora,

    A marioria dos emails encaminhados para o Fernando, de v�rias partes do Brasil e exterior, seguiram direto para a firma Oficina de Papel, em Belo Horizonte.

    A propriet�ria da firma, Nicia Mafra, fez o favor de avisar por telefone ao Fernando, que n�o tem micro. A hospedeira do site do Fernando, a Netsulminas, errou ao configurar o e-mail; por isso ele nunca recebeu um sequer.

    A senhora N�cia Mafra est� reenviando os emails n�o deletados para minha caixa postal. J� enviou um para O Globo avisando do problema; e recebeu outro, enquanto fal�vamos indicando o blog da Cora, pois ela n�o possu�a o jornal.

    A firma dela trabalha com papel reciclado desde 1998, d� apoio aos catadores de papel de BH, tem conv�nios com a prefeitura e promove cursos sobre o assunto, inclusive enfocando a parte gr�fica --participou, recentemente, do encontro latino americano promovido pela Tupigrafia, um grupo do Orkut.

    Em breve aviso o novo email do Fernando, atrav�s do qual os contatos devem ser feitos.

    Esther





  • 27.3.05


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    26.3.05


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    To te manjando...







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    Sorria! Voce esta na Barra!







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    Pra n�o dizer que a viagem est� perfeita...

    Bom dia, pessoas! N�o sei se voc�s chegaram a reparar, mas os posts de ontem foram todos feitos pelo celular. O bichinho est� se saindo melhor que a encomenda.

    Mal parei no hotel, foi um dia cheio, sem chances de fugir para computadores.

    O 3M continua pelo fim-de-semana com muitas apresenta��es de m�sica, mas a parte das palestras e mesas redondas terminou ontem � tarde.

    Antes da festa de encerramento fui com colegas brasileiros a um mall que fica a meia hora aqui do hotel. Um queria comprar um iPod, a outra uma c�mera e eu, desta vez, queria comprar umas cal�as para andar de bicicleta e umas coisas de gato: shampoo para os banhos infreq�entes, filtro pro bebedouro, catnip e uma coisa chamada Feliway que a Bia descobriu e que impede que eles marquem territ�rio (problema comum com o Mosca, a Peste Mijona).

    A� vi uma estrutura de tr�s andares daquelas de carpete, para arranharem, a pre�o muito bom (menos de U$ 30) e n�o resisti.

    � um trambolho, mas s� de pensar na alegria deles curtindo o brinquedo novo... De modo que l� vim eu com a coisa.

    Quando fui fazer as malas e abri a caixa para ver como podia diminuir o volume, surprise: est� faltando uma das pe�as! Telefonei para a loja eles foram muito gentis, mas n�o tem filial para esses lados.

    Quer dizer: na ida pro aeroporto vou ter que dar uma volta e pedir ao motorista que pare l� para trocar a pe�a.

    Tsk.

    Cerumano tinha que vir com seguro contra burrice. Como � que eu n�o conferi a caixa?! Afinal, se fosse eletr�nico eu teria conferido no ato...

    Bom, pessoas, vou � luta.

    Hoje � dia livre: para compras, para fotos, para bater perna.

    Ainda quero comprar um trip� legal (obrigada, Lu Misura!) e passear por a� com a Lumix.

    Boa P�scoa para todos!






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    Estou muito bem impressionada com este telefone. Ele eh delicado mas estah dando conta do trabalho pesado. O roaming da Claro tambem estah impecavel.






    25.3.05


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    Amiguinhos







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    Telinhas







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    Esta deve ter sido uma das poucas vezes que Lawrence Lessig fez uma palestra sem slides.

    Esta deve ter sido tamb�m uma das pouqu�ssimas vezes em que senti falta de slides, porque ele � simplesmente campe�o de apresenta��es bacanas.

    De qualquer forma, esta foi a �NICA VEZ em que os dois vimos um keynote speech na areia, debaixo de uma barraca, num dia de sol a pino, calor de rachar.

    Doideira?

    Com certeza.

    Mesmo assim foi um show. O que este homem entende de direito autoral, a vis�o que tem do assunto e o talento com que explica a quest�o compensam qualquer perrengue.

    Adorei!






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    Lawrence Lessig







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    Bye now!







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    Faz party... ;)






    24.3.05


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    Acordar cedo nao e' problematico so' pra mim,..







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    Trabalhando. Wi-fi.









    O mineiro desesperado e o holand�s voador

    Fernando Henrique Ferreira, 48 anos, casado, pai de fam�lia, tem um ateli� em Caxambu. Fabrica pe�as em papel mach�, que vende para o exterior atrav�s da ONG M�os de Minas. Em novembro de 2004, durante uma feira de artesanato em Belo Horizonte, um importador holand�s chamado Jan Piet Hartman ficou interessado no seu trabalho, apresentado no estande do Sebrae e, por telefone, convidou-o para um encontro no Hotel Boulevard.

    Fernando p�s o mostru�rio no carro e foi para a capital. As pe�as que levou causaram t�o boa impress�o que o holand�s encomendou, no ato, 1.500 peixes e 3.325 objetos de decora��o variados -- araras, tucanos, galinhas d?angola, pequenas cenas de praia. Os dois acertaram o pre�o total de R$ 25.450, dos quais 25% seriam pagos no in�cio de janeiro, e o restante contra a entrega, em princ�pios de mar�o.

    Fernando voltou entusiasmado para Caxambu: n�o � todo dia que um artes�o do interior recebe uma encomenda dessas. Para poder apront�-la a tempo, contratou seis auxiliares diretos e 40 terceirizados. Investiu tudo o que tinha na compra de material e no pagamento dos trabalhadores.

    Quando janeiro chegou, a encomenda ia adiantado. Fernando telefonou para a Brasil Trade, em Macei�, para pedir o adiantamento prometido. Mas Marcelo Gomes, s�cio brasileiro de Jan Piet Hartman, disse que o parceiro se enganara, e que o sinal s� seria pago no fim do m�s.

    Sem capital, Fernando se viu obrigado a vender o carro e os poucos bens que possu�a -- um freezer e uma televis�o -- para dar continuidade ao trabalho. No fim do m�s, ainda sem not�cias do dinheiro, ligou para o pr�prio Jan Piet, com quem havia combinado a transa��o. Ficou sabendo ent�o que o gringo mudara de id�ia: agora, estava �s voltas com um neg�cio de cal�ados em Franca, e n�o tinha mais interesse no artesanto.

    No ateli� humilde de Caxambu, mais de tr�s mil pe�as bonitas e coloridas esperam por comprador. Hoje, por�m, elas s�o a �nica coisa alegre da vida de Fernando, que est� atolado em d�vidas, sem o carro de que depende para viver e sem esperan�as de resolver a situa��o. � que, como acontece regularmente no artesanato, n�o h� contrato escrito entre as partes; os Jan Piets da vida enriquecem em Amsterdam, enquanto os Fernandos v�o � fal�ncia no interior do Brasil.

    * * *

    Esta hist�ria, assim mesmo como est� a�, mais ou menos com essas mesmas palavras, foi contada por Esther Maria Duarte Bittencourt, moradora da regi�o e autora do excelente blog "Porcas e parafusos" -- um perfeito exemplo do jornalismo individual que a Internet permite.

    -- Este senhor j� era meu comprador, s� que a gente n�o se conhecia antes -- me disse Fernando, ao telefone. -- Ele adquiria as pe�as atrav�s da ONG (M�os de Minas). Desta vez me procurou diretamente. N�o dava para imaginar que faria uma coisa dessas. � um homem educado, bem vestido, de fino trato. Ficamos amigos. Sei que fui ing�nuo, mas, acredite, acordo apalavrado � o que mais tem aqui no interior, a gente trabalha sempre assim. Aceitei tamb�m porque, sem a ONG, a transa��o ficava mais lucrativa.

    Pela transa��o "mais lucrativa" que o levou � ru�na, Fernando receberia cerca de R$ 5 por pe�a. Descontem-se da� todas as despesas envolvidas e o resultado � um grande n� no est�mago.

    Ler o que Esther escreve, ali�s, � descobrir mais um peda�o de Brasil desesperado:

    "Caxambu � uma cidade no Sul de Minas Gerais com tudo para dar certo", diz ela. "Doze fontes de �gua mineral medicinais e um parque agrad�vel, sem qualquer projeto tur�stico. Imagine uma �nica fonte de �gua mineral medicinal numa cidade do exterior e como estaria o turismo nesta cidade!

    Caxambu est� �s moscas. Hot�is fecham as portas, outros demitem os funcion�rios. Lojas v�o � fal�ncia. O Hotel Gl�ria, um dos mais tradicionais, lan�ou um plano de demiss�o volunt�ria, mas nenhum funcion�rio deseja perder os direitos trabalhistas. O �nico cinema local fechou as portas porque n�o consegue pagar o IPTU.

    Ent�o, se n�o tem para quem vender na cidade sem turista, o que faz o artes�o? Ou fica nas m�os do atravessador, o que acontece com freq��ncia, ou filia-se � ONG que n�o tem como absorver toda a produ��o da regi�o. Entre um talvez ou oitenta centavos, melhor a �ltima op��o.

    E � assim que acontece. Para n�s que temos ferramentas tecnol�gicas, que lemos jornais e livros, temos educa��o formal e estamos antenados com o mundo, esta hist�ria beira o realismo fant�stico. � por isso que as novelas da Globo que abordam este tema fazem t�o pouco sucesso no interior. Aqui, a realidade supera qualquer coisa que a imagina��o invente."

    * * *

    Quem desejar mais informa��es sobre o trabalho de Fernando pode acessar o site www.ateliedepapel.com.br.

    Enquanto existe.

    (O Globo, Segundo Caderno, 24.3.05)






    Miami a mil

    Ufa! Finalmente de volta ao meu quartinho -- literalmente. O Loews, onde estou, � um hotel super luxuoso, que se expandiu comprando o Moritz mais modestinho ao lado, e � deste que vos tecla esta blogueira. Os confortos (e os pre�os) s�o os mesmos do Loews, mas o espa�o... que diferen�a!

    O quarto tem at� um tamanho legal; � no banheiro que o velho hotelzinho se faz lembrar, na ducha que podia ser mais forte, na pia estreita. Mas a cama � divina e n�o vejo a hora de aproveit�-la.

    Vim para o M3, Miami Music Multimedia, em que se discute a m�sica na era digital sob os mais variados aspectos; na sexta, o keynote � de um dos meus �dolos, o advogado Lawrence Lessig (sim, crian�as, um dos meus �dolos � advogado!), a pessoa que melhor vi pensar a quest�o dos direitos autorais no mundo p�s-internet.

    � dele a concep��o do Creative Commons, um tipo de licen�a muito mais adapt�vel aos novos tempos do a velh�ssima no��o bin�ria de protegido/dom�nio p�blico do sitema de copyright tradicional.

    A� � esquerda, em ciberher�is, h� um link para a p�gina dele.

    Vim a convite da Motorola, que est� aproveitando o evento para lan�ar n�o s� seus novos aparelhos, como alguns conceitos de marketing de m�sica e de telefonia m�vel bem interessantes; vou falar disso em maiores detalhes depois.

    Fico s� at� s�bado, quando tomo novamente o rumo de casa. Dessa vez n�o vai dar para visitar os meus bipinhos queridos em Austin, porque tenho muito trabalho no Rio; o dia foi t�o corrido, ali�s, que ainda nem consegui falar com o Paulinho.

    O tempo est� legal, e Miami -- pelo menos neste trecho chique e metido em que estou -- � uma festa: muitos carros de luxo, muita gente bonita, muito dinheiro rolando. D� a impress�o de que, com exce��o das camareiras de hotel, das faxineiras e dos carregadores (todos de origem latina), ningu�m tem mais de 30 anos ou menos de 1m80.

    Talvez porisso essa seja hoje uma cidade t�o esquisita, glamurosa e cheia de adrenalina na superf�cie, mas artificial e melanc�lica no cora��o movido a Red Bull.

    Eu acho que gostava mais daqui quando ningu�m gostava, quando esses hot�is que hoje s�o o � do borogod� eram apenas velhos hot�is decadentes, e a cidade era um lugar cafona e bolorento, cheio de velhinhos refugiados de Nova York.






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    Lixo

    Restos de festas






    23.3.05


    Detalhes

    Iuhuuuu!







    Fone 2







    Fone

    Furo deste blog: os modelos da nova estacao!







    Bus

    Rvmo ao jantar







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    O hamburger mais simples da casa... (Via Motorola V3 da Claro)







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    Esperando a comida







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    O hotel







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    Miami! (Via Motorola V3 da Claro)






    22.3.05


    Fui!

    O queimado da lagarta ainda est� uma coisa, mas -- Bia B., feche os olhos! -- Mam�e me recomendou uma pomada americana que � tiro e queda para rea��es al�rgicas a mordidas e contatos com bichos pe�onhentos.

    Por acaso, estou indo pro lugar certo para comprar... ;-)

    Os gatos ca�ram em prostra��o quando viram as malas de novo. Agora est�o deitados nas suas (deles) caminhas, me olhando com caras t�o compridas e lamentosas que, n�o fora meu cora��o de pedra, cancelava tudo para ficar em casa com esses pobres quadrupes injusti�ados e incompreendidos.

    At� mais, gente!

    Chegando l� mando not�cias e fotos; e mais fotos da Bahia, que nem tive tempo ainda de separar.








    Job description

    O Joaquim, para variar, disse tudo:
    Um cronista de segunda-feira, e tem que haver alguma vantagem ao se entrar num neg�cio desses, � um fingidor. Pode at� inventar uma solid�o que n�o existe, mas tem tempo para a tarefa e ningu�m est� vendo como ela se constr�i na tela do computador. Ganha a vida inventando assunto. O resto do jornal j� est� impregnado demais de realidade. A cr�nica � a hora em que o editor encarrega o maluco de descobrir uma pas�rgada qualquer, uma maracangalha outrossim, mas tudo, pelo amor de Deus!, tudo bem longe dos hospitais do Rio. � a hora da Reda��o e o Leitor respirarem aliviados. O cronista deforma as cenas ao gosto da pena e fica por isso mesmo. O ombudsman , nem a�, d� for�a na m�gica. Nenhum manual de reda��o o obriga � coer�ncia. (Joaquim Ferreira dos Santos)
    Pronto. Fica aqui registrado, pro dia em que algu�m vier reclamar que, com todo aquele espa�o, eu s� fa�o pensar em gatos e capivaras.





    21.3.05


    Lar doces gatos

    Tem uma pilha de jornais me esperando, umas contas que chegaram e uns gatos estressados mas de bom cora��o, que j� me perdoaram ter passado o fim-de-semana fora de casa.

    Claro que ainda n�o contei para eles que amanh� viajo � noite para Miami mas, em compensa��o, trouxe um frango assado da padaria que comemos juntos: agora est�o todos desmaiados aqui no escrit�rio, enquanto trabalho.

    De acordo com a Bia, o Mosca tem tomado o rem�dio direitinho, sem fazer muito drama; mas ele � mesmo o mais bonzinho da turma para essas coisas, at� as unhas ele deixa cortar sem fazer esc�ndalo.

    Duas coisinhas:

  • Voc�s se lembram daquele papo que estava rolando nos coment�rios sobre as revistas semanais, e eu disse que achava todas Mais ou menos iguais? Bom, esta semana, como todos certamente j� viram, elas extrapolaram: todas v�m de Paulo Coelho. Ser� que n�o h� nada mais relevante acontecendo neste momento no Brasil ou no mundo para ocupar a capa de uma revista de informa��o semanal?! * sigh *

  • Ontem uma lagarta de fogo, daquelas marronzinhas e pequenas, caiu nas minhas costas e me queimou legal. O gel de Aloe Vera que tenho em cas n�o fez muito efeito. Algu�m tem alguma dica boa?






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    No rumo de casa







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    Lindinho este hotel...















    Vapt-vupt

    Mal cheguei j� estou voltando, morrendo de d�: gosto tanto daqui de Salvador! A cidade, al�m de bonita, gentil e acolhedora, est� tamb�m muito bem tratada, muito limpa e cuidada.

    Infelizmente, a gente que vem do Rio estranha... :-(

    Vim para a comemora��o dos 40 anos de carreira da Beth�nia -- uma verdadeira, e merecid�ssima, apoteose.

    Imaginem que fiquei num lindo hotelzinho estrategicamente situado entre os acaraj�s mais famosos do Brasil, o da Dinha, � esquerda, e o da Cira, � direita. Resultado: n�o tenho mais coragem de me pesar.

    E � assim, muito feliz com a festa, mas muito meio um tiquinho perturbada com a dieta detonada que me despe�o por ora, com menos de quatro horas de sono pela frente.

    Tenho que estar no aeroporto �s 10h30, ainda n�o fiz a mala, enfim -- aquela rotina toda que voc�s j� conhecem.

    Tomara que o sol pegue carona no avi�o e volte com a gente.

    Beijos para todos!

    Logo mais estou em casa.






    � tristeza...!

    Li na Sue, que leu na Esther.

    Um artes�o l� de Minas que faz coisas lindinhas levou um calote horr�vel de um holand�s f.d.p. Agora est� endividado at� a alma, coitado, com um dep�sito cheio de esculturinhas bonitas e alegres, que o gringo pediu mas n�o levou.

    Assim que voltar para casa, vou mandar vir umas galinhas d'angola e um cardume de peixes.

    O diabo � que, ainda que a gente consiga resolver o problema do Fernando, vai ser muito duro, se n�o imposs�vel, reverter o quadro desolador descrito pela Esther.

    Ai, vida.





    20.3.05


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    Ah, Bahiaiah...








    19.3.05


    $ONHO$$$$$$

    Hoje -- isto �, ontem -- tive um dia de trabalho beeeeem complicado: a minha m�quina no jornal est� com um problema qualquer que me impede de usar a internet. Tenho acesso normal � mailbox, mas quando abro o browser n�o consigo chegar a lugar algum.

    Off-topic: estamos usando a t�cnica da seringa com a ponta cortada para dar rem�dio pro Mosca, e est� funcionando! Ele est� bem, a infec��o � leve, segundo o vet -- e segundo a pr�pria cara do malandro.

    Eu at� poderia usar outra mesa; mas quer�ncia � quer�ncia, e prefiro trabalhar sem internet a mudar de lugar.

    Por isso, os dois desenhistas do Segmundo, que eu ia subir mais cedo, s� entraram agora; e por isso, tamb�m, deixei de responder a trocentos emails da minha caixa postal pessoal.

    Off topic: estou assistindo a um programa sobre mand�bulas no mundo animal na National Geographic e acabo de ver uma cobra matando e comendo uma capivara. Depois o povo diz que a Lagoa � que um lugar in�spito para as coitadinhas... :-(

    Um dos assuntos hoje era a bolada da megasena.

    Fiquei pensando no que eu faria se ganhasse uma montanha de dinheiro.

    Hm.

    Depois de resolver todos os problemas de grana da fam�lia, talvez eu comprasse uma casa no Jardim Pernambuco e me mudasse para l�; ou quem sabe uma super-cobertura aqui na Lagoa mesmo, onde eu n�o ficasse com saudade da vista, mas onde pudesse plantar um grande jardim (coberto) para os gatos.

    � que me aflige a vidinha pequena deles, muito embora a Pipoca l� de baixo, que tem o mundo inteiro �s suas patas, mal deixe o seu canto na portaria.

    O Jardim Pernambuco, para quem n�o est� ligando o nome � pessoa, � aquela �rea atr�s do canal da Visconde de Albuquerque. Parece Petr�polis e � pleno Leblon. H� �reas mais caras na cidade, mas, para mim, n�o h� nenhuma melhor do que aquela.

    Nessa casa eu manteria tudo mais ou menos como aqui, com uma exce��o: compraria um tel�oz�o daqueles para ter um bom home theater. E, naturalmente, aumentaria bastante a quantidade de estantes, porque, com dinheiro � vontade no banco, o meu n�mero de livros aumentaria muuuuuuuuuuuuuuuito...

    Talvez eu comprasse tamb�m um apartamentinho em Paris. A vantagem sobre um hotel � que poderia deixar l� toda a roupa de inverno e n�o precisaria viajar com tanta coisa pra c� e pra l�.

    N�o sei se eu viajaria mais do que viajo, mas certamente viajaria de outra forma. Iria para lugares diferentes, e passaria mais tempo em cada lugar.

    Continuaria mandando a cr�nica para O Globo religiosamente e indo � reda��o quando estivesse aqui (adoro reda��o); e continuaria com o blog, tal como �.

    Ah, e talvez eu fosse prum spa (n�o muito puxado!), para dar uma descansada geral e, finalmente, come�ar aquela famosa dieta...

    E voc�s, o que fariam se ganhassem na megasena?










    Com voc�s, mais um especial do Segmund para o internETC.!

    Chique demais este blog, n� n�o? :-)





    17.3.05




    Marcela Virzi, a vizinha maravilhosa que emprestou o apartamento para funcionar como extens�o do nosso durante a festa da Bia mandou esta foto que achou na internet -- e que � o pr�prio momento Big Brother que os gatinhos viveram no s�bado, trancados no quarto.

    N�o tem jeito: nas situa��es mais esdr�xulas, nas posi��es mais c�micas ou vexat�rias, gatos s�o sempre, sempre, sempre lindos!

    Por falar nisso, o Mosca teve de ir ontem ao vet. Achei que estava meio ca�do, quer dizer -- MUITO ca�do. Meio ca�dos est�o todos, eu inclusive, por causa do calor.

    Est� com uma pequena infec��o urin�ria e tem que tomar antibi�tico durante sete dias.

    Vai come�ar o replay da novela "Dando um comprimido ao seu gato"...






    Bom, essa voc�s j� conhecem...

    Flagrantes da vida virtual

    Foto e considera��es recortadas do di�rio eletr�nico da vossa cronista

    O que � que faz um artista que atinge o auge da perfei��o poss�vel com um espet�culo? Repete este espet�culo at� o fim dos seus dias? Tranca-se em copas e vive da gl�ria passada? Muda de profiss�o? Retira-se para um convento? Ou enche-se de coragem, deixa o que passou para tr�s e mergulha num projeto radicalmente diferente? Diante deste dilema, Maria Beth�nia, n�o fosse quem �, nem esperou assentar a poeira de Brasileirinho, provavelmente o melhor show da MPB de que se tem lembran�a, e partiu para Tempo tempo tempo tempo.

    O show n�o � melhor do que Brasileirinho, porque nada pode ser melhor do que Brasileirinho. Mas, por outro lado, Tempo tempo tempo tempo simplesmente n�o pode ser comparado com Brasileirinho -- e a� est� o segredo do seu sucesso. Os shows s�o t�o diferentes entre si quanto podem ser dois shows feitos pela mesma pessoa.

    Brasileirinho era quase um resumo da Hist�ria do Brasil, um show solidamente amarrado a um fio condutor, uma esp�cie de missa em celebra��o ao pa�s a que o p�blico assistia mudo e hipnotizado. Tempo tempo tempo tempo � um buqu� de can��es gostosas e variadas, que nos fizeram companhia em bons e maus momentos, e que entraram, cada qual � sua maneira, na trilha sonora das nossas vidas.

    Se h� algum fio condutor no show � a homenagem a Vin�cius, a �nfase nos seus poemas e nas suas m�sicas; mas, honestamente, nem disso ele precisa. Se em Brasileirinho Maria Beth�nia celebrava a P�tria, agora ela celebra o indiv�duo, o amor, o momento pessoal, a vida miudinha (mas nem por isso menos apaixonada) de todos e de cada um. Este � um espet�culo em que se comemora, pura e simplesmente, a alegria de cantar. Aproveitando a deixa, o mesmo p�blico que assistia a Brasileirinho mesmerizado e eventualmente em l�grimas, agora acompanha as m�sicas, canta junto, faz a festa (observa Cora, af�nica) . Uma del�cia!

    Sei que n�o adianta grande coisa dizer tudo isso agora, quando o show j� encerrou a temporada carioca, mas n�o h� de ser nada. Tempo tempo tempo tempo � t�o bonito, e fez tanto sucesso que, com certeza, volta para c� assim que terminar de rodar o pa�s. H� f�s demais que ficaram no ora veja.

    * * *

    A maioria das ONGs que se dedicam � defesa dos direitos humanos aqui no Rio tem sido extremamente omissa em rela��o � Pol�cia. � como se os policiais n�o fossem humanos nem tivessem direitos; como se a morte de um policial fosse algo "normal", e a de um bandido, um fato excepcional. A contabilidade � triste. A toda hora morrem policiais em confronto com bandidos, quando n�o simplesmente assassinados a sangue-frio, e n�o h� uma s� ONG que procure as fam�lias, que d� um al�, ou que -- pelo menos! -- compare�a aos enterros.

    Com a ditadura militar, ficou dif�cil para n�s, civis, olharmos para pessoas fardadas sem desconfian�a; no nosso inconsciente, "eles" ainda s�o o inimigo. Al�m disso, depois de tanto ler a respeito de atos criminosos praticados por policiais, ou mesmo nos confrontarmos com eles, fica dif�cil pensar sobre o assunto com isen��o e tentar mudar certos conceitos, cristalizados em anos e anos de repress�o e de "Chame o ladr�o!".

    Tem mais: para quem ama a paz, a viol�ncia � sempre abomin�vel. Mas como a bandidagem n�o usa uniforme, a imagem do que nos assusta acaba, lament�vel e invariavelmente, se materializando nas fardas. Pois acho que j� est� na hora de fazermos um esfor�o para olhar para a pol�cia com objetividade e sem preconceitos. H� muitos policiais do bem, e � com eles -- e apenas com eles -- que contamos para sair do abismo de inseguran�a em que mergulhamos.

    Acho, sinceramente, que a sociedade devia tratar melhor a pol�cia. Devia pagar melhor a esses homens e mulheres que tantas vezes se arriscam por n�s, deveria estimular mais os bons policiais, deveria protestar com veem�ncia quando os bons elementos s�o transferidos ou encostados assim que a sua atua��o come�a a incomodar os poderosos -- vide o caso do destemido delegado Ant�nio Rayol, que ousou prender em flagrante Duda Mendon�a, o marqueteiro do Rei.

    Com quem � que os bons policiais podem contar se n�o for conosco?! Os bandidos querem dar cabo deles, os maus colegas querem v�-los longe e a Secretaria de Seguran�a... bom, essa, nem falar.

    �s vezes discuto essa quest�o com os colegas. A maioria acha que n�o adianta fazer nada, que 80% dos PMs s�o corruptos, e que pelo menos metade dos policiais civis tamb�m �. N�o tenho como avaliar estat�sticas assim, nem sou especialista em pol�cia, mas tenho certeza absoluta de uma coisa: 100% dos bandidos s�o bandidos.

    Por isso, fiquei contente quando foi criada a ONG Viva Pol�cia, que pretende fazer o que as outras, burramente, n�o fazem, ou seja: dar for�a a profissionais injusti�ados, trabalhar para melhorar a auto-estima da pol�cia em geral e as suas rela��es com a sociedade. Por isso estou contente agora que seu website entrou no ar, em vivapolicia.org.br. Boa sorte, pessoal!

    * * *

    Estou com Arnaldo Jabor e n�o abro: � preciso criarmos, urgentemente, um Partido do Rio de Janeiro. J�! Para ontem!

    (O Globo, Segundo Caderno, 17.3.2005)






    O cerumano � dose!

    Meu amigo Nelson Ricciardi descobriu que um camarada estava postando uma quantidade de fotos suas e de outros fot�grafos no Fotolog como se dele (camarada) fossem; n�o dava cr�dito para os verdadeiros autores, e graciosamente aceitava todos os cumprimentos recebidos pelo trabalho.

    J� perdi a conta do n�mero de vezes em que soube de casos semelhantes em sites de fotografia; uma vez, inclusive, roubaram umas fotos dos meus gatinhos, e confesso que me senti lisongeada, mais como familiar do que como fot�grafa.

    Nelson escreve sobre a experi�ncia aqui; por sinal, recomendo que voc�s n�o fiquem apenas neste artigo, mas d�em uma voltinha no site todo, que � muito bom.

    Ele se faz uma s�rie de perguntas que eu mesma j� me peguei fazendo, e para as quais jamais encontrei resposta: por que um sujeito faz uma coisa dessas?

    O que � que move um plagiador?

    Ser� que n�o h� consci�ncia no fundo da alma dessas pessoas? Notem que esta n�o � uma pergunta moral, apenas filos�fica; de que adianta o mundo achar que voc� � �timo se voc� sabe que n�o �?!

    Uma vez, no caderno de cultura de um dos jornais que eu lia, n�o lembro qual, saiu uma grav�ssima acusa��o de pl�gio contra um famoso historiador, membro da ABL e tal.

    Era uma acusa��o irrefut�vel. N�o era um daqueles casos em que a gente acaba repetindo sem querer um pensamento alheio, por estar no ar e se ter incorporado naturalmente ao nosso universo; n�o. Eram frases inteiras, copiadas palavra a palavra de um autor franc�s.

    E eu fiquei para sempre com aquela imagem horr�vel na cabe�a, a do Grande S�bio pegando um volume na estante, abrindo ao lado da m�quina de escrever (esp�cie de computador primitivo que se usava ent�o) e tlec-tlec-tlec-tlec, copiando tudo.

    Isso foi h� muitos e muitos anos, mas sempre que me lembro do caso me d� uma ang�stia terr�vel, um frio na barriga, uma vontade louca de me esconder debaixo do sof� de pura vergonha por ele.

    Como diz o Mill�r, o ser humano n�o falha.






    R�pido como o raio,
    veloz como o trov�o

    Apenas dois anos e 18 milh�es de exemplares depois do lan�amento, o Vaticano, sempre alerta, descobriu o "C�digo Da Vinci" -- e dedica-se, agora, a recomendar aos fi�is que mantenham dist�ncia da �mpia obra.

    A essa altura, editores devem estar acendendo velas, pagando promessas e mandando rezar missas em a��o de gra�as pelo mundo inteiro: propaganda gratuita igual n�o se v� desde que o Aiatol� Khomeini condenou Salman Rushdie � morte por causa dos "Vers�culos Sat�nicos", em 1989.

    Com a diferen�a que "Vers�culos Sat�nicos" quase ningu�m ag�entou ler.






    Modesta Proposta do Prof. Bom�lcar

    Com voc�s, Tom Taborda:
    Entre as boas lembran�as da minha vida destacam-se os almo�os de domingo na casa do meu tio (j� falecido) Fernando Bom�lcar da Cunha Teixeira, que ensinava matem�tica na Gama Filho e na Est�cio, conhecido como Prof. Bom�lcar.

    O prato favorito era a pizza tradicional, fin�ssima, com muzzarela e rodelas de tomate, feita na m�o por minha tia -- que chegava a preparar inacredit�veis 24 tabuleiros para fazer frente � nossa voracidade. A sobremesa era, invariavelmente, mousse de chocolate amargo, na maior travessa que voc�s podem imaginar; no caminho da cozinha � mesa, a primarada toda, devidamente "armada", ia atacando a travessa e enchendo suas x�caras com o trof�u.

    Depois de nos fartarmos "obrigado-dona-Irma" (Dona Irma era a sogra dele, culinariamente generosa; e a frase ficou para sempre na nossa fam�lia como sin�nimo de fartar-se satisfeitamente, at� n�o caber mais uma s� garfada), nada melhor que um bom papo. Como meus tios foram dos primeiros a se mudar para a Barra, quase um areal na �poca, faz�amos a digest�o em deliciosas conversas no quintal, resolvendo todos os problemas do mundo noite adentro.

    Em muitos desses papos, tio Fernando reiterava a sua solu��o para resolver a quest�o da Sa�de & Educa��o: ?Pol�tico, mulher de pol�tico e filho de pol�tico tinham que ser obrigados a utilizar escolas e hospitais p�blicos?.

    Se a turma do "andar de cima" tivesse que utilizar tais servi�os, argumentava, eles iriam naturalmente melhorar, beneficiando, em cascata, toda a popula��o. Como o Hospital dos Servidores, hoje sucateado, mas que j� foi o "hospital do Presidente e Ministros" e era um centro de excel�ncia como um todo.

    Numa penada, por decreto, ficaria determinado o seguinte:

    Funcion�rio ou servidor p�blico, do Legislativo, Executivo, Judici�rio, Autarquia, ou Companhia Estatal, nas esferas municipais, estaduais ou federais, e seus familiares, todos est�o obrigados a utilizar os Servi�os P�blicos: Escolas, Hospitais e Previd�ncia.

    A beleza -- e abrang�ncia -- deste "decreto" � a palavra todos.

    � funcion�rio ou servidor p�blico? De autarquia (Petrobr�s, Banco do Brasil etc.), ou dos poderes Legislativo, Executivo ou Judici�rio? Municipal, Estadual ou Federal? Foi nomeado Secret�rio, Ministro ou Presidente de Estatal? T� inclu�do no decreto.

    Da mais humilde "auxiliar de manuten��o" da escolinha municipal ao poderoso Ministro do Supremo, das mais altas estratosferas da burocracia ao distribuidor de fichas do INSS, todos -- bem como seus familiares -- estariam obrigados a utilizar os servi�os p�blicos gratuitos, hospitais e escolas at� o Segundo Grau (*), e a contribuir para a Previd�ncia "normal", em vez das "Previs" das autarquias, para n�o falar na obscena aposentadoria de deputados e senadores.

    Todos. Sem exce��o.

    O �nico problema deste decreto � que seria votado pelos mesmos deputados que decidem:

    a) o aumento do sal�rio m�nimo para a popula��o;

    b) o aumento dos seus pr�prios sal�rios, independentemente do sal�rio m�nimo.

    Ao mesmo tempo, seria questionado juridicamente pelos membros daquela outra casta que paira acima da popula��o, a dos ju�zes das mais diversas inst�ncias -- que tampouco iriam abrir m�o de privil�gios exclusivos.

    (*) O ensino p�blico at� o Segundo Grau seria gratuito nas escolas p�blicas. J� o ensino universit�rio, mesmo nas universidades p�blicas, seria pago, com as devidas bolsas de m�rito. Ensino superior � um privil�gio dos mais capazes e n�o um direito de todos. (Tom Taborda)





    16.3.05






    Fotos da festa

    Subi um monte de fotinhas da festa da Bia l� pro Fotki. O �lbum n�o est� completo; falta muita coisa, mas est� problem�tico este upload porque, de cada vez, o diabo do uploader me sobe cinco c�pias da mesma foto e a� trava. Vou l�, apago quatro, come�o tudo de novo...

    O pior � que agora j� tem tantas l� que n�o sei mais o que foi e o que n�o foi.

    O jeito vai ser imprimir as p�ginas da web e conferir foto por foto com o Picasa, � mole?

    Update: Acho que agora est�o todas l�, pelo menos as que foram feitas por mim ou com as minhas c�meras. provavelmente muitas repetidas, mas vou deixar a tarefa de capinar o mato e escrever as legendas para a Bia, quando ela voltar de Natal.






    Enquanto isso, na mailbox do ministro...

    Gente, � absolutamente inacredit�vel, mas h� 84 dias -- oitenta e quatro dias! -- a Ana Maria Pinheiro escreve diariamente ao ministro M�rcio Thomaz Bastos, seu -- e meu, e de voc�s, e dos brasileiros em geral -- funcion�rio, e at� hoje ele n�o teve a delicadeza, a considera��o de responder.

    Aos telefonemas do Duda Mendon�a, por�m, ele atende prontamente.

    ARGHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

    Desculpem, mas dessa vez quem vai l� dentro vomitar sou eu; quem sabe a Bia B. n�o tem um restinho de Plasil pra mim...

    No entrementes, leiam, por favor, a carta da Ana Maria -- essa sim, uma Brasileira com B mai�sculo, digna da admira��o e do respeito de todos n�s:

    Exmo. Sr. Dr. M�rcio Thomaz Bastos,
    Ministro da Justi�a,

    Surpresa!

    V. Exa. estava achando que hav�amos desistido das mensagens?! N�o!

    Enquanto n�o for julgado o recurso do Minist�rio P�blico relativo ao trancamento da a��o penal contra Duda Mendon�a, Jorge Babu e outros no que diz respeito �s acusa��es de forma��o de quadrilha e apologia do crime, n�o pararemos de protestar. No �ltimo dia faremos um balan�o do nosso case study.

    A argumenta��o contida na decis�o do Desembargador Ivan Cury, de que o estouro da rinha Clube Priv� Cinco Estrelas representou uma investiga��o indevida e de que tal dilig�ncia n�o deveria ter sido "federalizada" nos deixa claro que a justi�a, al�m de cega, � desmemoriada e muito distra�da. O Dr. Ivan Cury certamente esqueceu de que al�m dos maus-tratos aos animais, ocorria no clube circula��o de dinheiro em apostas ilegais que atingem cifras pr�ximas de R$ 3 milh�es, num �nico per�odo de "campeonatos".

    Carros 0km s�o brindes corriqueiros. Pistola Glock 9 mm foi encontrada no ch�o, largada durante a debandada provocada pelos policiais. No entanto, o distra�do Dr. Ivan Cury, o Terr�vel, declarou que Duda estava envolvido apenas em crime de menor potencial ofensivo. Merit�ssimo, de onde vem o dinheiro das apostas? Para onde vai? Isto l� � crime light?

    Se o Sr. Z� Man� quiser circular clandestinamente R$ 3 milh�es em apostas num fim-de-semana, ele pode? N�o pode. Ent�o por que Duda Mendon�a et caterva podem?

    Duda Mendon�a e Jorge Babu, quadrilheiros de carteirinha, ou ao menos de crach�, conseguiram sair livres e soltos.

    Depois a galera se acha no direito de dedicar-se a uma rent�vel delinq��ncia e ningu�m entende por qu�.

    Se a investiga��o relativa ao Inqu�rito 133/2004 vai ser entregue � Pol�cia Judici�ria do Estado do Rio de Janeiro, o que vai ser dela? Pois o legislador galista, vereador Jorge Hauat Babu, n�o � policial civil? Como a pol�cia civil pode investigar rinhas de galo, se um policial civil � criador de galos de briga e fundador de rinha?

    � medida que escrevemos, vai surgindo a imagem de um Brasil que parece hist�ria em quadrinhos, dessas t�o cheias de trapalhadas que ningu�m cr� que possam ocorrer. S� que o Pato Donald e Margarida armam suas confus�es ingenuamente e o mesmo n�o se pode dizer dos sarcomas que atacam o tecido brasileiro.

    Ah, Sr. Ministro, �amos esquecendo de informar: j� obtivemos uma c�pia do Inqu�rito nr. 133/2004.

    S� lamentamos a omiss�o da Comiss�o de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ. Puxa, Dr. Wanderley, o senhor bem que poderia ter-nos dado uma forcinha, n�o? Afinal, abra a Constitui��o Federal e veja: a tutela da fauna est� no Cap�tulo de Meio Ambiente! E galo o que �? � bicho! E bicho o que �? � fauna!

    Ana Maria Pinheiro
    Vice-presidente
    F�rum Nacional de Prote��o e Defesa Animal








    Gente, olha que gozado!!!

    Saiu num blog que eu ainda n�o conhecia, o Comentando, do Beto Santos.

    Adorei!

    :-D

    Ali�s, a garrafa continua a�... algum interessado?





    15.3.05


    Not�cias l� de cima






    14.3.05


    Fala, Bia B.!

    A Bia Badaud, que voc�s conhecem aqui dos coment�rios, � m�dica. Mais do que isso, pertence �quele especial�ssimo grupo que encara a profiss�o como o sacerd�cio que deveria ser. Podia ganhar os tubos em qualquer cl�nica chique (� cirurgi� pl�stica) mas t� l�, ralando, idealista que �.

    Pois ontem ela deixou este desabafo nos coment�rios:
    S� digo o seguinte... � verdade que as pessoas dos hospitais sob interven��o trabalharam no fim de semana todo.

    Estive trabalhando no domingo e vi, todo mundo l�.

    Pra mim, que sei l� por que karma convivo com a Sa�de P�blica do Rio, � muito foda ver o Governo Federal fazer pose de injuriado pra cima do prefeito, quando � �bvio que Bras�lia sabe do que acontece aqui, h� anos e anos.

    Sempre souberam, sempre deixaram.

    Agora, s� Deus sabe a raz�o deste s�bito �mpeto do Governo Federal, que resolveu salvar todo mundo de uma vez.

    S� Deus n�o, coitado. S� quem convive nos esgotos da pol�tica e conhece os conchavos deles.

    Desculpa o desabafo. Vou ali vomitar e j� volto... (Bia Badaud)






    inVEJA

    N�o d� para entender certas notas da Veja sem pensar em falta de assunto, na melhor das hip�teses, ou mau-caratismo, na mais prov�vel.

    H� coisa de duas, tr�s semanas, esta nobre e altaneira publica��o, que tem mania de se p�r no papel de ombudsman da vida intelectual e jornal�stica nacional, como se estivesse acima do bem e do mal, publicou uma nota burra e venenosa, chamada "Pagos para elogiar", "denunciando" o grav�ssimo fato de que escritores recebem para escrever pref�cios.

    Vejam voc�s: escritores pagos para escrever! Algu�m j� viu semelhante absurdo?!

    Escritor tem mais � que morrer de fome, todo mundo sabe.

    Independentemente disso, com cach� ou sem, n�o conhe�o ningu�m de respeito que escreva um pref�cio ou apresenta��o se n�o tiver gostado do leu, viu ou ouviu. Afinal, � a reputa��o de quem escreve que fica em jogo ao dar o aval, e n�o a dos editores da Veja.

    Mas a revista conferia � nota um tom s�rdido, como se estivesse revelando ao p�blico um segredo tenebroso da ind�stria editorial: escritores ganham de R$ 500 a R$ 1.000 por pref�cio!!!

    Esc�ndalo!!!

    Desse jeito, onde vamos parar?!

    N�o toquei no assunto na �poca porque acho que n�o se amplia a voz dos imbecis; e porque, logo na segunda seguinte, enquanto eu ainda estava remoendo o caso, p� da vida, o Luis Fernando Ver�ssimo mandou uma carta que matou a pau.

    Acontece que ele, um dos principais "acusados", jamais ganhou um centavo por pref�cios.

    Agora, semana passada, l� veio a Veja de novo.

    Desta vez o alvo era O Globo, que n�o teria dado a foto do Chico Buarque na praia porque o Rodolfo (Fernandes; diretor de reda��o) joga futebol com ele regularmente.

    Me segurei nas pontas mais uma vez.

    N�o se amplia a voz dos imbecis, n�o se amplia a voz dos imbecis, n�o se amplia a voz dos imbecis...

    O Rodolfo, por�m, que tamb�m sabe que n�o se amplia a voz dos imbecis, acabou escrevendo uma carta para eles. N�o por ser ou n�o amigo do Chico (ningu�m � perfeito), mas porque a Veja mentiu deslavadamente e tratou o caso como se O Globo tivesse sonegado uma informa��o da maior relev�ncia dos seus leitores.

    Pois voc�s acham que a Veja publicou a carta?

    O que vale � que O Globo publicou, he he he...

    Saiu na edi��o de ontem.

    Aqui vai um cut&paste pra driblar o registro no site:
    "Por falta de tempo, ou de vontade, a revista Veja deu informa��es equivocadas sobre o fato de o GLOBO ter decidido n�o publicar fotos do compositor Chico Buarque feitas por paparazzi . Em nome da boa pr�tica jornal�stica, e para repor a verdade na mat�ria ap�crifa da Veja, seguem os fatos corretos:

    1) A Veja n�o tem como sustentar, pois � rigorosamente falsa, a insinua��o de que tenha existido qualquer telefonema de "assessores" de Chico Buarque ao jornal O GLOBO, em qualquer inst�ncia, solicitando que as fotos do compositor n�o fossem publicadas. Prestei a informa��o correta por escrito � Veja mas ela foi omitida da mat�ria;

    2) N�o � verdade que o GLOBO tenha sido "um dos jornais que cobriram mais extensamente" as confus�es do casamento do craque Ronaldo com Daniella Cicarelli. Uma apura��o menos pregui�osa teria notado que o GLOBO foi, entre os grandes jornais, o �nico a n�o ter um enviado especial ao cen�rio do casamento. Sequer a correspondente do GLOBO em Paris foi deslocada para Chantilly. A "extensa cobertura" do GLOBO limitou-se a um texto-legenda na editoria de Esportes e a notas de coluna;

    3) Veja omitiu capciosamente do texto -- provavelmente porque isso iria contrariar a tese embutida na sua mat�ria -- a informa��o que enviei por escrito � revista dando conta de que o GLOBO nunca publicou fotos de Ronaldo com uma modelo tiradas por paparazzi na It�lia, quando ainda era casado com Milene;

    4) Chega a ser infantil a afirma��o de que Chico Buarque, um dos maiores artistas do pa�s, em a��o h� mais de quarenta anos, precisa de "amigos" na imprensa para dar uma forcinha em sua carreira. O GLOBO possui realmente um bom relacionamento com Chico e � motivo de orgulho que ele tenha sido colunista do jornal por um per�odo. O GLOBO n�o tem problemas com o sucesso dos artistas brasileiros e estabelece com eles uma rela��o profissional e de respeito. O GLOBO n�o negocia o acesso a artistas em troca de resenha favor�vel a suas obras;

    5) A decis�o de n�o publicar as fotos seguiu uma linha editorial que vem sendo adotada pelo GLOBO h� muito tempo -- diante disso, a op��o foi muito clara. Apenas para informa��o dos leitores da Veja, cabe lembrar epis�dios recentes, de �reas diversas, em que a mesma orienta��o foi seguida. Quando a atriz Carolina Dieckman saiu de casa, e sabia-se que estava em processo de separa��o, a orienta��o do jornal no epis�dio para a coluna de TV foi de que n�o havia interesse nesse tipo de assunto, envolvendo futricas familiares que poderiam causar preju�zos � vida particular dos envolvidos. O mesmo ocorreu h� poucos meses quando o compositor Caetano Veloso saiu de casa e revistas de celebridades fizeram campana na sua porta: o assunto foi aberta e francamente discutido com editores da coluna de gente do jornal e o GLOBO decidiu minimiz�-lo. Conduta semelhante o GLOBO adotou quando a revista Contigo! ofereceu fotos da apresentadora Ang�lica de topless num hotel em Miami: nada publicamos. Mais atr�s ainda, o mesmo comportamento norteou a linha editorial do jornal -- e de toda a imprensa brasileira, Veja inclusive -- quando o ministro Ciro Gomes e a atriz Patr�cia Pillar come�aram a namorar.

    6) No caso de Chico, que est� separado h� quase dez anos, nem mesmo uma not�cia havia no epis�dio para justificar a publicac�o;

    7) A postura do GLOBO de respeito aos fatos, aos leitores e �s fontes tem sido consagrada pela circula��o crescente, pela cole��o de pr�mios e pela credibilidade do jornal junto ao p�blico formador de opini�o no pa�s. Pesquisa apresentada este ano no F�rum Econ�mico de Davos pela maior ag�ncia de rela��es p�blicas independente do mundo (Edelman) aponta o GLOBO como o ve�culo de maior credibilidade entre todos os meios de comunica��o brasileiros;

    8) Cada ve�culo tem a sua linha editorial, baseada em suas discuss�es internas, no perfil de seus leitores e em seus princ�pios �ticos. Se a Veja publica fotos de paparazzi, est� no seu direito. O GLOBO evita avan�ar na intimidade de seus personagens de forma sensacionalista. Por isso, n�o v� relev�ncia jornal�stica neste tipo de fotos. Ve�culos de qualidade pelo mundo afora tamb�m agem assim. Esta n�o � uma decis�o simples, � fato editorial bem mais complexo do que faz supor a v� aula jornal�stica da Veja. No pr�prio epis�dio Chico Buarque, a maior revista de celebridades do pa�s, a "Caras", decidiu n�o publicar as fotos, embora tenha sido procurada pelo fot�grafo que clicou o compositor. E n�o consta que Chico tenha algum "grande e poderoso" amigo na "Caras" para "dar uma m�ozinha".

    Atenciosamente,

    Rodolfo Fernandes
    Diretor de Reda��o"
    Pronto!

    Agora os eventuais leitores da Veja que freq�entam este blog mas n�o s�o leitores do Globo (voc�s, hein...?!) tamb�m podem tomar conhecimento das informa��es que a revista esconde.

    Que sejam os proverbiais 17, contra o milh�o e tanto da Veja; no problema.

    Sangue de internet tem poder... ;-)

    Update: Artigo muito pertinente do Tom Taborda aqui.






    Al�?

    Uh...

    Bom dia...

    Ouch!




























    Acho que vou voltar pra cama.

    Boa noite!





    13.3.05





    Iuhuuuuuu!

    A festa da Bia foi um sucesso; pelo menos, do meu ponto de vista nada isento de co-organizadora do evento e m�e coruja.

    Demos sorte com tudo, do buf� (Casa dos Sabores) aos DJs (todos amigos queridos demais e um melhor que o outro: Tom Le�o, Zeca Camargo e Bruno Bernardes), passando pela companhia sensacional, pelo tempo bonito, pela paci�ncia e compreens�o da vizinhan�a, pela arruma��o biruta que inventamos entre a nossa casa e a da vizinha de porta e que funcionou incrivelmente bem, tipo uma boate (aqui) e um lounge (l�).

    O �ltimo convidado saiu �s cinco da matina.

    Bia adorou os presentes e, para minha completa felicidade, sobrou justamente o que eu gosto: bolo e brigadeiro... :-)

    As garrafas que se salvaram da batida do carro foram todas devidamente detonadas.

    O hit pot�vel da noite foi a caipivara do Palaphita, uma caipirinha de frutas que � tudo de bom.

    At� eu bebi!

    E agora, crian�as, exausta mas muito contente, vou dormir.

    Boa noite!!!





    12.3.05




    Observat�rio da Imprensa

    Te descobriu: tem reprise do Observat�rio da Imprensa que gravei no outro dia hoje, s�bado, �s 20h.

    Outra descoberta dela (obrigada, Te!): apare�o no Coment�rio Geral do dia 17 falando sobre gatos.

    Desta grava��o lembro bem, a Pipoca fez uma figura��o bacana no meu colo! S� n�o sei se o resultado vai ficar bom, porque a equipe enfrentou muitos problemas disso e daquilo, e eu tive que repetir v�rias vezes o que j� havia dito.

    Este, ali�s, � um dos motivos pelos quais n�o curto fazer televis�o: acho imposs�vel manter a espontaneidade (e o bom humor) no terceiro take.












    Beth�nia, insuper�vel.
    Como sempre...

    O que � que faz um artista que atinge o auge da perfei��o poss�vel com um espet�culo? Repete este espet�culo at� o fim dos seus dias? Muda de profiss�o? Retira-se para um convento? Ou enche-se de coragem, deixa o que passou para tr�s e mergulha num projeto radicalmente diferente?

    Maria Beth�nia, n�o fosse quem �, nem esperou assentar a poeira de Brasileirinho, e partiu para Tempo Tempo Tempo Tempo.

    O show n�o � melhor do que Brasileirinho, porque nada pode ser melhor do que Brasileirinho.

    Mas, por outro lado, TTTT simplesmente n�o pode ser comparado com Brasileirinho -- e a� est� o segredo do seu sucesso. Os shows s�o t�o diferentes entre si quanto podem ser dois shows feitos pela mesma pessoa.

    Brasileirinho era um resumo da Hist�ria do Brasil, solidamente amarrado a um fio condutor, uma esp�cie de Missa em celebra��o ao pa�s a que o p�blico assistia mudo e hipnotizado.

    Tempo tempo tempo tempo � um buqu� de can��es gostosas e variadas, que nos fizeram companhia em bons e maus momentos, e que entraram, cada qual � sua maneira, na trilha sonora das nossas vidas.

    Se h� algum fio condutor no show � a homenagem a Vin�cius, a �nfase nos seus poemas e nas suas m�sicas; mas, honestamente, o que menos me pareceu existir em TTTT � este fio.

    Se em Brasileirinho Beth�nia celebrava a P�tria, agora ela celebra o indiv�duo, o amor, o momento pessoal, a vida miudinha -- mas nem por isso menos apaixonada -- de todos e de cada um. Este � um show que comemora, pura e simplesmente, a alegria de cantar.

    O mesmo p�blico que assistia a Brasileirinho mesmerizado e eventualmente aos prantos, agora acompanha todas as m�sicas, canta junto, faz a festa.

    � muito bom!

    Xex�o criticou os cen�rios e a luz, mas ou vimos shows diferentes, ou o nosso gosto, desta vez, n�o bateu mesmo. Eu gostei demais do cen�rio, que achei n�o s� inteligente e criativo como extremamente fotog�nico; e adorei a luz, linda.

    Para n�o dizer que n�o vi nada de errado, em alguns momentos senti um desequil�brio no som. Ou se aumenta o microfone da Beth�nia ou se baixa um pouco o dos instrumentos, sobretudo na percuss�o, que volta e meia afoga aquela voz t�o bonita: um pecado!

    Outra coisa? N�o sei se por deforma��o familiar, mas sinto falta de uma flautinha b�sica nos arranjos. Isso, no entanto, n�o vem de hoje. E, nem preciso dizer, n�o compromete nada.

    Parece que o Canec�o j� est� lotado para hoje e para amanh�, �ltimos dias aqui no Rio, mas recomendo qualquer neg�cio para assistir a Tempo tempo tempo tempo: subornar porteiro, recorrer a cambista, fazer propostas indecentes a amigos que reservaram mesa.

    Como escrevi ainda agora a uma amiga:

    Que coisa boa foi ver este show, que coisa boa � viver num tempo que tem uma Beth�nia assim, insuper�vel, superando-se a si mesma a vida inteira.





    11.3.05






    !



    O fim do inferno zodiacal da Bia

    Felizmente, n�o foi o fim de nenhum de n�s, do carro ou, sequer, das muitas garrafas que o dito carro abrigava no momento, a caminho de casa para a festa de amanh�...

    Tudo considerado, acho que temos mais um bom motivo para comemorar!








    Adivinhem s� quem faz anos hoje...






    Birds birding





    Tem uma s�rie de gar�as l� no Flickr: � s� clicar na foto para ir at� l�.






    Deu na Rio Show

    A capivara que encantou freq�entadores da Lagoa n�o voltou do ex�lio na Baixada e a exist�ncia de outro roedor na Rodrigo de Freitas continua sendo um mist�rio. Mesmo assim, o animal inspira um passeio pelo entorno do espelho d'�gua amanh�, s�bado. "Procurando a capivara na Lagoa" � a primeira caminhada que o projeto "Amigos do Rio", rec�m-criado pelos arquitetos Abra�o Dahis e Ant�nio Agenor Barbosa, vai realizar na cidade.

    Trata-se de uma esp�cie de aula ao ar livre.

    -- Vamos falar de quest�es hist�ricas e ambientais, como a restaura��o dos manguezais, que possibilitou a melhoria do ecossistema e a volta de animais como a capivara -- diz Barbosa, que vai guiar os participantes com a ajuda do bi�logo M�rio Moscatelli.

    O "Amigos do Rio" promover� ao longo do ano passeios em diferentes locais da cidade. O de amanh� tem ponto de encontro em frente ao Corte do Cantagalo, �s 9h30m. Para participar � s� se inscrever no local ou no site plantabaixa.com. (Renata Magdaleno)

    Ta�. Este � um passeio que eu adoraria fazer, mas �s 9h30, infelizmente, eu n�o existo...





    10.3.05


    "Puente del mundo,
    coraz�n del universo"

    Baseado no onipresente canal, o moto do Panam�
    revela que, em termos de auto-estima, o pa�s vai bem


    Sem o canal, o Panam� n�o existiria -- assim como n�o existiria a palavra que o Aur�lio define como "administra��o ruinosa duma companhia cujos administradores buscam locupletar-se � custa dos acionistas; roubalheira em empresa ou em reparti��o p�blica". Aquela mesma, que Mam�e conheceu ainda crian�a em Budapeste, antes at� de saber que existia um pa�s com este nome.

    Acontece que, em 1878, os franceses conseguiram uma concess�o do governo colombiano para a constru��o de um canal em seu territ�rio. Como � frente da empreitada estava o conde Ferdinand de Lesseps, vitorioso construtor do Canal de Suez, as a��es da Compagnie Universelle du Canal Interoceanique foram um sucesso de vendas. Muita gente investiu as economias da vida toda naquela aventura aparentemente garantida.

    Uma coisa, por�m, era tirar areia do deserto -- onde, fora o calor e uma ou outra tempestade de areia, havia poucos inimigos naturais. Outra, bem diferente, era enfrentar o lama�al e as condi��es de insalubridade de uma regi�o singularmente inapropriada para a sobreviv�ncia humana. Mais ou menos como no caso da nossa Madeira-Mamor�, centenas de milhares de trabalhadores foram recrutados do mundo inteiro, para ser dizimados por quedas de barreiras, encontros com animais silvestres, febres e doen�as de todos os tipos. Sete anos depois do in�cio das obras, os franceses jogaram a toalha, levando multid�es � fal�ncia e dando � regi�o do Panam� o sin�nimo pouco edificante.

    A cria��o do canal, contudo, se fazia necess�ria aos Estados Unidos, j� que, uma vez pronto, aquele seria o caminho mais curto entre suas costas Leste e Oeste. A concess�o para a constru��o foi negociada com os franceses, mas o projeto esbarrou num pequeno entrave: a Col�mbia n�o concordava com os termos propostos. Que fazer? Ora, ora, imaginem: n�o h� canto deste planeta, por remoto que seja, que n�o tenha a sua meia d�zia de separatistas ferrenhos. Pois os americanos procuraram os separatistas panamenhos, entraram com a grana e um certo know-how e, em dois tempos, o Panam� era um pa�s totalmente independente da Col�mbia. �Sencillo, no, mamita?

    Poucos dias depois da proclama��o da independ�ncia, em fins de 1903, l� estavam os americanos, m�os � obra. Dez anos e U$ 387 milh�es depois, no dia 15 de agosto de 1914, o vapor Ancon, cuja sineta se pode ver at� hoje no imponente pr�dio da administra��o do canal, singrava as �guas da oitava maravilha do mundo moderno. Do come�o franc�s � conclus�o americana, o Canal do Panam� custou 20 mil vidas.

    Ele custou tamb�m muita confus�o entre os americanos e os panamenhos, compreensivelmente incomodados com o fato de n�o s� o canal mas tamb�m a terra �s suas margens pertencerem aos Estados Unidos -- que proibiam a livre circula��o dos "nativos" pela chamada Zona do Canal. Em 1977, depois de d�cadas de lit�gio, os presidentes Carter e Torrijos assinaram um novo acordo, pelo qual, gradativamente, os americanos passariam o comando e a posse da �rea ao Panam�.

    Ao meio-dia do dia 31 de dezembro de 1999, as bandeiras norte-americanas foram descidas dos mastros em que tremularam durante tanto tempo pela �ltima vez, e foram vendidas por U$ 25 cada a ca�adores de rel�quias hist�ricas. Mas, bem antes disso, os civis e militares americanos que l� viviam j� haviam feito as malas, trancado as portas das suas casas, hospitais, escolas e quart�is, e dado um sentido adeus ao para�so.

    * * *

    Para os panamenhos, a verdadeira independ�ncia est� sendo um duro aprendizado. Se, por um lado, a tutela dos Estados Unidos era sufocante, por outro era tamb�m tranq�ilizadora: ningu�m precisava se preocupar com nada, porque os americanos -- que empregavam, direta ou indiretamente, milhares de pessoas -- cuidavam de tudo. Os sal�rios eram altos e, mesmo nos mais humildes empregos, faturava-se algo em torno de U$ 5 por hora.

    Cinco anos depois da partida dos gringos, a Zona do Canal � uma cidade-fantasma. Aqui e ali h� uma edifica��o restaurada e habitada, mas a maioria das casas e instala��es deteriora-se, abandonada: a grama dos campos de golfe n�o existe mais, os hospitais e as escolas continuam fechados, os edif�cios imensos das casernas, desertos.

    Dos tr�s milh�es de habitantes, 20% est�o desempregados, e as conseq��ncias disso se fazem sentir nos �ndices de alcoolismo, consumo de drogas e criminalidade. Como um adolescente que se v� subitamente livre da presen�a de um pai opressor mas generoso, o Panam� parece algo aturdido.

    Por outro lado, ao contr�rio do que previam os pessimistas, o Canal, bem ou mal, continua funcionando; a capital, onde h� um banco em cada esquina, � viva e alegre, cheia de novos edif�cios e shoppings riqu�ssimos. O turismo, voca��o natural do pa�s, come�a -- finalmente! -- a ganhar a for�a que merece: bons hot�is e resorts de sonho pipocam por toda a parte.

    O que vale � que, com ou sem panam�s, o Panam� gosta muito do Panam�.

    Ele merece.


    (O Globo, Segundo Caderno, 10.10.2005)






    Um � doido,
    os outros, pilantras

    Tenho muita pena de Michael Jackson.

    O coitado � um completo freak que, no politicamente incorreto s�culo retrasado, certamente seria exibido num circo, ao lado da Mulher Barbada, do Homem Mais Forte do Mundo e dos Irm�os Siameses.

    O processo que est� sendo movido contra ele, por�m, � ainda mais pat�tico do que o personagem em si mesmo.

    Honesta e sinceramente: qual � a m�e decente e bem-intencionada que, em s� consci�ncia, leva uma crian�a para "brincar" com um maluco daqueles?!

    Quem deveria estar no banco dos r�us era essa m�e argent�ria, isso sim.

    Quanto a Michael Jackson, merecia, com certeza, uns dois anos de cadeia.

    Mas n�o pela atual papagaiada, e sim por ter segurado aquele pobre beb� indefeso do lado de fora da janela do hotel, lembram?

    Que mundo!





    9.3.05






    A �nica vantagem de voltar de madrugada do jornal � que, �s vezes, a gente consegue acertar uma fotinha esquisita.






    Emerg�ncia de luxo

    Eu nunca, jamais, em tempo algum, ganhei nada em sorteio -- exceto uma garrafa de conhaque R�my Martin Louis XIII chiqu�ssima, de cem anos (eu nem sabia que existia isso!), com garrafa Baccarat assinada, estojo de luxo e o escambau (cr�tica especializada aqui).

    Bom, a dita garrafa encontra-se num dos arm�rios do escrit�rio, h� uns dois anos, lacrada, triste e pouco apreciada, j� que eu n�o bebo, e que o povo da minha turma n�o bebe conhaque.

    Sequer a garrafa vazia me seduz como enfeite, porque, por incr�vel que pare�a, j� tenho uma.

    Agora, arrumando a casa pro anivers�rio da Bia no s�bado que vem, dei com ela entre as garrafas �teis da casa, que ser�o consumidas na magna data.

    Resolvi dar uma googlada nela e quase ca� das pernas: descobri que, nas lojas de bebidas online, ela custa a bagatela de U$ 1.400, U$ 1.500; no eBay, quando aparece, pode ser arrematada por pre�os que variam entre U$ 900 e U$ 1.200 (com certeza de gente que, como eu, n�o bebe mas teve a duvidosa sorte de ganh�-la em sorteio).

    Resumo da �pera: decidi torrar imediatamente esta Bela Ant�nia -- ou, at�, troc�-la por algo �til de valor mais ou menos semelhante.

    Pode at� ser bebida, mas bebida "normal", daquela que todo mundo bebe, tipo prosecco ou champagne.

    Tenho minhas d�vidas se gente com tal poder de fogo l� blogs, mas vai que algu�m que conhece algu�m que conhece algu�m v� este an�ncio...

    Propostas (decentes!) aqui nos coment�rios ou para cronai@well.com, OK?






    Gladys Mar�n

    Sozinha aqui no jornal, pesquisando umas coisas sobre o Panam� para a coluna de quinta-feira (que ainda n�o terminei de escrever), topei, por acaso, com uma not�cia que me escapou: Gladys Mar�n, l�der do Partido Comunista Chileno, morreu domingo passado.

    Uma vez, algu�m disse que quem n�o � comunista aos 18 n�o tem cora��o, mas que quem continua comunista aos 40 n�o tem ju�zo.

    Pois, aos 18, eu adorava Gladys Mar�n.

    Hoje, lamento demais a sua morte, embora ache que quem ainda acredita em comunismo est� a um passo de acreditar em Papai Noel. N�o h� utopia que sobreviva ao card�pio de atrocidades com que nos brindaram os governos comunistas mundo afora (ainda que, de comunismo de verdade, pouco tivessem; mas isso s�o outros 500).

    Num pa�s como o Chile, no entanto, onde parte da popula��o continua achando que Pinochet � um grande homem, ser comunista n�o era apenas quest�o pol�tica, era, sobretudo, quest�o �tica.

    Por isso, apesar de todas as contradi��es e incongru�ncias, continuei admirando Gladys Mar�n.

    Tenho o maior respeito por gente que luta pelos seus ideais sem fins lucrativos.

    PS: Violeta Isabel Parra escreveu uma das suas m�sicas mais bonitas para Gladys Mar�n. Chama-se Can��o Versos para Gladys (muito obrigada pelos links, Tomzinho; minha mem�ria, como se v�, n�o � muito confi�vel..). Se algu�m souber onde encontro esta m�sica por favor me avise. Ela me acompanhou em disco tanto tempo; um dia, sumiu numa mudan�a.

    At� hoje sinto saudades desta can��o, para n�o falar naqueles tempos duros e ing�nuos, em que a gente achava que era t�o f�cil dar jeito no mundo.





    8.3.05




    E, por falar nisso...

    Este � o lindo cart�o que o Segmund me mandou pro Dia Internacional da Mulher, e que divido com todas as minhas amigas leitoras do blog.

    Muito obrigada, Segmund!






    Observat�rio da Imprensa

    Para os que se queixam que eu nunca aviso quando vou dar entrevista, olha�: hoje, logo mais, �s 22h30, vou participar do Observat�rio da Imprensa, na TVE.

    Desta vez me lembrei de avisar em tempo! :-D

    O programa � ao vivo, e a pauta trata da situa��o das mulheres nas reda��es e no jornalismo em geral.






    Deu na Folha

    Nelson Ascher escreveu este artigo sobre meu Pai:
    Escola de tradutores

    Paulo R�nai (1907-92), o intelectual h�ngaro que, fugindo da morte certa na Europa Central quando esta se encontrava � beira do apocalipse, trouxe de l� para o Brasil um know-how a respeito da tradu��o liter�ria que nos fazia falta, batizou uma de suas melhores colet�neas ensa�sticas de "Escola de Tradutores" (1952). Apesar do nome, o volume n�o � um manual sistem�tico do of�cio, mas antes um conjunto de exemplos e sugest�es derivados de seu exerc�cio.

    O ensa�sta e tradutor, que devia a sobreviv�ncia ao apetite por l�nguas e autores mal conhecidos em seu pa�s, obtivera o quase imposs�vel visto que lhe permitira vir para c� no come�o dos anos 40 porque, latinista de forma��o, respons�vel por vers�es para seu idioma de Hor�cio, entre outros, e especialista tamb�m em literatura francesa (divulgava seus conterr�neos em franc�s e os franceses em h�ngaro, al�m de ter feito tese sobre Balzac), dedicara-se apaixonadamente a se familiarizar com as demais neolatinas, chegando enfim ao portugu�s.

    Como bom centro-europeu, t�o logo, com o aux�lio de gram�ticas e dicion�rios, dominou este idioma. Em vez de se interessar pelo que faziam os europeus do extremo oposto do continente, ele preferiu se aventurar em dist�ncias mais ex�ticas e, na v�spera da eclos�o da Segunda Guerra, verteu e publicou uma pequena antologia de poesia brasileira ("Braz�liai �zen Mai Brazil K�lt�k"/ "Mensagem do Brasil -- Poetas Brasileiros Contempor�neos", 1939), na qual incluiu jovens ainda virtualmente desconhecidos mesmo aqui, como Manuel Bandeira, M�rio de Andrade, Cec�lia Meirelles e Carlos Drummond de Andrade. � provavelmente dele a primeira tradu��o para qualquer idioma do poema-esc�ndalo drummondiano sobre a pedra no meio do caminho, texto que debateu com alunos do liceu de Budapeste onde era professor.

    Buscando mais informa��es sobre o novo universo que lhe fora aberto, entrou em contato epistolar com o escritor santista Ribeiro Couto (1898-1963), que trabalhava como diplomata na Holanda. Pouco tempo depois, ele deu a p�blico em seu pa�s tamb�m uma antologia de seus versos. Foi em parte gra�as � tal amizade e a seus servi�os em prol da divulga��o da literatura brasileira na Hungria que R�nai p�de emigrar para a Am�rica do Sul quando as portas de todas as na��es do mundo se fecharam para os judeus do Velho Mundo, amea�ados de exterm�nio pela expans�o da Alemanha nazista.

    Estabelecendo-se nestes tr�picos, sua curiosidade n�o s� n�o se arrefeceu, como se agu�ou, e o magiar tornou-se um dos primeiros a estudar a s�rio a obra dos poetas acima e esteve igualmente entre os pioneiros que reconheceram de imediato a import�ncia do trabalho de Guimar�es Rosa. Infelizmente, o interesse que existia e existe em sua terra natal pela cultura brasileira n�o dispunha de uma contrapartida local, de um interesse pelo que se fazia no seu canto original do continente.

    Devido a isso, ele passou muito de seu tempo n�o apresentando ao p�blico nacional os cl�ssicos h�ngaros, mas sim ensinando latim e prosseguindo em portugu�s sua divulga��o de obras francesas. Embora talvez exista hoje um mercado para aquilo que, na �poca, apenas ele teria podido fazer, n�o era este o caso outrora.

    V�rios tradutores brasileiros o haviam precedido no costume de aconselhar seus colegas de profiss�o, e um dos mais not�veis foi um tradutor oitocentista, o maranhense Manuel Odorico Mendes, que, nas notas �s suas excepcionais vers�es de Homero e Virg�lio, o fez explicando, �s vezes minuciosamente, algumas de suas op��es. O h�ngaro, por�m, merece ser considerado o inaugurador no Brasil da abordagem emp�rica e pragm�tica dos problemas que quem quer que resolva transpor uma obra de um idioma estrangeiro para o nosso corre o risco de encontrar.

    Pois, apesar da propens�o universit�ria (nem sempre in�til nas humanidades) a converter conclus�es derivadas do corpo-a-corpo com a palavra escrita em doutrinas rebuscadas e abstratas, a tradu��o liter�ria nunca deixou de ser uma tarefa eminentemente emp�rica, que se nutre da experi�ncia de seus profissionais e que se aprende e se aperfei�oa na medida em que � posta em pr�tica.

    H�, sem d�vida, at� cr�ticos que se acreditam capazes de julg�-la lan�ando m�o de teorias aparentemente bem fundamentadas e que acenam com a infalibilidade quase teol�gica do ju�zo objetivo. No entanto, assim como em qualquer outra arte que requer criatividade e imagina��o, os m�ritos de uma tradu��o s� podem ser inteligentemente avaliados pela leitura sens�vel e informada de seus resultados. Ou, formulado de modo diferente: se funciona, � bom; se n�o funciona, n�o h� institui��o ou Ph.D que salve o trabalho.

    N�o obstante sua comprovada utilidade, seguem sendo escassos em nosso pa�s os tomos que d�em continuidade ao exemplo oferecido por R�nai. Haroldo e Augusto de Campos desempenharam um papel central na explicita��o dos recursos que contribuem para transformar um poema ingl�s, digamos, ou russo, alem�o, proven�al, num objeto esteticamente digno em portugu�s do Brasil. Seu empenho, todavia, foi a exce��o, n�o a regra. E, embora eu tenha certa vez dado um breve curso sobre o assunto, sinto-me meio c�tico acerca da utilidade de discuss�es grupais. Orientar-se pelo "caminho das pedras" requer mais livros do que aulas. A literatura e tudo o que com ela se relaciona, incluindo sua tradu��o e leitura, s�o, afinal, afazeres solit�rios cuja meta �ltima talvez seja justamente a de ampliar o espa�o interior da individualidade. (Nelson Ascher)






    Enfim algu�m que me entende!

    Andei tendo -- ainda estou tendo -- problemas muito esquisitos de conex�o. Tudo fica leeeeeeeeeeeeento demais, no Blogger quase n�o consigo entrar, parece m�quina bichada; mas o diabo � que, se for, � praga braba e geral, porque est� acontecendo tanto l� no jornal quanto aqui em casa.

    Neste momento as coisas est�o melhorzinhas e fui dar uma geral nos coment�rios. Pois n�o � que tinha v�rios que eu n�o tinha lido?! Entre eles, um que a Bia Badaud escreveu no dia 4, e que ainda agora me fez dar muita risada, vejam s�:
    Mas, cara, vi gente revoltada e pessoalmente ofendida com a opini�o pessoal da Cora sobre um pr�dio (aeroporto) da cidade (S�o Paulo), mesmo ela tendo feito as devidas ressalvas, e estava pensando, fazer blog � isso...

    Se vc escreve 'ol�!!!! lindo dia!!!!' nego murmura que h� tanta desgra�a que � deselegante acordar feliz assim. Al�m de reclamarem veementes das exclama��es.

    Se vc escreve 'acho isso ou aquilo feio' nego sai de onde estava pra vir comentar que isso ou aquilo � lindo, que s� almas sebosas n�o enxergam.

    Se vc escreve bem � esnobe, se escreve mal � burro, se quer ajudar � piegas, se quer que se danem � insens�vel, se transcreve letras de m�sicas � sem assunto, se n�o escreve nada cad� voc� que sumiu, se elogia � puxa saco, se critica � mal amada.

    Ou seja, qual a principal qualidade que um blogueiro muito lido precisa ter? Hm?

    Paci�ncia, muuuuuuuuuuuuuuuuita paci�ncia... (Bia Badaud)





    7.3.05




    Viva Magaly!!!

    Pessoas, hoje � anivers�rio da Magaly, do Eu pensando, uma das pessoas mais queridas da blogosfera!

    Vamos todos l� cumpriment�-la pelos 78 anos!






    Ah, sim...

    � impress�o minha ou o Opera est� bem rapidinho?










    Cliques

    Fiz uma quantidade imensa de fotos no s�bado passado, que teve um alvorecer incr�vel e um p�r-do-sol deslumbrante, e, entre um e outro, uma festa e muitas poses gozadas dos gatos.

    Pessoas est�o longe de ser o meu forte mas, por acaso, as fotos de que mais gostei foram esses dois retratos, da F�tima Bernardes e do William Bonner na casa de um amigo, e do Raimundo lavando um dos carros aqui embaixo.

    Passei o domingo no computador, ainda enrolada com a mailbox e com as fotos que se acumulam aos milhares. Estou me devendo terminar de subir as s�ries do Panam� pro Flickr e as fotos do Pr�mio Faz Diferen�a pro Fotki, mas... cad� tempo?!

    Por falar em Fotki: at� o dia 4 de abril, o site est� com a oferta imperd�vel de assinatura premium por U$ 25 anuais.

    Na minha opini�o, o Fotki �, hoje, o melhor site de hospedagem de fotos. � ideal para subir fotos de festas ou de viagens para os amigos, ou para, pura e simplesmente, guardar as nossas fotinhas em seguran�a.

    Ele �, tamb�m, uma poderosa ferramenta de distribui��o de fotos que, tenho certeza, deve estar sendo muito usada pela turma que coleciona porn�s -- mas a fachada que se v�, felizmente, � a das fotos p�blicas, inocentes, que n�o ofendem ningu�m.

    Com a assinatura anual, n�o h� limites para o armazenamento de imagens. Al�m disso, podem-se subir (e baixar) as fotos no tamanho original, at� por FTP; basta ter banda para isso.

    O Fotki tem um jogo de ferramentas de ajuste e controle dos �lbuns muito eficaz. Pode-se controlar quem v� o que, deixar coment�rios, mandar email.

    N�o fa�o "vida social" por l�, digamos assim, j� que uso o Flickr como di�rio visual; mas at� nisso ele � bastante bom.

    A t�tulo de curiosidade: a p�gina de estat�sticas informa que, no momento, tenho 29 �lbuns no ar, com 2.142 fotos, num total de 1.74Gb. Freq�ento o site desde outubro de 2001, e minha atual assinatura vai at� outubro de 2006.

    Iria at� outubro deste ano, mas acabei de renovar com a oferta de U$ 25, metade do pre�o habitual...






    O lado dos bichos

    Perdi a participa��o da Ana Maria Pinheiro no Late Show ontem, mas aten��o: ela foi convidada para voltar � Rede TV hoje, segunda, �s dez, para conversar com a Gl�ria Perez sobre a quest�o dos rodeios no programa da Luciana Gimenez.

    Vou fazer o poss�vel para voltar para casa a tempo de assistir.





    5.3.05




    Grav�ssima emerg�ncia animal!

    Escreve a Ana Valle:
    "Esses animais ser�o sacrificados a qualquer momento!

    Precisamos de lares tempor�rios ou definitivos para eles com m�xima urg�ncia. N�o posso dizer onde est�o, pois foi uma condi��o imposta para que eu pudesse tirar as fotos e divulgar na internet, e com isso tentar salv�-los de alguma forma! S� posso dizer que est�o em Niter�i.

    Estes animais precisam de ajuda, divulguem, por favor!

  • F�mea - mesti�a de poodle cinza, castrada, adulta.
  • Macho - Dogue Alem�o de olhos azuis. Est� com algumas pequenas feridas e muito, muito magro.
  • Filhotes (n�o sei o sexo) ? 1 caramelo com focinho e peito brancos e 1 preto com focinho e peito brancos e manchinhas caramelo no focinho
  • Filhote (n�o sei o sexo) ? preto com manchinha pequena branca no peito
  • F�mea ? Vira-lata caramelo, adulta, porte m�dio.
  • Macho ? lindo vira-lata branco peludinho. Est� muito triste.
  • Macho ? Poodle cinza com catarata em um dos olhos, adulto.
  • Macho - vira-lata caramelo de olhos amarelos, muito bonito, de porte grande, adulto.
  • Macho ? mesti�o de Cocker Spaniel branco e preto peludo. Tem catarata em um dos olhos. Est� muito maltratado.
  • F�mea ? vira-lata dourada, muito alegre e que est� desesperada pra sair do canil. Ela tem os caninos de baixo bem grandes, o que a deixa com a cara muito engra�a. � adulta, n�o muito jovem.
  • Macho ? vira-lata branco com machas douradas, porte m�dio, adulto.
  • Macho ? Rottweiler grande, cabe�udo, com pat�o. Muito bonito, parece de exposi��o.
  • Macho ? Rottweiler macho, bem grande, adulto.
  • F�mea ? Rottweiler mesti�a, porte grade, jovem.
  • Gatos, muitos gatos, de todas as idades e tamanhos, alguns bem debilitados.

    Enquanto as pessoas continuarem a tratar animais como mercadoria, e n�o como uma vida, a quantidade de animais abandonados n�o diminuir�.

    Enquanto animais como estes da foto est�o morrendo, pessoas est�o comprando animais no Campo de S�o Bento, no Plaza, em pet shops, em canis...

    Precisamos conscientizar a popula��o para a import�ncia da castra��o, da ado��o e da posse respons�vel. E o que voc� pode fazer para ajudar?

  • Castre seu animal! N�o opte pelo nascimento de mais animais enquanto milhares est�o nas ruas ou em abrigos em todo pa�s. Fale com seus amigos para fazerem o mesmo. Sempre tem um vizinho ou amigo reclamando da f�mea que engravidou de novo ou do macho com problemas de comportamento. Castra��o � a solu��o!

  • Adote! N�o estimule o com�rcio descontrolado de animais. Fale com seus amigos para fazerem o mesmo. Sempre tem um vizinho ou amigo dizendo que quer comprar um animal. Fale com ele para adotar!

  • Divulgue! Mande esta imagem e este texto para seus amigos por e-mail. Telefone para seus amigos que moram em casa em Niter�i e pergunte se ele n�o adotaria mais um cachorro. Um pequeno animal n�o ocupa muito espa�o no quintal e muitos possuem condi��es financeiras para ter mais um cachorro. Telefone para seus amigos que moram em apartamento e n�o possuem animais e pergunte se eles n�o adotariam um gato. O gato � um animal extremamente limpo, que d� muito menos trabalho que um cachorro. N�o � preciso dar banhos freq�entes, levar pra passear, al�m de ser mais silencioso que o cachorro. E, ao contr�rio do que dizem, n�o � nem um pouco trai�oeiro e, sim, muito carinhoso.

    Poste essa imagem e esse texto no seu blog ou fotolog. O fotolog disponibiliza 365 posts por ano. Ser� que um dia em que voc� n�o postar uma foto sua far� diferen�a? S� se for pro animal que voc� pode estar salvando a vida...

    Contato: viralatasnit@gmail.com

    Ana Paula, protetora que est� ajudando a conseguir um lar para estes animais: 9926-5512.

    Conto com a ajuda de voc�s,
    Ana Valle










  • Capiv�rias!

    Depois da fam�lia linda que � atra��o em Barra Mansa, apresentada pelo Ancelmo na coluna de ontem, eis outro grupo de capivaras que anda fazendo sucesso. Essas simpatias vivem em S�o Louren�o, onde foram vistas e devidamente clicadas pela M�rcia, que aparece na foto de baixo:
    "Viajei pra S�o Louren�o no Carnaval e aproveitei pra estrear a minha primeira c�mera digital. Ontem � tarde estava passeando no Parque das �guas e eis que vejo uma cena e tanto: uma fam�lia de capivaras comendo na beira do lago! Nem preciso dizer que elas estavam fazendo o maior sucesso. Foram muito fotografadas (mais que a Luma de Oliveira na frente da bateria!). Decididamente, esse ver�o tem como musas as capivaras. (M�rcia)
    Fico muito feliz em ver como as bichinhas est�o na moda. Elas s�o lindas, pac�ficas e convivem bem com gente; � �timo que as pessoas passem a conhec�-las melhor e aprendam a valoriz�-las.

    Por outro lado, fico triste demais quando penso que n�s tamb�m pod�amos ter uma pequena col�nia de capivaras aqui no Rio -- e que (como em todo o resto dos assuntos da cidade) as autoridades n�o t�o nem a�.

    Voc�s podem achar cisma minha, mania de bixo grilo, mas s�o detalhes assim que fazem o charme de uma cidade. Eu mesma tenho o orgulho de ser propriet�ria de uma pequena c�mera digital com marcas de bicadas de gar�as que vivem no Panam�, no Pal�cio das Gar�as (et pour cause).

    Um pal�cio � o local ideal para gar�as viverem? N�o, claro que n�o. Mas as de l� est�o bonitas e bem alimentadas, s�o curiosas e interagem com os humanos numa boa. Como eu j� disse algumas vezes, n�s tamb�m n�o fomos projetados para vivermos em apartamento com luz el�trica, mas nem por isso nossas vidas s�o ruins.

    Capivaras, cotias, micos, tamandu�s e que outros bichos crescidos em �reas urbanas acham perfeitamente normais as suas vidinhas -- e, de quebra, contribuem muito para melhorar o astral dos b�pedes a quem d�o a honra das suas presen�as.





    4.3.05


    Viva Polícia!

    A maioria das ONGs que se dedicam à defesa dos direitos humanos aqui no Rio tem sido extremamente omissa em relação à Polícia. É como se os policiais não fossem humanos nem tivessem direitos; como se a morte de um policial fosse algo "normal", e a de um bandido um fato excepcional.

    A contabilidade é triste. A toda hora morrem policiais em confronto com bandidos, quando não simplesmente assassinados a sangue frio, e não há uma ONG que procure as famílias, que dê um alô, que -- pelo menos! -- compareça aos enterros.

    Com a ditadura militar, ficou difícil para nós, civis, olharmos para pessoas fardadas sem desconfiança; no nosso incosciente, "eles" ainda são o inimigo. Além disso, depois de tanto ler e presenciar atos de violência praticados por policiais, é difícil parar para pensar sobre o assunto e tentar mudar conceitos formados ao longo de tantos anos de repressão e de "Chame o ladrão!".

    Tem mais. Para quem ama a paz, a violência é sempre abominável. Ora, como a bandidagem não usa uniforme, a imagem do que nos assusta acaba, lamentavelmente, se materializando nas fardas.

    Pois acho que tinhamos que fazer um esforço para olharmos para a polícia com objetividade e sem preconceito. Há muitos policiais do bem, e é com eles -- e apenas com eles -- que contamos para sair do buraco da insegurança em que estamos metidos.

    Acho, sinceramente, que a sociedade devia tratar melhor a polícia.

    Devia pagar melhor a esses homens e mulheres que tantas vezes se arriscam por nós, devia estimular mais os bons policiais e sobretudo devia, repito, deixar o preconceito de lado.

    Com quem é que os bons policiais podem contar se não for conosco?! Os bandidos querem dar cabo deles, os maus colegas querem vê-los longe e a secretaria de segurança... bom, essa, nem falar.

    Apenas imaginem a humilhação que é ser "comandado" do Garotinho.

    Às vezes discuto essa questão com colegas. Os mais radicais dizem que não adianta, que 80% dos PMs são corruptos, e que metade dos policiais civis também são.

    Não tenho como avaliar estatísticas assim, não sou especialista em polícia, mas tenho certeza absoluta de uma coisa: 100% dos bandidos são bandidos.

    Por isso, fiquei contente quando foi criada a ONG Viva Polícia, que vai fazer o que as outras, burramente, não fazem, ou seja, dar força a profissionais tão injustiçados; e estou contente agora, que seu website entrou no ar.

    Boa sorte, Viva Polícia!






    Panam�: it's a jungle out there!





    H� novas fotos no Flickr: uma s�rie de floresta!







    Emerg�ncia felina!

    Na linha, a incans�vel dra. Andr�a Lambert:
    Este lindo filhotinho de 2 meses foi abandonado no Hospital Municipal Souza Aguiar com a pata quebrada e o com a pele do queixo descolada. A fratura da pata dianteira esquerda rachou o osso do gatinho e agora ele precisa de muito repouso e medica��o para consolidar.

    Depois � claro, vai precisar de um bom dono. Algu�m j� se habilita a adot�-lo?

    Para ele se recuperar r�pido, preciso de medicamento e de uma boa ra��o de filhote. Estou com muitos filhotes para ado��o, uns 20, e com muita despesa com ra��o e medicamentos. Ainda tem os adultos, que s�o uns 50, e que esperam um lar.

    Portanto estou procurando um padrinho ou madrinha para esta gracinha para ajudar no tratamento e cuidados especiais, ou outro gatinho filhote ou adulto. Abra�os, Andrea Lambert





    3.3.05





    Happy End

    Gente, muito obrigada pela for�a durante o meu ataque de mau humor agudo! Voc�s se lembram de um filme chamado, se n�o me engano, "A noite dos deesesperados" (em ingl�s, "They shoot horses, don't they?")? Pois �: eu estava me sentindo mais ou menos como os personagens daquele filme, muito, mas muuuuuuuuuuuito cansada.

    Mesmo.

    No fim, como sempre, deu tudo certo: consegui ir � Telexpo, escrever a cr�nica (e escolher a foto, tarefa que �s vezes � mais dif�cil do que escrever; desta vez foi), voltar � Telexpo no dia seguinte e, enfim, chegar no Rio a tempo para a entrega do Pr�mio Faz Diferen�a, do Globo -- que, como no ano passado, foi uma cerim�nia bonita e emocionante.

    Agora, tendo dormido quase nove horas diretas (n�o me lembro de quando isso aconteceu pela �ltima vez!), tendo sido devidamente paparicada pelos quadrupinhos e tendo comido um belo prato de arroz, ovo frito e banana, estou me sentindo de novo um ser humano normal e feliz.

    Depois conto mais da festa. Por enquanto, ficam a� duas fotinhas. Ana Cristina Reis e Artur Xex�o, clicados por mim, e Asc�nio Seleme e Cora R�nai, clicados por Arnaldo Bloch oops, pelo Mineiro!

    A gente briga mas a gente se ama... ;-)










    Su��a lava mais branco,
    mas Panam� se diverte melhor


    Quando Mam�e descobriu que o Panam� era um pa�s, ficou muito intrigada: por que diabos algu�m daria justamente aquele nome a um pa�s? Ela era crian�a e vivia em Budapeste, onde panam� era substantivo simples, a palavra ent�o corrente para designar maracutaia. Esta acep��o pouco merit�ria do termo era comum em quase toda a Europa, e chegou ao Brasil, onde, do alto da nossa incorruptibilidade e elevados valores morais, ench�amos a boca para denunciar panam�s de toda a esp�cie.

    Quando embarquei para o Panam� h� pouco mais de uma semana, esta era uma das poucas coisas que sabia a respeito de l�, junto com o mais lindo dos pal�ndromos de l�ngua inglesa ("A man, a plan, a canal: Panama") e a informa��o perfeitamente in�til de que os panam�s -- chap�us, n�o maracutaias -- v�m, na verdade, do Equador.

    O resto era mist�rio.

    N�o achei um s� guia de turismo nas livrarias e, mesmo na internet, o que encontrei foi pouco e irrelevante. O pa�s teimava em permanecer oculto por tr�s de filmes de aventura, romances de espionagem e sua reputa��o de habitat de contrabandistas e malfeitores, esp�cie de tinturaria universal dos maus dinheiros do mundo.

    Algo, em suma, entre a fic��o e a caricatura, quintess�ncia da proverbial rep�blica das bananas.

    Agora, mal desembarcada, quero voltar o quanto antes. Acontece que descobri no Panam� um dos pa�ses mais bonitos, simp�ticos e divertidos que j� visitei. A gente come�a a perceber que h� algo de diferente por l� assim que sai do aeroporto e cruza com um �nibus na rua: em vez das frotas banais que se encontram mundo afora, os �nibus panamenhos s�o coletivos cheios de personalidade. Mesmo porque, at� onde eu saiba, o Panam� � o �nico pa�s onde eles pertencem a indiv�duos e n�o a empresas. Como n�o h� qualquer regulamenta��o oficial em rela��o � sua apar�ncia, os motoristas capricham na concorr�ncia.

    Por baixo da casca esfuziante dos "diablos rojos", como s�o conhecidos, existem velhos e inocentes �nibus escolares americanos. Alguns ainda guardam, aqui e ali, o amarelo tradicional de nascen�a; mas v�-se que isso � s� at� o colectivero juntar plata suficiente para mandar pintar mais um cart�o-postal, mais uma cena campestre, mais umas mulheres bonitas, uns santos ou uns produtinhos b�sicos que pagam pela publicidade. Na foto, a lateral de um diablo rojo exibe, orgulhosa, a magn�fica Catedral do Casco Viejo, parte colonial da cidade.

    Esta curiosa arte sobre rodas chega ao �pice nas chivas parranderas, que tamb�m existem na vizinha Col�mbia, e que n�o t�m percurso definido. Elas s�o �nibus de festa, freq�entemente abertos na lateral, como bondes, onde vai instalado um conjunto de m�sica tradicional e, em frente a cada banco, uma estante com balde de gelo, copos, refrigerantes e... ho-ho-ho, uma garrafa de rum!

    Os panamenhos alugam as chivas como quem aluga um sal�o de baile, e saem festejando pelas ruas e estradas. S� vi coisa parecida em Helsinki, onde um bonde disfar�ado de bar, ou vice-versa, alegrava as ruas geladas. Mas, enquanto o bar ambulante finland�s era o que havia de chique e reservado, as chivas s�o, definitivamente, a alegria do povo.

    Bota alegria nisso! Depois de umas voltas, sa� cantando m�sica t�pica como se tivesse nascido em Chiquiri. Mesmo agora, escrevendo sozinha num quarto de hotel em S�o Paulo, rio quando penso no passeio -- e olhem que nem ao menos eu bebo!

    Claro que chivas parranderas e diablos rojos s�o apenas detalhes de um todo indescritivelmente mais amplo -- embora o que n�o falte ao Panam� sejam detalhes pitorescos. A moeda local, o balboa, � um deles.

    O balboa � um dinheiro-fantasma, que s� existe em refer�ncias e moedinhas. Devido a um acordo feito com os EUA em princ�pios do s�culo XX, n�o h� c�dulas de balboas em circula��o, apenas d�lares: � que o acordo previa que o tesouro americano fabricaria o dinheiro panamenho, o que realmente acontece at� hoje, mas em nenhum momento ningu�m se lembrou de fazer refer�ncia a papel.

    * * *

    Pouco mais de 80 quil�metros separam o Pac�fico do Atl�ntico no Panam�. Entre um oceano e outro h� uma ferrovia que liga as duas pontas, h� cidades lindas com muita arquitetura colonial, uma zona franca que s� perde para a de Hong Kong, cassinos, barzinhos e festa, muita festa; h� ilhas de sonho, rios, montanhas e a floresta tropical praticamente intacta, onipresente, que � a alma do pa�s. H� um povo acolhedor e gentil, h� �tima comida e um clima quente mas agrad�vel.

    H� tamb�m um certo Canal -- mas este fica para a semana que vem.

    (O Globo, Segundo Caderno, 3.3.2005)





    2.3.05






    Onde est� Wally

    O v�o do Panam� ao Brasil � �timo: � diurno, dura seis horas e passa por uns lugares muito bonitos de ver l� de cima. Chato, para n�s cariocas, � a hora que chega a S�o Paulo: 20h30. Isto �, total correria para pegar malas, passar pela alf�ndega, ir at� o outro terminal e �s 22h00 -- ufa! -- pegar o �ltimo v�o pro Rio.

    Pro Gale�o.

    Se a gente n�o quiser perder o v�o, free shop, que � bom, nem pensar.

    Eu ODEIO Guarulhos!!!

    De todos os aeroportos que j� vi, e olhem que j� vi um bocado de aeroporto, � o mais burro, desagrad�vel, ruim de usar. N�o importa onde p�ra o avi�o, a porta da conex�o fica, invariavelmente, do outro lado.

    E tome a andar quil�metros, em c�rculos, vendo, atrav�s do vidro, o pr�ximo port�o de embarque a uns poucos metros de dist�ncia, numa reta imagin�ria.

    �dio �dio, raiva raiva.

    Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.

    Pronto, agora que j� desabafei, posso continuar.

    Cheguei em casa tarde; a Bia & os gatos me receberam alegres e carinhosos, mas nem esquentei lugar.

    Ontem mesmo (para mim, ainda hoje) a Luiza ligou cedo, lembrando que eu precisava tomar o rumo de... S�o Paulo!

    Telexpo.

    Peguei a maletinha pequena de novo, para desconsolo dos gatos, que mal acreditavam no que estavam vendo, e vim pra c�, chiando e bufando.

    Agora � tarde de novo, e estou �s voltas com a coluna de quinta. O quarto � simp�tico e confort�vel, mas est� a milhas de dist�ncia (literalmente!) do que eu tinha em mente.

    Estou hospedada no Novotel, perto do Expocenter Norte, onde acontece a Telexpo. Visto de fora, parece um complexo penitenci�rio, sem tirar nem p�r; felizmente, por dentro, � am�vel e competente.

    Antes assim.

    Amanh� volto pro Rio correndo, porque � noite vai ao ar o Faz Diferen�a, do Globo, e eu entrego um dos pr�mios (o de cinema, do Waltinho Salles, mas ele n�o est� no Brasil e algu�m vai receber no seu -- dele -- lugar, que pena...).

    Por falar em pr�mio: � implic�ncia minha, ou a coisa mais insuport�vel � ler que este ou aquele pr�mio � "o Oscar disso", "o Oscar daquilo"? Ser� que n�o h� outro par�metro de excel�ncia na face da Terra?!

    Ah, acho que o cansa�o est� me deixando de mau humor; liguem n�o.

    Eu quero a minha casa!!!

    Eu quero a minha cama!!!

    Eu quero os meus gatinhos!!!

    Eu quero dormir!!!

    Eu n�o quero trabalhar mais hoje!!!

    Bu�����������������������������������!!!