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30.4.05
S6c6rr6! Estou sendo sabotada pela minha pr�pria m�quina!!! Toda a parte direita do teclado est� se portando como se a tecla FN estivesse travada. J� tentei mudar um par�metro chamado Sticky FN Key e nada. Algu�m j� passou por isso? H� cura? Sintam o drama: Aq45 est� 40 text6 c606 est�6 sa5nd6 6s 0e4s text6s deste tec3ad6 5nfe35z. *ara escrever a 0a5s s50*3es das frases, tenh6 q4e c35car na tec3a FN a cada 3etra 06rta. ARGH!!!!!!!!!!!!!!!! 02:59
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29.4.05
Com a palavra, protetores e amigos de bichosRecomendo a todos a leitura dos coment�rios do post "Com a palavra, a dra. Vera, da SEPDA". Os fatos l� apontados sao muito graves. A dra. Vera respondeu a algumas perguntas, mas o grosso das indagacoes continua sem resposta. Continuo tentando acreditar na seriedade da proposta do trabalho da SEPDA, mas infelizmente as evidencias nao apontam numa boa direcao.
Confio em muitas pessoas que escreveram nos comentarios. Ana Yates, por exemplo, � uma pessoa de cuja seriedade nao se pode duvidar; tenho a maior admiracao por ela. Nao conheco Barbara Ribeiro, que escreveu o coment�rio abaixo, mas a meu ver ele resume bem a situacao:Primeiramente, devemos lembrar da ponte de votos que o Prefeito C�sar Maia encontrou com a defesa animal, quando concorreu com Conde na pen�ltima elei��o, por sinal, apertad�ssima ... Cesar apertando patinha de c�ozinho no Aterro, que lindo, por�m, como bom pol�tico, cumpria sua promessa sim, criando a SEPDA, s� n�o informou que seria praticamente virtual.
No �ltimo ano da antiga gest�o, houve demonstra��o de trabalho, com a cria��o dos mini-centros cir�rgicos, distribui��o de ra��es aos mais carentes e outras atividades sociais em prol dos animais necessitados, mas ainda muito pouco. Bem, vieram as elei��es e Claudio Cavalcanti ficou como suplente. Cesar queria a vaga dele, ent�o convidou-o para ser o Secret�rio, com sua esposa, ex-secret�ria, como Sub. Cl�udio declinou do convite. Cesar desmantela a Secretaria e exonera Maria Lucia.
Iniciei um movimento na internet pela perman�ncia da mesma, que pode ser extinta, a qualquer tempo, pois � tempor�ria. Houve ades�es, fomos para C�mara Municipal. Seja por este ou outro motivo, Vera Loyola � convidada a ser a nova Secretaria, mas declina do convite, pois tem vis�o, � empres�ria, gosta de bichos, e n�o quer, provavelmente ser usada pelo Prefeito.
A� surge um nome: Fasano, paulista, residente no RJ, ator meio desaparecido, envolvido com animais ex�ticos e em extin��o, jamais se teve not�cias sobre qualquer dedica��o sua aos dom�sticos exclu�dos, raz�o para qual a Sepda foi criada. Vera surge, de Campos, embora eu j� a conhecesse do CCZ do Rio, quando ela foi fazer uma apreens�o no Jockey, e n�o sou protetora daquele local, n�o, hein? Mas fui comunicada, pois Vera fincou o p� no local, numa tarde s�bado, para apreender os gatos de qualquer maneira.
Um protetor antigo daquele local e tamb�m funcion�rio na �poca impede a Carrocinha de prosseguir. Vera se mant�m, leva os gatinhos para o CCZ, que chegaram quase a noite e amea�a processar o protetor Nilton. A� eu entrei, meio iluminada, pois n�o sou de aturar desaforos nem arrogancias de funcion�rios p�blicos, j� que eu os sustento com os impostos que pago ... falei com Vera, pelo telefone, e pedi que deixasse os animais separados, assim como solicitei que n�o levasse a discuss�o com o Nilton adiante, pois isto o levaria � demiss�o ... dif�cil de convenc�-la.
Tive que ouvir aquele "bl�-bl�-bl�" sobre doen�as transmiss�veis, etc. Agora, ela reaparece, dizem que com a indica��o de Ot�vio Leite (nepotismo ?) S� Deus sabe ..., mas o que todos sabemos, inclusive Deus, � que o nepotismo dos amigos e parentes de Vera na Sepda � explicito. Esteriliza��es quase paradas, col�nias de gatos, que s�o devidamente mantida por protetores, sendo visitadas, causando uma inseguran�a muito grande nos protetores, sobre quais os objetivos reais da SEPDA de hoje.
Fasano? Bem, estive em audi�ncia com ele, juntamente com um grupo, foi receptivo, mas nada sabe sobre dom�sticos ou domestic�veis. Parece que saiu de cena, pois entrou em outra cena, a da Globo, na Am�rica, ajudando a promover os rodeios. Recebe como Secret�rio e trabalha para a Globo ... algu�m estaria espantado com isto? Acho que n�o, t�o comum aqui no Brasil ... at� quando? Se depender de pessoas como eu, at� nunca, pois n�o me permito intimidar pelo autoritarismo de um Prefeito.
Vamos colocar a SEPDA sob auditoria ... quem topa? Vamos ao MP, vamos exigir explica��es e di�logos com protetores. Vamos l�, Vera, se o que dizem n�o � verdade, prove! No seu mandato em Campos, em que bases funcionava o CCZ? Houve ado��es em massa? Havia eutan�sia? Para que tipos de doen�as? Saud�veis, tamb�m?
Por favor, mostre as estat�sticas e testemunhas. N�o basta falar, tem que provar ... A prote��o animal est� fazendo frente a novela Am�rica e afetando uma audi�ncia em hor�rio nobre, elegendo vereadores em v�rios locais do Brasil, e n�o vai exigir os direitos dos animais atrav�s da SEPDA? S� pode ser piada ... o povo elege, o povo paga, o povo vota, o povo tira, este � o meu lema.
Prove o contr�rio, Vera, mostre as esteriliza��es sendo feitas, seu plano de trabalho, quem s�o seus funcion�rios, onde est� o seu chefe Fasano, enfim, alguns detalhes, somente.
E, principalmente, lembre-se que veterin�rio se preocupa com bicho, pois ser humano � devidamente tratado por m�dico. Doen�as? Vamos eliminar, ent�o, os leprosos, aid�ticos e por a� vai. Sem discurso, vamos para a��o.
SEPDA, sai do arm�rio e se mostre, ter� em mim e outros aliados se realmente estiverem trabalhando em prol dos animais, pois recebem para isto. (Barbara Ribeiro) � isso a�. Dra. Vera, por favor, mostre que estamos erradas, e que a SEPDA quer, realmente, cuidar dos animais (cuidar no bom e velho sentido de amar e proteger)! Desculpe eventuais injusticas ou malentendidos, mas mostre, por favor, que a impressao geral que se tem da SEPDA est� inteiramente equivocada -- e este blog e sua autora serao os seus maiores aliados. 13:54
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Se essa rua, se essa rua fosse minha... Ca�a uma chuva fininha na sexta � tarde, enquanto eu subia a Vinicius de Moraes a p�, devagar, conversando com um amigo americano. Debaixo do bra�o, numa sacola de tela, levava a Keaton, meu pequeno Einstein quadr�pede, rumo ao veterin�rio. Fa�o este percurso in�meras vezes por semana, a p� ou de bicicleta, sem prestar muita aten��o � rua; para ser franca, apesar de ter uma disposi��o normalmente otimista, ultimamente ando prestando aten��o mesmo � aos demais pedestres, tentando adivinhar qual deles ser� o assaltante disposto a me levar a bolsa e a vida. Desta vez, por�m, andava como se deveria andar por toda parte, isto �, de esp�rito desarmado, esquecida dos poucos transeuntes com quem cruzava. Estava tranq�ila com a chuva, que afasta assaltantes; preocupada com a Keaton, que ia ser operada; entretida com John Perry Barlow, que tem um dos melhores papos do mundo; e atenta � cal�ada, em que a �gua e as folhas ca�das desenhavam um caleidosc�pio de imagens. Quantas fotos bonitas n�o estavam se perdendo! O impacto visual era ampliado pelo cal�amento, se � que assim ainda se pode cham�-lo: cimento partido por ra�zes, mosaicos de pedras portuguesas incompletos, buracos, eleva��es inexplic�veis. A beleza da decad�ncia, que, pelo lado ex�tico e melanc�lico, teria me encantado em Tegucigalpa ou Bombaim, me deixou muito abalada aqui no Rio, provando que descaso na terra dos outros � refresco. Se a rua mais famosa do bairro mais famoso da cidade mais famosa do Brasil est� assim, como n�o estar� o resto?! H� quanto tempo o prefeito n�o anda pela rua -- qualquer rua? Ser� que ele n�o v� isso? Ou ser� que, quando sai � rua, ele tamb�m, como todos n�s, pratica a caminhada defensiva, essa moderna modalidade de passeio carioca? * * *Ta�, ali�s, um bom esporte para esquentar os jogos pan-americanos. Os atletas teriam que sair para passear sozinhos, percorrendo vagarosamente cinco quarteir�es escolhidos ao acaso. Ganharia quem conseguisse manter os batimentos card�acos dentro do normal, n�o ca�sse em nenhum buraco, n�o fosse assaltado, n�o fosse abordado por pedintes, n�o trope�asse em bancas de camel� nem pisasse em moradores de rua adormecidos. Quem sofresse taquicardia, ficasse com as palmas das m�os suadas, olhasse para os lados desconfiado ou corresse estaria automaticamente desclassificado. * * *De todos os viajantes que conhe�o, e conhe�o muitos, n�o sendo eu mesma uma criatura particularmente estacion�ria, Barlow � o mais radical. Ganha a vida fazendo confer�ncias, vai aonde � chamado e � chamado de todos os cantos. No seu �ltimo e-mail, a linha final, que d� aos amigos uma id�ia de onde andar� nas pr�ximas semanas, lista 13 cidades no espa�o de um m�s, de Nova York a Leeds, passando por Recife, Las Vegas, Tucson, Salvador. H� muitos e muitos anos, quando ningu�m sabia bem o que era internet, ele fez quest�o de ir ao Mali para implantar a rede por l�. Considerava isso important�ssimo para a sua dissemina��o, dado que, a partir de ent�o, qualquer um poderia cobrar das autoridades do seu pa�s a exist�ncia da internet, que "j� existia at� em Timbuktu"? Um argumento de fato eloq�ente. A nova paix�o de Barlow � o Skype, o sistema de telefonia via internet que deu voz � rede, aproximando ainda mais as pessoas: afinal, a banda emocional da voz � incomparavelmente superior � da escrita. Mais uma vez, nada ser� como antes, ainda que a gente mal se lembre de como era naqueles tempos -- quaisquer tempos. * * *Enquanto esper�vamos no veterin�rio, conversamos sobre o que conversam amigos que se v�em de raro em raro, mas se querem bem e se acompanham � dist�ncia; e conversamos sobre os milagres com que vamos nos acostumando, como se fosse absolutamente normal adormecer nos Estados Unidos e acordar no Brasil. Teclo essas mal digitadas na madrugada de segunda-feira. Se tudo correr conforme os planos, adormecerei hoje em S�o Paulo e acordarei amanh� no M�xico, onde trabalho um pouco e onde, logo em seguida, mergulho de cabe�a nas f�rias. Mando not�cias quando voltar, daqui a duas semanas. * * *Keaton est� em boas m�os. � um quadrupinho valente e duro na queda, que, tenho f�, logo conseguir� se levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, com a natural gra�a dos felinos. * * *Enquanto isso n�s, que tanto condenamos as m�es desavisadas ou mal-intencionadas que deixaram seus filhos sozinhos com Michael Jackson, aceitamos, passivamente, que o repelente vereador Jorge Babu, preso com Duda Mendon�a na rinha de galos, participe da Comiss�o dos Direitos da Crian�a e do Adolescente na C�mara dos Vereadores da cidade do Rio de Janeiro. E eu aqui, reclamando das cal�adas. (O Globo, Segundo Caderno, 28.4.2005)00:03
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28.4.05
      Asas, pra que te quero... Hoje foi duro. Ta� o hotel para voc�s verem, e a praia e tudo -- mas isso � do lado de fora, e n�s ficamos do lado de dentro, vendo apresenta��es e fazendo entrevistas. Algumas muito interessantes, mas chegava a doer pensar no lado de fora. Fomos soltos no fim da tarde, �s 17h30. Uns foram dormir, outros nadar; eu aproveitei a �ltima luz para fotografar um pouco. �s 19h em ponto nos levaram para uma casa de shows onde jantamos, mas eu preferia n�o ter ido. Imaginem que os centros de mesa eram pequenos aqu�rios com um copo reto dentro e, neste copo, uma vela acessa; nos aqu�rios, seixos de vidro, um pouco (pouco mesmo) de �gua e um peixinho de verdade! N�o fui a �nica a ficar indignada, mas acho que a maioria nem reparou ou, se reparou, nem ligou; ou, ent�o, n�o se tocou para o fato de que � imposs�vel para um peixe sobreviver �quelas condi��es. Gente, que cabe�a doente a que inventou esta "decora��o"!!! Sei que foram mortos muito mais peixes do que aqueles para o �timo buf� que comemos, mas, caramba, uma coisa � comer um bicho, outra, bem diferente, � ver um coitadinho esquentando em banho maria, sabendo que, no fim da festa, algu�m vai jog�-lo no lixo. Tsk. Logo mais, no come�o da tarde, quase todos os colegas v�o embora; mais de 200 jornalistas, de todos os cantos da Am�rica Latina. Grupos semelhantes foram reunidos simultaneamente pela Nokia em Amsterd�, Hong Kong e Kuala Lumpur para an�ncios de parcerias (entre outros Zeiss, Adobe e Yahoo), apresenta��o dos produtos que v�o chegar ao mercado no ano que vem e considera��es sobre converg�ncia e o futuro dos celulares. Para variar, madrugada vai alta, mas vou me dar ao luxo de dormir at� �s 9h. Quando acordar, tenho que decidir o que fazer da minha vida. Fui pedir sugest�es a voc�s e agora estou t�o cheia de op��es que � quase imposs�vel decidir -- embora meu cora��o balance na dire��o de Playa del Carmen, preciosa dica da Marcela e do Ricardo Freire (muito obrigada, queridos!); tamb�m posso passar os pr�ximos dias mergulhando em Cozumel ou, eventualmente, ir sem mais delongas para a cidade do M�xico, de onde sai o avi�o pro Brasil, e onde h� tanta coisa interessante para se ver. Tenho, ainda, um plano maluco na algibeira dos sonhos: Canc�n fica a 45 minutos de Cuba e, em vez de voltar para casa no s�bado, eu podia ir at� l�, para ver o Primeiro de Maio em Havana. Segundo a ag�ncia de viagens aqui do hotel, ida e volta com uma noite em Havana custam U$ 300. N�o � caro, mas, por outro lado, � para l� que vou de f�rias de verdade com a Bia; sem falar que um estir�o desses seria um tanto puxado. Adoro viajar sozinha, mas num caso desses, ter companhia faz muita diferen�a. Bom, vou dormir; decido quando acordar e, claro, quando tiver feito as contas certinhas e avaliado as possibilidades na ponta do l�pis. 05:10
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27.4.05
 Iu-huuuuuuuuuuuuuuuuu!!!Ufa, agora sim!!! Passei o dia aflit�ssima. Liguei assim que cheguei para a cl�nica, mas a Keaton estava justamente sendo operada. Logo depois resolvemos, um grupo de amigos e eu, aproveitar o tempo livre antes do jantar para ir a Tulum, um lindo s�tio arqueol�gico � beira-mar, a 130 kms daqui. Ao volante, um dos meus companheiros de viagem favoritos, o intr�pido Jos� Ramalho, que j� voou as Am�ricas de teco-teco e parte, dia 15, para fazer o Caminho de Santiago de bicicleta. Estou sem telefone. Ainda n�o comprei um chip local. Mas tentei ligar de dois orelh�es no caminho e, depois, na maior cara de pau, pedi o celular de um colega. N�o consegui falar l� em casa, o telefone da Bia estava fora de �rea e, sem o meu telefone, eu estava sem o n�mero do Tom. Socorro!!! Liguei ent�o para a Laura, que n�o tinha maiores not�cias da Keaton, mas que sabia que a Bia ia a uma festa logo mais � noite; ora, para bom entendedor, meia festa basta... :-DAgora, de volta ao hotel, depois de jantar e de tentar inutilmente me conectar atrav�s do wi-fi do lobby, li, enfim, o coment�rio da Bia, com os detalhes da opera��o. Ah,que felicidade. Muito obrigada, Bipe, eu n�o poderia ter tido not�cia melhor! Muitos beijos para voc� e para a Kitinha, muitos beijos tamb�m aos queridos amigos que ficaram na torcida; nada como uma energia positiva, n�? Amanh�, tendo um break, conto um pouco daqui; agora � tarde demais, e o batente come�a cedo. Vou dormir pouqu�ssimo, mas vou dormir muito, muito feliz. 05:06
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25.4.05
Torcendo por KeatonH� coisa de uma semana, fazendo carinho na barriga da Keaton, percebi que um dos peitinhos dela estava esquisito, como se tivesse um caro�o. No dia seguinte, ela estava no dr. Jaime, fazendo uma s�rie de exames. O caro�o � um tumor, restrito ainda, aparentemente, �quela mama. Mas o ultrassom revelou tamb�m uma ligeira altera��o nos rins, da qual o dr. Jaime preferiu tratar antes de submet�-la � cirurgia. Assim, desde o feriado, Keaton ficou no soro, dia sim dia n�o. Hoje, enquanto eu me preparava para viajar, ela foi para a cl�nica, onde ficou novamente no soro, e onde vai dormir, em jejum, para ser operada amanh� de manh�. Ela volta para casa com a Bia, no fim da tarde. O dr. Jaime � um excelente vet, que j� salvou a vida da Pipoca e da Tati em circunst�ncias extremas; nos dois casos, pensamos que perder�amos as nossas bichinhas, mas l� est�o elas firmes e fortes. Confio nele, nos carinhos da Bia e no olhar atento do querido Tom Taborda, que � vizinho tanto do vet quanto nosso e gentilmente se ofereceu para nos ajudar em qualquer emerg�ncia. Estou postando do avi�o; j� j� fecham as portas e l� vou eu. Amanh�, assim que eu chegar a Canc�n, j� terei not�cias da Kitinha; tenho certeza de que ela vai dar a volta por cima com a galhardia que lhe � peculiar. 21:32
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24.4.05
Com a palavra, a dra. Vera, da SEPDAPessoas, recebi um email da dra. Vera Cardoso de Melo, assessora da Secretaria de Promo��o e Defesa dos Animais. O que ela diz � importante. Pedi sua autoriza��o para divulg�-lo aqui; tamb�m pus o blog � sua (dela) disposi��o para conversar com os protetores que l�em o internETC: "Sou m�dica veterin�ria concursada pelo munic�pio do Rio de Janeiro, com mestrado em Produ��o Animal e no momento assessorando o Secret�rio de Promo��o e Defesa dos Animais Victor Fasano. O motivo deste e-mail � o fato de inverdades que infelizmente foram ditas ao meu respeito.
Primeiramente at� por ser veterin�ria, significa que optei por viver toda a minha vida em fun��o dos animais, estudando, me aperfei�oando cada vez mais na tentativa de evitar doen�as, principalmente as transmiss�veis ao homem. N�o podemos esquecer que vivemos em comunidades e n�o isoladamente.
Por isso, muito me estranhou a divulga��o de que eu fui a respons�vel por "instalar" uma c�mara de descompress�o (g�s) no munic�pio de Campos dos Goytacazes.
Mentira !!!!
Primeiro isso nunca ocorreu, segundo, que me conste, at� hoje o CCZ de Campos nunca possuiu e n�o possui c�mara nenhuma, este m�todo de eutan�sia � condenado por todos n�s (corpo t�cnico) e nunca jamais foi utilizado, sequer implantado. Gostaria realmente de esclarecer este ponto, pois quem divulgou isso � uma pessoa extremamente irrespons�vel pois est� caluniando uma profissional que sempre procurou agir com a �tica em defesa dos animais e da sa�de p�blica.
O meu trabalho sempre foi muito bem aceito em Campos e em todos os lugares em que atuei. At� hoje, na SEPDA, nunca me neguei a conversar com ningu�m." Num outro email, a dra. Vera respondeu a algumas perguntas que lhe fiz: "O programa de castra��o gratuita nos minicentros n�o parou, muito pelo contr�rio, apesar da mudan�a de gest�o, o que sempre demanda um certo tempo para as coisas funcionarem a todo vapor. O n�mero de cirurgias no primeiro trimestre de 2005 foi 7% maior do que no ano de 2004 no mesmo per�odo."
"A distribui��o de ra��o n�o acabou pura e simplesmente. O que acontece � que a lei de autoria do Claudio Cavalcanti, que rege esta distribui��o, � clara quando fala que esta distribui��o s� pode ser feita para pessoa jur�dica, ou seja, com CNPJ. Quando fomos estudar a listagem deixada pela antiga secret�ria, de em torno de 300 pessoas cadastradas apenas em torno de 5 ou 6 eram pessoas jur�dicas. N�o tenho nada contra ou a favor da antiga gest�o, mas n�s vamos sempre caminhar dentro da legisla��o, por isso n�o estamos mais distribuindo ra��o e o caso esta no jur�dico."
"Desconhe�o realmente qualquer ato de exterm�nio de animais na nossa gest�o, feito ou comandado por n�s. Hoje somos apenas 6 veterin�rios na SEPDA e estamos trabalhando muito firmes com o prop�sito de tentar resolver de uma maneira mais definitiva o problema do abandono e n�o ficar apagando pequenos inc�ndios." A dra. Vera reconhece que est� faltando uma intera��o maior entre as ONGs e a SEPDA. Ela diz que esta parte est� sendo cuidada, e que o setor jur�dico da secretaria est� se preparando para criar uma nova comiss�o formada por representantes dos �rg�os p�blicos e das ONGs ligadas � prote��o animal. A sua id�ia � realizar reuni�es peri�dicas, mensais ou quinzenais, para a divulga��o dos trabalhos da SEPDA. Vamos dar um voto de confian�a � dra. Vera. Quem tiver d�vidas a respeito de alguma a��o da SEPDA ou souber de alguma barbaridade cometida em nome da secretaria, pode, se quiser, trazer essas d�vidas aqui para os coment�rios, ou me envi�-las por email -- cronai@well.com -- para que eu as encaminhe, OK? Compreensivelmente, ela n�o quer que o seu email pessoal seja divulgado. 02:05
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23.4.05
Pr�xima parada: Canc�nViajo na segunda para Canc�n, onde passo exatamente dois dias, a trabalho. Depois, por minha conta, aproveitando que entro de f�rias, sigo em frente. Quero ir a Chich�n Itz� e, se as coisas estiverem bem -- em suma, se o tempo estiver bom e os pre�os razo�veis -- penso em passar mais um dia ou dois percorrendo as ru�nas. Algu�m tem alguma dica legal da regi�o? 22:26
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Que nojoN�o sei voc�s, mas eu at� agora n�o engoli este asilo dado ao ex-presidente do Equador. Um corrupto totalit�rio, que levou o pa�s ao caos por tentar dar um golpe de estado. E a� vai o bondoso companheiro Lula, que n�o pode ver um ditador sem fazer-lhe um agrado, e manda buscar o pobre em avi�o especial, para que ele n�o tenha que passar pelo inconveniente de responder pelos seus atos. Contrariando a vontade expl�cita do povo equatoriano que, a essa altura, est� queimando bandeira brasileira em pra�a p�blica. � mais ou menos como se, na �poca do impeachment do Collor, o Menen lhe desse guarida na Argentina. Nisso se vai o nosso dinheiro -- e, de quebra, a nossa dignidade: por que temos que ser o pinico do mundo?! Enquanto isso, na " fazenda-modelo" que o companheiro desapropriou com estardalha�o h� dois anos para assentar 450 fam�lias do MST, meu colega Pedro Motta Gueiros revela que o que existe � a mis�ria mais profunda, um favel�o onde as pessoas disputam comida com os animais: para evitar que as galinhas comam os pr�prios ovos, os moradores queimam-lhes os bicos. O Globo relembra o que o vosso presidente disse quando esteve l�: "Porque n�s precisamos atingir a perfei��o nesses assentamentos para que a gente possa, inclusive, mostrar ao mundo que o tipo de reforma agr�ria que vamos fazer, no nosso governo, n�o � apenas dar um pedacinho de terra e um pouquinho de caatinga para o trabalhador, n�o. Disso a gente j� est� cansado.?
"A gente quer a terra, a gente quer o financiamento, a gente quer assist�ncia t�cnica, a gente quer se organizar em cooperativa, a gente quer a agroind�stria e a gente quer vender o produto que produziu por um pre�o. E o governo tem que ajudar at� que as pessoas atinjam a capacidade de andarem sozinhas.? Ainda bem que a gente sabe que a culpa disso tudo � do FhC. Ou do Itamar, sei l�. Esclarecendo: � �BVIO e EVIDENTE que sou contra fechar as portas do pa�s a quem precisa de abrigo. Dar asilo a cidad�os perseguidos � uma pr�tica civilizada e habitual, que deve ser respeitada. Mas isso � uma coisa, e outra, diferente, � se oferecer correndo para importar um presidente impopular, deposto porque desfez a Suprema Corte e estava tentando defender um arqui-corrupto, antes mesmo de esperar baixar a poeira e saber o que houve ou n�o. Asilo sim; coniv�ncia instant�nea n�o. O nosso governo teria tido toda esta aten��o com um cidad�o equatoriano comum que estivesse sendo perseguido?! Quem assume uma presid�ncia tem que assumir os riscos que decorrem disso: ou � s� o bem-bom da pompa e da circunst�ncia e na hora de prestar contas � popula��o chama-se o Lula? Asilo ou n�o asilo, a��o civilizada ou n�o, me indomoda demais ver ditadores ou candidatos a ditadores sem sorte terminem seus dias confortavelmente instalados no "ex�lio", beneficiando-se do que roubaram, engaram e mataram, direta ou indiretamente, enquanto o povo sofre. Vide Idi Amim, Stroessner, o X� do Ir�, Fujimori e por a� vai. 04:01
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N�o � que �?"Voc�s n�o acham fant�stico que n�o exista um computador igual ao outro? E que, tal como nas bibliotecas pessoais, basta a gente dar uma olhada superficial para conhecer um pouco melhor aquela pessoa, que prefere isto e n�o aquilo, que tem mais deste coiso do que daquele outro e assim por diante." Exatamente! Grande saca��o do meu Valente amigo. 03:51
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Nisso � que d�...Nunca tive televis�o no quarto. N�o por qualquer esp�cie de dogma, mas pelo simples fato de que praticamente n�o assisto televis�o, exceto quando estou trabalhando. Eis que entram em cena os DVDs e a minha cole��o -- que est�, mod�stia � parte, ficando bem bacaninha. Resolvi, portanto, comprar uma televis�o e um player pro quarto. Quando voltei de Miami, achei um player em oferta no Free Shop; e na semana passada, finalmente, fui atr�s da TV. Bia me levou ao Rio Sul para ver a cara e a imagem dos v�rios modelos, para depois, claro, fazer a compra pela internet. E onde fui parar? Nas Casas Bahia, lugar onde, por pura raiva daquela propaganda idiota e idiotizante, tinha jurado jamais p�r os p�s. Um vendedor veio conversar conosco, nos mostrou diversos aparelhos, foi muito simp�tico. Quando sa�mos, a Bia perguntou por que n�o compr�vamos a TV l� de uma vez, dando comiss�o ao vendedor, em vez de comprar pela internet, sem dar comiss�o a ningu�m? Fazia sentido. Compramos. A TV chegou hoje � tarde: � uma Philips de tela plana, 21 polegadas, at� bonitinha. Tiramos da caixa, ligamos na tomada, e... nada. Apertamos bot�es, montamos o controle remoto, clic clic clic. Nada. Tiramos da tomada, ligamos de novo, apertamos todos os bot�es novamente. Nada. Liguei pro 0800 da Philips, expliquei a situa��o, Mandaram que telefonasse para a loja. Liguei, obediente. O vendedor continua simp�tico, concorda que o aparelho tem que ser trocado, mas vejam a sugest�o que deu: levarmos o trambolho at� l�! A alternativa? Ligar para o SAC das Casas Bahia. Obedeci novamente. E o que diz o SAC? N�o tem a televis�o em estoque. De modo que tenho que esperar que a loja mande um aparelho de volta para o estoque, para que eles, por sua vez, o mandem para c�. Quer dizer: se eu tiver sorte e tudo der certo, mas muito certo, daqui a uma semana talvez tragam a nova televis�o para c�. Est� na cara que isso � um sinal divino: quem mandou comprar televis�o para o quarto?! Bem feito! Ah, se arrependimento matasse... 00:16
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21.4.05
 Da mailbox:Cora,
Atrevo-me a t�o familiar trato, por julgar haver ganho esse privil�gio ao longo dos anos que a leio...
O assunto da minha mukanda diz respeito aos cinemas abertos, minha grande predile��o que os anos transformaram em nostalgia em raz�o da inexist�ncia de tais salas, ou melhor, de tais esplanadas de proje��o deste lado do Atl�ntico, apesar das similaridades clim�ticas do Rio de Janeiro com as cidades costeiras de Angola.
A cidade de Luanda tinha v�rias, mas meu interesse � ressaltar o nosso dom�stico e inigual�vel Cine-Esplanada "Flamingo", com seus irrepreens�veis jardins dotados de ilumina��o de efeitos especiais, seus restaurantes e caf�s onde os amigos se reuniam nos intervalos de proje��o, comentando os ins and outs da a��o do filme, ou pondo simplesmente a fofoca em dia...
Isto porque uma sess�o de cinema no "Flamingo" recebia tratamento de noite de teatro, classifica��o de "soir�e", com dois intervalos!...
Que belos tempos!
O "Flamingo" � (ou era) o Cine-Esplanada do Lobito, cidade portu�ria a 750 Kms ao sul de Luanda, onde me criei e vivi minha juventude. Ele foi inaugurado com a presen�a da �ngela Maria, cujo show tive a honra de assistir.
Anexo uma foto, com o meu pedido de desculpas por tomar seu espa�o e tempo,
Nelson Castro 22:01
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 O filme que n�o acabou: uma noite inesquec�vel O ideal da vida �, eu sei, estar no lugar certo na hora certa; mas, �s vezes, n�o h� nada como estar no lugar certo... na hora errada! Pois foi isso, justamente, o que aconteceu comigo, e com uns mil outros espectadores do Vivo Open Air, na semana passada, durante a pr�-estr�ia de "Cabra cega" -- o filme que n�o acabou. Como j� sabe quem leu o Xex�o ou foi assistir ao filme numa sala convencional, "Cabra Cega" � �timo. Em princ�pios dos anos 70, um guerrilheiro ferido esconde-se no apartamento de um arquiteto simp�tico � resist�ncia. Praticamente toda a a��o transcorre entre quatro paredes, onde se confrontam a raiva obtusa e sacrossanta do guerrilheiro (Leonardo Medeiros), a paci�ncia quase ilimitada do arquiteto (Michel Bercovitch) e a ternura cada vez menos pragm�tica da militante (D�bora Duboc), encarregada de mant�-los a par do que acontece com os companheiros. Ora, o que acontece n�o � bom, nada bom. O filme se passa durante os �ltimos momentos da resist�ncia armada, esmagada pela ditadura. O guerrilheiro assiste, impotente, ao enterro da sua �ltima quimera; incapaz de absorver os fatos, transtornado com o tempo aparentemente intermin�vel do confinamento, transforma o que havia de cordialidade no seu relacionamento com o arquiteto em �dio e desconfian�a. O confronto � iminente; a trag�dia est� pr�xima. O p�blico, tenso, pressente que aquilo n�o vai acabar nada bem. Naquela noite, no Jockey, mal sabia ele como estava certo: eis que, a cinco minutos do final, a rebimboca da parafuseta do projetor deu tilt, a luz se apagou e a exibi��o foi suspensa. Para um pequeno grupo de felizardos, por�m, a experi�ncia coletiva, absolutamente frustrante, revelou-se uma viagem inusitada: � que Jonas Bloch, que faz um dirigente da resist�ncia, nos contou como o filme acaba. Ta� -- por melhor que seja o desfecho do diretor Toni Venturi, n�o vou ver "Cabra cega" de novo de jeito nenhum. Quero guardar para sempre o final personalizado do Jonas. Tenho certeza que, na minha vida, nunca mais haver� um filme como este. * * *Rebimbocas da parafuseta � parte, o Vivo Open Air continua sendo, para mim, um dos eventos mais gostosos da cidade. Sei que � quase blasf�mia dizer isso perto de cin�filos radicais, mas adoro cinema ao ar livre. Gosto da intera��o da tela com o c�u, com as estrelas e com o que se vislumbra da paisagem; acho que estar ao mesmo tempo a c�u aberto e assistindo a um filme � uma alegria dupla, uma esp�cie de bilhete premiado, ainda que sujeito a chuvas e trovoadas. Em noites de sorte grande, pode-se at� brincar com um ou outro gatinho sobrevivente da matan�a promovida pelo Jockey Club; mas n�o, hoje n�o quero falar de trag�dias quadr�pedes. Prefiro me dedicar ao lado leve e bom da vida, porque se a gente n�o fizer isso de vez em quando, morre de tristeza e desalento. � claro que alguns filmes funcionam melhor do que outros ao ar livre. "Cabra cega", por exemplo, independentemente de chegar ou n�o ao fim, deve render muito mais num cinema fechado, onde a plat�ia pode, em tese, ser parte imagin�ria do apartamento, contribuindo para a sensa��o de claustrofobia que � parte t�o fundamental da hist�ria. Da mesma forma, a menos que seja exibido numa praia, vai ser dif�cil ver "Adrenalina pura" (Riding Giants) em circunst�ncias mais apropriadas. Imaginem o melhor de todos os filmes de surfe, com as melhores tomadas de ondas de todos os tempos; e agora imaginem tudo isso ao ar livre! Espichada numa das espregui�adeiras abaixo da tela imensa, eu tinha a n�tida sensa��o de que ia tomar um caixote a qualquer momento. As ondas gigantescas, no entanto, n�o s�o a maior atra��o deste document�rio, ainda sem data para estrear no Rio. O t�tulo ambivalente em ingl�s, em que n�o se sabe ao certo se a id�ia � surfar gigantes ou gigantes que surfam, d� uma pista ausente no t�tulo brasileiro: mais importantes do que as ondas arrepiantes ou do que a adrenalina que elas liberam s�o os homens que foram at� l�, reverenciados pelo diretor Stacy Peralta como os semideuses que de fato s�o. H� trechos de filmes caseiros de 50 anos excepcionalmente bem filmados e preservados, mostrando lendas vivas do surfe em a��o, como o magn�fico Greg Noll, ou o invenc�vel Jeff Clark, que durante 15 anos surfou sozinho as ondas mais perigosas da Calif�rnia. O filme termina com Laird Hamilton, que reiventou o esporte com o aux�lio de jet-skis, atravessando a mais espantosa parede de �gua que j� se viu. Ningu�m precisa ser surfista ou ter no��o do que � surfe para se emocionar com esses homens maravilhosos e suas pranchas voadoras. * * *A ilustra��o de hoje �, como sempre, uma foto comum, tal como saiu da c�mera. Nela, meus amigos Ol�via e Jo�o Nuno se divertem num dos tubos de efeitos especiais montados no Open Air. Open Air... argh! O que h� de errado com Ar Livre? Ou com C�u Aberto? (O Globo, Segundo Caderno, 21.4.2005)05:52
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Piadinha politicamente incorretaEu estava revendo os arquivos do Caso Pipoca e, por acaso, encontrei esta piadinha no meio dos posts. Disclaimer:
Isso � s� uma piada.
Quem se sentir ofendido pode trocar o argentino da hist�ria por um cidad�o de qualquer outra nacionalidade. Um franc�s, um argentino e um brasileiro est�o visitando a Ar�bia Saudita, e resolvem tomar umas doses de whisky, quando a policia aparece e os prende. A simples posse de bebida alco�lica � uma ofensa grave na Ar�bia Saudita e os tr�s s�o sentenciados � morte, num julgamento sum�rio. Entretanto, ap�s v�rios meses e com a ajuda de bons advogados, eles conseguem que a senten�a de morte seja transformada em pris�o perp�tua. Por um capricho da sorte, no anivers�rio da Ar�bia Saudita, o benevolente Sheik resolve abrandar ainda mais a pena e decreta que os mesmos poder�o ser soltos ap�s receber 20 chibatadas cada. Quando eles est�o se preparando para a puni��o, o Sheik anuncia: -- "Hoje � anivers�rio de minha esposa, e ela me pediu para permitir a cada um de voc�s um desejo antes da puni��o." O franc�s foi o primeiro da fila, pensou um pouco e pediu: -- "Por favor, amarrem dois travesseiros nas minhas costas". Assim foi feito, mas os travesseiros s� duraram 10 chibatadas antes de completar a puni��o e quando tudo terminou ele teve que ser carregado sangrando e com muita dor. O argentino viu o que tinha acontecido e, sendo segundo, pediu: -- "Por favor, amarrem quatro travesseiros nas minhas costas". Por�m, mesmo assim, ap�s 15 chibatadas os travesseiros n�o suportaram e o argentino foi levado sangrando e maldizendo o acontecido. O brasileiro foi o �ltimo e, antes que pudesse dizer o seu pedido, foi interrompido pelo Sheik: -- "Voc� � um de um pa�s bel�ssimo, do futebol e das mulatas. Eu adoro o Brasil, e vou lhe agraciar com dois pedidos antes da puni��o." -- "Obrigado, Alteza", disse o Brasileiro. "Em reconhecimento � sua bondade, meu primeiro desejo � que eu receba 100 chibatadas e n�o 20 como previsto, pois eu me sinto culpado pelo ocorrido". Ao que o Sheik respondeu: -- "Al�m de ser um homem honrado e gentil, o senhor tamb�m � um homem corajoso. Que assim seja! E qual � o seu segundo pedido?" -- "Quero que amarrem o argentino �s minhas costas". 03:26
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Viva!Uma das regras b�sicas do bom senso dita que h� duas coisas que n�o se devem discutir jamais: religi�o e futebol. Os mais prudentes acrescentam pol�tica, mas a�, caramba, o mundo fica chato demais. Agora, querem saber? Acho que o bom senso n�o est� com essa bola toda n�o: gostei demais desta discuss�o! Gostei demais de ver como todos fizeram boas observa��es, como tantos pontos de vista radicalmente diferentes foram manifestados aqui sem que o n�vel baixasse, sem palavr�es ou ofensas pessoais. A �rea de coment�rios funcionou como uma mesa de botequim agitad�ssima, em que todo mundo deu palpite, muita gente se divertiu, algumas pessoas se irritaram e uma ou duas at� sa�ram batendo a porta; mas, ao fim e ao cabo, ningu�m deu soco na mesa ou no vizinho, nem se viram garrafas ou facas voando. Durante toda a celeuma, cassei apenas tr�s IPs que passaram dos limites; muito pouco diante do potencial de diverg�ncias flamejantes oferecido pelo tema. Agrade�o muito a todos voc�s, que fazem este blog ser t�o bom de manter. H� diversos blogs melhores do que este pela internet, mas duvido, honestamente, que haja um grupo de leitores igual em qualquer outro lugar. Adoro voc�s! :-D00:53
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20.4.05
Quest�o de ordemS� para n�o ter que ficar me repetindo nos coment�rios: h� pessoas que acham que estou faltando com o respeito � f� cat�lica. Est�o erradas; mas, se assim o sentem, pe�o desculpas. E, com toda a delicadeza, recomendo a leitura de outros blogs, porque h� uma forte probabilidade de que venham a se aborrecer por aqui. Tenho o maior respeito por qualquer f� (ou quase qualquer f�, v� l�) individual. Acho que cada um tem todo o direito de acreditar no que quiser, e de conduzir a sua vida espiritual como bem entender, desde que n�o prejudique terceiros. Em rela��o aos altos representantes de toda e qualquer religi�o, por�m, tenho o mesmo respeito que tenho pelos pol�ticos, em geral. Ou seja: muito pouco. Ningu�m chega a cardeal, papa, gr�o rabino, aiatol� ou o que seja sem fazer jogadas, derrubar concorrentes, entrar em conchavos. H�, claro, uma exce��o aqui, outra ali. H� casos em que, por algum mist�rio do Alt�ssimo, pessoas com esta sede insaci�vel de poder topam entrar no jogo sujo pelo bem geral. At� na pol�tica. Mas s�o raras, muito raras. Mesmo o Dalai Lama, de quem eu gostava tanto, j� est� fechando com os chineses. As pessoas que realmente acreditam estar servindo a Deus sem segundas inten��es o fazem humildemente, ajudando aos seus semelhantes, sendo caridosas e tolerantes. Acho que todos n�s conhecemos pessoas assim, admir�veis pelo seu humanismo e despreendimento: padres, monges, babalorix�s, rabinos, freiras, m�es-de-santo... Por essas pessoas eu tenho um respeito enorme. Pela f� dessas pessoas eu tenho a maior admira��o. Mas por favor me popupem de confundir a f�, qualquer que ela seja, com os seus representantes. Isso � fazer muito pouco de algo muito maior do que qualquer um de n�s -- inclusive o papa. 15:22
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 Tudo o que eu posso dizer �: Huahuahuahuahuahuahuauha!Aten��o: broncas com o Sun, por favor. O trocadilho � uma p�rola mas, infelizmente, n�o � meu. E agora, licencinha, que vou ver se consigo terminar a coluna de quinta; daqui a pouco o pessoal da limpeza chega aqui � reda��o me desejando bom-dia... Agora, sem brincadeira, e independentemente de qualquer outra considera��o sobre o cavalheiro em quest�o: com tanto cardeal no mundo, por que escolher justamente um cuja biografia d� margens a este tipo de piada?! 01:10
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19.4.05
Heil, Ratzinger!Benedito Bento XVI?! Ta�, este eu jurava que ia preferir se chamar Adolfo. 14:27
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18.4.05
   As minhas favoritas do concurso Corporate Takeover: a id�ia � tascar logos em espa�os inusitados. 20:09
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D�vida cruelDigamos que voc� � um cardeal participando do Conclave, em Roma. Todas as emissoras de TV, todos os jornais, todas as r�dios e revistas do mundo est�o de olho na bendita chamin� que anunciar� ao mundo que h� um novo papa. Ainda que o dito papa esteja escolhido h� tempos -- afinal, n�o se pode dizer que a morte de Jo�o Paulo II tenha pegado a humanidade de surpresa -- voc�: A) Tranq�iliza imediatamente as suas ovelhas com a fumacinha branca; ou B) Aproveita ao m�ximo este magn�fico momento de marketing gratuito da f�? 18:43
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Li��o de cidadaniaPara os leitores do blog, a coluna de hoje n�o chegou a ser novidade...Enquanto muita gente cruza os bra�os e diz que n�o adianta nada botar a boca no trombone porque este pa�s � assim mesmo, meu amigo Eugenio Vilar foi � luta, e criou um util�ssimo programa que define como "coisa de programador se expressando politicamente com suas pr�prias armas". Indignado com as incessantes barbaridades que saem da C�mara dos Deputados, Eug�nio desenvolveu um pequeno utilit�rio de opini�o p�blica que facilita enormemente a tarefa de enviar mensagens aos que se dizem -- e que em tese deveriam ser -- nossos representantes. Com ele, voc� n�o precisa mais consultar o site da C�mara dos Deputados ou, sequer, abrir seu programa de email para mandar o recado para Bras�lia. O Galera -- assim se chama o inteligente programa -- funciona com dois formul�rios: num, que s� precisa ser configurado uma vez, entram os dados do usu�rio, j� que o programa se recusa a enviar mensagens an�nimas; no outro formul�rio, h� campos para o assunto e para o conte�do do email. A mensagem pode ser enviada a todos os parlamentares, ou �queles escolhidos por partido, estado ou sexo -- o mulherio � o �nico lobby reconhecido. Em seguida, basta clicar no iconezinho de envelope, e logo cada deputado receber� uma carta individual, sem c�pia para os demais. O programa usa a planilha distribu�da pela pr�pria C�mara dos Deputados, e assim est� sempre atualizado. Como utilit�rio bem educado que �, o Galera inclui em cada email a sauda��o "Exmo. Senhor Deputado" ou "Exma. Senhora Deputada" -- ainda que eles n�o mere�am -- seguida do nome de guerra do parlamentar, e termina sempre com "Atenciosamente?, seguido de nome e endere�o completo do remetente, ou seja, voc�. O autor Eugenio Vilar, perfeito cavalheiro, desaconselha o uso de express�es de baixo cal�o. Est� distribuindo o programa gratuitamente, desde que os usu�rios se comprometam a n�o compactuar com qualquer pedido de aumento de verbas de gabinete, atos de nepotismo expl�cito e por a� vai. O download deste aut�ntico must da vida cidad� pode ser feito daqui: www.literal.eng.br/galera.html. Fa�am bom uso dele! Campo minadoA internet est� ficando cada vez mais perigosa. F�bio Sampaio, que mant�m o blog Caryorker e � um dos net-gurus mais respeitados na pra�a, alerta para uma praga pior do que o phishing, aquela pr�tica mals� de mandar emails falsos de bancos e institui��es financeiras em geral para pescar os dados de desavisados. Chama-se pharming, vem sendo falada h� algum tempo e �, mesmo, de meter medo. Acontece que no phishing o usu�rio esperto n�o cai. A essa altura, ningu�m vai clicar no link de um email que diz "Pend�ncias com a Serasa", ou fornecer n�mero de conta e senha s� porque um suposto email do Banco do Brasil diz que est�o recadastrando as contas. Mesmo quem, por curiosidade, siga os links dos emails, tem como checar, atrav�s dos IPs, a autenticidade (ou falta de) dos sites. Mas uma das alternativas de pharming � o seq�estro de DNS. Quer dizer: os biltres n�o precisam mais mandar emails falsos. Voc� se loga num site bem conhecido mas, em vez de ir para l�, cai numa armadilha bem montada. N�o precisam entrar em p�nico j�, porque isso n�o � f�cil de fazer e ainda n�o h� muitos casos conhecidos. Mas, pelo sim pelo n�o, sejam extremamente cautelosos com os seus dados, sobretudo aqueles referentes a contas banc�rias, n�meros de cart�es de cr�dito e assim por diante. Vejam o que diz o nosso guru: "Essa onda crescente de pharming � preocupante e merece que fiquemos de olho. Se voc� notar algo por menor que seja na apar�ncia do site de seu banco ou similar informe um c�digo de usu�rio e senha falsos para ver o que acontece. E sempre, sempre, sempre, verifique se voc� est� em uma conex�o segura e encriptada identificada pela presen�a do cadeadinho no sop� do navegador. N�o � infal�vel mas ajuda e muito." A �ntegra de um excelente artigo do F�bio, em que ele explica tudo sobre a nova praga pode ser lida em www.pharming.notlong.com. (O Globo, Info etc., 18.4.2005)15:58
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  Gentileza gera gentilezaQuando eu tomei coragem e finalmente arrumei (mais ou menos) a escrivaninha, os gatos ficaram encantados com a minha considera��o, e agora retribuem, ocupando todo o espa�o aberto. Keaton & Tutu s�o as mais ass�duas. S�o trabalhadoras e n�o perdem uma oportunidade de me ajudar na faina di�ria. Acham que o fato de n�o sobrar um m�sero cantinho para teclado, mouse, livros e outras bobagens � secund�rio: se h� espa�o no mundo, ele � dos gatos. 13:52
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Altos paposUma das melhores discuss�es da temporada est� rolando no excelente blog do Idelber Avelar, O biscoito fino e a massa. � uma conversa s�ria e de alto n�vel sobre racismo no Brasil, a partir do Caso Grafite. N�o � de admirar; o trabalho do Idelber � consistentemente bom, sempre interessante, sempre fazendo pensar. 03:44
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17.4.05
Chu�����Acaba de dan�ar o meu programa de domingo... Eu estava toda contente de ir ao Vivo Open Air, hoje tem Homem Aranha 2, que acho divertid�ssimo, e Intr�pida Trupe -- mas n�o h� capa ou guarda-chuva que resolvam o tor� l� de fora. Vou ver um filme com os gatos, pronto. Ah, sim: ainda agora recebi a visita da Margarida, que trabalhou um tempo aqui em casa. � simp�tica, da mais absoluta confian�a e, nem preciso dizer, adora gatos: eles a reconheceram, vieram todos fazer carinho, foi muito bonito de ver. Est� desempregada, procurando trabalho de prefer�ncia na Zona Sul (o marido � porteiro, moram aqui perto). Prefere um emprego fixo, mas n�o pintando, topa ser diarista. Se algu�m estiver precisando de empregada, ou souber de algu�m que precise, me mande um email, OK? Pro de sempre: cronai@well.com. 19:19
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Enquanto isso, em Pelotas... Mais de mil pessoas sa�ram �s ruas para protestar contra o assassinato da cadelinha Preta e, sobretudo, para pedir justi�a. A " c�ominhada" percorreu o mesmo trajeto feito pelo carro que arrastou a pobre bichinha, e reuniu b�pedes e quadr�pedes, j� que muitas pessoas levaram seus c�es. Sei que uma passeata n�o quer dizer muita coisa; mas uma passeata pedindo justi�a pela morte de uma cadelinha de rua n�o deixa de ser um bom sinal. Apesar de tudo, a humanidade evolui. Aos poucos as pessoas se sensibilizam e come�am a perceber que os animais tamb�m t�m direito � vida, e que a maldade n�o deve ser tolerada sob nenhuma forma. Mas isso foi em Pelotas. Aqui no Rio, infelizmente, a situa��o dos animais n�o podia estar pior. Enquanto n�o conseguir acabar com todos os gatos de rua o prefeito n�o fica feliz; como pol�tico que �, certamente se d� melhor com os ratos. C� entre n�s: o que � que se pode esperar de uma administra��o em que o secret�rio de Promo��o e Defesa dos Animais � gal� de televis�o?! Desde quando uma secretaria s�ria pode se dar ao luxo de ter um secret�rio que n�o se dedica, de corpo e alma, ao trabalho para o qual foi contratado?! O pior � que ser ator de novela n�o � um bico qualquer, do qual o senhor secret�rio, em que pese seu reconhecido talento art�stico, possa se livrar em quinze minutos; �, ao contr�rio, uma pauleira danada, que exige disciplina e muita dedica��o. Respondam, sinceramente: d� para levar a s�rio Victor Fasano como secret�rio?! 03:57
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16.4.05
Iogurte caseiroSeu Soi�, o vov� blogueiro de Minas Gerais, d� uma �tima receita de iogurte caseiro. Fac�limo de fazer! 23:34
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~  Deu na Veja Hoje n�o resisti e capturei duas coisas na Veja: a p�gina do Mill�r (acima), e a coluna do Diogo Mainardi (abaixo), que adorei. Tive que trazer para c� em vez de fazer os links porque o site � fechado para assinantes.Oposicionistas de poltrona
Quero derrubar o governo. S� n�o sei como. Vim pedir instru��es a um not�rio golpista -- Mill�r Fernandes. Ele j� derrubou um governo. O dos militares. Agora pode me explicar como derrubar o dos petistas.
Mill�r -- Eu n�o derrubei governo nenhum.
A prova de que ele derrubou o governo � a revista Pif Paf, que acaba de ser republicada pela editora Argumento. Mill�r a lan�ou imediatamente depois do golpe, em maio de 1964, decretando que "Todo homem tem o direito sagrado de torcer pelo Vasco na arquibancada do Flamengo". Pela minha reconstru��o, Pif Paf n�o apenas derrubou o governo militar, como o derrubou sozinha.
Mill�r -- N�o � verdade.
O �ltimo n�mero da Pif Paf � de agosto de 1964. Est� l�, na contracapa: "Se o governo continuar deixando que circule esta revista, dentro em breve estaremos caindo numa democracia". O que fez o governo? N�o percebeu a cilada e fechou a revista. Pif Paf tirou a ditadura do arm�rio. Com a ditadura fora do arm�rio, ficou mais f�cil enfrent�-la.
Mill�r -- A ditadura ainda durou muito tempo.
A TV do est�dio de Mill�r est� ligada, sem volume, num filme sobre alpinistas no Himalaia. Ele fala de sua admira��o por aventureiros. Relembro que em "Aventureiros de poltrona", na Pif Paf n�mero 4, ele sonha ser esquiador, balonista, ca�ador de le�es, automobilista e presidente da Rep�blica, mas, no fim, se contenta em n�o fazer nada, indo apenas "de casa pro trabalho, do trabalho pra casa". Sentados em seu est�dio, somos dois oposicionistas de poltrona, que sonham em derrubar o governo.
Mill�r -- Lula visitou a Catedral de Assis. O que ele sabe sobre Giotto, Cimabue, Beato Ang�lico? A ognor�ncia dele j� ficou estabelecida, mas n�o � pelo rid�culo que ele vai cair.
Meu mestre � um conspirador dispersivo. De Giotto, Cimabue e Beato Angelico, ele desvia sua aten��o para Jo�o Paulo II. Abre a Enciclop�dia dos Espi�es e me mostra o trajeto de Ali Agca da Turquia � It�lia, onde cometeu o atentado contra o papa. Pe�o para ver em primeira m�o seu �ltimo trabalho, uma colagem da figura de Jo�o Paulo II sobre o quadro O Grito, de Edvard Munch. Elogio seu extraordin�rio talento art�stico. Ele aproveita para comentar a biografia de Saul Steinberg, e faz uma pausa para atender o t�cnico do computador. Quando volta � poltrona, o assunto � Veneza, e de Veneza vai direto para Goldoni, e de Goldoni para Moli�re, que ele traduziu. Tento retomar o tema do nosso encontro. Depois de duas horas de conversa, ainda n�o sei como derrubar o governo.
Mill�r -- � simples. � s� investigar a origem do dinheiro.
O dinheiro do partido?
Mill�r -- Desconfio sempre de todo idealista que lucra com seu ideal.
A essa altura, estamos num restaurante. Ele conta que � feliz. Eu conto que sou feliz. D� empate em mat�ria de felicidade. Volto para casa. Antes de dormir, penso em Pif Paf, Cimabue, fundos de pens�o e CPI do Banco Santos. (Diogo Mainardi) 21:22
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 Final feliz na saga das cartolasDa se��o H� 50 anos: Corbiniano Villa�a, em fins do s�culo passado, foi a Paris, com aux�lio do governo paraense, aperfei�oar a sua t�cnica de pintor. Tornou-se amigo de Francisco Braga e, talvez sem o querer, dentro em pouco, se transmudara a sua voca��o art�stica. Ao inv�s de pintor, se transformara em festejado cantor de �pera. Freq�entou a sociedade parisiense e, como o governo paraense lhe cortasse a subven��o, por n�o entender muito a mudan�a de pendores do protegido, Corbiniano Villa�a teve de regressar ao Brasil. Guarda ainda de sua atribulada perman�ncia em Paris a cartola que lhe completava a indument�ria das reuni�es elegantes da �poca. E � essa cartola que ele vem de p�r � disposi��o dos membros da comitiva presidencial em v�speras de partir para Portugal. Como foi publicado ontem, n�o h� cartolas no mercado carioca e o protocolo portugu�s exige o uso da mesma em indument�rias de algumas recep��es previstas para o presidente Caf� Filho.
Mas nem s� o bom Villa�a se preocupou com as aperturas dos acompanhantes do Sr. Caf� Filho. Outros leitores do GLOBO se prontificaram a tirar a comitiva da dificuldade em que se debate. Est�o, no caso, como nos comunicaram, uma professora residente na Rua Haddock Lobo, um cavalheiro morador na Rua Pires de Almeida, que disse possuir tr�s cartolas elegant�ssimas, londrinas leg�timas, e um senhor, residente na Rua Benedito Hip�lito, que, por telefone, nos declarou ceder a cartola que possui, destinando o produto da venda ao Asilo dos Velhos de Vila Isabel.
Como se v�, por falta de cartolas, os membros da comitiva presidencial n�o deixar�o de viajar, e muito menos de atender �s exig�ncias do protocolo e da etiqueta. O jornal n�o diz quantos empregos p�blicos esta gentil troca de favores entre cidad�os e governantes custou � �poca, mas eu, que sou uma rom�ntica incur�vel, gosto de imaginar que tudo foi feito apenas por boa-vontade, dentro do esp�rito cordial daqueles tempos. 02:38
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15.4.05
Muito bem feitoN�o entendo como ainda tem gente protestando contra a pris�o do jogador argentino. Foi um �timo exemplo -- e seria melhor ainda se os pa�ses europeus prestassem aten��o, e tomassem alguma atitude parecida. O que est� acontecendo por l� � simplesmente sinistro. No mais, o Grafite pode ter o apelido que for; a gente sabe que n�o � tanto a palavra que ofende, mas a inten��o com que � dita. 20:28
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20:21
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Peixes
 Maravilhas da internet: os peixes do Fernando, o artes�o de Caxambu, j� � venda na Treli�a, loja da nossa amiga Samia, em Diamantina! 19:11
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A Cadeg informa:Sai Alexandre Cruz Almeida, entra Alex Castro. O mo�o explica. 16:49
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Li��o de cidadaniaEnquanto muita gente cruza os bra�os e diz que n�o adianta nada reclamar porque este pa�s � assim mesmo, meu amigo Eugenio Vilar foi � luta, e criou um util�ssimo programa que define como "coisa de programador se expressando politicamente com suas pr�prias armas". Indignado com as barbaridades que saem da C�mara dos Deputados, Eug�nio desenvolveu um pequeno utilit�rio de opini�o p�blica que facilita enormemente a tarefa de enviar mensagens aos deputados. Com ele, voc� n�o precisa mais consultar o site da C�mara ou sequer abrir seu programa de email para mandar o recado para Bras�lia! O Galera -- assim se chama o inteligente programa -- funciona com dois formul�rios: num, que s� precisa ser configurado uma vez, entram os seus dados, j� que ele n�o manda mensagens an�nimas; no outro, h� campos para assunto e conte�do da mensagem. O email pode ser enviado a todos os parlamentares, ou �queles escolhidos por partido, estado ou sexo (o mulherio � o �nico lobby reconhecido). Em seguida, basta clicar no �conezinho de envelope, e logo cada deputado receber� uma carta individual, sem c�pia para os demais. O programa usa a planilha distribu�da pela pr�pria C�mara dos Deputados, e assim est� sempre atualizado. Como utilit�rio bem educado que �, o Galera inclui em cada email a sauda��o 'Exmo. Senhor Deputado' ou 'Exma. Senhora Deputada', seguida do nome de guerra do parlamentar, e termina sempre com 'Atenciosamente', mais nome e endere�o completo do remetente. Eug�nio Vilar, perfeito cavalheiro, desaconselha o uso de express�es de baixo cal�o. Est� distribuindo o programa gratuitamente, desde que os usu�rios se comprometam a n�o compactuar com qualquer pedido de aumento de verbas de gabinete, atos de nepotismo expl�cito e por a� vai. Este aut�ntico must da vida cidad� pode ser encontrado aqui. Fa�am bom uso dele! 02:35
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14.4.05
A falta de cartolas no mercado cariocaPara desanuviar o ambiente, volto no tempo; de novo, � coluna que reproduz as not�cias que cirulavam no Globo h� 50 anos: � conhecido o apego da aristocracia portuguesa �s exig�ncias do protocolo e da etiqueta. Fica-se, por isso, imaginando os apertos por que est�o passando componentes da comitiva do presidente Caf� Filho em face da aus�ncia completa de cartolas no mercado do Rio de Janeiro. Os interessados vasculharam os dep�sitos de todos os competidores de Rollas. Nem mesmo o Museu Hist�rico foi esquecido. O Sr. Gustavo Barroso j� recebeu a visita de tr�s figurantes da escassa comitiva presidencial. As dificuldades cambiais teriam concorrido para essa situa��o. A ind�stria brasileira n�o fabrica cartolas. Essa pe�a h� muito foi banida do noso uso e as exig�ncias protocolares s�o muito suaves. A �ltima importa��o de cartolas foi por ocasi�o da visita do presidente Truman. Custaram 1.500 cruzeiros cada uma. � �ltima hora, o rep�rter-amador nos informava que seis membros da comitiva se ufanaram de ter conseguido, ap�s uma ida desesperada aos museus, localizar seis velh�ssimas cartolas, embora n�o se ajustem muito �s suas ilustres cabe�as. O melhor de tudo � que essa hist�ria continua, amanh�. 20:04
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 Arrastam o bicho à morte; imaginam-se humanosUma notícia publicada na sexta-feira passada na "Zero Hora", de Porto Alegre, deixou os leitores gaúchos em estado de choque. Do jornal ela saltou para blogs, grupos de discussão e caixas postais. No sábado, já estava no Orkut. Na terça-feira à tarde, quando escrevi esta crônica, a comunidade " Prendam os assassinos da Preta" já tinha mais de 1.200 participantes -- todos igualmente perplexos, indignados, enfurecidos. De acordo com a matéria da "Zero Hora", Preta, uma cadelinha de rua, era o xodó da vizinhança, em Pelotas. Tinha comida, carinho e tratamento de saúde. Teria casa também, não fosse o gosto natural pela liberdade; os filhotes que esperava, porém, já tinham endereço certo assim que nascessem. Michele Silva, veterinária e dona de pet shop, conseguira donos para a futura ninhada entre os 15 vizinhos que rachavam, entre si, as despesas do animal. Durante o dia, Preta circulava tranqüila pelo bairro, onde era alimentada por moradores e estudantes da faculdade de odontologia. À noite, instalava-se junto à churrasqueira de um bar. Lá, segundo a repórter Caroline Torma, tinha o privilégio de comer carne assada separada especialmente para ela. -- Era nossa amiga -- contou um morador para a jornalista. -- Não dávamos restos. Tirávamos o churrasco do espeto mesmo. Na madrugada do dia 9 de março, porém, Preta encontrou-se com um tipo de gente diferente daquele ao qual estava habituada. Um grupo de jovens de boa aparência, que bebia no bar, e que decidiu se "divertir" com o dócil animal. "Michele e alguns amigos, que estavam em outra mesa do bar, escutaram os gritos de Preta de longe", diz a reportagem da "Zero Hora". "Acharam que a cadela havia sido atropelada. De repente, viram os rapazes em dois veículos, e a amiga peluda sendo arrastada por uma corda pela rua." -- Corremos para pegar o carro e saímos atrás -- conta Michele. -- De nada adiantaram os nossos apelos: eles andaram com ela por mais de cinco quadras. Pedaços do corpo da cadelinha e dos filhotes que nasceriam em breve ficaram espalhados pelo asfalto. Os jovens de boa aparência sumiram. Durante quase um mês, Michele e os vizinhos reuniram provas para apresentar queixa à polícia -- que, aparentemente, já identificou um dos suspeitos e pretende ouvir outros três. A levar em conta a indignação geral, é possível que, quando esta crônica estiver impressa, os assassinos já tenham sido identificados, e que seus familiares já estejam dando declarações à mídia dizendo que ótimas pessoas eles são. Mas, ainda que a polícia faça o seu trabalho e que a Justiça seja rápida e firme, nada acontecerá a esses psicopatas. Embora maltratar e eventualmente matar animais seja crime, a pena é ridícula: de três meses a um ano de detenção. Com um detalhe -- a lei prevê substituição da pena de detenção por "restrição de direitos" quando esta for inferior a quatro anos e quando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade dos condenados, bem como os motivos e as circunstâncias do crime, indicarem que a substituição seja suficiente à reprovação e à prevenção do crime. Em outras palavras, o máximo que pode acontecer a esses canalhas, ainda que lhes seja aplicado todo o rigor da lei, é pagarem meia dúzia de cestas básicas e prestarem serviços à comunidade, e olhe lá. Não será de admirar se, daqui a alguns anos, movidos pela patologia e estimulados pela impunidade, saírem matando pessoas a esmo, como acabam de fazer os monstros da Baixada. Legisladores que entendem que a vida de um animal vale tão pouco não percebem que, na maioria dos processos, o que está em julgamento não é a vítima, e sim o criminoso. Alguém capaz de matar um ser indefeso desta forma horripilante é capaz de tudo; é alguém inteiramente destituído de sentimentos, que já perdeu toda e qualquer empatia com o sofrimento dos outros. Embora pareçam jovens de boa formação, os assassinos da Preta são seres tão monstruosos e deformados quanto os seus semelhantes de Brasília que incendiaram o índio pataxó ou os policiais que assassinaram os inocentes da Baixada. Não há possibilidade de redenção social para gente deste tipo, que envergonha a espécie humana. (O Globo, Segundo Caderno, 14.4.2005)02:33
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Campo minado
A internet est� ficando cada vez mais perigosa. F�bio Sampaio, o querido Caryorker a quem este blog deve seu excelente sistema de coment�rios, alerta para uma praga pior do que o phishing, aquela pr�tica mals� de mandar emails falsos de bancos e institui��es financeiras em geral para pescar os dados de desavisados. Chama-se pharming, vem sendo falada h� algum tempo e, perto dela, o phishing � coisa de crian�a. Acontece que no phishing o usu�rio mais esperto n�o cai. A essa altura, nenhum de n�s vai clicar no link de um email que diz "Pend�ncias com a Serasa", ou fornecer n�mero de conta e senha s� porque um suposto email do Banco do Brasil diz que est�o recadastrando as contas. Mesmo quem v� at� os sites indicados pelos emails tem como checar, atrav�s dos seus IPs, a autenticidade (ou falta de) das p�ginas. Uma das possibilidades de pharming, por�m, � o seq�estro de DNS. Quer dizer: os biltres n�o precisam mais mandar emails falsos. Voc� se loga num site bem conhecido mas, em vez de ir parar l�, cai numa armadilha bem montada. N�o precisam entrar em p�nico j�, porque isto n�o � f�cil de fazer e ainda n�o h� muitos casos conhecidos. Mas, pelo sim pelo n�o, sejam extremamente cautelosos com os seus dados, sobretudo aqueles referentes a contas banc�rias, n�meros de cart�es de cr�dito e assim por diante. Vejam o que diz o nosso guru: Essa onda crescente de pharming � preocupante e merece que fiquemos de olho. Se voc� notar algo por menor que seja na apar�ncia do site de seu banco ou similar informe um c�digo de usu�rio e senha falsos para ver o que acontece. E sempre, sempre, sempre, verifique se voc� est� em uma conex�o segura e encriptada identificada pela presen�a do "cadeadinho" no sop� do navegador. N�o � infalivel mas ajuda e muito. A �ntegra do excelente artigo do F�bio Sampaio, em que ele explica tudo tim-tim por tim-tim, est� aqui. 00:58
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 Ah, o progresso!Uma das se��es mais interessantes do Globo � aquela coluninha do Segundo Caderno onde sai o que foi not�cia h� 50 anos. No dia 12 de abril de 1955, por exemplo, uma das not�cias era a seguinte: A dire��o da Panair do Brasil quis homenagear o presidente da Rep�blica, pondo � disposi��o de S. Ex. e de sua comitiva um avi�o especial para conduzi-los na viagem oficial a Portugal. O Sr. Caf� Filho, por�m, dentro do programa que se tra�ou de evitar o recebimento de favores como chefe de Estado, agradeceu o gesto da empresa, preferindo fretar o aparelho e determinar se fizesse o respectivo pagamento como se se tratasse de passageiros normais, na ida como na volta. 00:41
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13.4.05
  Onde j� se viu? Talvez, em outra pr�-estr�ia; mas l� no Vivo Open Air, com certeza n�o se viu. Eis que, faltando cinco minutos para o dram�tico final de Cabra Cega, a m�quina de proje��o pifou, e o final do filme do Toni Venturi ficou para uma pr�xima oportunidade. Num primeiro momento, uma voz maviosa veio ao microfone avisar que, ap�s um pequeno intervalo, a exibi��o seria retomada; logo depois, a voz maviosa voltou informando que, devido a dificuldades t�cnicas, seria imposs�vel continuar a exibi��o. Aos mais indignados foram distribu�dos ingressos para, se n�o me engano, a rede Cinemark; mas h� poucas coisas mais frustrantes do que estar vendo um bom filme, que se encaminha para um Gran Finale... e sair sem saber o que aconteceu. Foi uma vaia s�, e um grande au�. Felizmente Jonas Bloch, um dos atores, estava com a turma da gente, e nos contou o que faltava saber. Logo se juntou uma rodinha em volta, e o Jonas repetiu mais uma vez; e outra, e outra, e outra... Acabou sendo muito aplaudido, at� porque est� excelente no filme. Eu, pessoalmente, adorei este final inusitado, completamente diferente de tudo o que j� vi; mas reconhe�o que n�o era bem essa proposta do diretor. Grande mico. Pensando bem, baita gorila. Tsk, tsk, tsk. 02:55
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12.4.05
    Zoooooooooom!!! Resolvida a quest�o da resolu��o -- hoje j� se encontram boas c�meras de 3 megapixels por cerca de R$ 600 -- a ind�stria de c�meras digitais enfrenta novos desafios. Os consumidores ficaram exigentes, e querem imagens mais bem definidas, com cores mais fi�is; e querem, tamb�m, que seu olhar chegue t�o distante quanto poss�vel. A resposta est� na presen�a cada vez mais freq�ente de nomes como Leica, Zeiss ou Schneider gravados em lentes que enxergam longe, ideais para quem gosta de fazer fotos de viagem ou da natureza. As megazoom, como s�o conhecidas as c�meras que t�m algo a mostrar al�m dos 3x de rotina, come�am a se tornar figurinhas f�ceis: fotografei todos esses p�ssaros, por exemplo, usando uma Panasonic Lumix FZ20, de 5 megapixels, com zoom �ptico 12x Leica. H� poucos anos, quando c�meras de 3 megapixels eram topo de linha a quase mil d�lares, uma j�ia dessas era um sonho distante, que ningu�m esperava ver no mercado t�o cedo, muito menos a pre�os razo�veis; mas a FZ20, lan�ada em fins do ano passado a U$ 599, j� pode ser encontrada, nos EUA, por pouco mais de U$ 400. As Lumix s�o resultado de um acordo entre a Panasonic, respons�vel pela tecnologia, e a Leica, respons�vel pelas lentes. A contribui��o da vener�vel marca alem� pode ser percebida na defini��o dos detalhes e numa caracter�stica interessante: quanto melhor a lente de uma c�mera digital, menos ?estouram? os brancos das �reas muito iluminadas. Nenhuma megazoom � pequena, j� que as lentes t�m l� o seu tamanho; mas a maioria cabe numa bolsa comum. Elas t�m um ar de c�meras "s�rias" mas, ao contr�rio das profissionais, que t�m pelo menos 8 megapixels e permitem troca de lentes, s�o relativamente leves: todos os colegas para quem mostrei a Lumix ficaram encantados com o peso. Por causa da pr�pria extens�o das lentes, as megazoom costumam vir com um recurso que, at� aqui, era exclusividade de videocams e de lentes profissionais: estabilizadores de imagem, que diminuem muito os �ndices de perda de foto por tremidas indesejadas. A Panasonic p�e tanta f� no seu sistema, por sinal, que ele come�a a valer para toda a linha de digitais, mesmo as compactas. A verdade � que, apesar do mau h�bito de "devorarem" baterias, eles s�o uma m�o na roda, sobretudo quando n�o se tem um trip� � m�o; este foi o caso de todas as fotos desta p�gina, sem exce��o. * * *Quando se come�a a usar uma megazoom, por�m, descobre-se que ter trip� � m�o � n�o s� importante, mas fundamental. Quando o sol vai se pondo e as melhores fotos v�o se desenhando, n�o h� estabilizador que d� jeito sozinho... Como as c�meras digitais s�o sempre levinhas, aqueles pequenos trip�s de mesa, tamb�m conhecidos como pedestais, que se encontram em todas as lojas de fotografia, j� s�o uma grande ajuda; outra sa�da s�o os monop�s, menos trambolhentos, que garantem o m�nimo de estabilidade necess�rio a cenas de p�r-do-sol em foco. Mas prepare a carteira. Um trip� n�o � igual a outro, e a varia��o de pre�os na �rea � enorme. Bons trip�s e monop�s, vale dizer equipamentos leves e confi�veis, custam muito mais do que se poderia imaginar. O investimento, por�m, compensa -- e torna-se �bvio depois de algumas horas de passeio. (O Globo, Info etc., 10.4.2005)02:26
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11.4.05
Na moscaPaula Foschia descobriu: Charles e Camilla s�o personagens de Jane Austen. 16:18
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   Enquanto isso, no lado bom... A mailbox estava cheia de fotos bonitas, ontem. A minha irm� Laura foi passear com amigos no Pico da Tijuca e, assim que chegaram, foram saudados por um bando de quatis lindos e amistosos. Hermano Taruma, r�pido no clic, flagrou os bichinhos antes que fossem embora, desapontados com aqueles b�pedes sem considera��o que n�o trouxeram comida. Enquanto isso, J�lia Moraes me mandou uma foto que o pai dela, Val�rio, fez cedinho aqui na portaria: o porteiro Z� com a Pipoca, nosso pequeno milagre felino. 04:15
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Tempus fugitA vida � curta, falta tempo, a internet n�o acaba e, com isso, a gente deixa passar muita coisa importante. Por exemplo, n�o escrevi sobre Saul Bellow. Tamb�m n�o visito, h� tempos, um monte de blogs que deveria visitar. Mas �s vezes dou sorte. Agorinha mesmo encontrei aqui um post perfeito sobre Saul Bellow. Gente que pensa d� gosto, viu. 02:29
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10.4.05
 Deu na Zero HoraDesculpem estragar assim o domingo de voc�s, mas estou horrorizada com o que acabo de ler: meia d�zia de monstros disfar�ados de mauricinhos mataram, em Pelotas, de forma gratuita e cruel, uma cadelinha de rua. As pessoas que cuidavam da bichinha, gr�vida e amiga de seus vizinhos b�pedes, est�o revoltadas; mas, embora um dos suspeitos j� tenha sido identificado, ta� mais um caso que, desconfio, n�o vai dar em nada. Num pa�s em que matar gente � coisa cada vez mais corriqueira, o que � a morte de um animalzinho? Massacre de c�o em Pelotas revolta popula��o
Cadela foi amarrada em p�ra-choque de carro e arrastada at� a morte pelas ruas na madrugada de quarta-feira Os pelotenses ainda tentam encontrar uma explica��o para uma cena chocante ocorrida na madrugada de quarta-feira, no centro da cidade. Uma cadela de rua foi amarrada por jovens no p�ra-choque de um ve�culo e arrastada por mais de cinco quadras. Peda�os do animal e dos filhotes que nasceriam em um m�s ficaram espalhados pelo asfalto.
Preta era o xod� da vizinhan�a. Recebia comida, carinho e tratamento de sa�de. Quando nascessem, seus filhos j� tinham endere�o certo. Michele Silva, 29 anos, que cuidava da cadela h� mais de um ano, estava se preparando para receb�-la em casa depois do parto e havia conseguido donos para a ninhada.
-- Ela era toda preta com uma mancha branca no pesco�o. Era uma pastor belga misturada. Muito d�cil -- relembra Michele, propriet�ria de uma pet shop localizada nas proximidades do local onde a cadela foi morta.
Em m�os, ela tem uma lista com mais de 15 nomes de pessoas que ajudavam o animal. Durante o dia, a cachorra recebia comida dos moradores e de estudantes de Odontologia, cuja faculdade se localiza pr�ximo ao lugar onde Preta vivia. � noite, ela se instalava junto � churrasqueira de um bar. L�, tinha o privil�gio de ter carne assada somente para ela.
-- Era nossa amiga. N�o d�vamos restos. Tir�vamos o churrasco do espeto mesmo -- revela um morador que prefere n�o se identificar por medo de retalia��es.
A madrugada de quarta-feira j� come�ava quando um grupo de jovens bebia no bar onde Preta costumava passar as noites. Por divers�o, eles amarraram a cadela em um poste.
-- Meu irm�o chegou e pediu que eles a desamarrassem porque era mansa e n�o machucava ningu�m. Ficaram todos rindo. Isso foi l� pelas 3h -- lembra um morador que estava no bar.
Michele e alguns amigos, que estavam em outra mesa do bar, escutaram os gritos de Preta de longe. Acharam que a cadela havia sido atropelada. De repente, viram os rapazes em dois ve�culos, e a amiga peluda sendo arrastada por uma corda pela rua.
-- Eles andaram com ela por mais de cinco quadras. Corremos para pegar o carro e sa�mos atr�s. De nada adiantou nosso pranto. Eram jovens, de boa apar�ncia. Para mim, isso � coisa de gente que n�o tem cora��o -- diz Michele.
Os moradores pr�ximos que costumavam ajudar Preta est�o revoltados com a viol�ncia contra o animal. A foto da cadela ainda est� no mural do bar onde ela costumava se abrigar.
A pol�cia abriu inqu�rito para investigar a queixa de crueldade contra a cachorra. Segundo o delegado Osmar Silveira dos Anjos, tr�s pessoas j� haviam sido ouvidas ontem. Um dos supostos envolvidos, de 21 anos, j� teria sido identificado. A pol�cia dever� ouvir ainda outras testemunhas do fato. As investiga��es dever�o apontar de que forma os respons�veis poder�o ser punidos. (Caroline Torma) Sou radicalmente contra a pena de morte, mas juro que, nos �ltimos tempos, este radicalmente vem sendo bastante abalado pelo notici�rio. Que possibilidade de recupera��o t�m esses covardes? Qual � a chance de que pessoas que matam por prazer criaturas indefesas venham a se tornar, algum dia, membros produtivos da sociedade? O que fazer com essa gente?! 04:22
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Muito bom!O que os bichos fazem quando a gente sai de casa? Cliquem aqui para descobrir. (Obrigada, Gin!)02:24
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Viva!Passei o dia fora, num churrasco delicioso. A dona da casa tamb�m torce muito por Charles e Camilla, mas est�vamos todos t�o entretidos comendo e jogando conversa fora que nem nos lembramos de ligar a televis�o; quando nos despedimos, meia noite e tanto, � que nos bateu a afli��o: -- Meu Deus, ser� que correu tudo bem com eles?! Pois acabo de ver o casamento e de me tranq�ilizar. N�o s� tudo correu �s mil maravilhas como a torcida estava toda l� para festejar; at� o ex-marido foi, dando um show de fleuma brit�nica. E os dois, ora, os dois estavam at� bonitos! O que n�o faz a felicidade?! Os noivos, por�m, quase foram ofuscados pelos chap�us das convidadas: havia um roxo, de dois andares, com penas do lado, que at� agora estou tentando entender. Camilla, por�m, acertou. Estava discreta, elegante e emocionada. Algo me diz que, ao contr�rio do que os tabl�ides agouraram, o casal acabar� sendo muito bem aceito pelo p�blico. Estou content�ssima por eles; agora vou dar uma voltinha pela web para ver a rea��o geral. 02:06
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9.4.05
Shrek: happy endVou dormir desejando, ardentemente, que nenhuma calamidade aconte�a nas pr�ximas 12 horas -- e que, finalmente, Charles e Camilla possam se casar, mandar a rainha, a imprensa e os s�ditos �s favas, e ser felizes para sempre. J� disse aqui, mas repito: tenho uma pena enorme desses dois, t�o perseguidos e humilhados apenas por n�o serem jovens, bonitos ou brilhantes. Hipocritamente, os tabl�ides e a tal "opini�o p�blica" acusam a ele de ser frouxo e covarde, a ela de ser uma bruxa, aos dois de serem ad�lteros -- como se adult�rio fosse uma coisa rar�ssima, praticamente inexistente no planeta. Ah, francamente! Tor�o por Charles e Camilla porque uma amizade e um amor que resistem h� tantos anos, em condi��es t�o adversas, merecem demais um final feliz. 05:30
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Mist�rios da f�A CNN est� passando um replay do enterro do papa. L� no jornal h� aparelhos que ficam ligados direto, ora numa, ora noutra emissora; j� n�o sei mais quantas vezes vi essas cenas. A trilha sonora � mesmo muito ruim. Como observou o Marcus nos coment�rios, n�o d� para entender por que, tendo a igreja o vast�ssimo repert�rio da m�sica sacra � sua disposi��o, foi escolher justamente esta pe�a pouco inspirada. Apesar da avalanche de cobertura, ningu�m explicou (ou pelo menos eu perdi isso) quem eram os camaradas que carregaram o caix�o. Outra coisa que n�o entendo -- sinceramente, n�o estou brincando -- � por que os cardeais ainda precisam ler o texto da Missa. At� eu, que nem ca�tica sou, j� sei tudo de cor, h� tempos e em v�rias l�nguas -- como, de resto, qualquer pessoa que goste de m�sica cl�ssica e tenha ouvido a sua cesta b�sica de Vivaldi, Bach, Palestrina, Haendel, Mozart, Beethoven, Brahms, Verdi... caramba, at� na fenomenal Missa Criolla, de Ramirez, o texto � o mesmo. Oh well. E vamos em frente, porque enredo, felizmente, n�o falta ao mundo. 04:52
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Querido Di�rioEstou com um novo dentista. Ontem fiz uma pequena cirurgia, fiquei daquele jeito que a gente fica quando mexe com dente, dolorida e estressada (para n�o dizer pobre, mas isso s�o outros 500). Fiquei t�o down que nem fui � estr�ia do Vivo Open Air, que eu amo, e que estava apresentando, em primeir�ssima m�o, o filme do Andrucha Waddington, Casa de Areia, com as duas Fernandas. At� a�, normal. Espanto mesmo foi o seguinte: hoje ele ligou para saber como eu estava passando! Gente, falando s�rio -- tirando um ou outro m�dico amigo, isso, h� muito tempo, s� acontecia l� em casa com os veterin�rios. Que, honra seja feita, nunca deixam de ligar para saber dos seus pacientinhos. Estaria eu freq�entando os profissionais errados ou ser� que, por acaso, descobri a exce��o? 00:47
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8.4.05
Quem d� mais? A galera n�o perde tempo: j� pipocam lembran�as do papa no eBay e no Mercado Livre. No Mercado Livre, os itens s�o mais ou menos o que se imagina: selos e moedas comemorativos, posters, quadrinhos, CDs piratas, essas coisas. Mas no eBay h� criaturas muito viajantes! Por exemplo: h� uma mensagem pro papa que custa um milh�o de d�lares. Voc� vai ver o que �, � uma mulher do Hava� que, todos os dias, escreve um bilhete pro papa. Explica que � a sua forma de "lidar com a perda". Como precisa por um valor qualquer no item para subir pro eBay, tasca o milh�o l�, mas o neg�cio � comunicar, n�o vender. Algu�m precisava informar a ela da exist�ncia dos blogs. Um espertinho registrou o dom�nio www.popejohnpaulII.info e quer U$ 29 mil; pintores e escultores est�o pedindo fortunas por est�tuas e quadros medonhos; tem at� gente oferecendo �gua benta que, garantem, o foi pelo papa. O item mais caro com interessados em compra � uma B�blia que o papa assinou para um camarada que foi seu guarda-costas durante uma visita � Austr�lia. Faltam tr�s dias para o fim do leil�o, j� foram dados 35 lances e o pre�o est� em U$ 8.600. Vai longe, j� que a maioria das pessoas deixa para dar lance nos �ltimos minutos. 22:20
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 Meigo, n�o, os quatro amiguinhos em Roma? 20:12
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Aliás...A grande frase do dia fica com a Ana, aqui nos comentários: Quem tem bolso vai a Roma. 15:28
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O enterro dos enterrosOntem de madrugada acabei assistindo ao começo da cerimônia de enterro do papa. De todas as emissoras pelas quais zapeei, a RAI era a única que estava fazendo uma cobertura aceitável, isto é: não só os caras sabiam quem era cada um dos prelados e o que era e significava cada detalhe do cerimonial como sabiam quem eram quase todos os chefes de estado que apareciam no video -- muito embora Lula tenha passado em branco por eles. Até o principe Charles apontaram uns três minutos antes da BBC. A BBC, por outro lado, era a única a não dublar as falas. Entendeu entendeu, não entendeu, paciência. Achei muito melhor assim, gosto de ouvir línguas diferentes. O toque cômico ficou com um dos locutores da RAI. Lá estava o caixão naquela praça esplendorosa, com aqueles cardeais vestidos num luxo carnavalesco, aqueles chefes de estado todos que gastaram milhões para estar lá e ele diz, a sério: -- A abrangência e a simplicidade desta cerimônia mostram bem quem foi o papa. Abrangência, OK. Mas... simplicidade? Este post está sendo feito através do w.bloggar; o Blogger já nem dá as caras.15:24
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Argh!!!! O Blogger está simplesmente inusável. Não estou conseguindo subir as fotos dos gatinhos da Andréa, subir um post é um desafio de paciência... * sigh *03:10
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Emerg�ncia felinaEscreve a dra. Andr�a Lambert: Ainda estou com muitos gatinhos para ado��o, e a cada dia chega mmais. O abandono no Campo de Santana est� muito grande j� faz algum tempo, mas agora parece que est� pior. � imposs�vel socorrer todos os filhotes, ainda tem v�rios soltos no parque.
Estou mandando na mensagem foto de dois gatinhos que est�o comigo esperando um lar. Uma linda gata de pelagem azul, j� esterilizada, e um lindo filhote amarelo, parece o Garfield, tem a carinha muito sapeca. Al�m destes gatinhos muitos outros esperam uma chance de encontrar um dono. Alguns podem ser vistos no fotolog e no site.
Voc�s tamb�m podem ir ao Campo de Santana direto para escolher um filhote, j� que a cada dia h� mais e mais abandonados. � muito triste. Para adotar estes gatinhos entrar em contato com Andr�a: (21) 9632-8115 01:47
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7.4.05
 Mundos sujos: fic��o e realidadeUm �timo livro cubano e uma pergunta �s autoridades que defendem Duda Mendon�a, o Intoc�vel"Entro numa farm�cia e encontro uma prateleira estocada com dez marcas de escovas de dentes, cada uma oferecendo dez modelos diferentes; cada modelo, dez cores; cada cor, dez escovas pendendo de ganchos. Deve haver umas dez mil escovas de dentes em exibi��o e os fregueses caminham alheios � abund�ncia que os cerca; os dez mil esmaltes de unha; os dez mil prendedores de cabelo; os dez mil batons." Por acaso, fui para Miami com um livro singularmente apropriado para a viagem: "Mundos sujos", de Jos� Latour. Eu n�o sabia nada a respeito do livro ou do autor, exceto pelos blurbs da capa e da contra-capa, isto �, aquelas frases pin�adas de resenhas assinadas por gente de quem nunca ouvimos falar, ou recortadas de jornais que n�o lemos ou nos quais j� perdemos muito da f�, como o New York Times -- mas que, apesar de tudo, continuam a exercer com bastante efici�ncia o papel de propagandistas: "Latour mant�m o suspense e apresenta grandes surpresas... Uma vis�o iluminadora da condi��o cubana" (The Times); "Um romance not�vel" (Washington Post); "Uma leitura rica e veloz" (Los Angeles Times); "Um romance bom demais para ser encerrado dentro de um g�nero" (The New York Times). Para minha felicidade, desta vez era tudo verdade, a come�ar pela entusi�stica declara��o do NYT, estampada na capa. "Mundos sujos" �, de fato, um bom policial, mas o que o faz um �timo livro � a sens�vel contraposi��o de dois estilos de vida igualmente decadentes e viciados, ainda que totalmente distintos. De um lado, a Havana miser�vel dos cubanos desprotegidos, destitu�dos de tudo, inclusive (e sobretudo) de f� em Fidel Castro; do outro, a Miami resplandecente do consumismo desenfreado e arrogante, onde ter � cada vez mais importante do que ser. A liga��o entre esses dois universos diametralmente opostos � Elliot Steil, pacato professor cubano sem grandes ambi��es que, por artes do destino, acaba em Miami, enredado simultaneamente numa vendetta inesperada e num interessante e plaus�vel caso de amor com Fid�lia, mulher de boa forma��o que chegou ao mesmo tempo da ilha e que, como ele, tenta encontrar algum sentido no novo pa�s. � dela a voz do primeiro par�grafo, que pesquei de um recurso comum, mas muito bem usado por Latour, para manter certa dist�ncia entre a trama policial e as considera��es filos�ficas que tece sobre seus dois mundos: �s v�speras de empreender a travessia que vai mudar a vida da fam�lia, Fid�lia decide escrever um di�rio da aventura. Assim, enquanto Elliot age, ela questiona o que deixou para tr�s e o que v� � sua volta. * * *Jos� Latour, o autor, mora em Havana, tem 65 anos e j� escreveu sete livros. Este � seu primeiro romance em ingl�s, idioma no qual tem um t�tulo muito mais sutil do que este "Mundos sujos" que lhe pespegaram em portugu�s. Chama-se "Outcast", desajustado, p�ria, pois assim � o seu protagonista, visto com desconfian�a em Havana, e pouco � vontade em Miami. Sem amigos no Partido Comunista, sem parentes que lhe mandem d�lares dos Estados Unidos, Elliott � obrigado a se virar, em Cuba, com um sal�rio de professor, que d� pouco mais de dois d�lares por m�s. Como tantos de seus compatriotas, vive no limite da sobreviv�ncia, sustentado, aqui e ali, por uma teia de pequenas infra��es. N�o � uma vida boa ou digna; mas n�o s�o as dez mil escovas de dente da farm�cia de Miami que podem preencher as lacunas de nostalgia das vidas que um mundo sem solu��o deixa � deriva. Latour n�o doura nenhuma das p�lulas que oferece ao leitor. Cuba s� parece mais humana porque nela Elliott est� em casa; ainda assim, n�o h� nenhuma compaix�o � vista nas revela��es de Fid�lia, que exp�em a perversidade natural da mis�ria. Tampouco h� salva��o no consumismo selvagem de Miami, que h� tempos perdeu qualquer fio terra com as reais necessidades humanas. N�o h� ningu�m inteiramente honesto em lugar algum, embora de um lado e de outro se encontrem pessoas bem intencionadas. J� � muito, e est� de bom tamanho. * * *Enquanto isso, no mundo sujo de c�, os policiais que tiveram a aud�cia de prender Duda Mendon�a, o Intoc�vel, continuam a ser implacavelmente perseguidos. Numa entrevista � revista "Consultor jur�dico", o delegado Ant�nio Rayol revelou que ele e seus colegas j� foram chamados para se explicar em cinco diferentes sindic�ncias apenas nos dois �ltimos meses -- e ainda podem sofrer as conseq��ncias de um processo disciplinar. Eu s� queria saber a quantas sindic�ncias o Marqueteiro Mor do Rei, not�rio torturador de aves preso em flagrante, teve que responder no mesmo per�odo. (O Globo, Segundo Caderno, 7.4.2005)12:55
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6.4.05
Apesar disso... Fenomenal esta panor�mica da Pra�a de S�o Pedro que descolei l� no Pedro D�ria; apenas desliguem o som, porque � daqueles sites que atacam com m�sica. 19:11
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Feeding frenzyEscrevi um coment�rio enorme ao post anterior; a�, quando ele estava prontinho, a Keaton pulou em cima da mesa e mandou tudo pro espa�o...
* sigh *
Agora vou escrever aqui, que � � prova de gato. "Feeding frenzy" � a express�o que se usa para definir a maluquice que d� nos tubar�es quando sentem sangue na �gua; eles ficam ensandecidos e desandam a devorar tudo o que v�em pela frente, inclusive uns aos outros. �s vezes se usa em rela��o � m�dia. Pois acho que estamos assistindo ao maior feeding frenzy de todos os tempos. Uma s�rie de fatores leva a isso e, de todos, a f� talvez seja o menos importante. Para in�cio de conversa, morreu o rosto mais conhecido do planeta -- que era, simultaneamente, o l�der espiritual de uma parcela consider�vel do mundo ocidental, e o chefe de um estado com pr�tica milenar na organiza��o de Grandes Eventos. Nem a Coroa Brit�nica consegue fazer melhor. N�o s� o Vaticano � insuper�vel no cerimonial, como tem um cen�rio imbat�vel, o que � elemento fundamental em termos de m�dia. De modo que TODAS as grandes emissoras de TV mandaram para Roma seus principais correspondentes; que, uma vez l�, precisam justificar o dispendioso deslocamento produzindo o m�ximo poss�vel de material. Nenhuma emissora quer, ou pode, correr o risco de n�o dar algo que outra tenha dado; nenhuma quer, ou pode, perder a chance de mostrar aos telespectadores como � �gil, din�mica e antenada com os acontecimentos e sentimentos do mundo. Quanto mais gente vai para o Vaticano, mais se justifica a cobertura monstruosa -- que mostra, sem parar, quanta gente est� chegando. Ora, quanto mais gente a TV mostra, mais gente quer ir. Ningu�m quer ficar de fora da festa -- porque no fundo � isso, uma tremenda festa. N�o duvido nada que logo apare�am ambulantes vendendo camisetas-souvenir do enterro do papa, se � que j� n�o apareceram. Primeiro se falava em um milh�o de fi�is velando o papa; depois, em dois milh�es; agora, j� se fala em quatro milh�es. Tamb�m n�o h� chefe de estado que n�o queira aproveitar essa magn�fica oportunidade de aparecer sem precisar dizer nada al�m de banalidades. � prestigioso estar l�, ao lado dos demais chefes de estado. Igualmente envaidecidos por estarem l�, entre outros chefes de estado. E a� a cobertura aumenta, porque cada emissora mostra n�o s� a chegada do seu chefe de estado particular e de sua comitiva, como a dos grandes l�deres mundiais. Para n�o falar nas autoridades de maior ou menor escal�o, nos severinos, nos diplomatas, nos pr�ncipes da igreja, nas celebridades ou nas freirinhas a car�ter que d�o aquele toque t�o caracter�stico � cerim�nia. Ou, Deus nos livre, do atentado terrorista que todos temem mas que tantos, secretamente, esperam -- mais ou menos como os espectadores de F�rmula 1 que assistem as corridas esperando pelo desastre que vai render tantas imagens, vistas de todos os �ngulos, em todos os telejornais. � uma ocasi�o verdadeiramente �nica. Nunca se viu nada igual, at� porque, quando o outro papa morreu, o mundo foi pego de surpresa -- e a era das celebridades ainda n�o tinha come�ado. Ao mesmo tempo, o papa � talvez a �nica super-celebridade a respeito de quem a m�dia pode criar todo este au� sem ser acusada de futilidade -- ou sem, honesta e sinceramente, se sentir f�til. H� cat�licos espalhados pelo mundo todo; e mesmo n�o cat�licos t�m sido triturados, com compet�ncia, pelas gigantescas engrenagens do marketing da piedade a bom mercado. Vejam quantos l�deres espirituais de outras religi�es j� n�o se manifestaram; e pensem em quantos mais n�o est�o loucos para se manifestar, para fazer coro com o mundo e, assim, confirmarem que s�o pessoas de prest�gio, cuja voz � digna de ser ouvida em t�o grave momento. Quanto mais a onda cresce, mas cresce a onda. A morte de Lady Di, em que a m�dia alimentava os populares que alimentavam a m�dia, foi uma pequena amostra do que nos espera. E, naquela ocasi�o, ainda havia uma ou duas vozes de bom senso para lembrar que, afinal, o mundo continuava girando. Agora, percam as esperan�as; o mundo engui�ou de vez. � um �timo momento para dar um tempo na televis�o e por os livros e os filmes em dia. 00:40
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5.4.05
* sigh *Como � que n�s vamos resistir a esta cobertura lamuriosa da morte do papa?! De hoje a sexta, gente aos prantos, locutores de voz embargada, especula��es sobre o pr�ximo papa, biografias dos brasileiros bem cotados, etc.; na sexta, o enterro. Perd�o, o enterro, s� assim, n�o: O MAIOR ENTERRO DE TODOS OS TEMPOS. D� pra imaginar? No s�bado, o day-after; no domingo, um apanhado da semana inteira; na segunda, as romarias de fi�is... 20:27
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 Olha s� quem virou a Musa do Movimento... 18:28
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Por falar nisso... S� para constar: O promotor M�rcio Moth� Fernandes, do MP/RJ, "convidado" a depor na sindic�ncia que apura as supostas "irregularidades" cometidas pelos policiais que tiveram a m� id�ia de prender Duda Mendon�a, o Intoc�vel, mandou este email para o delegado Ant�nio Rayol: "Caro Dr. Rayol,
lamento profundamente as not�cias que tenho lido na imprensa acerca da dilig�ncia que presenciei. Como tenho reiterado, nenhuma irregularidade foi por mim presenciada, do in�cio ao fim da pera��o. Sinceramente, n�o imaginava que a Pol�cia Federal do meu Pa�s fosse uma institui��o que sofresse tamanha influ�ncia pol�tica, o que muito me envergonha.
Independente de tudo, vi aves torturadas por pessoas transgressoras da lei, cabendo exatamente aos agentes da lei a pris�o dos criminosos, sob pena at� mesmo de prevarica��o. Sugiro que o Dr. Homero Freitas, coordenador da Central de Inqu�ritos do Minist�rio P�blico Estadual por dois mandatos consecutivos tamb�m seja ouvido, al�m das outras duas promotoras (Ana L�cia Mello e Ana Paula Petra).
N�o consigo entender como um policial com quase tr�s d�cadas de atua��o, cumprindo o seu munus, respaldado por quatro promotores respons�veis por todas as �reas de atua��o (crime ambiental, coordena��o criminal, menores e crimes na circunscri��o da Barra) sofra puni��es por ter cumprido o seu papel.
Tor�o para que o �rg�o de prote��o da classe de voc�s, assim como a nossa Associa��o do MP e a CONAMP os defenda.
Um forte abra�o e que Deus continue iluminando as pessoas s�rias e idealistas, que pautam suas carreiras na lei, sobremaneira na Magna Constitui��o, que manda aplicar a lei a todos, indistintamente.
M�rcio Moth�." Tudo o que eu posso acrescentar � que n�o � apenas o promotor que se envergonha pelo pa�s diante do que est� acontecendo. 02:43
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4.4.05
Disse tudoJabor, para variar, d� um show de bola. Acho que se deixou influenciar um pouco pelo melodrama 24/7 armado pela TV em torno do papa, mas ainda assim mandou muito bem -- e, sobretudo, chegou a uma conclus�o irretoc�vel: "Se h� alguma coisa de que precisamos hoje � de uma nova �tica, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida." 23:26
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Shrek IIDepois de 34 anos, Charles e Camilla superaram todos os obst�culos e, finalmente, est�o prontos para se casar. Enfrentaram a rainha, os s�ditos e a imprensa, e mudaram o lugar e a data da cerim�nia diversas vezes, at�, finalmente, h� coisa de um m�s, decidirem pela pr�xima sexta-feira, dia 8 de abril. Mesmo dia do enterro do papa. Ao qual -- diz a BBC -- Charles, como representante da Coroa Brit�nica, ter� que comparecer. * sigh *N�o, realmente n�o se fazem mais contos de fada como antigamente. 16:49
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Afinal, quem este delegado pensa que �?!O delegado Antonio Rayol, respons�vel pela pris�o do marqueteiro Duda Mendon�a numa rinha de galos foi, como todo mundo j� sabe, afastado do cargo. O que nem todo mundo sabe � que o delegado e os colegas que participaram da opera��o v�m, desde ent�o, sofrendo preju�zos de toda a ordem, inclusive familiar. Numa entrevista � r�dio da Federa��o Nacional dos Policias Federais, Rayol revela que ele e seus colegas j� foram chamados para se explicar em cinco sindic�ncias apenas nos �ltimos dois meses, e ainda podem sofrer as conseq��ncias de um processo disciplinar. Tamb�m, quem mandou mexer com o amigo do rei?! Duda Mendon�a, enquanto isso, continua livre, leve, solto e... miliard�rio. Goza do maior prest�gio junto ao governo, que resolveu premi�-lo com mais algumas contas publicit�rias para que nos engane com o nosso pr�prio dinheiro e, provavelmente, continua se dedicando �s brigas de galo. Agora, afinal, a pol�cia j� est� devidamente alertada para o que acontece a quem ousa importun�-lo. 15:29
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  M3: Miami a milAntigamente, todos os telefones tocavam do mesmo jeito. Naquela época remota, a única forma de fazer um barulho suficientemente alto para chamar a atenção era instalando uma campainha nas caixas dos aparelhos. O tempo passou mas, embora novos ruídos tenham sido inventados, até hoje os telefones fixos continuam repetindo variações monocórdias do velho trrrim trrrim de seus ancestrais. No mundo da telefonia móvel, porém, passado aquele primeiro momento em que mais de cinco variantes eram luxo, o som virou rei; tanto que a primeira coisa que alguém faz quando compra um aparelho novo é escolher um toque que combine com o seu estado de espírito. As antigas campainhas sobrevivem a título de gozação ou nostalgia; a associação entre os celulares e a música vem de berço, e a cada dia torna-se mais intensa. Na semana passada, no M3, Miami Music Multimedia, trepidante evento que junta, num saco só, música eletrônica, moda, tecnologia, arte digital e marketing, uma das vertentes mais quentes do temário foi esta ligação -- dos ringtones, hoje uma das maiores fontes de renda de artistas e produtores, à evolução inevitável dos celulares à categoria de players, verdadeiros iPods falantes. Dançando com a músicaPara a Motorola, patrocinadora do evento, este caminho é tão evidente que fala (ou toca) por si só: praticamente todos os seus novos telefones podem ser usados como rádios e/ou players, graças a cartões de memória que prometem chegar, breve, aos 2Gb, e a micro-altofalantes que simulam surround sound em 3D. A ênfase na música é tão grande que o V360, um dos aparelhos apresentados em Miami, não tem, a rigor, nada demais — exceto o conteúdo, 100% MTV. Neste modelo, além dos ringtones e wallpapers, também as imagenzinhas para MMS têm o look característico da emissora. A linha se chama "Seqüestrados pela MTV". -- Antes a gente fazia o que a tecnologia nos permitia fazer -- diz Jean-Pierre Le Cannellier, diretor de estratégia para a América Latina. -- Agora podemos nos dar ao luxo de fazer aparelhos que as pessoas querem ter, que são objetos de desejo. Unir o conteúdo à forma é apenas conseqüência natural disso. A Motorola tem também uma parceria no forno com a Apple, cujo objetivo é trazer o iTunes para os celulares. Seus primeiros filhotes seriam anunciados em Miami mas, exceto por um disco de controle à la iPod num dos protótipos apresentados, nada ainda se viu de concreto nessa área. MOM, uma mãe para os músicos A sigla que não saía das bocas em Miami era MOM, de Music Over Mobile. Ela tem a ver com ringtones, mas vai além: no cenário imaginado pelas indústrias de música e de telefonia, em breve será prática normal fazer download direto no telefone. O MP3, pesado demais, não se presta a isso, mas o AAC+, por exemplo, é uma possibilidade viável; e, claro, todo mundo espera maior largura de banda. Mas isso virá. -- A fusão entre celulares e players é inevitável -- observou Alberto Moriondo, diretor mundial da Motorola para soluções de entretenimento (leia-se games, música e multimídia). Bem ao espírito do M3, as entrevistas rolavam à beira das piscinas do Raleigh e do Surfcomber, hotéis chiques de Southbeach. Moriondo, um italiano simpático, poliglota e descontraído, estava cercado de maquininhas interessantes que provam o seu ponto, e que chegam ao mercado no fim do ano: -- Sinceramente, para que você vai sair de casa carregando um player e um celular se pode ter um player assim no telefone? Bom ponto. Os players, diga-se, são o Santo Graal do mundo dos gadgets; todos sonham em fisgar uma fatia do glorioso mercado do iPod, mais desejado dos badulaques contemporâneos. Leis idiotas: um grave precedente No dia seguinte, atrás da mesma piscina, numa tenda armada debaixo de um calor de 30 graus, Lawrence Lessig, professor de direito da Universidade de Stanford, autor de "O futuro das idéias" e do conceito de Creative Commons, alternativa mais adequada ao mundo digital do que o ultrapassado copyright, manifestava preocupação com o rumo que estão tomando as leis relativas à distribuição de conteúdo digital nos Estados Unidos: -- Sempre que aparece uma nova tecnologia, ela é seguida de processos em que os detentores de diretos acusam os autores da novidade de piratas. Vem sendo assim desde a invenção da pianola, processada pelos editores de música. A diferença é que, até aqui, o Congresso sempre legislou a favor dos piratas, garantindo com isso o progresso tecnológico e criativo. -- Agora, por causa de pressões da RIAA e da MPAA, e por uma incompreensão do que está em jogo, há um movimento no sentido de se engessar a tecnologia, e mantê-la parada no tempo -- observa lessig. -- Eu sou contra o uso das redes P2P para se roubar música da Britney Spears, digamos -- embora não entenda por que alguém possa querer fazê-lo -- mas acho a existência do P2P como forma de distribuição vital para as manifestações culturais que possa vir a proporcionar, como a cultura do remix. O mais grave é que uma lei que transforma em marginais praticamente todos os estudantes do país acaba sendo descumprida e, naturalmente, considerada idiota; mas quando alguém se convence de que a lei é idiota, este é o primeiro passo para a desmoralização do sistema legal como um todo, que passa a ser visto não como um conjunto de leis desenvolvido para proteger o cidadão, mas sim como uma arma para manter o privilégio de uns poucos. (O Globo, Info etc., 4.4.2005)14:35
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 Meus gatinhos b�pedes!Vejam que maravilha de presente esperava na mailbox: uma foto dos meus gatinhos b�pedes feita pelo Paulinho hoje de manh�! Tudo bem: av� � av� e aquelas coisas que a gente sabe -- mas, honesta e sinceramente, essas crian�as n�o est�o a coisa mais linda do mundo?! Podem elogiar � vontade que eu n�o me aborre�o n�o... ;-)01:18
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3.4.05
   Foram me chamar, eu tou aqui, o que � que h�...A Fam�lia Gato, no melhor cumprimento das suas atribui��es, deseja a todos um �timo domingo... ;-)01:49
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2.4.05
� espera do pr�ximo papaDurante os pr�ximos dias, vamos ter uma overdose de papa: cadernos nos jornais, especiais de televis�o, CDs e DVDs nas bancas, websites... O que n�o falta � material. Jo�o Paulo II teve uma vida not�vel; al�m disso, nunca houve papa mais filmado e fotografado em toda a hist�ria mundial. Ressalta-se que este foi o "papa peregrino", o papa que mais pa�ses visitou, o papa que foi at� o povo -- mas o fato � que este foi o primeiro papa da era da m�dia, o primeiro papa de um tempo de televis�o universal, jatos confort�veis e cultura de celebridades. Este foi o primeiro papa realmente pop. Homem indiscutivelmente carism�tico, ele soube aproveitar tudo isso com grande talento. Teve uma import�ncia pol�tica inquestion�vel e tornou-se uma figura familiar a todos, a tal ponto que, neste momento, o mundo inteiro est� abalado com a sua morte, independentemente de credo. Mas espero, contra todas as evid�ncias e previs�es, que o Vaticano escolha agora um papa mais antenado com o outro lado dos tempos: um papa que n�o condene o div�rcio e o homossexualismo, que n�o seja contra o exerc�cio de um papel maior das mulheres na igreja e, sobretudo, que n�o lute contra o uso de camisinhas na preven��o da Aids. O mundo est� fr�gil demais, a vida est� dif�cil demais para que os cat�licos ainda tenham que se torturar com dogmas que trazem, em si, a garantia da mais plena infelicidade. 19:57
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       Pif-PafEssas s�o fotinhas que fiz durante o lan�amento da edi��o comemorativa dos quarenta anos do Pif-Paf, ontem � noite. Mill�r chegou �s sete ao Centro Cultural dos Correios, onde est� montada uma linda exposi��o dos seus desenhos, e ficou dando aut�grafos at� �s dez e tanto, quando fomos jantar. A edi��o, id�ia do Paulo Caruso primorosamente levada a cabo pela Eliana (tamb�m Caruso), � uma pasta com o conjunto das oito edi��es do Pif-Paf; as revistas ficaram o m�ximo, iguaizinhas aos originais de 40 anos atr�s. Foi uma noite bonita e simp�tica, cheia de amigos e de vibra��es positivas: um momento muito feliz. 05:08
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1.4.05
Pol�micas, pol�micas...H� uma boa pol�mica rolando no Samjaquimsalva, blog do Renato Parada, que descobriu muitas semelhan�as entre duas entrevistas supostamente exclusivas do Woody Allen, uma delas para a Isto �. Quer dizer: eram duas h� tr�s dias. Hoje s�o, se n�o me engano, seis. As perguntas e respostas est�o de fato parecid�ssimas. N�o acredito em pl�gio, no caso, porque seria burrice demais dar cut&paste no texto de um colega e achar que ningu�m descobriria. N�o acho improv�vel que o jornalista da Isto � tenha, de fato, jantado com Woody Allen; mas tamb�m n�o acho improv�vel que o est�dio tenha distribu�do uma entrevista em press release, � qual ele possivelmente recorreu depois da conversa. N�o teria sido desdouro nenhum para ele dizer que comp�s a sua mat�ria com trechos da entrevista que n�o pode gravar (Woody Allen n�o queria gravador) e trechos de material do est�dio. A meu ver, a exist�ncia de um release � a �nica coisa que pode justificar a semelhan�a entre as v�rias vers�es dessa entrevista; afinal, n�o se muda o texto de declara��es que vieram por escrito. 15:43
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 Novos habitantesVejam s� quem acabou de chegar de Minas! S�o as galinhas d'angola e os peixinhos que encomendei do Fernando, l� de Caxambu: a pe�as s�o lindinhas, alegres e muito bem acabadas, como voc�s podem ver. J� est�o devidamente instaladas, os peixinhos no quarto da Bia e as duas galinhas, ainda meio cabreiras com a mudan�a, num movelzinho da sala. O Fernando aceita encomendas por telefone (35) 3341-2559 ou email. 15:08
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N�o, este n�o est� sendo um bom diaMadrugada num jornal com os nervos � flor da pele: h� coisa de uma hora soubemos que grupos de exterm�nio mataram 27 pessoas na Baixada. O jornal j� estava sendo rodado. Sabem aquele lance de "P�rem as m�quinas?" � mais interessante no cinema do que na vida real. A piora do estado de sa�de do papa era a manchete, passou para baixo, entrou a not�cia da matan�a no lugar. Pois agora acaba de chegar a informa��o de que o papa teve uma parada card�aca. S�o 2h54. E eu, que estou quieta escrevendo mat�ria de tecnologia, vou embora antes que aconte�a mais alguma coisa. 02:44
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 Love, love, loveRecebi por email: n�o s�o a coisa mais linda?! Tomara que tenham muitos filhotinhos, e que eles sejam a cara dos pais... :-)00:25
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