7.2.03



Enquanto isso, em Pittsburgh...



A verdadeira moda de inverno!

Isso não é gozação não, gente, é frio mesmo! A Luciana Barichello me mandou. Saiu no jornal local, o Post-Gazette. A legenda é triste:

Ralph Thompson, de Brookline, encapotado para combater os ventos fortes e a queda brusca de temperatura desta manhã, andando na Quinta Avenida. A frente fria causou um apagão em parte de North Hills.

E nós aqui nos queixando do calor, hein, Lu? que ingratos somos...

6.2.03






















A moda no Rio, ou:
São Paulo não é aqui

As duas são fashion, mas a week de lá é completamente diferente da nossa

O que é mais instrutivo para um bípede desantenado do que uma Fashion Week? Ora, duas Fashion Weeks seguidas, naturalmente! De modo que, depois da minha primeira experiência com o mundo da moda paulista, resolvi repetir a dose e ir à Fashion Rio, que está indo ao ar logo ali na esquina, no MAM, e termina hoje à noite. Curiosamente, não havia nenhum telefone celular sendo lançado; mas, mais curiosamente ainda, havia todo um estande — perdão, lounge — da Bombril.

Eu sou a primeira a reconhecer que a minha experiência na área é zero, mas mesmo profissionais tarimbados tiveram grande dificuldade em me explicar o sentido de um lounge da Bombril num evento assim. Para começo de conversa, no mundo da moda, pelo que vi até agora, as pessoas mal e mal tocam nos pratos; mas lavar panelas?! Com aquelas unhas compridas perfeitamente manicuradas?! Ah, me poupem...

Por outro lado, depois dessas duas últimas semanas, desisti de encontrar explicações e/ou lógica no planeta moda — a começar pela própria moda, para mim incompreensível, de trocar moda, esta palavra tão prática e familiar, por fashion . Ninguém conseguiu me explicar, também, por que semana, uma palavra tão sinuosa e sensata, tem que ser substituída por week, tão dura e angulosa.



Descontando a perplexidade causada por essas bizarras incongruências, achei, mais uma vez, muito divertido interagir com a tribo fashion (o termo é deles, não meu). Escolada pela semana paulista, arranjei uma blusa de linho preta bem legal; e tirei do armário o meu salto plataforma mais alto, não para sequer me aproximar das altitudes freqüentadas por modelos & similares mas para, pelo menos, não me sentir tão irremediavelmente liliputiana.

Acontece que o mundo fashion carioca é completamente diferente do paulista. Com exceção da Constanza Pascolato (que veio de São Paulo) e das recepcionistas de uma ou outra grife, ninguém estava de preto. E agora posso garantir que subir as rampas do MAM de salto não é tarefa para amadores.

Mas tudo bem, eu aprendo rápido. Dêem-me mais umas cinco ou seis temporadas e eu talvez consiga tapear com razoável eficiência a moça do cafezinho.



Por falar nisso, estava eu neste exato ponto da crônica, às 22h30m da última terça-feira, quando fui tomar café. Na cantina encontrei o Gustavo Villela, da Economia, que me perguntou o que eu tinha achado da feira de moda. Estranhei o interesse, mas o motivo era plenamente justificado:

— É que estamos dando matéria sobre isso amanhã. Parece que há uma guerra de esponjas de aço que acabou indo parar lá.

Ah! Explicado o mistério. Quem leu o jornal de ontem, portanto, já sabe o que a Bombril estava fazendo no MAM: auê, puro e simples. Tudo porque a Assolan (de que eu nunca tinha ouvido falar; como vocês vêem, a minha ignorância não se restringe a cosméticos) detém hoje 14% do mercado carioca de esponjas de aço, onde a Bombril reinava soberana até outro dia. Graças a esse auê, a Economia já falou no assunto, eu estou falando no assunto, e todos vocês, que achavam que as esponjas de aço viviam na santa paz do Senhor, agora sabem que há uma guerra de foice no setor. Vivendo e aprendendo.

Outra coisa que aprendi: porque as modelos fazem, sempre, aquela cara emburrada. Confesso que isso sempre me intrigou. Afinal, elas são jovens, bonitas, freqüentemente ganham caminhões de dinheiro — e, ainda assim, cismam em olhar para o mundo como se ele as estivesse tratando pessimamente.

— Graças a esse ar é que elas sempre saem bem nas fotos — me explicou a Iesa Rodrigues. — Antes de entrar na passarela, elas “congelam” o rosto; é uma questão de encontrar a própria cara e ir em frente. É por isso que desfile com gente comum nunca dá certo, é sempre patético.

Tá. Faz sentido.

Ainda continuo sem saber o porquê de fashion e de week , mas, de resto, acho que fiz progressos notáveis na área.

No ano que vem, volto ao assunto.



Um bocado de gente me mandou e-mail por causa da crônica da semana passada:

“O que mais amei nesta reportagem foi o sapato”, resumiu a Helenice. “Preciso desse sapato maravilhoso!”, exclamou a Angela. “Por favor, diga-me onde existe. Mesmo que não fique confortável nos meus pés, não haja meu número, vai servir como objeto de adorno, quiçá de culto!” “Parabéns pelos seus sapatos”, disse a Ellen.” “Por favor, onde você comprou essa babouche linda?” perguntou a Sandra. “Na edição de hoje, 30 de janeiro de 2003, Segundo Caderno, página 10, está uma foto de um par de sandálias que minha esposa gostaria muito de obter”, explicou o Nilton. “Gostaria de saber onde ela pode comprar, por favor, não deixe de me atender.”

Puxa. É emocionante mexer com os sentimentos de tanta gente mas, infelizmente, aqueles sapatos — comprados há uns três ou quatro anos na Anthropologie, em Los Angeles — já saíram de cartaz há tempos.

Eu avisei, pessoal: não ando na última moda.

(O GLOBO, Segundo Caderno, 6.01.2003)

5.2.03




O visual do MAM: imbatível! Reparem na Igreja da Glória, lá no fundo, entre dois coqueiros.


Mais MAM...


Os desfiles são transmitidos em vários pontos do prédio.


Tropa de choque: Igor Fidalgo, Mara Caballero, Patrícia Veiga.


A platéia do desfile.


Desfile...


...e mais desfile.


O pessoal do lounge da L'Oréal bola um new look pra mim.


Aqui está! By Duda Molinos.
Mas acho que vai ficar como está...
Já essa plástica que eles fizeram no Photoshop, bem... quem sabe... Bia Badaud, você que entende disso, o que acha? De qualquer forma, eu me estranho demais sem óculos.


Rio Fashion

Daqui a pouco vou ser a criatura mais fashion do pedaço: hoje passei o dia no MAM, na Rio Fashion. Dessa vez, vi até um desfile, o do Carlos Tufvesson (é assim? vou checar) e fiz muitas fotos. Quando eu chegar em casa posto algumas.

Continuo sem saber o que o povo de moda tem contra a palavra moda, e no que week, que para mim é uma palavra dura e angular, é superior a semana, tão sinuosa.

4.2.03



Cursos do Abel!

Dica para cariocas que estejam querendo ficar espertos em Windows XP e hardware de PC: o meu amigo Abel Alves está abrindo duas turmas novas. Ele é uma fera no assunto: na verdade, vocês só estão lendo este blog porque ele pôs a minha máquina nos eixos...


Amor filial

Achei na Áurea (Gouvea!):

Um velho vivia sozinho numa cidadezinha perdida no fim do mundo. Um dia, passado o inverno, quis revirar a terra para replantar o jardim, mas descobriu que o trabalho ficara muito pesado para ele. Seu único filho, que poderia ajudá-lo, estava na prisão. O velho, no auge da tristeza, escreveu-lhe uma carta:

"Querido filho,

Estou triste demais porque, pela primeira vez, não vou poder replantar o jardim. Você não imagina como isso me dói...! Sua santa mãe, que Deus a tenha, gostava tanto deste jardim! Acabo de descobrir, porém, que estou velho demais para revirar a terra. Ah, filho querido, se você estivesse aqui, este seria um problema a menos na minha vida...

Que falta você me faz!"

Pouco depois o velho recebeu um telegrama:

"PAI NAO ESCAVE JARDIM PT CORPOS ENTERRADOS LAH PT SAUDADES"

À primeira hora da manhã seguinte, um helicóptero desceu ao lado da casa do velho. Dele desembarcaram policiais e agentes especiais que, sem dizer uma palavra, reviraram o jardim inteiro. Não encontraram nenhum corpo, voltaram para o helicóptero e foram embora, sem dar satisfação ao velho que, confuso, escreveu outra carta para o filho, relatando o ocorrido.

Três dias depois, veio a resposta:

"Pronto, pai! Pode replantar seu jardim. Aqui de onde estou, isso é tudo o que posso fazer por você... Muitos beijos!"



Achei aqui


Oops, esqueci...

Notícias do front

Como a essa altura já sabem os leitores do Segundo Caderno, na semana passada fui à Fashion Week de São Paulo para conhecer os novos lançamentos de celulares da Samsung. Aqui já bati nesta tecla algumas vezes, mas acho que essa história ainda vai dar muito pano para a manga — expressão, aliás, perfeitamente adequada ao caso: em breve, lugar de telefone celular não vai mais ser caderno de informática, mas sim revista de moda.

Há algum tempo fabricantes e operadoras descobriram o óbvio: no dia em que todo mundo que quer ou precisa de telefone móvel tiver o seu, o mercado pára, ou quase isso. Na Finlândia, por exemplo, 95% das pessoas têm telefone, e este percentual só vai mudar no dia em que a Nokia conseguir convencer os 5% restantes. Que não têm telefone não porque não tenham meios para isso, mas porque não querem ter telefone: são opositores conscientes. Ora, é mil vezes mais fácil convencer um trabalhador que ganha um fiapo de salário a abrir mão de meio fiapo para que a filha tenha um Oi da Xuxa do que fazer a cabeça dessa gente.

Cria-se, então, uma necessidade artificial. Daqui a pouco estaremos todos trocando de celular porque nossos aparelhos estarão irremediavelmente fora de moda, e nos denunciarão como seres do pré-cambriano. E como se transforma um objeto utilitário em acessório de moda? Simples: enturmando-se com o pessoal da moda. Daí o patrocínio da Samsung à Fashion Week, e sua associação com três dos principais estilistas brasileiros — Reinaldo Lourenço, Ricardo Almeida e Walter Rodrigues — que criaram, para essa edição da semana, alguns acessórios chiques para os telefones. Não que o “Dream”, a belezinha vermelha que vocês podem ver aí ao lado, precise disso: ele é irresistível por si só. E é essa, justamente, a idéia.

O “Dream” é um CDMA com todos os requisitos da última moda: campainhas polifônicas, secretária eletrônica embutida, gravador de voz, agenda, SMS, acesso à internet e uma janelinha que permite que se veja quem está chamando antes de abri-lo.

Outro objeto falante extremamente cobiçável é o “Xelibri”, da Siemens, apresentado — num evento de moda, é lógico — na última quarta-feira, em Munique. Este já nem disfarça: vem de fábrica com a definição Fashion Accessory, e pronto. O fato de que seja um telefone é, aparentemente, secundário — até mesmo ao se considerar a posição das teclas, muito criativa mas, a meu ver, complicadíssima para quem já se habituou à disposição padrão das teclas nos modelos móveis. O que vai ter de gente fazendo ligação errada com esta belezinha vai ser uma grandeza — mas, who cares ? O importante agora, saibam, não é mais falar: é ser fashion.

Ah, sim: o “front” do título desta nota não se refere bem ao que vocês estão pensando. É, para ficar no clima, uma alusão à coluna da Mara Caballero, no Ela. Fashion eu, não?

Notícias do front II

Enquanto isso, na internetBR, o UOL acaba de dar uma rasteira inacreditável em cerca de 255 provedores afiliados. Primeiro, distribuiu entre os usuários um “discador exclusivo”, conectado a uma linha 1500, dizendo que havia modernizado sua infra-estrutura para proporcionar a todos “maior qualidade e segurança”; depois, pimba! cancelou, unilateralmente, os contratos que havia feito ao longo do tempo com pequenos e médios provedores em todo o país. Muitos deles fizeram investimentos de peso por conta da parceria, entregaram ao UOL sua carteira de clientes e agora estão no ora veja. Quanto à linha 1500, é igual àquela utilizada pelos provedores gratuitos que o UOL critica com tanta veemência.

Todo mundo sabe que o barco da internet anda navegando por mares agitados, e que a situação do UOL não é lá aquelas maravilhas. Todo mundo também sabe que empresas não têm sentimentos, e que, no final, o que conta mesmo é o vil metal. Ainda assim, fiquei chocada com essa história. Conheço vários pequenos e médios provedores, cujo crescimento acompanho desde o início das operações da internet comercial no país, e sei como foi dura a sua luta.

Acho muito triste que, aos poucos, estes empreendedores valentes e visionários acabem derrotados por dois ou três mega-conglomerados. Uma internet nas mãos de meia dúzia de gigantes gêmeos é, certamente, uma internet mais manipulável pelos poderosos, mais fácil de censurar e muito mais indefesa do que uma rede tecida por centenas de pessoas com propostas, idéias e ideais diferentes.

OBS: “Front”, aqui, é front mesmo.

(O GLOBO, Informática etc., 03.02.03)

3.2.03



Uma página preciosa



Brasil e os EUA trocaram seus presidentes?

Richard Adams, THE GUARDIAN, 29.01.03

É surpreendente que ninguém tenha notado, mas parece que houve uma terrível confusão envolvendo presidentes no continente americano.

Há algum tempo afirma-se que o presidente dos EUA, George W. Bush, não sabe o que faz. A explicação é simples: ele deveria ser o presidente do Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, deveria ser o presidente dos EUA. A confusão é óbvia se considerarmos os fatos.

Oligarcas abastados, que alcançam altos postos por meio do nepotismo, promovem amigos da família no governo enquanto presidem o relaxamento corporativo e acumulam dívidas enormes com incentivos fiscais para seus simpatizantes ricos e direitistas - é esse o tipo de comportamento pelo qual os presidentes sul-americanos são famosos.

Enquanto isso, políticas de austera prudência fiscal, aplaudidas pelos mercados financeiros internacionais, e duras reformas na assistência social são o que se espera dos líderes dos EUA.

Porém, numa bizarra guinada geopolítica, esses estereótipos se inverteram.


(O resto você encontra AQUI; e a versão original em inglês, AQUI)

Quando eu li este texto (que a Bia Badaud me recomendou) na quinta passada, gostei tanto que mandei um bilhetinho pro autor, dizendo que a sacada era ótima, mas que estava bem assim, que a gente dispensava o Bush, obrigada. Ele respondeu na sexta:

"Cora -- of course you don't want to give up Lula, but what about world peace? The rest of the world would be very grateful to Brasil! And Mr Bush would soon get bored --there's no baseball in Brasil -- and go back to his ranch in Texas..."


Millôr, ontem, no JB:

"Anda circulando aí na Internet, com meu nome, um artigo atacando a cantora Kelly Key. Também anda circulando na Internet um artigo grosseiro sobre palavrões, com meu nome. Pesquisei na Suíça. Nada com meu nome."


Vanguarda

Meu coleguinha André Machado tem razão: vanguarda de verdade é a internet.


Com certo atraso...

A verdade é que, entre viagem à China, máquina fora do ar e blog congelado acabei deixando todas as minhas leituras no atraso, e só agora li o que o Mario Sergio Conti escreveu, há uma semana, sobre o Beaujolais, aquele vinho de m... oops.


Blog by comments

Ajudem o Matusca a bater o recorde de comentários do mundo blog! Afinal, ele está consolidando uma grande tendência da temporada (ahá! então vocês achavam que eu não ia aprender nada na Fashion Week?!): blogar por comentários. Todo mundo lá...!

(Agora, falando sério: não enrola, Matusca!!! Queremos as histórias todas: como é que foi esse lance aí com a Brigitte?!)


Esqueçam este post! Fui ameaçada com spams eternos!!!


Ale, seu cão e a Brastemp



A mi me gustan las situaciones bien aclaradas...

2.2.03



Lalique

Sonhos engarrafados

O frasco da foto é uma preciosidade: um Lalique não documentado, feito possivelmente para um perfume de Forvil, entre 1922 e 1924. Foi vendido por U$ 100.500,00 (cem mil e quinhentos dólares, para que não restem dúvidas) no último leilão Art & Fragrances, realizado na Suiça em novembro do ano passado. Este leilão é a Meca dos colecionadores de perfumes, o evento mais importante do ano para um bando de malucos que se dedicam a garimpar antiquärios e brechós atrás de garrafas velhas. O catálogo do leilão, apresentado por Christie Mayer Lefkowith, uma das maiores autoridades mundiais em perfumes antigos, é referência básica para cotações de preços de frascos e apresentações importantes.

Como é que eu sei disso? Ora, porque, durante algum tempo, colecionei miniaturas de perfume avidamente -- e tudo o que diz respeito a perfumes me interessava muitíssimo. Li o que havia para ler, troquei centenas de emails com outros colecionadores, comprei, vendi, fiz barganha e amizade com gente do mundo inteiro, como Janice Holton, que mantém este ótimo site; depois cansei, mas até hoje adoro a minha coleção, que é bem interessante.

A peça de que mais gosto é uma caixa de papelão com 20 garrafinhas vazias de Jet, de Corday, que alguém descobriu entocadas no sótão de uma farmácia numa cidade qualquer do interior dos EUA. Durante a Segunda Guerra, com a dificuldade de transporte, alguns perfumes franceses (sobretudo miniaturas) deixaram de ser exportados engarrafados, e passaram a seguir em galões para o seu destino. As minhas garrafinhas ficaram, obviamente, esperando um conteúdo que se perdeu pelo caminho.

Não tenho vontade de aumentar a coleção, mas não passa pela minha cabeça me desfazer dela. Gosto das miniaturinhas, do seu jeito bonito e delicado e, sobretudo, da idéia dos cheiros. Idéia, mesmo: há poucas coisas mais fedorentas no mundo do que um perfume antigo -- mas, obviamente, não é ele que atrai os colecionadores, e sim o que representa.

Este é um universo maluco, em que quanto mais intocada estiver uma embalagem, melhor. Já vi verdadeiras fortunas sendo pagas por caixas que estão fechadas há mais de oitenta anos, e que assim, provavelmente, ficarão até o fim dos tempos. Nunca entendi isso muito bem, e tenho pena dos perfumes que não cumpriram o seu destino -- muito parecidos, aliás, com os bonecos de coleção do Toy Story 2.

Eu gosto de abrir as minhas miniaturas novas, aquelas em que o perfume ainda está vivo, e viajar nos cheiros que eles têm. Às vezes até uso umas gotinhas, mas o Rio -- como qualquer cidade quente -- é um péssimo lugar para perfumes. De resto, acho que os cheiros -- quaisquer cheiros -- têm hora.

Há coisa mais abominável do que uma pessoa que chega a um lugar depois do perfume que está usando? Ou que vai embora e deixa o cheiro solto, no elevador?

Argh: AR!


BLOG!