31.3.02









S�bado

O Rio fica uma del�cia no feriado, vazio assim: d� pra ir � praia prum mergulho b�sico (com lugar de sobra pra instalar as cadeiras), d� pra estacionar em qualquer lugar e d� at� pra JANTAR no Shirley... sem fila! Camar�es GIGANTES, hmmmmm... muito bom.

Mais tarde, numa volta pelos blogs amigos, li o s�bado da Marina W., passado na Barra: uma experi�ncia radicalmente diferente, um outro mundo, um bel�ssimo texto. Confiram!





30.3.02





Seja um cyborg voc� tamb�m!






Dica de feriado

Voc� odeia feriado? T� sentado a� na frente da m�quina sem saber pronde ir? No problema: clique aqui e v� em frente. Trip garantida. � a p�gina de links da revista Play, disparado uma das melhores publica��es sobre vida digital a aparecerem por aqui. Tenho restri��es ao visual, que acho um pouco confuso demais (na linha "Sindrome Wired") -- mas os meninos, inquestionavelmente, sabem das coisas. Quando voc� sair de casa, v� at� a banca mais pr�xima e veja se n�o � verdade.






iBeach








29.3.02


A Bia est� de volta! :-)







�lbuns antigos: 1999

MOSCOU



A casa de Tolstoi


Uma esta��o do metr�


Numa das igrejas do Kremlin


Na Rua Arbat


Tati, a minha queridinha



NOVA YORK



Da janela do hotel


Chegando a Times Square


De uma outra janela





28.3.02


"People copy, people steal. Most of the pictures they make nowadays are loaded down with special effects. I couldn't do that. I quit smoking because I couldn't reload my Zippo."

Billy Wilder (1906 -- 2002)







Coisa de g�nio!

Mas n�o fique s� nessa amostra n�o; aproveite o feriado para clicar pelo site todo, que � um dos mais interessantes, e garante muito tempo de divers�o -- e de especula��o sobre interfaces e o potencial da rede. Esta � mais uma grande dica do Cat.






La sue�o una perla encendida sobre la mar? Pois sim...
(Post integral e descaradamente roubado do Rep�rter Mosca)






Al� al�

Liguei do t�xi pro Geraldinho Carneiro.
Ele -- Ah, eu sabia que era mulher!
Eu -- Sabia, como? Voc� anda t�o requisitado assim?
Ele -- Pobre de mim! � que est� tendo um jogo...
Eu -- Um jogo? Que jogo?
Ele -- Um jogo da sele��o...
Eu -- Ah, ent�o fica a� assistindo, eu ligo depois...
Motorista, desesperado -- Minha senhora, minha senhora, por favor... meu r�dio est� quebrado... pergunta a� quanto est� o jogo?
Eu -- Carneirinho, o motorista aqui do t�xi quer saber quanto est� o jogo?
Ele -- Zero a zero...
Eu -- Zero a zero...
Ele -- ...mas n�s estamos jogando muito bem...
Eu -- ...mas n�s estamos jogando muito bem...
Ele -- ...n�s estamos esgotando o nosso estoque de falta de sorte, j� perdemos tr�s gols prontinhos...
Eu -- ...n�s estamos esgotando o nosso estoque de falta de sorte, j� perdemos tr�s gols prontinhos...
Ele -- ...o Ronaldinho est� comendo a bola, ali�s o Ronaldinho Ga�cho tamb�m...
Eu -- ...o Ronaldinho est� comendo a bola, ali�s o Ronaldinho Ga�cho tamb�m...
Motorista, aliviado -- Ah, gra�as a Deus! Minha senhora, agrade�a ao seu amigo. Ele � um locutor nato.






Especial de P�scoa II


Atendimento autom�tico


Obrigado por ligar para o C�u.
Para ouvir essa mensagem em ingl�s, tecle 1. Para ouvir em espanhol, tecle 2. Para qualquer outra l�ngua, tecle 0.

Por favor, escolha uma das seguintes op��es:
Tecle 1 para Pedidos. Tecle 2 para Yom Kippur. Tecle 3 para o Natal. Tecle 4 para Reclama��es. Tecle 5 para qualquer outra quest�o.

No momento, todos os nossos anjos est�o ocupados atendendo a outros pecadores. Por favor, n�o desligue: a sua prece � importante para n�s, e ser� atendida na ordem em que foi recebida.

Se voc� quiser falar com:
Deus, tecle 1. Jesus, tecle 2. Mois�s, tecle 3. O Esp�rito Santo, tecle 4. Se voc� quiser escutar o Rei Davi entoar um salmo enquanto aguarda, tecle 5.

Para encontrar um ente querido transferido para o C�u, tecle 6; em seguida, tecle o n�mero do CPF dele ou dela, seguido da tecla *asterisco*. Se voc� receber uma resposta negativa, por favor desligue e tente novamente usando o c�digo de �rea 666.

Para reservas no C�u, por favor ligue para 1-800-K-A-D-I-S-H ou tecle J-O-A-0, seguido dos n�meros 3-1-6.

Para respostas a perguntas inquietantes sobre dinossauros, evolu��o das esp�cies, idade da terra e vida em outros planetas, por favor aguarde at� o momento da sua chegada.

Nossos computadores mostram que voc� j� rezou hoje. Por favor desligue, e tente novamente amanh�.

Nossos hor�rios de funcionamento v�o de segunda a sexta, das 6hs �s 18hs. Se voc� est� ligando fora desses hor�rios e precisa de atendimento de emerg�ncia queira, por favor, entrar em contato com o seu padre, pastor ou rabino.

Deus agradece a sua liga��o.

(Para Meg e Selma, com muito carinho)






Especial de P�scoa


SAD (Servi�o de Atendimento ao Devoto)


Deus agradece a sua convic��o e devo��o.
Para melhor atender �s suas necessidades e melhorar a qualidade do atendimento, Deus gostaria de pedir alguns minutos do seu tempo para responder a este question�rio:

1. Como voc� descobriu Deus?
__Jornal
__B�blia
__Torah
__Alcor�o
__Televis�o
__Livro dos M�rmons
__Inspira��o divina
__Manuscritos do Mar Morto
__Sua m�e contou
__Experi�ncia de quase morte
__Experi�ncia de quase vida
__R�dio
__Tabl�ide
__Viol�ncia em Meu nome
__Babaquice em Meu nome
__Outro (especifique): ____________

2. Qual foi o modelo que voc� adquiriu?
__Jeovah
__Jesus
__Krishna
__Buda
__Pai, Filho & Esp�rito Santo [Kit-Trindade]
__Zeus & Cia [Kit-Olimpo]
__Odin & Cia [Kit-Valhala]
__Al�
__Satan�s
__M�e Natureza/Terra/Gaia
__Nenhum dos anteriores, eu adquiri outro modelo.

3. Voc� ficou satisfeito com seu modelo, ele veio com todos os atributos completos, sem problemas ou partes faltando?
__ Sim
__ N�o

3a. Se n�o, indique quais foram os problemas encontrados:
__N�o era eterno
__Era finito
__N�o era onisciente
__N�o era onipotente
__Permitia sexo fora do matrim�nio
__Proibia sexo fora do matrim�nio
__Cometia erros
__Permitia que coisas ruins acontecessem com pessoas boas
__Permitia que coisas boas acontecessem com pessoas ruins
__Requeria sacrif�cios na fogueira
__Requeria sacrif�cios de virgens

4. Quais foram os fatores determinates na hora de escolher seu modelo?
__Doutrina��o dos pais
__Necessidade de uma raz�o para viver
__Doutrina��o da sociedade
__Conhecer garotos(as) na igreja
__Medo da morte
__Contrariar os pais
__Agradar aos pais
__Um dia longe da escola ou do trabalho
__Necessidade desesperada de ter uma certeza na vida
__Gosto por m�sica de �rg�o e corais
__Necessidade de se sentir moralmente superior
__Outro motivo (especifique): ____________

5. Voc� j� havia adquirido algum outro modelo antes?
__Sim
__N�o

5a. Se sim, por qual falso deus voc� foi enganado?
__Baal
__O d�lar
__A esquerda liberal
__A direita radical
__Amon-Ra
__Bill Gates
__O Santo Daime
__O Grande Esp�rito
__A Grande Ab�bora
__O Sol
__A Lua
__A For�a
__Tiazinha
__Elvis
__Um baseado
__Um psiquiatra
__Outro (especifique): ____________

6. Voc� tem alguma fonte auxiliar de inspira��o? Se sim, qual:
__Tar�
__Loteria
__Astrologia
__Televis�o
__M�e de Santo
__Quiromancia
__Revista Playboy
__Livros de auto-ajuda
__Sexo, drogas & rock'n'roll
__Biorritmo
__�lcool
__Maconha
__MST
__Folhas de Ch�
__Amway
__Terapia
__AOL
__Mantras
__Cristais
__Gnomos
__Paulo Coelho
__Pir�mides
__Outro (especifique): ____________

7. Deus emprega um grau limitado de interven��o divina para assegurar a efici�ncia, comodidade e qualidade de seus servi�os. Voc� acha que deveria haver alguma altera��o no grau de interven��o?
__� necess�rio mais interven��o
__� necess�rio menos interven��o
__O n�vel atual de interven��o est� legal
__N�o sei
__O que � interven��o divina?

8. Deus trabalha para que seja mantido um nivel equilibrado de desastres e milagres no mundo. Por favor d� uma nota de 1 a 5 para a qualidade da manipula��o dos seguintes fatores:
a. Desastres:
1 2 3 4 5 inunda��o
1 2 3 4 5 escassez
1 2 3 4 5 terremoto
1 2 3 4 5 guerras & holocaustos
1 2 3 4 5 Windows
1 2 3 4 5 spam
1 2 3 4 5 sarneys
b. Milagres:
1 2 3 4 5 salvamentos
1 2 3 4 5 Giselle Bundchen
1 2 3 4 5 estrelas que pairam sobre cidades min�sculas
1 2 3 4 5 Brad Pitt
1 2 3 4 5 Mega sena
1 2 3 4 5 coincid�ncias de qualquer tipo
1 2 3 4 5 conex�es r�pidas e est�veis

9. Eventualmente Deus disponibiliza os nomes e endere�os de seus seguidores e devotos para que seus representantes providenciem servi�os de qualidade e intercess�es perform�ticas. Voc� estaria interessado em receber gratuitamente um resumo das ofertas listadas?
__Sim, por favor inunde-me com seus devotos para o bem da minha alma
__N�o, eu n�o quero ser aborrecido por fan�ticos religiosos querendo tomar o meu dinheiro

10. Voc� tem qualquer coment�rio adicional ou sugest�es para melhorar a qualidade dos servi�os de Deus? (Prencha uma folha adicional, e envie em anexo)

(Recebi isso da Laura, que recebeu isso da Lilian; n�o � o m�ximo?!)





27.3.02


Dica de site


Cuidado: este coelho doido agarra o cursor do mouse e n�o larga mais, s� se voc� conseguir derrub�-lo. Mesmo assim, aten��o, porque ele fica de olho, e ataca novamente � menor bobeada sua! Quem achou esta maluquice foi, claro, o Eduardo Stuart, especialista em descobrir coisas divertidas.






Ponto sem n�

Andam confusas, para dizer o m�nimo, as coisas l� no no-ponto-com, a melhor publica��o on-line que j� apareceu neste pa�s -- e, pelo menos para esta leitora, uma das melhores publica��es brasileiras de todos os tempos, ponto. Dentro ou fora da rede.

Vejam o que eles dizem:

O que ser� de n�s?

Leitores nos tem endere�ado mensagens com perguntas sobre o futuro de no.. Muitos pedem notas explicativas. Como temos o h�bito de s� escrever a respeito do que achamos que sabemos, n�o temos o que dizer. Quando tivermos, os leitores saber�o imediatamente.







MP3

Meninos, voc�s t�m passeado l� pros lados do WinMX? T� bom que t�... mas sejam bonzinhos, por favor, e n�o baixem m�sicas do Metallica ou do Dr. Dre. Eles n�o merecem.

Ali�s, este � um assunto a respeito do qual j� estou precisando falar novamente. H� coisas interessantes na �rea; a morte do Napster foi decretada na segunda (grande coisa; ele j� estava morto h� tempos -- agora � um sistema do sistema) e, surpreendentemente, um juiz federal americano pediu �s gravadoras que provem que det�m legalmente o copyright de tudo o que dizem lhes pertencer. Vou escrever sobre isso em breve, prometo -- mas � que o meu dia est� curto demais, tem s� 24 horas, e elas est�o sendo mais ou menos insuficientes pra que eu d� conta do recado todo; ainda mais com tanta m�sica pra baixar...






Por falar em gato...


(Um achado da Nancy)





26.3.02


Especial pra quem veio l� das Parab�licas:



Adendo, em 27.03.02, madrugada: Ontem, quando voltei para casa, tarde da noite, encontrei a minha gatinha branca queridinha no port�o do pr�dio, como de costume. Mas, desta vez, ela n�o veio fazer festa pra mim; estava muito entretida com alguma coisa.

Fui l� ver o que era e... YIKES!!!... era uma rolinha, que ela ca�ou, e estava DEVORANDO. �, a palavra � essa: j� tinha comido a cabe�a e estava dando conta do resto. Ela olhou pra mim, fez um miau de reconhecimento, e continuou �s voltas com a refei��o.

Fiquei em estado de choque. Eu gosto muito de p�ssaros, tamb�m, e n�o gosto de ver essas cenas tipo Planeta Selvagem ao vivo (ou, digamos, meio ao vivo/meio ao morto); ali�s, n�o gosto de ver nem no Animal Planet. Acho lindo quando ela ca�a ratos -- embora eu n�o assista �s execu��es -- mas passarinhos, francamente...

Por outro lado, � verdade que eu como frango assado na maior, e adoro arroz de pato... *sigh*








Flo, a Gata

Para quem se amarrou na hist�ria de Frank, o Gato, informo: ele n�o � o �nico felino a se tornar web-celebridade ao ajudar um b�pede a testar sistemas. Uma outra gatinha, Flo, trabalha testando os algoritmos de reconhecimento de imagem desenvolvidos por seu companheiro Boris, da Quantum Picture. A hist�ria de Flo, por�m, n�o � t�o dram�tica quanto a de Frank, que quase morreu atropelado antes de ir parar na gaiola vigiada pelas webcams que o tornaram famoso. O problema de Flo (na verdade, o problema dos seus b�pedes) � que Flo, como todo gato que entra e sai de casa, tinha mania de trazer ratos e p�ssaros agonizantes para a sala, de presente para a fam�lia. Suas inten��es eram as melhores poss�veis, mas n�o foram bem compreendidas. (Reparem nesse focinho pintado dela, que coisa mais bonitinha...!)

Solu��o? Desenvolver um algoritmo que soubesse distinguir, pelo perfil de Flo, se ela estava voltando sozinha ou trazendo alguma coisa na boca; e instalar uma tranca, controlada por este algoritmo, na portinhola que ela usa nas suas idas e vindas. Parece complicado... e � mesmo! Mas �, tamb�m, extremamente engenhoso.



A teoria:

Uma imagem � composta por um determinado n�mero de atributos: num rosto, por exemplo, a gente pode distinguir, e descrever, formato, nariz, orelhas, olhos, boca, sobrancelhas... por a� vai. O desafio � fazer com que um algoritmo seja capaz de identificar esses atributos, de forma que, numa pesquisa na web, ao "mostrar" um rosto para a m�quina de busca, ela possa encontrar todas as fotos em que aquele rosto aparece na rede.

A pr�tica:

Uma c�mera instalada do lado de fora da portinhola, conectada a um computador, observa constantemente um espelho iluminado. Quando Flo aparece, a imagem escurece. Se os contornos desta �rea escurecida correspondem aos par�metros definidos no algoritmo, o computador destrava a portinhola e Flo entra; o sistema tem cerca de um segundo -- tempo transcorrido entre o momento em que ela passa diante do espelho at� chegar � portinhola -- para processar tudo isso. Quando os contornos est�o alterados, ou seja, quando h� obviamente alguma coisa n�o identificada na boca de Flo, o computador n�o destrava a portinhola. Ela ent�o faz duas ou tr�s tentativas de entrar em casa, fracassa e, para al�vio geral, vai terminar a matan�a longe da fam�lia e das visitas.

No website da Quantum Picture, tudo est� explicado em detalhes -- fascinantes, por sinal. Tecnologicamente, tudo faz sentido, funciona �s mil maravilhas e est� descrito de forma perfeitamente compreens�vel. Sa� de l� com a sensa��o de ter visto algo genial na sua paradoxal complexidade/simplicidade. � �bvio que este � um sistema que est�, sem trocadilhos, engatinhando, mas tem um futuro brilhante em mil diferentes aplica��es.

Minha �nica d�vida n�o satisfeita n�o tem a nada a ver com tecnologia, mas sim com comportamento animal. Com o tempo, Flo vai perceber que, cada vez que traz um bicho pra casa, n�o consegue entrar; e logo estar� deixando de trazer as suas v�timas para compartilhar com a fam�lia. Pelo que percebi no site da Quantum, j� h� outros gatos na jogada (Squirrel e Ellipse). A pergunta (que, ali�s, j� encaminhei ao Boris) �: quanto tempo um gato leva para perceber o jogo do sistema? E de quantos auxiliares quadr�pedes ele ainda vai precisar para deixar pelo menos este sistema em ponto de bala?

Visitem a Quantum. � um lugar interessant�ssimo, cheio de boas fotos e informa��es.





25.3.02


(Achei no Claudio)







(Laerte, � claro)






Um homem chega no bar, depois de um dia exaustivo de trabalho e muitos aborrecimentos. Pede uma cerveja e desabafa:
-- Todos os advogados s�o idiotas.
-- Peral�, disse outro, vamos com calma. Assim voc� me ofende...
-- Por que, o senhor � advogado?
-- N�o, sou idiota.

Capturei essa l� na Marina. Como ela, repito: nada pessoal... :-)






Paisagens Mineiras



No post em que recomendo o texto do Marcos S� Corr�a (que recomendo novamente), prometi falar mais a respeito da imagem que usei como ilustra��o. Ela � irm� desta que aqui est�; e ambas fazem parte de Paisagens Mineiras, bel�ssimo conjunto de aquarelas de M�rio Zavagli, feito � maneira de antigos viajantes que retrataram o Brasil, como Thomas Ender (1793-1875), Frans Post (1612-1680), Albert Eckhout (1610-1664).

Eu nunca tinha ouvido falar em M�rio Zavagli at� encontrar na reda��o, um dia desses, um cat�logo da exposi��o, que fica em cartaz no Instituto Moreira Salles de amanh� (26 de mar�o, para os mais distra�dos) a 16 de junho. Fiquei deslumbrada com a obra deste mineiro de Guaxup�, que nasceu em 1956 e que, at� hoje, continua em Minas, onde � professor de pintura e desenho na Escola de Belas Artes da UFMG.

Tudo o que eu posso dizer �: que sorte t�m esses alunos...!






Oscar

Do que gostei:

1) Do Woody Allen e do clip sobre NY feito por Nora Ephron;
2) Dos homenageados, sobretudo Robert Redford, que deu lugar a uma nova est�tica com Sundance;
3) Do Audit�rio Kodak;
4) Do show do Cirque du Soleil;
5) Do vestido da Cameron Diaz;
6) Do vestido da Nicole Kidman -- ali�s, h� algo para n�o se gostar em Nicole Kidman?
7) Do Oscar para Halle Berry;
8) Do Oscar para For the Birds;
9) Do Oscar para Terra de Ningu�m;
10) Da Whoopi Goldberg. Ela fez algumas piadas �timas. Ri demais com a da Sharon Stone ("Que mulher no mundo n�o gostaria de deixar o marido trancado numa jaula com um drag�o de Comodo?").

Do que n�o gostei:

1) Da entrada da Whoopi Goldberg, fazendo o ato da saracura louca;
2) Do Oscar de alguma coisa para Pearl Harbor -- este � um filme que j� devia ter ca�do em esquecimento;
3) Do momento de sil�ncio pelas v�timas de 11 de setembro, completa mistura de alhos com bugalhos;
4) Das patriotadas dos vencedores dos Oscars (som e montagem) de Falc�o Negro em Perigo (idem);
5) De n�o haver um s� trechinho de Rachel Portman na colcha de trilhas sonoras (� dela a m�sica de Chocolat, por exemplo, e de Regras da Vida);
6) Do Tom Cruise (detesto Tom Cruise -- ideologicamente);
7) Do Ron Howard ganhar o Oscar que devia ter sido de Robert Altman;
8) Do come�o do discurso da Halle Berry. Pensei: Oh n�o, Gwyneth Paltrow II, a Miss�o!!! (Depois melhorou, e ficou at� bonito);
9) Do vestido da Gwyneth Paltrow;
10) Do cabelo da Jennifer Lopez -- ali�s: h� algo para se gostar em Jennifer Lopez? (N�o, rapazes, esta � apenas uma pergunta ret�rica, n�o precisam responder).





24.3.02


Ache os bichos:



(Presente do Rog�rio)






VitriBlog

A turma do Vitrine est� com um blog novo (bem, quase novo -- � que eu ainda n�o tinha visto) na pra�a. Muito legal! E, claro, j� mega-hit das paradas, com aquele aux�lio luxuoso das ondas da TV Cultura: quando fui entrevistada por eles, os contadores deste internETC. dispararam que foi uma beleza!

O Marcelo Tas, ali�s, pergunta, e talvez algum de voc�s saiba responder (eu n�o fa�o id�ia):

Algu�m a� no "saiber-ispeice" sabe me dizer se existe no mundo outro programa de TV que tem um blog? Ser� que s� a gente teve esta id�ia?






Emerg�ncia felina no Rio!

O �lvaro, que volta e meia tem lindos gatinhos, avisa: est� com quatro filhotes em casa, duas f�meas branquinhas e dois machos, um todo preto e outro tigrado. Se algu�m estiver precisando de gatos, � s� falar com ele...






Delicadeza



E, mais uma vez, estou em S�o Paulo, teclando da m�quina da Faf� -- que, fazendo jus ao nome, est� em Bel�m. A Mariana, por�m, est� aqui -- e a Lucy tamb�m que, l� do sof�, fica me olhando daquele jeito gozado dela, como se estivesse perguntando a que horas, afinal de contas, vamos dormir?!

Os gatos l� de casa j� est�o acostumados com os meus h�bitos noturnos, mas a Lucy (apesar de morar com a Faf�!) ainda estranha um pouco.

Vim num p� e volto no outro, s� para ver o espet�culo (ou show? ou apresenta��o?) que a Fernanda Montenegro faz no CCBB daqui (aten��o, turma de Sampa!). Maravilhoso -- para variar: � a Fernanda, pois n�o? -- mas dif�cil de enquadrar dentro do que a gente est� acostumada a ver. O show (ou apresenta��o? ou espet�culo?) chama-se Encontro com Fernanda, e � exatamente isso, um encontro com Fernanda, despida de qualquer personagem, exceto a maior e melhor de todas, que � ela pr�pria.

O tema � a delicadeza, assunto de que entende como pouca gente: Fernanda � extremamente delicada, no melhor sentido da palavra, uma das pessoas mais WYSIWYG que conhe�o. Fala da sua experi�ncia, l� textos de Clarice Lispector, Hilda Hilst, Corn�lio Pena e Simone de Beauvoir, e conversa com a plat�ia do pequeno teatro. No misto de entrevista coletiva e terapia de grupo, a participa��o e as perguntas do p�blico s�o �s vezes estranhas e muito interessantes.

� curioso que, com qualquer outra pessoa no palco, este � o tipo de coisa que me causaria pavor, porque pode ser facilmente dominada pelo eterno chato de plant�o ou, eventualmente, n�o terminar nunca. Fernanda, por�m, tem um jeito gozado, ao mesmo tempo severo e terno, de p�r o ponto final na hist�ria.

Adorei.

Ali�s, adorei toda esta minha aventura paulista, do embarque no Rio -- onde encontrei com Chico e Eliana, esbarrei no Augusto Nunes quase perdendo o avi�o dele e ainda vim ao lado do meu amigo Jefferson Lessa, o Jeff (um dos editores da Rio Show) -- � ida para o CCBB, passando pelo velho Centro de SP, deserto e estranhamente iluminado na noite de s�bado, e ao nosso jantar num �rabe �timo onde, inteiramente de surpresa, apareceram Fernandinha Torres e o Andrucha, com um monte de amigos com quem tinham acabado de demolir um Maverick, na Bienal, numa instala��o que vai virar curta da Conspira��o.

Pode ser muito divertida, S�o Paulo.

Adendo, �s 20h30: Depois do tor� habitual que atrasou a Ponte uma meia hora, aqui estou, s� e salva. A espera foi �tima, porque encontrei com o M�rcio Montarroyos, que tinha ido tocar em Sampa, e ficamos no maior papo. Ele acaba de tirar carteira de Arrais Amador: achei chique demais, Arrais Amador.

Come�o a descobrir que as salas de embarque do Stos Dumont e do Congonhas, no fim de semana, s�o �timos lugares pra se encontrar os amigos; pra mim, que s� vou a SP a trabalho, essas duas �ltimas idas foram, de fato, viagens.

�timas viagens!






O horror, o horror

Todo mundo sabe que um conto puxa outro; com casos de horror n�o � diferente. Depois do apavorante relato do Ricardo Abude E. Silva sobre sua deten��o em Los Angeles, aparece uma nova hist�ria de maus-tratos sofridos por brasileiros (no caso brasileiras) nos Estados Unidos. Transcrevo a carta tal como a recebi, com pequenas corre��es editoriais. � importante esclarecer que, ao contr�rio do que faria no jornal, n�o verifiquei pessoalmente os fatos; considerando, por�m, a quantidade de casos semelhantes que me t�m chegado ao conhecimento, n�o tenho por que duvidar deles.

"Meu nome � Roberta Damasceno, sou curitibana e tenho 26 anos. Assim como Ricardo A. E. Silva, eu tamb�m fui deportada quando viajei a passeio para Nova York, no dia 28 de janeiro. Fiquei 14 horas presa numa casa de deten��o para imigrantes, tamb�m numa cela de 2x2. L� havia imigrantes do mundo inteiro. N�o tive direito a dar um telefonema.

Fui interrogada e torturada psicologicamente por tr�s horas. Ouvia coment�rios racistas e arrogantes sobre brasileiros. Sendo mulher, fui submetida a coment�rios obscenos e a um exame m�dico detalhad�ssimo. N�o comi nada o dia todo e, al�m do mais, confiscaram todos os meus pertences, me fazendo trocar a roupa por um uniforme de presidi�ria.

Passei pela pior das humilha��es de minha vida. Fui carregada junto com outra brasileira de Vit�ria (companheira de cela) pelo sagu�o do aeroporto. algemada com uma corrente que envolvia meus p�s, cintura e m�os. Na hora de embarcar, ficamos sentadas na sala de espera do aeroporto por mais ou menos uma hora esperando o nosso v�o, ainda algemadas e acompanhadas de dois agentes da imigra��o, armados. Enquanto isso, todos nos miravam como se fossemos terroristas ou qualquer outra coisa do g�nero.

Foi a pior experi�ncia da minha vida. Tive um tratamento que n�o se � dado nem ao pior dos bandidos. Eu estava indo a passeio! No Brasil tenho poder aquisitivo razo�vel, sou Estilista de Moda e nunca imaginei passar por tal experi�ncia, presa, interrogada, tratada como bicho. Eles alegaram que eu estava indo para residir nos Estados Unidos.

Eu j� havia visitado amigos e familiares l� fora, mas nunca fui submetida a tal interrogat�rio. Ap�s tr�s dias de pesadelo, entre 20 horas de v�o e 14 de c�rcere, j� no Brasil, tive que ir diretamente � Pol�cia Federal do aeroporto de Guarulhos (S�o Paulo). Tive que assinar uma declara��o de deporta��o. Quer dizer, at� no meu pr�prio pa�s fiquei fichada. Na Pol�cia Federal fiquei sabendo que diariamente cinco brasileiros, em m�dia, s�o deportados dos Estados Unidos. S�o in�meros os casos. Inclusive o de um casal que foi deportado quando viajava em lua-de-mel.

Agora eu queria saber se n�s brasileiros ser�amos capazes de trat�-los com tanta crueldade. Sub-ra�a!?

N�o sou anti-americana, mas n�o posso negar a antipatia que tomei por aquele pa�s e, principalmente, por seus dirigentes, ap�s ter vivido na pele o que vivi. N�o aconselho nenhun brasileiro a ir gastar seus d�lares nos Estados Unidos. Sinto muito por n�s brasileiros, e por toda a Am�rica Latina, por estarmos sendo controlados economicamente por essa na��o de racistas e arrogantes. Eles podem at� ser l�deres economicos mundiais, mas n�o deixam de estar longe de ser um povo humano e solid�rio.

Sinto pena deles..."

Confesso que, diante de relatos como o do Ricardo ou o da Roberta, n�o � bem pena o que sinto dessa gente. � nojo, mesmo.





23.3.02



Mais um gato, mais um teste...

Que tag de HTML eu seria? Fiz o teste, e deu Font: You're the FONT tag -- some people ignore you, some people adore you. When you like someone, you like them a lot, but when you don't like them -- watch out. Hmmm... achei meio radical, tamb�m n�o � tanto assim... MAS o mais interessante � que peguei este teste, sabem onde? no Mario AV, cujo blog est�, literalmente, uma viagem: n�o deixem de passar por l�, est� lindo mesmo.

Aproveito para informar, ali�s, que o referido Mario n�o apenas se rendeu aos testes, como tamb�m aos gatos: vide exemplo acima.

E, tendo postado essa gracinha, s� me resta dar boa noite e ir dormir, desejando a todos um �timo fim-de-semana.







Not�cias do bom Brasil

Eu sei, est� ficando mon�tono: cada vez que ele escreve l�, eu planto um post aqui -- mas o que � que vou fazer diante de tal show de bola?! Mais uma vez, Marcos S� Corr�a tem que ser lido: ele fala de um Brasil do bem, que n�o tem nada a ver com essa nojeira geral que a televis�o nos empurra goela abaixo, entre Big Brothers e Sarneys, f�meas ou machos. Para quem desconfia que h� um pa�s melhor do que o que nos vem sendo mostrado, a prova est� aqui.

(Da ilustra��o l� de cima eu falo depois: ta� outra parada imperd�vel...)






UAAAUUUUUUUUU!!!

Como dar uma volta de montanha russa sem sair do lugar, da� mesmo, onde voc� est�? Simples: clique aqui, e v� rolando a tela devagarinho. N�o � o m�ximo? Grande id�ia, Renato! :-)





22.3.02


Frank the Cat



Voc�s, que ainda est�o gastando o seu precioso tempo assistindo Casa dos Artistas e Big Brother, n�o sabem o que est�o perdendo... Bom de ver, mesmo, tem sido o Cat Hospital, onde Frank, o Gato, est� -- finalmente! -- se recuperando �s mil maravilhas das suas fraturas.

Como... voc�s n�o sabem quem � Frank, o Gato? C�us, mas em que internet voc�s vivem?! Frank, um lindo SRD acinzentado, tem sido a maior celebridade felina da web desde que foi atropelado, no dia 29 de janeiro, perto de Cambridge, na Inglaterra; salvou-se gra�as a um casal que passava de carro e viu um estranho animal se arrastando pela estrada. Pois era ele, com a bacia quebrada, tentando voltar para casa. As fraturas eram complicadas, e o progn�stico n�o era bom: mas Frank foi operado, e todo mundo ficou torcendo pela sua recupera��o.

A sua mete�rica ascen��o como web-celebridade, por�m, s� aconteceu dez dias depois, quando pode voltar para casa e seu b�pede David Donnan resolveu testar uns programas que desenvolvia instalando duas webcams numa gaiola, onde Frank passava a maior parte do tempo dormindo. Donnan � um b�pede da melhor qualidade e um excelente webdesigner. Cheio de informa��es sobre Frank -- de seus h�bitos alimentares aos raios-x das suas fraturas --, com updates freq�entes e interessantes, o Cat Hospital virou uma dessas coqueluches t�o comuns na rede.

Frank, o Gato, passou a receber milhares de visitantes diariamente: h� cerca de dez dias, a marca dos 250 mil j� havia sido batida. Cart�es desejando-lhe pronto restabelecimento inundam a sua mailbox, assim como retratos de gatos que o cumprimentam atrav�s dos seus respectivos b�pedes. Ele foi mat�ria na BBC, na Wired, no Washington Post, no Guardian e em jornais cujos nomes a gente nem sabe pronunciar; apareceu na televis�o, e virou assunto para emissoras de r�dio no mundo inteiro.

No come�o, confesso, eu detestava o site. � que estava me afei�oando ao Frank e, sinceramente, ele n�o parecia melhorar NUNCA! Sempre que eu ia l� dar uma espiada ele estava dormindo.

T�, eu sei: ele � um gato, e gatos dormem 28 horas por dia. Mas era preocupante. S� passei a gostar mesmo quando as webcams come�aram a mostrar ele acordado, se lambendo, brincando com as coisinhas que punham na gaiola.

Hoje Frank, o Gato est� quase bom, e passa boa parte do dia andando pela casa. A celebridade n�o o afetou em nada: segundo Donnan, ele continua sendo o felino am�vel e gentil que sempre foi. Ainda agora, dei um pulinho l� para capturar aquela imagem l� de cima para voc�s. Havia outros 364 desocupados no site, conferindo a sa�de do quadrupinho...





21.3.02


Trinta horas de terror em Los Angeles


Mais uma que eu roubo do Cat... A Meg tinha me mandado um email apontando para este relat�rio na pr�pria sexta, mas a vossa blogueira, afogada que estava entre os livros que debalde tentava arrumar, separou o link num cantinho onde ele prontamente sumiu. A ineternet, felizmente, tamb�m escreve certo por linhas tortas... Hoje j� temos, enfim, um diplomata brasileiro correndo atr�s do caso (n�o que adiante muito: desde quando eles d�o bola pra quem quer que seja?!) mas, sobretudo, voc�s pegam um caprichad�simo texto da lavra do Cat, ficam bem informados e eu... bom, eu, meninos, vou ao supermercado, de carro, ali na esquina, comprar o que n�o havia na Casa Nelson...

No dia 25 de fevereiro passado, o engenheiro Ricardo Abude E. Silva passou por um sufoco medonho ao tentar entrar legalmente nos Estados Unidos pelo aeroporto de Los Angeles. Visto e papelada OK, foi maltratado, amea�ado de agress�o e confinado num cub�culo. Em seguida, foi transferido para uma saleta f�tida e j� apinhada com cerca de 20 pessoas detidas nas mesmas condi��es. Ficou preso por 30 horas. Sem receber nenhuma explica��o sobre o motivo de sua deten��o, foi coagido a assinar um documento cancelando seu visto e metido num v�o de volta. Caso n�o tivesse assinado, teria sido mantido preso por tempo indeterminado.

Uma c�pia do estarrecedor relato detalhado do incidente, escrito pelo pr�prio Ricardo, chegou ao conhecimento do consulado brasileiro em Los Angeles na sexta-feira passada. Ap�s checar a veracidade, o embaixador Jos� Vicente Pimentel marcou para hoje, dia 21, uma reuni�o com o pessoal da imigra��o no aeroporto, de modo a obter esclarecimentos.

Se h� alguma ordem oficial americana no sentido de agigantar ainda mais a antipatia que o Governo daquele pa�s desperta em muitos povos, ent�o temos aqui um exemplo �mpar, dado pelo setor de imigra��o em Los Angeles, de imaculada compet�ncia no cumprimento de uma determina��o superior.
(Carlos Alberto Teixeira)






Dica de site


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e-commerce � brasileira



H� simplesmente duas horas (�, isso mesmo: DUAS horas) estou tentando fazer aquela coisa moderna, simples e r�pida: compras de supermercado pela internet. Excesso de escolha? Indecis�o diante das mil op��es da sociedade de consumo? Conex�o lenta? Pois sim! Simplesmente n�o consigo passar das telas de abertura de nenhum dos dois supermercados online que freq�ento -- e, estranhamente, pelo mesmo motivo. Os dois mudaram de interface e de sistema e, nessa, as senhas dan�aram. "Esqueceu sua senha?", pergunta, sol�cito, o P�o de A��car. "Clique aqui!".

Ato cont�nuo, aparece uma janela para digitar-se o email, ap�s o que, em tese, a senha � enviada para o dito email. Obediente, digito cronai@well.com. A pr�xima tela diz:

A p�gina a qual voc� esta tentando acessar esta indispon�vel neste momento. Por favor, "clique" no bot�o voltar do seu navegador Internet e tente novamente. Caso ainda necessite de ajuda, entre em contato com nossa Central de Atendimento pelo telefone 0800-906767.

T�. Esque�o o portugu�s de quinta e "clico" (mas por que entre aspas?!) no bot�o voltar do meu navegador internet e tento novamente. Mesma resposta. Tento uma terceira vez, agora com o email alternativo; idem.

Ah, que diabos, penso com minhas teclas; me cadastro de novo, e pronto. Abre-se, ent�o, um question�rio enorme; felizmente, n�o pediram o CPF da Mam�e, porque isso eu n�o saberia responder e, a essa hora, ela est� dormindo. Mas o resto, pediram -- e eu, pacientemente, preenchi todos os quadrinhos. Claro que precisei voltar atr�s duas vezes, porque o n�mero de telefone n�o pode ser digitado com tra�o, ao passo que o CEP n�o pode ser digitado sem. Finalmente, tudo OK, dou ENTER... e sou jogada de volta � p�gina anterior, aquela que pede login e senha. Volto � tela do cadastro onde, felizmente, ainda est� tudo o que digitei, e tento de novo por l�: o sistema me informa que j� existe um usu�rio cadastrado com este nome. Grande novidade! Ainda assim, insistente, tento de novo. Mesmo resultado. Tento ent�o ligar para o 0800, onde uma voz mec�nica me informa que o hor�rio de atendimento � de seis a meia-noite. Azar o meu, que estou tentando fazer compras �s tr�s, quando qualquer ser humano civilizado j� tinha que estar na cama.

Nisso, surprise!, chega um email do Am�lia (o site-m�e do P�o de A��car). O por qu� da demora de um processo supostamente autom�tico, nem desconfio. Mas ele traz boas not�cias:

Ol�, Cora Ronai,

Atendendo � sua solicita��o, aqui est� sua senha: 321247.

Obrigado por comprar no www.paodeacucar.com.br. Se voc� precisar entrar em contato conosco, escreva para falecom@amelia.com.br e continue nos visitando no endere�o www.paodeacucar.com.br.


Toda feliz, pego o n�mero, vou para o P�o de A��car, e o que acontece?

O nome e/ou senha digitados est�o incorretos. Por favor tentar novamente.

Eu, idiota que sou, tento. E tento.

Nisso, chega um outro email do Am�lia, com uma senha diferente. Minhas esperan�as se reacendem. Recorto o novo n�mero... mas qual. Eles n�o querem mesmo saber de mim, e resolvo ir pro Zona Sul que, afinal, sempre me serviu t�o bem, e que agora est� todo esperto, com abertura em Flash e o escambau. Digito o meu login e a minha senha e...

Acesso Inv�lido, verifique seu Login e Senha e tente novamente.

Tentar novamente?! Sem chance, agora sou uma mulher escolada, e vou direto pro Esqueci minha senha. Aqui � diferente, eles s�o s�rios, pedem o meu CPF. Digito cuidadosamente, n�mero por n�mero.

Seu email n�o foi encontrado. Por favor, entre em contato conosco pelo telefone 0800-237070 ou 563-2727. Voc� pode ainda utilizar o fale conosco em nosso site.

Como sou de internet e n�o de telefone, tento, � claro, o tal Fale Conosco. Abre-se uma janelinha que me diz o seguinte:

Error Diagnostic Information
An error has occurred.
HTTP/1.0 404 Object Not Found


O 563-2727 est� ocupado. Vou tentar o 0800. De qualquer forma, j� s�o 5h32, e daqui a pouquinho o 0800 do P�o de A��car entra no ar. Se n�o entrar... bom, a� eu vou dormir, deixo um dinheiro e um bilhete pra Miriam, que assim que acordar liga pro armaz�m da esquina (vulgo Casa Nelson) e, em meia hora, um rapaz estar� aqui, l�pido e fagueiro, com tudo o que precisamos.

Depois o pessoal reclama que brasileiro � desconfiado e n�o tem aud�cia pra se aventurar pelo com�rcio eletr�nico.

Ent�o t�, n�?






Tutty Vasquez comenta o ver�o: imperd�vel!






19.3.02


Jogos de guerra







As fotos acima foram feitas pela Fl�via Faustini. Na �ltima, o c�u estava totalmente negro; resolvi "puxar" a luminosidade ao m�ximo para ver a extens�o da fuma�a brilhante, e nisso achei ainda um pouco das luzes. Preferi deixar assim, achei mais... esquisito, sei l�.

Agora, a explica��o para as fotos: como voc�s sabem, este blog, que � muito chique, tem mais correspondentes estrangeiros do que muito jornal de respeito. Pois vejam s� o que acaba de chegar, direto de Los Angeles, enviado pela Fl�via Faustini:


Seguem umas fotos tiradas na �ltima sexta-feira, 15 de mar�o, da janela do meu apartamento em West LA. Eram mais ou menos umas seis da tarde e eu estava andando na rua. O sol estava se pondo, e n�o tinha nuvens no c�u. Inicialmente, eu vi um "rastro de avi�o" estranh�ssimo, que parecia brilhar por conta pr�pria, sem refletir a luz do sol. Esse risco no c�u come�ou a ficar parecido com um eletrocardiograma, e ainda brilhando sozinho. � medida que o tempo foi passando, o c�u foi ficando mais escuro, e ele foi se "enrolando", como se fosse um barbante que voc� deixa cair no ch�o, e criou uns reflexos nas cores do arco-�ris. Na hora eu me lembrei de fotos que eu vi de auroras boreais. No entanto, eu sabia que isso era imposs�vel de estar acontecendo em Los Angeles!

O detalhe � que junto com tudo isso, ainda havia uma luz que parecia um farol de avi�o (o que aqui no meu bairro � extremamente comum, por causa do aeroporto de Santa M�nica, onde descem dezenas de jatinhos e avi�ezinhos pequenos por minuto), s� que era uma luz "soft", ao contr�rio de quando voc� olha pra uma l�mpada brilhante e v� uma luz "dura". Repito: N�O tinha nuvens no c�u! Isso durou poucos segundos, e a luz simplesmente "fechou" o seu espectro e se apagou.

Pena que nas fotos eu n�o peguei a tal "luz", s� as "nuvens" -- quando entrei em casa, elas ainda estavam l�, e eu consegui fotografar da janela. Repare como as demais nuvens est�o escuras na foto em que o c�u ainda est� claro, e como a "fuma�a" continua brilhando sozinha, mesmo com o c�u escuro.

Esse tipo de fen�meno mexe com a imagina��o da gente. Mas, infelizmente, achei a explica��o para o ocorrido: foi um teste militar de m�ssil de defesa. � o Tio Bullsh mostrando a grossura do arsenal dele (com licen�a freudiana).

Onde mais no mundo eu poderia ver um neg�cio desses?!
(Fl�via Faustini)

Hmmm... breve, no Iraque?






Unindo o in�til ao agrad�vel

Esta eu roubei, descaradamente, do gentil coleguinha Nelson Vasconcelos, l� nas Parab�licas:

N�o d� para contestar que esta curiosa historinha tem a ver com a Nova Economia. Tem circulado pela rede:

1. Se voc� tivesse comprado, em janeiro de 2000, US$ 1 mil em a��es da Nortel Networks, um dos gigantes da �rea de telecomunica��es, hoje teria US$ 59.

2. Se voc� tivesse comprado, em janeiro de 2000, US$ 1 mil em a��es da Lucent, outro gigante da �rea de telecomunica��es, hoje teria US$ 79 -- se tanto, se tanto.

3. Agora, se voc� tivesse comprado, em janeiro de 2000, US$ 1 mil em Skol (em cerveja, n�o em a��es), tivesse bebido tudo e vendido as latinhas vazias, hoje teria US$ 80.

Conclus�o: No cen�rio econ�mico atual, voc� perde menos dinheiro ficando parado e bebendo cerveja.
(Nelson Vasconcelos)






Quest�o de infra

E aqui estamos todos n�s, conectados e felizes, clicando a torto e a direito, indo aonde nos levam os links encontrados pelo caminho. �s vezes, mas muito de vez em quando, paramos, ligeiramente embatucados diante da rede: Que coisa espantosa!... e vamos em frente, porque o espanto � uma emo��o que foi abolida nas �ltimas d�cadas do s�culo passado. Pouca gente quer entender o que est� por tr�s da rede; ali�s, pouqu�ssimas pessoas entendem, de verdade, como funciona a coisa.

Uma delas � o Carlos Affonso, a quem devemos o primeiro ISP brasileiro, o AlterNex. Um dos fundadores do Ibase (com Betinho e Marcos Arruda), ele � um homem a quem admiro e respeito, um brasileiro digno, que sonha por um pa�s melhor e vai em frente e briga por isso. J� tivemos nossas diverg�ncias no Pleistoceno, mas devo reconhecer que eu estava (como sempre estive; e ainda estou) numa posi��o bem mais c�moda do que a dele: eu era uma pedra que insistia em voar em todas as vidra�as e, numa �poca, o AlterNex calhou de ser uma delas. Mas disso se fazem as hist�rias e, eventualmente, as amizades.

Pois ontem o Carlos Affonso me mandou um documento que preparou para a Funda��o Friedrich Ebert: Internet: quem governa a infra-estrutura?. Ele ser� publicado pela funda��o, mas j� est� dispon�vel online na RITS. Se voc� quer saber em que p� est� a gest�o da internet l� fora mas, sobretudo, como anda ela por aqui, prepare a sua impressora e mande ver. O assunto � da maior import�ncia para todos n�s, usu�rios e (ainda) n�o-usu�rios, e est� admiravelmente bem explicado pelo Carlos Affonso. Devia ser leitura obrigat�ria nas faculdades de inform�tica.

Eu concordo inteiramente com ele em rela��o � Fapesp e ao Comit� Gestor: falta transpar�ncia a ambos, sobretudo no que diz respeito aos recursos arrecadados pela Fapesp com o registro de dom�nios. Por outro lado acho que, de alguma maneira. ainda conseguimos (milagre!) criar aqui no Brasil uma estrutura menos esculhambada do que a americana, talvez at� pelo nosso apego cong�nito � burocracia.

Nos EUA, qualquer um se registra com o dom�nio que bem entender, com as �bvias exce��es de mil, gov e edu. Aqui, registrar uma org.br � coisa complicada; e se algu�m quiser ser um com.br deve ser pessoa jur�dica, com firma registrada, CGC e tudo o mais.

(Eu, que sou uma simples pessoa f�sica, n�o posso, por exemplo, ser coraronai.com.br; volto a isso logo mais).

A nossa �, certamente, uma forma mais civilizada de distribuir dom�nios, e tem dado conta, um pouco melhor, da complicad�ssima quest�o dos cyber-squatters, isto �, do pessoal que sai registrando tudo o que � nome que v� pela frente para depois vender pelo que conseguir na pra�a: cyber.cambistas.com.

O problema do sistema �, justamente, o de casos como o meu. N�o � segredo para ningu�m que este � um pa�s recordista em economia informal, digamos assim; e, at� segunda ordem, o nosso dom�nio cl�ssico ainda � o com.br. In�meras empresinhas de fundo de quintal, que n�o t�m CGC mas precisam da internet para tocar os seus neg�cios, acabam se registrando nos Estados Unidos, e virando ponto.coms; e in�meros brasileiros que gostariam de ser fulanosdosanz�is.com.br s�o obrigados a optar por dom�nios que os definem profissionalmente (como bio, eng, med, mus) mas que, possivelmente, ainda v�o demorar a pegar.

Ou algu�m acha alguma gra�a em www.coraronai.jor.br?!








(Agradecimentos ao Cat)





18.3.02


A garota da capa



Sharbat Gula n�o sabe quantos anos tem. Devia ter uns seis quando seus pais foram mortos pelos sovi�ticos, e uns doze quando foi fotografada em 1984, num campo de refugiados afeg�es no Paquist�o, por Steve McCurry, da National Geographic. Hoje ter� no m�ximo 30.

Durante todo esse tempo, nem lhe passou pela cabe�a que pudesse ser um dos rostos mais conhecidos do planeta. Escondida por tr�s de uma burka, mudando de um campo de refugiados para outro, Sharbat Gula est� mais preocupada em sobreviver -- sua principal atividade, junto com o marido e as tr�s filhas, numa aldeia perdida perto das montanhas de Tora Bora.

Depois de circular na capa da National Geographic de junho de 1985, a foto de Sharbat Gula foi reproduzida pelo mundo inteiro, em cartazes, pins, tatuagens e at� tapetes. H� pouco tempo voltou a ser mais uma capa da National Geographic, desta vez num livro lan�ado pela revista com cem das melhores fotos publicadas em suas p�ginas.

Ela estar� novamente na capa, na pr�xima edi��o de abril, ilustrando a reportagem que conta como Steve McCurry conseguiu reencontr�-la. Desta vez, no lugar da menina assustada, quem estar� nos olhando de todas as bancas ser� a mulher castigada pelo tempo, e por uma guerra que n�o acaba nunca.





17.3.02


Time waits for no one

Estou eu aqui a arrumar os livros no escrit�rio, quando resolvo ligar a televis�o para ver se h� algum aditivo no ar pra ajudar na tarefa; clic nada clic nada clic nada clic... pera�, que esquisito... um senhor de meia idade, muito bem arrumado, completamente chocho, cantando para uma plat�ia gigantesca, n�rdica, ainda mais arrumada e chocha do que ele, cuja idade m�dia deve andar a� pelos 70; todos empolgad�ssimos, quer dizer: batendo palmas, e quando a c�mera d� closes, v�-se que est�o na maior pilha, porque d�o aqueles sorrisinhos c�mplices uns pros outros, tipo "Uau, que balada!" Um ou outro, mais atirado, at� sacode os ombros.

O artista �... putz! ... Paul McCartney! O espet�culo �, descubro, o finzinho de algo chamado Nobel Peace Concert, em homenagem a Kofi Annan e �s Na��es Unidas. E a plat�ia �... bem, exatamente a plat�ia que a Academia Sueca convidaria para tal evento (que acontece, por�m, em Oslo, na Noruega). S� h� uma palavra para descrever este espet�culo: PAT�TICO.

Vai pra casa, Paul!

Volta, Roger Waters! Por onde andas, Neil Young? Mick... oi, Mick, cad� voc�?!

(Aviso, mas n�o digam que eu n�o avisei, se � que voc�s me entendem: h� um repeteco daqui a pouco, �s 22h30, no canal 38 da Net aqui no Rio.)







TUDO sobre o mouse!
(Dica de Jo�o Ubaldo)






A aol.com cresce... encolhendo

H�, em Wall Street, uma ligeira suspeita de que o universo americano de usu�rios internet por acesso discado, em geral, e a AOL, em particular, bateram com a cabe�a no teto. Motivo da suspeita? Cada vez mais gente usa o servi�o da aol.com... de gra�a. Atualmente com 34 milh�es de usu�rios, e cobrando US$ 23,90 por mes, ela s� est� conseguindo mostrar uma renda, por usu�rio, entre US$ 17 e US$ 18 mensais.

A matem�tica por tr�s desses n�meros n�o significa, necessariamente, que 30% deles naveguem nas �guas pl�cidas e bem patrulhadas da aol.com de gra�a -- h� sistemas de pre�o especiais para quem compra certas marcas de computadores, por exemplo -- mas h� outros indicadores inc�modos no peda�o: os kits que tradicionalmente ofereciam 30 dias gratuitos para os novos usu�rios hoje oferecem 45 dias; e usu�rios que cancelam suas contas aol.com t�m se surpreendido ao verificar que elas continuam ativas meses depois de supostamente canceladas.

Mais ou menos como aquelas revistas mensais cuja assinatura a gente cancela mas que, ainda assim, continuam fielmente batendo �s nossas portas, como c�es esfomeados que, uma vez alimentados, n�o querem ir embora de jeito nenhum. � que, nessa escala, o indiv�duo vale mais pelo volume que faz junto com outros indiv�duos, e que pode ser usado para seduzir os anunciantes ("temos
um milh�o de leitores!"), do que pelo que paga pela assinatura.

A moral da hist�ria, em qualquer dos casos, � a mesma: desconfie dos n�meros.





16.3.02


Wish you were here





































14.3.02


Blogs & Imprensa

The weblog revolution just might change journalism for the better. TV talking-heads, beware.

(Jonathan V. Last, Daily Standard)

N�o � de hoje que eu venho dizendo isso...






PINK FLOYD RULES!

Crian�as, desculpem, mas at� amanh� possivelmente n�o teremos novos posts. Vossa blogueira parte, em algumas horas, para S�o Paulo, para assistir ao show do Roger Waters: Dapieve assistiu de joelhos, os meus amigos que foram est�o arrepiados at� agora... e eu vou deixar de ver? NO WAY. Fui.

PS -- Por que estou indo pra Sampa se eles tocaram aqui tamb�m? Longa hist�ria, depois explico.

PPS -- O PFL pensa que est� enganando a quem?! E a Roseana, acha que vamos engolir a sua carinha amuada, a sua indigna��o rid�cula e prepotente, as suas desculpas esfarrapadas e o seu marido ladr�o?! Que pr�tico, n�, ter um marido pra roubar pela gente...

E, antes que eu me esque�a, e o Sarney?! Vai dizer que n�o sabia o que estava rolando na familia?! Vai se recolher novamente aos seus latif�ndios para se dedicar � literatura, em vez de dizer a que veio, como fez durante o caso ACM X Barbalho?! Como senador, ainda que eleito pelo Amap�, ele � pago (e regiamente pago) com o nosso dinheiro para se manifestar politicamente, n�o para continuar poluindo livrarias e bibliotecas com o que ele pensa que � literatura.

Eu n�o estava querendo falar sobre isso: h� gente bem mais qualificada do que eu pondo os pingos nos ii. Mas tem hora que a gente n�o ag�enta.

QUE NOJO DESSA CORJA!!!






Cartoon Bank



O Cartoon Bank � uma esp�cie de ag�ncia on-line que o New Yorker criou para vender os trabalhos dos seus colaboradores. L� voc� pode comprar gravuras das capas (US$ 350 com moldura, e US$ 250 sem) e dos cartuns (US$ 195 e US$ 125, respectivamente), eventualmente assinados e em edi��es limitadas (a partir, pelo que andei vendo, de US$ 280, sem moldura); ou partir pro jogo bruto e comprar o original (mas se voc� n�o tiver pelo menos US$ 2 mil sobrando, nem pense no assunto; e estou falando dos cartuns, em PB, n�o das capas...).

(Pobres sofisticados podem se consolar comprando camisetas com seus cartuns favoritos a US$ 30, car�ssimo: mais jogo � partir pruma hering b�sica e pro bom e velho silk screen em produ��o dom�stica, mas cala-te boca, se n�o v�o achar que eu estou estimulando a pirataria.)


O Cartoon Bank, que come�ou devagar e sem gra�a, est� se transformando numa �tima galeria de arte, talvez a melhor que j� encontrei on-line, n�o s� pela interface e pela navega��o, mas, sobretudo, pelo conte�do: de modo geral, acho os cartuns do New Yorker muito bons, e as capas �timas. H� bastante coisa para se fazer l� de gra�a, tamb�m; apenas folhear as capas j� � uma felicidade.

Mas h� entrevistas com os desenhistas (e at� fotos de alguns deles!), artigos sobre cartuns e caricaturas e, al�m de tudo, voc� pode mandar cart�es eletr�nicos gratuitos: h� s�ries de desenhos nas velhas categorias de sempre (amor, amizade, parab�ns, por a�) e uma especialidade da casa -- cart�es personaliz�veis, em que se podem preencher os claros das legendas de alguns cartuns com o nome de conhecidos. � bem engra�adinho mas, nem preciso dizer, � tudo em ingl�s.


Outra coisa de que gosto no Cartoon Bank: o usu�rio pode colecionar os seus cartuns e capas favoritos no seu pr�prio �lbum virtual. Eu adoro isso, porque volta e meia encontro por l� desenhos que n�o quero perder de vista, e no �lbum posso mant�-los todos juntos. Geralmente, s�o cartuns de gatos... (curiosidade: h� 21 p�ginas de cartuns de gatos contra 38 de c�es).

Neste momento, o CB est� fazendo uma pesquisa entre os usu�rios para a pr�xima tiragem de gravuras especiais das capas. H� 19 capas mais ou menos recentes em exibi��o, e eles pedem que a gente d� notas para elas. Eu dei 10 para essa a�, de Christoph Niemann, chamada "Pr�t-�-Porter"; por acaso, � a da edi��o que est� nas bancas essa semana.





13.3.02


Mostre-me o seu batom e te direi quem �s...

A Rossana, do Wumanity, descobriu um teste muito legal! Mas s� serve para mulheres (ou, claro, homens que usem batom, mas esses s�o mais raros, n�?). N�o � que o meu at� que deu certinho?

Sharp-angled, but curved tip

Creative / Enthusiastic / Energetic / Talkative / Loves attention / Falls in love easily / Helpful / Needs schedule, but dislikes one









Boa viagem, Bipe...


Dentro de poucas horas, a Bia volta pros Estados Unidos pra resolver umas pend�ncias, digamos assim. A Meg, que � o ser mais gentil do planeta web, qui�a do planeta como um todo, conectado ou n�o, a cobriu de mimos pelo anivers�rio, entre os quais essas duas fitinhas do Bonfim. E eu, adaptando uma tradi��o americana ao nosso jeito brazuca de ser, as amarrei em torno da vela de um dos casti�ais aqui de casa (heran�a do racionamento); elas est�o torcendo, pela casa inteira, e pelos amigos todos, para que a Bia v� bem, mas volte melhor ainda.

Ali�s: Lula, acho que um toque nos Orix�s teus amigos caia bem, voc� n�o quer dar uma palavrinha l�?






Pedro, um brasileiro


Quando a gente trabalha num jornal de grande circula��o, como � O Globo, e, especialmente, quando a gente trabalha na mesma �rea h� tanto tempo, � normal receber uma quantidade ligeiramente inflacionada de e-mails: alguns simp�ticos, outros desaforados, muitos pedindo help... por a� vai. Mais dif�cil � a gente receber e-mails que mexem mesmo com a gente, como este, do Pedro Gadelha, que mostra como o mundo vai dando as suas voltas. Ele n�o me mandou a mensagem para publica��o, naturalmente, mas acho que n�o vai ficar chateado se eu divid�-la com um pequeno grupo de amigos (sobretudo considerando-se o PS...).



Cara Cora,

Que r�diculo come�ar um e-mail assim, parecendo uma brincadeira de fonemas, mas n�o resist� -- fica bem bonitinho, e para mim voc� � cara, no sentido mais profundo da palavra que brinca com seu nome.

Eu sou o Pedro Gadelha que escreveu uma mat�ria de capa pra esse jornal de inform�tica que at� hoje � o mais simp�tico e atual entre tantos, inclusive um que pretendo editar aqui na regi�o onde estou morando atualmente. Lembra daquela mat�ria sobre fotografia digital quando a Kodak lan�ou a primeira c�mera, a qual eu comprei apesar do meu min�sculo sal�rio de funcion�rio da fotografia (laborat�rio) simplesmente pelo fato de ser um deslumbrado com o assunto como sou at� hoje? Fiz um paralelo com as c�meras com filme que nem se comparavam com o que existe hoje. Isto foi em 22 de julho de 1996, uma eternidade em mat�ria de inform�tica.

Pois �, faz tempo mesmo, ao menos pra mim, para quem tanta coisa mudou nesse pequeno espa�o de tempo cronol�gico. Hoje me encontro num segundo casamento, morando no interior do Mato Grosso (interior mesmo, mas tem um provedor ufa!), longe da Cidade Maravilhosa, mas tentando fazer maravilhosa minha vida noutra cidade, e longe do Pedro Gabriel e da Giulia (meus filhotes).

Escrevo agora em meio a uma solid�o desurbana (se � que existe essa palavra), perdido no meio do quase nada, mas convicto da import�ncia que a inform�tica teve na minha vida, e nessa import�ncia voc� tem um espa�o todo especial.

O que vem agora � apenas uma historinha, que j� est� se tornando comum nesse meio.

Conheci a minha atual mulher numa sala de chat, depois icq, depois telefone e finalmente nos vimos pela primeira vez, e aqui estamos, ela uma m�dica cheia de coragem que quis praticar a verdadeira medicina no interior, depois de pouco mais de um ano nos casamos e c� estamos, longe de todos que amamos, encarando o nomadismo que existe no ser humano, tentando existir e conseguindo, nessa sociedade cosmopolita e p�s-industrial, que tem aflorado ap�s a inform�tica ter deixado de ser uma ci�ncia quase oculta.

Pretendo montar nessa pequena cidade chamada Barra do Bugres, que fica a Noroeste de Cuiab�, acredite se quiser, um pequeno Cybercaf�, com servi�os de inform�tica pra quem n�o tem micro em casa, e parece, pela receptividade que tenho tido, que talvez d� certo, no m�nimo ser� mais uma viagem desse internauta das antigas.

Estou tendo um recome�o de vida, entrei pra faculdade de inform�tica local, tem um Campus da Universidade Estadual do Mato Grosso aqui, at� rasparam minha cabe�a num trote, com 40 anos na cara.

Leio o Caderninho, voluptuosamente toda a semana, pela Internet, quase como um v�cio que me d� um al�vio e um pequeno extase, em saber que posso me atualizar t�o facilmente, mesmo sem ter o papel jornal a sujar minhas m�os.

Desculpe se escrevi demais, mas � apenas pra parabenizar o caderninho pelos 11 anos de exist�ncia e dar um beijinho bem carinhoso no seu ego e na pessoa linda que voc� �, e pela continuidade da qualidade editorial que voc�, a Cris (um beijo bem carinhoso pra ela) e toda a G'all'era do caderno conseguem manter mesmo nesse r�tmo fren�tico do Globo.

Agora vou tomar meu caf� da manh� na rede (daquelas de tecido, que se amarra de uma �rvore � outra, lembra?), em baixo do meu p� de mexerica aqui no quintal.

Um grande parab�ns para todos....

Pedro Gadelha

PS -- Me responda se puder, receber e-mails aqui � uma d�diva... rs...








(Tutu, especial para a Ruth, a pedido do Mosca)






Como dar um comprimido pro seu gato

Da primeira vez em que li este texto, ele era em ingl�s, se chamava "How to Give Your Cat a Pill" e tinha dez t�picos. Quase morri de rir. Passaram-se uns dois anos, e agora recebi da V�nia esta vers�o em portugu�s, com quatorze t�picos. Quase morri de rir.

1. Pegue o gato e aninhe-o no bra�o esquerdo, como se estivesse segurando um beb�. Posicione o dedo indicador e o polegar da m�o esquerda em cada canto da boca do gato. Pressione levemente para que ele abra a boca. T�o logo isto aconte�a, coloque o comprimido em sua boca. Permita que o gato feche a boca e engula a p�lula.

2. Pegue a p�lula do ch�o e o gato de tr�s do sof�. Encaixe-o no seu bra�o esquerdo e repita o processo.

3. Apanhe o gato no quarto e jogue fora os restos do comprimido que ficaram grudados no seu cabelo.

4. Pegue um novo comprimido, coloque o gato no bra�o esquerdo e segure as suas patas traseiras com a m�o esquerda. Force-o a abrir a boca e empurre o comprimido at� a garganta com o indicador. Feche a sua boca imediatamente e conte at� 10 antes de solt�-lo.

5. Tire o comprimido de dentro do aqu�rio antes que envenene os peixes e o gato de cima do guarda-roupa. Pe�a ajuda a um amigo.

6. Ajoelhe-se no ch�o com o gato preso firmemente entre os joelhos, segurando suas quatro patas. Ignore os grunhidos emitidos pelo gato. Pe�a ao amigo que segure com firmeza a cabe�a enquanto voc� abre a boca. Empurre uma esp�tula de madeira o mais fundo que puder na goela do gato. Deixe o comprimido escorregar pela esp�tula e esfregue a garganta do bicho vigorosamente.

7. Apanhe o gato que est� grudado no trilho da cortina e pegue outro comprimido. Lembre-se de comprar uma nova esp�tula e remendar a cortina. Cuidadosamente enrole o gato numa toalha de modo que apenas sua cabe�a fique de fora. Pe�a para o amigo mant�-lo assim. Dissolva o comprimido num pouco de �gua, abra a boca do gato com o aux�lio de um l�pis e, com o aux�lio de um canudinho, sopre o l�quido l� dentro.

8. Veja na bula do rem�dio se ele � nocivo para seres humanos. Beba um pouco de �gua para se acalmar. Fa�a um curativo no bra�o do amigo e limpe o sangue do tapete com �gua morna e sab�o.

9. Busque o gato no vizinho. Pegue um novo comprimido. Bote o gato dentro do arm�rio da cozinha e feche a porta, mantendo apenas a cabe�a do gato do lado de fora. Abra sua boca com o aux�lio de uma colher de sobremesa. Tente acertar o comprimido na boca do bichinho com o aux�lio de um estilingue.

10. V� at� a garagem e apanhe uma chave de fenda para colocar a porta do arm�rio no lugar. Coloque uma compressa fria nos arranh�es do seu rosto e cheque quando tomou pela �ltima vez a vacina antitet�nica. Jogue a camiseta fora e apanhe outra em seu quarto.

11. Chame o corpo de bombeiros para apanhar o gato do alto da �rvore do outro lado da rua. Pe�a desculpas ao vizinho que se machucou tentando desviar-se do gato. Pegue o �ltimo comprimido do frasco.

12. Amarre as patas dianteiras nas traseiras com uma corda do varal e prenda o gato no p� da mesa de jantar. Coloque luvas de jardinagem. Abra a boca do gato com uma pequena chave inglesa. Coloque o comprimido seguido de um pedacinho de fil� mignon.

13. Pe�a ao seu amigo para lev�-lo ao pronto socorro mais pr�ximo. Tente tranq�ilizar-se enquanto o m�dico sutura seus dedos e bra�os e remove partes do comprimido que ficaram encravadas no seu olho direito. P�re na primeira loja de m�veis no caminho de casa e encomende uma nova mesa de jantar.

14. Procure um veterin�rio que fa�a atendimento a domic�lio.

Agora, falando s�rio: Nunca, mas nunca mesmo, entendi qual � o crit�rio que os laborat�rios usam para fabricar comprimidos para gatos! Umas p�lulas ENORMES que, como voc�s leram acima, eles t�m certa relut�ncia em engolir... A impress�o que a gente tem � que o povo que faz estes rem�dios nunca sequer viu um gato de perto. Se h� algum farmac�utico na casa, por favor, eu gostaria que este estranho fen�meno nos fosse explicado. Obrigada!





12.3.02


Dia da lembran�a

A menos que haja um "Dia do Banqueiro" ou um "Dia do Homem Branco" e eu ainda n�o esteja sabendo, acho uma empulha��o essas efem�rides (gostaram?) tipo "Dia da Mulher", "Dia do �ndio", "Dia do Jornalista"... tudo uma esp�cie de cala-boca c�vico/social para as categorias, g�neros, esp�cies, profiss�es ou que mais divis�es a sociedade n�o esteja tratando como deve -- se � que a "sociedade", essa coisa abstrata, trata algu�m, ainda por cima como deve.


A �nica vantagem que vejo nesses dias � que, aqui e ali, algu�m faz um gesto bonito, ou traz � tona uma mem�ria, uma lembran�a esquecida. Agora mesmo eu estava ali no blog da Paula (que por acaso tem a mesma opini�o que eu tenho a respeito do assunto), e encontrei este poema da Ad�lia Prado. � um lindo poema mas, para mim, o que ele tem de especial � a lembran�a da Fernanda Montenegro dizendo os seus versos no "Dona Doida", naquele not�vel jeito Fernanda de ser:

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta esp�cie ainda envergonhada.
Aceito os subterf�gios que me cabem,
sem precisar mentir.
N�o sou feia que n�o possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora n�o, acredito em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor n�o � amargura.
Minha tristeza n�o tem pedigree,
j� a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil av�.
Vai ser coxo na vida � maldi��o pra homem.
Mulher � desdobr�vel. Eu sou.
(Ad�lia Prado)






Esquentando os motores



E a�, j� cansou do fusquinha da HP, que tanto trabalho deu para aprender a dirigir? Entendo, e tenho boas not�cias: aquelas suas horas de treinamento todas n�o foram em v�o! H� um novo joguinho de carro na rede, com percursos diferentes e, melhor ainda, uma "paisagem" bem mais bonita...

De quebra, o brinquedinho � um impressionante show de Flash. Divirta-se!






Fale-se com um barulho desses...

E, mais uma vez, na maior cara de pau, roubo uma nota inteirinha do meu amigo Cat: o problema � que ela � simplesmente irresist�vel. Vejam s�:

A situa��o de roubos de celulares na Inglaterra est� chegando a extremos. Segundo The Inquirer, a cada 30 segundos um aparelho � roubado. S� de celulares Samsung foram relatados 26 mil roubos na Gr�-Bretanha nos �ltimos dez dias, n�mero que abrange os surrupiados diretamente de usu�rios e os afanados �s pencas nos dep�sitos da empresa e de atacadistas. A opini�o p�blica inglesa est� fervendo no tema, especialmente depois que uma menina recentemente levou um tiro ao resistir a um desses roubos.

Com 470 lojas espalhadas no pa�s, a Carphone Warehouse tentar� contribuir de algum modo numa campanha anti-roubo, instituindo a semana de combate aos crimes de roubo de celulares (Combat Mobile Phone Crime Week). O primeiro passo ser� escrever nos celulares vendidos o c�digo postal em que mora ou trabalha o dono, usando uma marca ultravioleta. Al�m disso, em paralelo ao seguro que a empresa oferece contra perda do aparelho, esta rede varejista estar� dando desconto de �5.00 (R$ 16,71) em seus sistemas de viva-voz para autom�veis, de modo que os assaltantes sejam incapazes de facilmente selecionar suas v�timas a partir da marca de celular que estejam usando. Obviamente, se o indiv�duo estiver mexendo a boquinha enquanto fala discretamente usando o viva-voz, com o fiozinho caracter�stico brotando do alto-falante intra-auricular e estiver envergando um terno Gucci e ostentando um Rolex ao volante de um carro caro, o lalau n�o vai pensar duas vezes antes de abordar o janota.

Especialistas sarc�sticos acham que melhor seria promover mais intensamente o padr�o Bluetooth, que permite viva-voz sem-fio, com a vantagem adicional de proporcionar certa divers�o � v�tima, ao ver o gatuno procurando feito louco o celular que teria sido antes escondido em algum bolso bem malocado ou numa pasta ou bolsa perto de si.

Ah, esses ingleses n�o sabem o que � um assaltante de verdade... (- c.a.t.)






11.3.02


Hoje �
anivers�rio
da BIA!
:-)





















Surfando

Ontem, acredite quem quiser, fui... � praia! A santa respons�vel pelo milagre chama-se Bia, mas � t�o �bvio que esta � uma atividade rara na minha vida que, assim que chegamos, o camaradinha que aluga cadeiras logo me ofereceu uma barraca -- gr�tis! Acho que h� tempos ele n�o via nada t�o branco por aquelas bandas, tirando a areia, naturalmente.


O pior (ou melhor, n�o sei bem) � que adorei. A �gua estava uma del�cia, mas eu fui devagarinho como conv�m a um b�pede operado h� apenas um m�s e meio. O surfe, por exemplo, deixei para depois, aqui em casa, no conforto da rede. Visitei alguns sites interessantes; por exemplo, o do Trinity, lembram? o spaghetti western mais engra�ado de todos os tempos, com Bud Spencer (Bambino, o gord�o) e Terence Hill (Trinity, o lour�o abobalhado e bom de mira). Foi uma viagem, literalmente: n�o vejo este filme (que adoro) h� s�culos...


Outro site: o da Absolut. Chega a ser irritante de t�o bom, porque a gente perde horas l� dentro. Passei um tempo enorme vendo as novas produ��es da casa, principalmente Absolut Truth, que eu ainda n�o conhecia, e se divide em cinco clips fant�sticos: Time, Water, Seed, Perfection e Passion. Mas tem fotos do Helmut Newton, aqueles an�ncios maravilhosos feitos por artistas do mundo inteiro, joguinhos, filmes e at� a possibilidade de cada um fazer o seu pr�prio filme. Este continua sendo, indiscutivelmente, um dos meus sites favoritos. E olhem que eu nem bebo...

Mas o Minist�rio da Sa�de adverte: s� v� at� l� se voc� tiver banda larga, tiver muito tempo sobrando ou, claro, estiver acessando do trabalho. Se o chefe reclamar, diga que este � um case study da maior import�ncia, porque, para efeitos de marketing e de internet, � mesmo.


Depois deste verdadeiro porre virtual, resolvi ver websites de �guas minerais.

A minha favorita, San Pellegrino, tem um site que tenta ser bacana mas � caid�ssimo, desatualizado e desinteressante; vale por algumas propagandas antigas e pelas fotos do Spa (voc�s sabiam que ela vem de um Spa? pois �, nem eu...) e olhe l�. � quase uma aula de como n�o se fazer um site, apesar de toda a tentativa de mudernidade da imagem.

A Perrier, em compensa��o, d� um show de bola, com um website simp�tico e borbulhante, atualizado, cheio de coisinhas para ver e descobrir. � muito legal!





10.3.02




A Ang�lica, tamb�m conhecida como Pipoca (dependendo do porteiro que est� de servi�o), gatinha do nosso pr�dio, � uma das minhas grandes paix�es felinas: um dos animais mais d�ceis e carinhosos que j� conheci. Temos uma rela��o muito curiosa: a vontade dela subir no meu colo � sempre proporcional � formalidade da minha roupa. Quando saio de qualquer jeito, para dar uma caminhada, ela me cumprimenta e conversa um pouco comigo, mas fica por isso mesmo; quando estou toda arrumada, de prefer�ncia de preto, mia, se esfrega nas minhas pernas e faz um tal escarc�u que acabo me comovendo e pegando-a no colo.

� por isso que ando sempre com um daqueles rolinhos de tirar p�lo da roupa dentro da bolsa...








Tutu, uma gatinha que a Bia trouxe da rua, era t�o pequena quando chegou aqui que, at� hoje, acha que � minha filha. Conseguiu me domesticar t�o bem que a primeira coisa que fa�o quando chego em casa � ir at� meu quarto pra fazer carinho nela. N�o, ela n�o vive l�: � que fica miando desesperada no corredor at� me convencer a ir l� pra dentro. Carinho tem que ser no meu quarto, e estamos conversadas. Por que no quarto? E eu sei?! Apenas obede�o...

� uma ciumenta dissimulada: cada vez que um gato vem pra perto de mim, ela d� um jeitinho de se colocar entre n�s dois. � a pessoa de quem o Mosca mais gosta na vida, e vice-versa. A cena da foto abaixo � uma constante aqui em casa: os dois est�o sempre juntos, e vivem dormindo abra�adinhos.








9.3.02


Emerg�ncia felina em SP!

PessoALL, estou pra dar este recado h� dias, desculpe o mau jeito, Mar�lia -- mas h� algu�m a� em Sampa que possa adotar um gatinho? Lindo, como todos os gatinhos, e muito precisado de um lar? A hist�ria completa est� AQUI.






I THINK THIS POEM IS HILARIOUS...



Tenuous and Precarious

Tenuous and Precarious
Were my guardians,
Precarious and Tenuous,
Two Romans.

My father was Hazardous,
Hazardous,
Dear old man,
Three Romans.

There was my brother Spurious,
Spurious Posthumous
Spurious was spurious
Was four Romans.

My husband was Perfidious
He was perfidious,
Five Romans.

Surreptitious, our son,
Was surreptitious
He was six Romans.

Our cat Tedious
Still lives,
Count not Tedious
Yet.

My name is Finis,
Finis, Finis,
I am Finis,
Six, five, four, three, two,
One Roman,
Finis

Stevie Smith

(Roubei este poema delicioso l� da Laura, com imagem e tudo; pe�o perd�o aos lus�fonos, mas n�o resisti...)







D+

MARAVILHOSA a recomenda��o do Emerson, feita num dos coment�rios de ontem: n�o deixem de conferir!






CAMPANHA PELO YACCS

Bom, o Fala S�rio, nem preciso dizer, est� fora do ar novamente. Viva o YACCS, que est� segurando lindamente a peteca. Portanto, galera, por favor: vamos contribuir com o Hossein Sharifi, que desenvolveu e mant�m o servi�o? Please? E vamos come�ar a espalhar essa campanha por a�? Acho que podemos dar uma bela demonstra��o de esp�rito web-comunit�rio -- a partir do Brasil.

� s� pegar o seu cart�o de cr�dito, clicar AQUI e dar uma contribui��o (a partir de US$ 1,70 caramba, menos de cinco reais!) ao rapaz.

Todo mundo est� usando o YACCS, todo mundo est� achando o YACCS muito bacana, mas at� agora s� cinco (�, eu disse CINCO) pessoas compareceram com algum... Fala s�rio!






zzzzzzzzzzzzzzzzz

N�o, n�o temos tiradas geniais. N�o trabalhamos com secos e molhados. N�o fazemos qualquer neg�cio. N�o aceitamos o seu usado em troca. N�o estamos � procura, embora �s vezes a gente ache.
Sim, somos humanamente med�ocres.
E, por favor, n�o use repelente neste recinto.

Obrigado.
A ger�ncia.

Um dia eu fui l� no Rep�rter Mosca, um dos meus blogs favoritos, e encontrei isso a�: n�o � o m�ximo?!






Encontre as nove pessoas:




H� nove pessoas nessa imagem... e todas � vista, nenhuma feito o(s) p�ssaro(s) na foto do bichano!





7.3.02


T� explicado...

David Pogue, do NYT, descobriu uma pista certeira para a falta de respeito que os fabricantes de software demonstram ter pela gente:

Apenas traficantes de drogas e fabricantes de software chamam os seus consumidores de "usu�rios".

(Valeu a dica, Breitman!)






Samsung: virando a casaca?

O Register, como toda publica��o escrita e editada por seres humanos, tamb�m � sujeito a falhas. Mas, se o furo que os meus inglesinhos favoritos deram hoje for verdade, o mundo da telefonia celular est� ainda mais interessante do que a gente imagina.

N�o sei at� que ponto voc�s est�o a par do que acontece na �rea; em linhas gerais, basta lembrar que, h� coisa de duas semanas, durante uma confer�ncia GSM realizada em Cannes, Micro$oft e Intel anunciaram, com enorme estardalha�o, a cria��o do SmartPhone, padr�o desenvolvido pelas duas, em conjunto, para as futuras gera��es de celulares.

Concorr�ncia direta, pois, para a turma do Symbian, o sistema aberto desenvolvido pela alian�a formada por Nokia, Ericsson, Motorola, Panasonic e Psion, mas licenciado tamb�m por outros pesos pesados da ind�stria, como Kenwood, Philips, Sanyo, Siemens e Sony -- e, de longe, predominante no mundo wireless europeu.

Apesar do barulho feito pela dupla, dos grandes fabricantes, apenas a Samsung gostou do jeito Wintel de ser. Mas apenas, neste caso, n�o � pouca porcaria: uma simples conferida nas vitrines de lojas de celulares mostra como o jogo da coreana � bruto. Samsung fechando com Micro$oft e Intel n�o �, definitivamente, um trio para se desconsiderar.

Bom. Mas aqui � que entra a parte interessante da hist�ria, a se crer no Register: apesar
do interesse manifestado na plataforma SmartPhone, a Samsung teria acabado de assinar um contrato de licenciamento com a Nokia para uso da sua interface, a Series 60, que, logicamente, roda em... Symbian! Com o que M$ e Intel ficariam a ver navios, tentando vender o seu sistema para empresinhas de segundo ou terceiro time. Em suma: uma virada sensacional!!!

Eu sei que este papo de Symbian, wireless e telefonia celular � chat�ssimo para os 99,99% da humanidade que querem apenas usar seus telefones em paz, sem precisar se aborrecer com detalhes t�cnicos. Mas para os outros 0,01% este � um assunto da m�xima relev�ncia, que vai definir o futuro deste objeto que carregamos para cima e para baixo continuamente, que volta e meia esquecemos de desligar no cinema ou no teatro e com o qual, possivelmente, convivemos ainda mais do que com os nossos computadores -- onde j� h� Windows demais, thanks a lot.

Ah, sim: parece que nenhuma das empresas, consultadas, disse palavra.





6.3.02


Encontre o p�ssaro nesta foto:




(Achei aqui, por recomenda��o do Cassio)






Fala s�rio & YACCS

O mundo n�o s� � vasto e variado como, felizmente, trabalha em v�rios turnos. Assim � que, hoje, voc�s podem encontrar neste blog duas linhas de coment�rios: a do YACCS e a do Fala S�rio, que ontem voltou ao ar para g�udio de tantos e tantos blogs & blogueiros. Sei que isso pode confundir todo mundo, mas foi a �nica maneira de n�o perder os coment�rios do Fala S�rio -- onde, puxa vida! a gente quase bate um recorde mundial com 92 comentes naquele lance do teste.

Agora, voc�s acham que sou eu o g�nio quem consegue dar jeito nessas coisas? Quem dera! A minha sorte � que o internETC. tem um monte de anjos-da-guarda -- e, at�, um anjo-coruja-da-guarda, o Eduardo Stuart, do Pulso �nico, que funciona no mesmo hor�rio que eu; de modo que aqui est�vamos os dois, �s 4h30 da matina, animadamente trocando e-mails para resolver a parada. Melhor dizendo, eu mandando os abacaxis daqui, e ele os devolvendo de l�, bem bonitinhos e descascados... num replay do que, freq�entemente, acontece nos bastidores deste blog que vos fala.

Sinceramente, Eduardo, nem tenho como agradecer.

Voltando �s duas linhas de coment�rios, fica a d�vida: qual delas usar? Preferencialmente o YACCS -- a primeira delas -- que tem dado menos problemas e que, n�o desmerecendo o sistema do Ernani, tem uma grande vantagem para os comentadores ass�duos: um cookie que deixa preenchidos, automaticamente, nome, e-mail e URL.

Enquanto isso, seguindo os s�bios conselhos da Meg, eu vou fazendo backups, na base do cut-and-paste, dos coment�rios antigos.

Ah, sim: lendo a p�gina do YACCS, vi que o Hossein Sharifi, seu criador, pede contribui��es aos usu�rios que estejam satisfeitos com o sistema. Acho que clicar aqui e dar algum para o rapaz � o m�nimo que a gente pode fazer para garantir o servi�o e, afinal, remuner�-lo por um bom trabalho. Podem ir na confian�a: o pagamento � feito atrav�s da Amazon.com. Cada um entra com o que quiser, a partir de US$ 3. Vamos l�, gente -- isso n�o � nada, mas com um pouquinho daqui e um pouquinho dali, pode ser que a rede ganhe o sistema est�vel dos nossos sonhos. E que pessoas criativas e trabalhadoras como o Sharifi se sintam estimuladas a inventar novidades e lan��-las no mercado por conta pr�pria, em vez de ir trabalhar para uma microsoft qualquer da vida.






Falou e disse

"Num tempo de louras artificiais, a beleza est� careca. Num espa�o geralmente reservado aos canastr�es da vida p�blica, foi preciso que aparecesse uma atriz para defender a verdade. Num regime civil inaugurado por Tancredo Neves, o presidente que morreu antes da posse por malversa��o de esperteza, aplicando doses cavalares de dissimula��o no tratamento de uma infec��o, uma candidata a primeira-dama mostra que doen�a tamb�m se deve carregar em p�blico com altivez". (Marcos S� Corr�a, no no.)








Crise? Que crise?

Esta � para machucar o cora��o de qualquer cineasta brasileiro: John Lippman, do WSJ, informa que Hollywood est� comemorando o fato de ter conseguido baixar o custo dos seus filmes em 13%. Agora, a m�dia est� em apenas US$ 47,7 milh�es por filme, em vez dos US$ 54,8 milh�es do ano passado...

A m� not�cia � que os custos de marketing subiram quase na mesma propor��o (14%), alcan�ando a espantosa m�dia de US$ 31 milh�es por lan�amento. Perguntar n�o ofende: se os filmes fossem bons, precisariam mesmo de todo este marketing?





5.3.02


E, por falar em cidadania...

A Vania, uma das co-autoras deste blog, de tantos e t�o bons coment�rios que tem feito, deixou um desabafo da maior import�ncia em rela��o � nota que dei sobre o meu amigo Coley:

"O Rio Transplante faz e muito bem a parte dele. Trabalho com pacientes que usam �rg�os captados por ele, e � servi�o de primeiro mundo. Exigir bom uso do dinheiro p�blico, nesse caso, n�o � a primeira coisa hoje: era pra ter sido feita ONTEM.

Trabalho com pacientes queimados, a gente cansa de sair pra captar pele de cad�ver pra cobertura de grandes queimados, e a gente chega l� e tem v�rias outras equipes em cima, captando avidamente c�rneas, cora��o, f�gado, ossos, tudo o que for poss�vel. Temos equipes de m�dicos, enfermeiros, ambul�ncia, noite e dia prontos a sair em caso de surgimento de doador.

Temos pacientes, todos seres humanos, com queimaduras extensas, e temos um banco de pele de primeiro mundo... vazio. Porque n�o aparecem os tais montes de doadores por m�s. As pessoas morrem, mas poucos s�o doadores potenciais, e desses poucos, a maioria se perde na burocracia, na inoper�ncia, na desinforma��o, no despreparo material e de pessoal das unidades hospitalares onde ocorrem estes �bitos.

N�o � que o pessoal das unidades seja burro e pregui�oso. � que sa�de n�o d� lucro, ent�o n�o � prioridade de pol�tico nenhum, a n�o ser aqueles de fachada. Ent�o o sistema todo � cheio de buracos, e s� funciona bem em alguns n�cleos privilegiados. A prioridade teria que ser nossa, e enquanto n�o agirmos de acordo com isso, pat�ticos seremos n�s, pagantes mudos de impostos.

Todos estes pacientes aguardando transplantes s�o seres humanos com problemas s�rios, ok, natural querer ajudar um amigo, mas, se voc� mesma n�o der seu f�gado pra ele (no caso de ser compat�vel), pouco vai adiantar gritar no ouvido do diretor do Rio Transplante. Pouco vai adiantar gritar pra quem quer que seja, se n�o exigirmos ONTEM o nosso direito."

Voc� tem toda a raz�o, Vania, e -- apesar da pequena edi��o -- n�o mudo uma v�rgula do que diz. Concordo absolutamente com voc�: salvo raras exce��es, n�o temos o h�bito de vigiar nossos pol�ticos, e de lhes tomar satisfa��es. Mas tamb�m � verdade que uma das formas que a gente tem de exercer a cidadania � fazendo alguma press�o -- neste caso (que nunca devia ter chegado onde chegou, como n�o deveriam ter chegado os tantos milhares de casos de que n�o tomamos conhecimento), enviando e-mails para a autoridade respons�vel. Nem que seja para lhe dar muni��o para, por sua vez, ir a Bras�lia com alguns milhares de cartas em m�os, para mostrar aos canalhas de l� que h� gente indignada gritando aqui.

N�o � muito, eu sei, mas pode ser um come�o.







Lobo em pele de cordeiro



Querem ver uma anima��o bacaninha? � s� clicar aqui. E n�o � s� a anima��o que � boa: o prop�sito com o qual ela foi feita tamb�m �. A Philip Morris, fabricante de cigarros, decidiu mudar de nome: vai se chamar Altria.

At� a� tudo bem. Se o meu nome estivesse t�o sujo na pra�a eu faria o mesmo. A quest�o � que, diga-se o que se disser do pa�s, nos EUA a consci�ncia da cidadania funciona bem melhor do que aqui -- e o povo que est� lutando contra o fumo n�o est� a fim de deixar essa mudan�a no barato.

A associa��o que criou o filminho chama-se Campaign for Tobaco-free Kids, e seu objetivo � impedir que crian�as e jovens tornem-se fumantes gra�as �s artimanhas da ind�stria do fumo. Seu website � uma boa forma de contra-ataque �s mentiras marqueteiras dos fabricantes de cigarros, e merece uma visita.






NOVIDADE!

Atendendo a pedidos, este blog, cada vez mais cada vez, agora tem uma aut�ntica m�quina de busca! Est� a� � esquerda, logo abaixo da pesquisa, e foi implementada gra�as � ajuda e aos palpites dos meus queridos amigos Eduardo, Hernani, Bicarato, Claudio e Tip; isso para n�o falar no indispens�vel Edney & seu FAQ maravilhoso. A m�quina �, l�gico, dedicada � Meg.

DICA: Sei que isso � praticamente chover no molhado, mas se voc� est� come�ando a sua blogventura, n�o deixe de ir at� o FAQ do interNEY, e de marc�-lo entre os seus favoritos, como fonte de refer�ncia. N�o h� uma blog-d�vida que ele n�o responda.






Apelo

Geraldo Jord�o Pereira, o Coley, � uma das pessoas especiais que conhe�o. Editor de nascen�a (� filho de Jos� Olympio, criador da Salamandra e dono da Sextante, que publicou um dos livros mais simp�ticos dos �ltimos tempos, Um Dia Daqueles), carioca amant�ssimo da Muy Leal e Her�ica, batalhador incans�vel pelas suas belezas, Jardim Bot�nico mais que tudo, ele �, principalmente, muito gente boa. E est� precisando de um favor de todos n�s. Leiam a mensagem que recebi da Regina, mulher dele, e por favor mandem e-mails �s nossas autoridades (in)competentes:

Queridos amigos:

Venho lhes fazer um apelo.

Estamos saindo do Hospital Samaritano, onde o Geraldo se internou pela terceira vez neste ano. Seu estado ainda � bom, mas vai inevitavelmente declinando, exigindo que o transplante de f�gado se fa�a com urg�ncia.

Apesar de o Geraldo ser o primeiro da fila, o Rio Transplante, �rg�o da Secretaria Estadual de Sa�de, respons�vel pela coleta de �rg�os, � da maior inoper�ncia. Num Estado em que, diariamente, morrem dezenas de doadores potenciais, h� um m�s nenhum f�gado foi coletado. Pe�o-lhes ent�o que passem o seguinte e-mail para o Rio Transplante (rj-tx@lampada.uerj.br) e, se poss�vel, que pe�am a outras pessoas para fazerem o mesmo:

Sr. Jorge Aquino

Como amigos de Geraldo Jord�o Pereira, primeiro na lista estadual no grupo sang��neo O positivo para transplante de f�gado, e tendo em vista o agravamento de sua situa��o de sa�de, pedimos suas provid�ncias urgentes no sentido da coleta de um �rg�o que possa salvar sua vida.

Agrade�o desde j� o seu empenho.


Meu Deus, que pa�s pat�tico este, em que a gente � obrigada a recorrer a listas de e-mails para salvar uma vida!





4.3.02


Ningu�m merece

A situa��o da minha mailbox aqui no jornal � mais ou menos desesperadora. H� horas n�o fa�o outra coisa a n�o ser capinar o terreno, detonando SPAMs e respondendo a algumas consultas mais ou menos urgentes.

Agora, 19h30, o placar est� assim: 1918 itens, 524 n�o lidos. E, no meio, a gente ainda encontra coisas assim:

"Prezada Cora R�nai,

Apreciei bastante o seu texto mais recente publicado no jornal O Globo. Por isso, gostaria que, se pudesse, me enviasse textos, artigos, dicas de sites, monografias etc. sobre o tema. Meu projeto de final de curso � sobre o tema e anseio avidamente por material. Grato."

N�o publico o nome da criatura por piedade. Mas eu posso com isso?!






DVD: que zona!

O Nelson Luis Waissman escreve, de Paris, pondo alguns pingos nos ii da bizarra divis�o do mundo pela MPAA:

Em adi��o a esse exdr�xulo sistema artificial de "ZONAGEM" do mundo, existe uma segunda dificuldade para a utiliza��o de DVDs importados: o sistema de video, nossos velhos amigos PAL, NTSC, SECAM

�, eu tamb�m fiquei estupefato quando descobri isso, afinal de contas, DVD � MPEG-2, totalmente digital, e n�o tem nada a ver com o sistema de video utilizado em cada pa�s. Mas t�m!

Os DVDs, al�m das informa��es de zonagem, podem ser codificados (digitalizados se vc preferir) usando um de dois standards:

1) NTSC 525 / 30 , ou seja, 525 linhas com 30 quadros por segundo (a imagem digitalizada, na verdade, tem 720 X 480)
2) PAL 625 / 25 , ou seja, 625 linhas com 25 quadros por segundo (a imagem digitalizada, na verdade, tem 720 X 576)

Existem tamb�m diferen�as na codifica��o do AUDIO surround.

Basicamente, para os players modernos (muitos dos quais multi-zon�veis por hardware ou software ) isso tem algumas implica��es. O meu DVD europeu, multi-zone, me permite assistir aos DVDs europeus (PAL) em formato PAL, e aos DVDs americanos em formato NTSC. Tem tamb�m um conversor, que me permite assistir aos DVDs americanos em formato PSEUDO-PAL, ou seja, ele gera uma imagem PAL a partir da resolu��o original, mas a 30 quadros por segundo em vez 25. Felizmente, a maioria das TVs modernas suporta essa varia��o de frame-rate.

J� em DVD players americanos (e brasileiros, imagino), n�o � poss�vel assistir a DVDs PAL. Isso porque a maioria deles n�o consegue "reduzir" a resolu��o dos DVDs PAL para encaixar num sinal NTSC (ou PAL-M).

Evidentemente, em micro-computadores, ambos os sistemas podem ser usados.Este FAQ de DVDs explica isso tudo (e muito mais) bem direitinho.
(Nelson Luiz Waissman)

Outra explica��o complementar, esta do Marcio Eugenio:

Informo que qualquer aparelho de DVD pode ser transformado num "code free" por c�digos num�ricos, pelo controle remoto. Basta entrar em contato com o SAC do fabricante que eles informam qual a combina��o.

Quanto aos DVDs europeus, o problema ocorre por quest�es de sistema de gera��o de imagens. Mesmo um aparelho "code free", que tenha sido fabricado para o sistema NTSC, n�o funcionar� corretamente com um disquinho que seja do sistema PAL ou SECAM (a cor n�o entra). O problema n�o � s� com a gan�ncia dos produtores americanos...
(M�rcio Eugenio)

Est� explicado ent�o um mist�rio que me fez passar uma informa��o errada para o Tom Taborda (sorry, Tom!): todos os DVDs europeus que eu tenho funcionam perfeitamente no meu sistema; eu achava que era por causa da TV multi-sistema mas, pelo visto, a raz�o � mais prosaica: os DVDs europeus que eu tenho s�o todos em P&B...








Esta � a imagem de mar�o do lind�ssimo site do Amador Perez: um daqueles "cyberespa�os" que valem tanto pela forma quanto pelo conte�do. Confiram!




Outra dica, esta descaradamente roubada do Pulso �nico: The Double Yolker, a sensacional saga de um ovo que tem tr�s minutos, o seu tempo ideal de cozimento, para viver com intensidade.

A anima��o � maravilhosa, descendente direta do Monty Python.







Novo sistema de coment�rios

E l� se vai este blog pro quarto sistema de coment�rios de sua curta exist�ncia!

Mandei um e-mail pro Ernani, do Fala S�rio, perguntando o que est� acontecendo com eles; como ainda n�o obtive resposta, instalei o YACCS, pelo menos at� o Fala S�rio se definir... e at� eu tomar coragem pra carregar o blog todo para uma casa pr�pria.

� muito chata esta perp�tua perda de coment�rios: eles s�o o que h� de melhor no blog, o ponto de encontro, a caixa de resson�ncia, o di�logo. Triste.

No mais, Meg, voc� tem toda a raz�o (como sempre, ali�s!): a gente n�o pode vacilar, e tem que fazer backup dos comentes. Em alguns casos fiz isso, noutros n�o; pela pr�pria din�mica deles, � complicado a gente fazer isso sempre. Quanto a uma m�quina de busca aqui, acho a id�ia �tima... mas como � que eu fa�o? Vi que voc� tem uma, mas o seu blog � chique, e j� est� funcionando em s�tio pr�prio. Vou ver se descubro alguma que d� certo com o Blogger.

Isto �: mais trabalho pro Eduardo, coitado, que tem sido o mec�nico de Javascript do internETC. a cada v�rgula que eu mudo no template...





2.3.02


O que h� com os comentes?!
Fala s�rio!


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Isso l� � resposta que se d�?!

J� baixei os HTMLs do YACCS, mas ainda tenho a vaga... muito vaga!... esperan�a de que isso seja problema passageiro e o Fala S�rio volte ao ar. E sim, eu sei, eu sei, eu tenho que mudar tudo pro Greymatter... {SIGH}







Helsinki






Ontem � tarde o Gilberto Scofield me disse que estava indo para Helsinki hoje e, de repente, fiquei com muita saudade desta cidade austera, mas de gente calorosa e simp�tica, onde passei t�o pouco tempo.

O mundo � mesmo vasto e variado: tantos lugares, t�o pouco tempo.

(estou precisando organizar minhas fotos)






Usu�rio de Mac e Linux
tamb�m paga imposto!

Carlos Laviola informa:

A turma do CIPSGA est� organizando um abaixo assinado sugerindo que o software de declara��o do imposto de renda seja portado para outras plataformas. Para assinar, basta acessar o site e seguir as instru��es.

Vamos l�, gente. � um absurdo que o governo apenas disponibilize este software para quem usa Windows. Por que temos, sempre, que fazer o jogo da M$?!






Gatos, � claro...




Esta � Tibita, do Carlos Afonso, a gatinha mais bem conectada da rede.



A foto da Sissi, que mora com a Maria Beatriz, estava no notebook e entrou depois: n�o valeu a espera?



Hitchcock, o quadrupinho que adotou o Xex�o h� poucas semanas, mas j� manda na casa.






1.3.02


Sexta � tarde, na reda��o

Recebo um e-mail do Nelson Vasconcelos, a caminho de virar notinha nas Parab�licas:

RIO -- Aproxima-se o fim de semana e come�a a aparecer de tudo nas reda��es. Agora mesmo recebi um e-mail decantando a presen�a da cacha�a em uma feira de alimenta��o e birita no Jap�o. Trata-se, mais especificamente, da Food and Beverage Exhibition. Que tamb�m atende por uma simp�tica sigla: Foodex.
Pode? N�o, n�o pode.
OBS: a quem interessar, a Foodex acontecer� de 12 a 15 de mar�o, em T�quio.
(Nelson Vasconcelos)







Doze perdidos numa noite suja

Ali�s, por falar nisso, a Marina, do elegant�ssimo Blowg, mandou extremamente bem ao falar da Joana Prado:

"N�o fa�o parte das pessoas que vibram com a derrubada geral que est�o fazendo com ela. � t�pico da mulher sentir um prazer oculto numa hora dessas e eu n�o estou dizendo que sou uma exce��o. Ela n�o � mais gostosa. Mas ela n�o sabe disso. Ela � apenas uma v�tima num jogo cruel que se faz com a mulher. Ela est� desesperadamente tentando manter seu corpo, que � seu ganha p�o. Ela n�o sabe que exagerou. Ela s� quer que as celulites sumam. Ela s� quer fazer o que se espera dela -- manter o corpo, o silicone, a bunda. Ela tem medo que despenque tudo, o que � um crime dos mais graves. Ela est� presa a uma imagem. Sim, ela deve estar tomando bomba e isso � triste. Ela � uma v�tima e eu, que nunca fui com a cara dela, nem acho gra�a nas toneladas de montagens que andam fazendo na internet. Pobre Feiticeira."






Enfim, uma boa not�cia!

N�o, crian�as, o mundo n�o precisa, necessariamente, se nivelar por baixo, e se vulgarizar al�m de qualquer medida, como se v� hoje na nossa televis�o. O exemplo, pasmem! vem do M�xico, onde a Pepsi e cerca de outros vinte anunciantes de peso est�o se recusando a patrocinar o Big Brother do grupo Televisa, por discordarem do seu conte�do. As empresas pertencem a uma associa��o que se op�e � viol�ncia e ao sexo na televis�o.

-- Esses programas abusam da intimidade e da dignidade humana para uso comercial, -- afirmou Francisco Gonz�lez Garza, presidente da A Favor de lo Mejor, que possui tr�s mil membros no M�xico. -- Este tipo de lixo na televis�o n�o ajuda a popula��o.

A not�cia, dada pela Bloomberg, foi pescada pelo Mario AV.