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31.8.05
Di�rio de bordoH� muito tempo eu n�o vivia a experi�ncia de ficar desconectada e n�o ler jornais; em Eindhoven n�o tivemos tempo para praticamente nada al�m da visita aos laborat�rios da Philips, e as pontas de tempo que sobraram usei para ir para a rua, passear e fotografar. Sem internet, e cercada de jornais em holand�s, fiquei completamente fora do mundo. Sequer soube do furac�o nos Estados Unidos. � verdade que podia ter ligado a televis�o; mas isso � quest�o de h�bito. J� me acostumei tanto a me informar pela internet que nem abro aquele arm�rio onde os hot�is escondem os aparelhos. Passo o meu (pouco) tempo livre editando as fotos, lendo o material de trabalho e, antes de dormir, algum livro que tenha algo a ver com o lugar que estou visitando. Agora, que estou aqui com a BBC buzinando no meu ouvido as �ltimas novidades, acho que preferia o estado de ignor�ncia anterior. E olhem que eles n�o mencionam o Brasil nem de passagem... * * *Eindhoven estala de limpa, � super organizada, todo mundo anda de bicicleta, os insetos pedem licen�a antes de picar as pessoas mas, sinceramente, se eu tivesse que morar l� cortava os pulsos. � quieta DEMAIS, limpa DEMAIS, educada DEMAIS. Pelo menos para quem visita, falta � cidade aquele elemento de caos t�o necess�rio ao cotidiano. Acredito que, para quem mora l�, o caos se faz nas rela��es, nos atritos do dia-a-dia, em algo que n�o se v� assim de passagem. As pessoas s�o muito simp�ticas. V�em que voc� � de fora e v�m conversar, saber de onde voc� �, dar dicas. Um senhor me aconselhou em rela��o ao angulo ideal para fotografar a igreja e falou dos anos que passou na Austr�lia; outro, bem velhinho, contou que a melhor parte da sua vida foram os cinco anos em que morou na Bol�via. Ele sabia que Bol�via � uma coisa e Brasil � outra, mas � o mesmo canto do mundo; conversamos em espanhol. Esses dois am�veis holandeses, t�o carregados de nostalgia dos tempos em que eram jovens e aventureiros, me deixaram comovida. Fiquei com pena deles, de mim, do mundo inteiro -- porque a vida n�o tem rem�dio, porque o tempo n�o volta e porque, quando a gente finalmente entende isso, j� � muito tarde. �, quando viajo fico filos�fica. * * *A estrada entre Eindhoven e Dusseldorf �, como disse a Sheila (perd�o, meninas!) Stella nos coment�rios, um espet�culo: exatamente o que a gente espera do campo holand�s, muito verde, cheio de vaquinhas malhadas lindas, campos de girass�is, moinhos de vento aqui e ali. * * *Agora estou em Berlim, contemplando a escrivaninha cheia de cabos, conectores e gadgets diversos -- toda a parafern�lia que trouxe para me divertir e me perturbar. Amanh� come�a a pauleira da IFA, uma das maiores feiras de eletro-eletr�nicos, uma esp�cie de equivalente europ�ia da CES. Estive olhando o mapa. Como a Feira de Frankfurt, ela se divide em pavilh�es diversos, em vez de ficar num s� pavilh�o grand�o. Vai dar trabalho. Al�m de mim, s� aqui no hotel h� seis outros jornalistas brasileiros, v�rios mexicanos, chilenos, argentinos. Deve haver outros tantos de outros cantos do mundo, apenas eu n�o os conhe�o. * * *Comprei um simcard alem�o para usar no telefonino: acho que sai mais barato para mandar as fotinhas, 39 centavos de euro cada. Queria instal�-lo no Sony Ericsson W800, mas este telefone ainda n�o chegou � Alemanha; ali�s, quando o rapaz da loja viu a pequena maravilha, quase teve um filho verde. Chamou os colegas e ficaram babando no telefone. Senti uma certa alegria perversa por ter trazido do Brasil um telefone GSM que os alem�es ainda n�o viram... ;-)18:38
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Ufa!!!!! Nem acredito -- estou conectada, escrevendo no meu pr�prio notebook, no meu pr�prio quarto. Tenho muita coisa para contar; a viagem est� cheia de aventuras, sendo uma delas o fato de que, de repente, o meu telefone tocou em Dusseldorf. Era o gerente do hotel em Eindhoven, dizendo que tinham esquecido de embarcar as minhas malas na van do grupo: o que eu queria que eles fizessem com as malas? N�o, claro que n�o respondi isso que voc�s est�o pensando! Eram as MINHAS malas, afinal... O final foi feliz: acabei me encontrando com as duas bonitinhas no aeroporto, bem a tempo de embarcar para c�. Agora tenho meia horinha para tomar banho e me vestir. Janta-se cedo aqui, e a turma est� exausta. Ah, sim: o tal gel holand�s n�o parece cimento. � cimento, aquela cola que os punks usam para esculpir aqueles cabelos sedosos e suaves... Pode?! Como eu j� passei dessa fase, e o meu corte n�o se presta muito a isso, vou de creme rinse e ventania, mesmo. Isso � que d� a gente se deixar levar por embalagens atraentes. O tempo est� lindo, quente, tudo de bom. A viagem est� uma perfei��o, at� porque n�o se fala em Lula, PT, CPI, nada: � como se nada disso existisse. Em vez disso, fala-se sobre HDTV, telas de plasma e tecnologia de todos os tipos; ficamos todos comparando os lugares por onde passamos com o Brasil, discutimos a comida local. Come-se muito bem na Holanda, ou pelo menos em Eindhoven -- mesmo em cantinhos que aparentemente n�o prometem muito, pode-se contar com queijo, p�o e manteiga de comer de joelhos. Mais tarde fa�o um post decente, com fotinhas e tudo, prometo. Agora tenho a impress�o de que j� estou at� meio atrasada. Beijos, pessoal! Muito obrigada pelo feedback dos coment�rios, voc�s n�o calculam como � bom a gente ter tantos fios terras... :-)14:01
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"Finalmente... Berlim!"

12:50
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"Aeroporto de Dusseldorf"

10:12
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Dusseldorf

08:09
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Parte 3

03:11
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Parte 2

03:09
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Parte 1

03:07
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30.8.05
Garrafas ao mar

20:24
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Philips

15:45
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Eindhoven

15:39
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EindhovenCheguei ontem, sa e salva, a Eindhoven, onde ficam os laboratorios da Philips. O hotel eh otimo e super moderno -- mas so tem conexao discada que nao consigo acessar. Aqui na Philips ha wi-fi... que tambem nao consegui acessar. Os telefoninos funcionam para falar, mas para mandar fotinhas, neca. Neste momento estou roubando cinco minutos para dar um alo e dizer que esta tudo OK. O grupo esta tomando cafe, depois de um dia inteiro de laboratorios e demos. O tempo esta otimo, as coisas que estao nos mostrando sao interessantes, as pessoas sao muito simpaticas e a cidade eh... bem, uma pacata cidade holandesa do interior... ;-) Amanha vamos para Dusseldorf, onde pegamos o aviao para Berlim. 11:26
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29.8.05
Escala em Paris

12:19
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28.8.05
Finalmente... :-)

22:07
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Embarque em Sampa

21:50
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A caminho

20:48
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A caminho

19:26
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Pe' na estrada!

19:19
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Por mim...

18:50
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Por mim...

18:39
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Vai, viaja...

18:11
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FUI!Fiquem bem todos voc�s; cuidem direitinho do blog na minha aus�ncia, sim? Muito obrigada! 17:53
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Rumo a BrasiliaA caminhada da e-indigna��o (cujo selinho est� a� ao lado, na coluna de banners) j� percorreu quase 287 quil�metros, e conta com mais de 143 mil participantes. O seu objetivo � ir de S�o Paulo a Bras�lia, protestar contra o festival de indignidade e corrup��o que assola o pa�s. A cada nova inscri��o, ela se move dois metros. Nas �ltimas semanas, a caminhada vem sendo alvo da contra-propaganda petista, que est� mandando emails alarmistas a torto e a direito, alertando-as para que n�o assinem o manifesto por ser uma armadilha de spam disfar�ada. Em suma: fazem spam para acusar os outros de serem eventuais spammers. H� formas muito mais simples de criar armadilhas de spam; e nada impede que voc� crie uma conta de email especial para usar em websites por a�. Ali�s, � at� recomend�vel que o fa�a. A caminhada virtual � uma iniciativa criativa e bem bolada. O fato de estar se espalhando t�o rapidamente significa apenas uma coisa: que as pessoas est�o indignadas, e gostaram da id�ia. Ponto. Maiores esclarecimentos e informa��es no site, aqui; ou clicando no selinho a� ao lado. 14:36
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Pasta Hagen: doa��oEscreve o Gerson Bouzin: "Infelizmente minha peluda mais nova faleceu, devido a complica��es de uma cirurgia de obstru��o intestinal. Nos ultimos dias, tarde demais, compramos uma pasta Hagen para bolas de p�lo.
Minha gata mais velha n�o precisa, e como essa pasta anda em falta no Rio de Janeiro queremos doar o tubo (ainda fechado e com validade at� mar�o de 2006). Pode ser que outro felino esteja precisando, e seus humanos n�o estejam encontrando. Pra nos foi dific�limo achar." Se algu�m estiver precisando, por favor deixe recado aqui nos coment�rios, que o Gerson entra em contato, OK? 14:13
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27.8.05
 Auf Wiedersehen!Numa atitude absolutamente in�dita, a vossa blogueira est� fazendo as malas... um dia inteiro antes da viagem! � claro que voc�s ter�o not�cias de toda a aventura, que come�a com uma semana de trabalho. A primeira parada � o laborat�rio da Philips em Eindhoven, na Holanda. Est�o me acompanhando dois telefoninos da pesada, o Samsung D500 (para mosaiquinhos) e o Sony-Ericsson W800 que estou testando; e duas pequenas c�meras compactas, tamb�m de teste, a Finepix Z1, da Fuji, e a V550, da Kodak. Mais o meu fiel notebook, naturalmente, e as minhas c�meras velhas de guerra, a Lumix Z20 e a Sony P200. Isso porque c�mera de teste � como sapato novo: voc� at� leva, mas manda a prud�ncia que leve tamb�m aquela sand�lia bem batidinha e muito confort�vel... Parece muita coisa, mas todos esses brinquedos s�o leves e pequenos. O que atrapalha mesmo s�o os fios e carregadores. Estou feliz: acho que esta viagem vai ser muito interessante. 17:15
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Ipanema ontem, de madrugada

11:58
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26.8.05
 Extra, extra! Com voc�s, a S�bia Coruja das Highlands*Povo! Tem uma entrevista maravilhosa com a Mam�e no site Velhos Amigos. N�o deixem de ler; como dizem por a�, "� uma li��o de vida"... * S�bia Coruja das Highlands � o apelido da Mam�e entre os netos. Highlands por causa de Friburgo, onde ele mora; S�bia Coruja porque, de fato, ningu�m sabe mais das coisas do que ela. Leiam l�, depois me digam se n�o � verdade...20:46
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Lula e Fabiana

13:45
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Estranho... N�o estou conseguindo acessar nem o Blogger, nem o blog nem o Gmail pelo Velox. Aqui pelo notebook, acessando com uma plaquinha da Vivo, tudo OK. A pergunta � meio cretina, tipo "Quem n�o veio levanta a m�o"... mas voc�s est�o conseguindo acessar o blog e o Gmail? 01:14
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25.8.05
Hmmmm...!

22:58
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Tim-tim!

22:54
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Daniel e Bianca

22:48
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Culin�ria no Planalto� impress�o minha, ou h� um cheiro insuport�vel de pizza no ar? 21:11
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Alternativas ga�chasO grande Fl�vio Damm me mandou um bilhete. Diz ele: "Li tua cr�nica de hoje: sobre ga�chos, avi�es e aeroportos, como ga�cho, quero te contar que quando nascemos no Rio Grande ficamos frustrados de termos nascido gente: o nosso desejo era de termos nascido cavalo ou avi�o da Varig. Isto � dito no Sul com grande naturalidade, por ser verdade..." Achei lindo isso. 21:05
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 Desvendado o segredo do servi�o de bordo! Escrevem passageiros, tripulantes e at� um spotter, esp�cie at� aqui desconhecida pela cronistaVejam voc�s como � imprevis�vel essa vida de cronista. Na semana passada pensei muito antes de escrever a respeito dos aeroportos, dos mist�rios do servi�o de bordo e do maravilhoso fondue de chocolate da Ponte A�rea. Com o pa�s atravessando a pior crise pol�tica da sua hist�ria recente, quem � que ia se interessar por comida de avi�o?! Por outro lado, crise ou n�o crise, a vida segue -- e o fondue me pareceu n�o s� digno de registro, como um bom gancho para falar sobre duas ou tr�s coisas a respeito de avi�es e aeroportos. Para minha surpresa, a repercuss�o foi enorme. Descobri que muita gente gosta de comida de avi�o; e, atrav�s do Luis Fernando Verissimo, descobri at� o por qu�. Na cr�nica de domingo, ele matou a charada: "O importante n�o � a comida, � estar comendo a caminho de algum lugar." Como � que eu n�o tinha pensado nisso?! � claro, o segredo das bandejinhas est� mais no significado do que no conte�do -- embora um fondue de chocolate possa se dar ao luxo de dispensar qualquer significado. J� o grande segredo do servi�o de bordo, que sempre come�a pela outra ponta do avi�o, me foi gentilmente esclarecido por passageiros observadores, e confirmado por tripulantes: "O servi�o come�a no meio, com duas equipes de comiss�rios, que se dirigem �s pontas", escreveu a comiss�ria Danielle Rayol. "Dessa forma, tanto quem est� na frente quanto quem est� atr�s � servido por �ltimo... Quem est� no meio � que se d� bem. Tamb�m, j� est�o em cima da asa, pelo menos v�o comer primeiro, n�?" Faz sentido, sem d�vida alguma -- e explica porque � que eu, que sempre vou bem na frente ou bem atr�s, estou quase sempre entre as �ltimas pessoas a serem servidas. Ana Gomes, outra comiss�ria da Ponte A�rea, completou a informa��o: quando h� menos de 60 passageiros, ou seja, meio avi�o, o servi�o come�a pela frente. * * * Devo dizer, ali�s, que fiquei extremamente comovida com a quantidade e com o teor dos emails que recebi de comiss�rios de bordo e comandantes da Varig, muitos deles j� aposentados. � vis�vel que, para essa turma t�o simp�tica, a Varig n�o � apenas um emprego, mas um grande motivo de orgulho, apesar dos tempos dif�ceis. * * *"Se um dia fizerem a CPI da Infraero, vai se descobrir que provavelmente n�o s� os fingers foram constru�dos a metro, mas concreto e asfalto tamb�m s�o um grande neg�cio", escreveu Bruno Gelmi a respeito de outro t�pico da cr�nica, o exasperante comprimento desses t�neis nos aeroportos brasileiros. Ele se deu ao trabalho de observar alguns aeroportos no Google Earth, programa que � um perfeito retrato da Terra, e descobriu diferen�as chocantes entre o que se faz no Brasil e o que se faz no chamado mundo civilizado. Pelas fotos nota-se claramente que economia de espa�o e de recursos � coisa de paisinhos que pensam pequeno, como, digamos, a Alemanha ou os EUA. Para os f�s do Google Earth, a� v�o algumas coordenadas enviadas pelo Bruno: Gale�o 22 48' 54,62'' S / 43 14' 52,92'' W Frankfurt 50 02' 50,04'' N / 8 34' 31,12'' E Los Angeles 33 56' 48,59'' N / 118 24' 14,44'' W
* * *Al�m dos fingers esdr�xulos, outro crime est� sendo cometido com a reforma dos aeroportos: todos est�o perdendo os terra�os panor�micos. Quem me chamou a aten��o para isso foi Daniel Carneiro, que pertence a uma esp�cie ainda mais estranha do que a dos gourmets voadores, a dos spotters, que gostam de apreciar pousos e decolagens. Esta galera, que leva o hobby a s�rio e faz fotos maravilhosas de avi�es, est� perdendo o seu espa�o. "Voc� deve ter acompanhado a festa que era, anos atr�s, uma chegada do Concorde ao nosso Gale�o", observou. "Centenas de pessoas se amontoavam no (ent�o aberto) terra�o do aeroporto para apreciar o pouso da bela ave. Bons tempos que n�o voltam mais, pois o Concorde deixou de voar e os terra�os foram reduzidos e fechados com vidra�as escuras..."
Para avaliar o que se est� perdendo com o fim dos terra�os, basta dar uma olhada nas magn�ficas cole��es de imagens do Daniel, em dcpics.notlong.com e dcpix.notlong.com.* * *J� a minha apreens�o com o que est� por acontecer ao Santos Dumont encontrou eco no cora��o de Ricardo Freire, cronista da "�poca" e viajante tarimbado. Na �ltima p�gina da revista desta semana, ele prop�s a cria��o de um movimento contra a constru��o de fingers no "aeroporto mais charmoso do planeta".
O Santos Dumont � pequeno e n�o precisa de obras fara�nicas; s� precisa que o deixem em paz. Afinal, descer do avi�o por uma escadinha com vista para o P�o-de-A��car, sentindo o cheiro da maresia, � uma felicidade que n�o tem pre�o, e que faz da chegada ao Rio algo �nico e deslumbrante.
Nem preciso dizer que apoio incondicionalmente o movimento. Vamos lutar pelo tombamento do nosso aeroporto querido, antes que seja tarde!
(O Globo, Segundo Caderno, 25.8.2005)
02:59
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24.8.05
 Futurismo d� nisso, ou O micro em 1954A legenda desta curiosa foto diz o seguinte: Cientistas da RAND Corporation criaram este modelo que ilustra como poder� ser um computador dom�stico no ano de 2004. A tecnologia necess�ria, entretanto, n�o ser� economicamente vi�vel para a maioria das pessoas. Os cientistas tamb�m admitem que o computador vai precisar de tecnologias ainda n�o inventadas para funcionar, mas esperam que, daqui a 50 anos, a ci�ncia j� tenha resolvido esses problemas. Com interface de teletipos e liguagem Fortran, o computador ser� muito f�cil de usar. Huahauhauhauhauhauhauha!!! 17:24
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23.8.05
 Finalmente!Senhoras e senhores, com voc�s, Ribondi e seu bichinho de estima��o, o Neg�o. Devo dizer que a foto n�o faz justi�a ao Neg�o, que � o maior cachorro que eu j� vi. Agora estou tentando convencer o Ribondi a me mandar uma foto dele, Neg�o, em p�: � um espanto, o bicho. N�o � lindinho?! :-)20:12
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A assinatura que n�o houveHoje recebi dois emails; um do senhor Ademir Assun��o, afirmando que a tal carta contra a Veja e a favor do manifesto dos escritores folgados foi assinada apenas por ele, e que, portanto, a Elvira n�o a poderia ter assinado; o outro, da Elvira, explicando que ela se confundiu em rela��o � assinatura. Voc�s se lembram, n�? Foi este assunto que rendeu a �tima discuss�o sobre palavr�es nos coment�rios. Eis o que disse a Elvira: ATEN��O: uma carta � veja e o manifesto "literatura urgente" estavam em um mesmo pdf no site fala brasil. a carta em cima e o manifesto embaixo. cheguei l� fazendo uma pesquisa "elvira vigna" no google em 19/08. vi a assinatura, rolei para cima, vi a carta. chiei n�o vi naquele momento o manifesto, sanduichado no meio dos dois. s� fui ver o manifesto no domingo dia 21/08 e em outro site. a carta � veja n�o leva as assinaturas do manifesto. portanto minha assinatura irregular s� consta do manifesto. que eu jamais li embora em novembro do ano passado tenha concordado em participar do que seria uma lista/forum de discuss�es. n�o participei. sequer soube se existiram. s� fui ler o manifesto quando j� publicado, pela internet, no domingo. minha assinatura j� foi retirada do manifesto. cora r�nai reproduziu em seu blog o primeiro post que coloquei no meu, em cima da minha indigna��o com o que eu achava que era minha assinatura na carta � veja. desculpas a todos. (elvira vigna) Aqui neste blog a Elvira n�o precisa pedir desculpas. Embora tenha acontecido uma bela confus�o, continuo achando totalmente errado o uso do nome de uma pessoa em rela��o a algo a respeito do qual ela n�o foi informada. Uma coisa � aceitar participar de um debate a respeito de um assunto; outra � usar esta aceita��o te�rica como apoio a um manifesto concreto. Retiro o 171! do t�tulo do post porque ele se referia � carta, em que a assinatura da Elvira n�o entrou; e em rela��o a isso pe�o desculpas ao senhor Ademir Assun��o. N�o sei quem usou a ades�o da Elvira a uma lista de discuss�o como endosso a um manifesto com o qual ela n�o concorda; mas quem quer que tenha feito isso �, sim, um estelionat�rio. Por fim, �a va sans dire, mantenho minha opini�o a respeito do movimento. 19:05
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Utilidade P�blicaPessoas, duas leitores deste blog me pediram indica��es que eu n�o tenho. Talvez voc�s possam ajudar? Linda, aqui do Rio: "Voc� conhece algum churrasqueiro bom, que atenda uma turminha quando precisa fazer um churrasco?" Miriam, tamb�m aqui do Rio -- mas essa � bem mais dif�cil: "Trabalho numa produtora que faz legendagem para programas da TV a cabo, Globosat. Ocorre que estamos com alguns programas er�ticos com falas em h�ngaro e queria pedir se voc� tem alguma indica��o de tradutor nesse idioma."
Por incr�vel que pare�a, eu n�o conhe�o tradutores de h�ngaro; muito menos nesta, digamos, �rea de especialidade.
14:58
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Ah, sim, eu ia esquecendo... Palocci para presidente! 04:37
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 O mais sexy de todosA CNet fez uma lista dos dez produtos de tecnologia mais sexies dos dez �ltimos anos, e o Razr V3, da Motorola, ficou em primeiro lugar; o iPod, da Apple, ficou em segundo. A lista completa est� aqui. Eu concordo inteiramente com a escolha do V3. Amo o Samsung D500, telefone mais gostosinho do mundo, mas como design o V3 � imbat�vel, um dos objetos mais lindos que j� vi. Chega a ser incr�vel como conseguiram embutir um telefone inteiro, quad band, com c�mera e tudo, numa caixa t�o fininha e elegante. No mais, acho que faltou mem�ria ao povo da CNet. Houve muitos Thinkpads mais espetaculares do que o Vaio X505, por exemplo. Eu ia falar no Nec Ultralite, para mim o mais revolucion�rio de todos os notebooks, mas fui checar e vi que ele foi lan�ado em... 1989. Oops. Agora estou caindo de sono, com a pilha fraca por causa de uma dor de garganta que quer me pegar, mas tenho certeza de que ainda vou me lembrar de v�rias coisas. Aceito ajuda: vamos fazer a nossa lista? 03:44
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Papo tecnost�lgicoO Orkut tem mesmo de tudo. H� algum tempo entrei para uma comunidade chamada "Pioneteiros, pioneiros da web". Mas ou n�o prestei aten��o � sua descri��o na �poca, ou o seu criador andou aperfei�oando o texto. O fato � que, h� alguns dias, cuidando dos problemas gerados pela minha dupla personalidade -- o Orkut s� permite mil contatos por p�gina, o que para qualquer pessoa que escreve em caderno de inform�tica � muito pouco -- voltei l� para inscrever a minha vers�o 2.0. Desta vez, dei boas risadas lendo a descri��o, que levei para o blog, e que fez a alegria dos usu�rios d'antanho: Para pioneiros, dinossauros e causadores da internet no Brasil. Venha para c� se voc�:
Chegou aqui bem antes de 2000 Usou Winsocks no 3.1 Teve encarte de bolso com Pior, o REDIGIU Foi devoto do Netscape Pesquisou no Yahi, Surf e Cad� J� conectou a 9600 Foi viciado em IRC Usou provedor de BBS, com limite hora/dia Pior, foi sysop Colecionou Internet World, .net, PC Magazine Brasil e Microsistemas Pior, ESCREVEU nelas Conheceu Tribo Internet, Meu Povo, Listas BR, Redes-L, Listas da Esquina, Ansp, Alternex e El�gica Foi owner ou heavy-user do Onelist, eGroups e Makelist Usou majordomo, listproc e gopher Demorou a instalar o ICQ99 com medo da novidade Bateu ponto no chat UOL s� pra ver se algu�m estava on-line J� disse que "a net n�o � mais a mesma" Foi f� do informativo Freeware/Shareware do Max Obelix Stocker Pior, foi da confraria, com Max e Fervil Estranhou quando nem todos mais aqui eram antenados/cultos/conhecidos O papo foi animado. Eduardo Stuart: "Essa comunidade � o m�ximo! J� entrei faz um tempinho, mas ainda n�o tive coragem de responder aos question�rios. Imagina algu�m dizendo que j� criou um programa que foi armazenado em cart�o perfurado e que no seu primeiro computador pessoal os programas eram armazenados em fitas cassete -- que, � bom lembrar, volta e meia davam a fat�dica mensagem de "erro de leitura", depois de longo 7 minutos carregando o dito. Arght! =) Me lembro bem da FidoNet. Foi atrav�s dessa rede que eu tive o meu primeiro endere�o de e-mail, cortesia de uma das BBSs que eu assinava bem antes de surgir a internet comercial. E embora o endere�o nunca tenha funcionado direito, era uma grande alegria ter um suposto "endere�o de internet". Aqueles eram bons tempos, sem d�vida alguma, mas que n�o me trazem muitas saudades, n�o. A internet como a conhecemos hoje � muito mais pr�tica e o acesso �s informa��es nunca foi t�o facilitado. O que sinto das BBSs eram os sempre animados encontros. Como a maioria dos assinantes moravam relativamente perto, era f�cil marcar essas reuni�es. Com a internet, onde uma mesma comunidade pode ser acessada por pessoas do mundo inteiro, n�o � assim t�o f�cil fazer os encontros com a maioria dos participantes." Marcela: "Gopher!!! Algu�m ainda se lembra disto? Mas antes da internet, muito antes, antes mesmo do disquete de 5"1/4, a gente carregava joguinhos no computador com um gravador e fita cassete!!! Dava um trabalho danado acertar o volume pra conseguir carregar. Jur�ssico! Nos idos de 1980 eu e meu irm�o pedimos a minha m�e pra comprar um driver pra disquete de 5"1/4 pro nosso Apple 2000. Minha m�e foi � Mesbla e disse ao vendedor que queria um driver. O vendedor: O que � isto? Minha m�e: N�o sei..." M�rcia: "Usei bit-net , Gopher, Veronica, Archie... E quando vi o Mosaico numa esta��o UNIX, fiquei maravilhada. O tempo de resposta era uma loucura de longo. Mas gostava de usar Gopher e Veronica, porque pouca gente conhecia UNIX, e isto me fazia sentir um pouco "superior" a grande maioria... Sempre fazia pesquisas usando FTP para meus colegas de trabalho. Diziam at� que eu era a Rainha da Internet..." Andr� Breitman: "Meu deus, como t� velho! Comecei pelo TRS-80 Modelo 1,4K; furei muito disco de 3,5 pra virar 180K (antes do double side double density de 360K que eu n�o tinha grana pra comprar); coloquei mais do que tirei nos arquivos com rodinhas do Capit�o Gancho; fui aprendiz de sysop do forum80, primeiro BBS do Rio; tinha cole��o de cart�es perfurados de todas as faculdades; usei disco de 8" em um est�gio (todo orgulhoso); e, um pouco mais atual, tenho um quadro com uma cole��o completa de marcadores de livro da Amazon (mas boa mesmo era a books.com)". (O Globo, Infoetc, 22.8.2005)Bem, esta coluna voc�s n�o s� leram antes aqui como ajudaram a escrever: a colunista agradece a colabora��o!03:00
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22.8.05
Mosca

19:21
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21.8.05
 ... Ontem os ovinhos estavam l�, perfeitinhos; hoje � tarde... :-(22:16
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   Emerg�ncias felinas!Nossa amiga Coruja continua � espera de um lar. Gente, falando s�rio, tartaruguinhas s�o t�o especiais! E esta vem at� com madrinha veterin�ria, o que n�o � para qualquer um. Ontem abandonaram mais gatinhos no Jockey: desta vez, esses lindos siamesinhos. Eles est�o arrepiados porque Ana Yates, que � uma mulher prevenida, passou Front Line (um rem�dio contra pulgas) antes de lev�-los para casa; e Front Line definitivamente n�o � um produto de beleza apreciado por gatos. S�o um macho e uma f�mea, com menos de dois meses. Siameses s�o gatos maravilhosos: conversam muito, s�o inteiramente birutas, carentes e carinhosos. Recomendo! Os dois irm�ozinhos j� foram despulgados e vermifugados; tudo o que precisam agora � de um lar onde possam viver felizes.Update: J� foram adotados!!!Informa��es, como sempre, com a nossa incans�vel Ana Yates. 01:20
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20.8.05
Filme!

22:33
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Filme...

21:15
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Coisa linda!

21:12
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Well, well, well... A Well era apenas um BBS de S�o Francisco quando abri uma conta l�; mas era, tamb�m, o lugar mais divertido do ciberespa�o. O diabo � que era quase imposs�vel acess�-la daqui e, algum tempo depois, desisti. Voltei em 1996, quando os modems j� voavam a 14.400. Desde ent�o, cronai@well.com ficou sendo meu endere�o de email. H� dois meses, cheia de d�vidas, renovei a assinatura anual. Foi uma fortuna, mas, para mim, o endere�o da Well � (era) um fetiche nost�lgico, uma esp�cie de liga��o com o meu passado da rede, com S�o Francisco e com os meus amigos de l�. Os tempos mudaram. S�o Francisco mudou, muitos dos meus amigos se mudaram, a web mudou. A Well vai ser vendida. Acho que est� na hora de dar adeus ao meu antigo endere�o, pedir um reembolso dos meses n�o utilizados e assumir de vez um novo email. 04:53
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171!Lembram daquela turma de escritores que anda por a� querendo subven��o do governo para passear e para custear o seu �cio supostamente criativo? Pois agora, al�m disso, deram de falsificar assinaturas. Vejam s� o que recebi da minha amiga Carol Vigna-Mar�, filha da escritora Elvira Vigna: USO INDEVIDO do nome da minha m�e:
"descubro, horrorizada, que meu nome consta como tendo assinado uma carta escrita por ademir assun��o contra a revista veja, a respeito da id�ia de obter financiamento p�blico para escritores escreverem seus livros.
sou contra esta id�ia, embora ningu�m tenha pedido minha opini�o.
n�o sei o que fazer contra esse abuso de usarem meu nome.
vou deixar este post por aqui at� ver o que eu fa�o.
o nome da tal da carta que eu n�o assinei � 'o jornalismo manipulador de veja se volta contra escritores' e est� datada de 15/07/05.
porra, que abuso, caralho."
POR FAVOR AVISEM A TODOS QUE ESTA CARTA ALEGADAMENTE ESCRITA POR ADEMIR ASSUN��O FALSIFICOU ASSINATURAS. Amigos, por favor espalhem isso em seus blogs. Parece que a �nica defesa que resta �s pessoas de bem deste pa�s � sair berrando... 04:12
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Fui!

03:12
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19.8.05
Adote um focinho carente!Vai ao ar amanh�, no Boqueir�o, mais uma das feirinhas de ado��o da Suipa. DIA: S�BADO - 20 DE AGOSTO HOR�RIO: das 09:30 �s 15:30 horas LOCAL: CLUBE DE REGATAS BOQUEIR�O, perto do MAM, caminho de quem vai para a Escola Naval, no Centro do Rio.
Para adotar � necess�rio: Carteira de Identidade, CPF e comprovante de resid�ncia (atualizado), em original e uma xerox.
Se puder levem jornais... Os "focinhos" precisam muito. Doa��es em ra��es e medicamentos tamb�m ser�o muito bem vindos.
As ado��es tamb�m podem ser realizadas diariamente na sede da SUIPA: Av. Dom H�lder C�mara 1801, Benfica, telefones 2501-8691 e 2501-9954. 22:03
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Xexeo de cabelo novo

21:13
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Mandou bemAdoro o Dapieve, cronista das sextas-feiras do Segundo Caderno. Implico quando escreve sobre futebol, porque n�o gosto de futebol, mas quando vem para o mundo real, ele � imbat�vel. Um trechinho de hoje: (....) Delfim Netto s� n�o foi ministro de Lula porque n�o quis outra pasta que n�o a das Comunica��es, j� empenhada com o PMDB. Delfim continuou deputado federal pelo PP. Al�m de ser o partido do presidente da C�mara, Severino Cavalcanti, � o do ex-governador Paulo Maluf. Diante disso, diante dos lucros legais mas imorais dos bancos, quando algu�m acusa "as elites" pelos infort�nios do PT, n�o sei se rio, choro ou me consolo com o fil�sofo romeno Cioran, que disse: "Quando escuto algu�m falar em 'elite', sei que estou diante de um imbecil." A �ntegra est� aqui: imperd�vel. 15:58
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Assim �...Um pequeno v�deo, para os que s�o a favor da carrocinha e da elimina��o dos animais de rua: ou o que voc�s acham que � feito deles? 14:39
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Bom dia!

13:21
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Testando o W800

13:21
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Falta de assunto... ;-)

04:26
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18.8.05
Rua Irineu Marinho

20:59
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Rua Irineu Marinho

16:33
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Brincadeira

16:27
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Pipoca

15:33
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 Comida de bordo, um raro prazerFui a S�o Paulo na semana passada para ver as novidades em c�meras digitais. Pedi um assento na janela, do lado direito, bem na frente do avi�o. O detalhe do lado direito � muito importante: h� poucos v�os t�o bonitos quanto a Ponte A�rea, mas enquanto o pessoal do lado esquerdo s� V� um pedacinho de Niter�i e muito de mar, quem vai do lado direito v� toda a ba�a, passa rente ao P�o-de-A��car, acompanha as praias e, em dias claros, tem paisagem ininterrupta at� a chegada. Ir bem na frente � menos importante, mas tamb�m tem suas vantagens, sobretudo para quem gosta de fazer fotos a�reas, j� que n�o h� asa atrapalhando a vista; al�m disso, o desembarque � mais r�pido, porque nos fingers de Congonhas n�o se usa a porta traseira. Fingers, voc�s sabem, � como se chamam aqueles corredores m�veis que se encostam ao flanco dos avi�es, e que substitu�ram as escadas nos aeroportos de quase todas as grandes cidades. Antigamente eu achava os fingers o m�ximo da modernidade, uma das grandes inven��es do engenho humano; mas n�o h� como continuar gostando deles depois de ver as barbaridades que fizeram na parte nova do Gale�o, em Guarulhos e em Congonhas. Pensados originalmente para facilitar a vida dos passageiros, e tornar embarques e desembarques mais r�pidos, aqui eles se transformaram em labirintos intermin�veis, que funcionam exatamente ao contr�rio do que seria de se esperar. No dia em que algu�m fizer a CPI da Infraero, vai se descobrir que foram negociados a metro. N�o h� outra explica��o. O resultado � que hoje chego a sentir ternura pelos pequenos aeroportos � antiga, cada vez mais raros, e me assusto em pensar no que v�o fazer com o Santos Dumont, que tanto amo. Cada vez que desembarco de volta, olhando a nossa paisagem extraordin�ria atrav�s dos tubinhos transparentes que cobrem as escadas, fico com o cora��o apertado. * * * Os estrangeiros que v�m ao Brasil ficam bestas com a Ponte A�rea, e n�o s� por causa da paisagem: h� poucos lugares no mundo em que ainda se serve alguma coisa em v�os t�o curtos. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde as companhias a�reas j� eram mesquinhas antes do 11 de setembro, corre-se atualmente o risco de se atravessar o pa�s de um lado a outro sem se receber nada al�m de um m�sero refrigerante. Acho o m�ximo apresentar amigos de fora aos luxos da Ponte A�rea e ver o seu ar de espanto diante das caixinhas de comida que as aeromo�as mal t�m tempo de distribuir. Pena que, na semana passada, estava sozinha. � que, dessa vez, at� eu me espantei quando o comandante -- sim, ele em pessoa! -- nos informou que havia uma surpresa para os passageiros no servi�o de bordo: fondue de chocolate com frutas frescas. Fondue?! Num avi�o?! Minha curiosidade demorou a ser satisfeita. A equipe come�ou a servir os passageiros de tr�s para frente, e fui das �ltimas a ser atendida. O fondue veio em duas caixinhas, uma com peda�os de fruta, outra com chocolate amargo derretido. Delicioso! Resultado: na volta, por causa desta maravilha da culin�ria a�rea, pedi um lugar no fundo do avi�o (tamb�m do lado direito, com vista para a restinga, as montanhas, o Maracan� e o cais do porto, com direito � Ilha Fiscal lindamente iluminada ao anoitecer). Eu estava convencida de que garantia, assim, um fondue com o chocolate pelando de quente. Pois sim! Alguns mist�rios s�o insond�veis para o mortal comum, e entre eles est� a ordem do servi�o de bordo -- que nunca jamais consegui acertar, em v�o algum. Este n�o foi exce��o, e come�ou, claro, l� pela frente. Um dia, quem sabe, eu talvez adivinhe certo. * * * Sim, adoro comida de avi�o, mesmo quando n�o � t�o surpreendente. Nos velhos tempos, a �nica pessoa que me entendia era o Luis Fernando Ver�ssimo, um gourmet que n�o tem medo de confessar o que, para tanta gente, � heresia gastron�mica. Agora, com a Internet, percebo que n�o estamos sozinhos. A comida de avi�o tem uma legi�o de admiradores, cujo ponto de converg�ncia � o util�ssimo site www.airlinemeals.net, �nica e exclusivamente dedicado ao assunto. L� o conhecedor pode se entreter com milhares de fotos de refei��es de bordo, servidas por centenas de companhias a�reas, entre elas as falecidas Braniff e Pan Am; as refei��es s�o minuciosamente descritas, com notas dadas pelos passageiros e tripulantes que as fotografaram. S� do Concorde da British Airways h� 101 fotos; da Singapore Airlines, universalmente considerada a melhor companhia a�rea do mundo, h� 661 fotos, acompanhadas das mais diversas manifesta��es de encanto e prazer. Nem preciso dizer que j� mandei para l� umas fotinhas do fondue de chocolate da nossa Varig. Dei nota 10. (O Globo, Segundo Caderno, 18.6.2005)03:02
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17.8.05
PioneteirosDei risada lendo a descri��o da comunidade Pioneteiros: pioneiros da web, do Orkut. Quem foi da �poca vai rir tamb�m, aos outros pe�o desculps pelo post tecnost�lgico: Para pioneiros, dinossauros e causadores da internet no Brasil. Venha para c� se voc�:
* Chegou aqui bem antes de 2000 * Usou Winsocks no 3.1 * Teve encarte de bolso com TODOS sites da net BR * Pior, o REDIGIU * Foi devoto do Netscape * Pesquisou no Yahi, Surf e Cad� * J� conectou a 9600 * Foi viciado em IRC * Usou provedor de BBS, com limite hora/dia * Pior, foi sysop * Colecionou Internet World, .net, PC Magazine Brasil e Microsistemas. * Pior, ESCREVEU nelas * Conheceu Tribo Internet, Meu Povo, Listas BR, Redes-L, Listas da Esquina, Ansp, Alternex e El�gica. * Foi owner ou heavy-user do Onelist, eGroups e Makelist * Usou majordomo, listproc e gopher * Demorou a instalar o ICQ99 com medo da novidade * Bateu ponto no chat UOL s� pra ver se algu�m estava on-line * J� disse que "a net n�o � mais a mesma" * Foi f� do informativo Freeware/Shareware do Max Obelix Stocker * Pior, foi da confraria, com Max e Fervil * Estranhou quando nem todos mais aqui eram antenados / cultos / conhecidos 21:00
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Cora��o de m�eO PT est� arrasado, pede desculpas ao pa�s pelos atos dos antigos dirigentes e espera que fique tudo por isso mesmo, com os antigos dirigentes dando as cartas e mostrando que os novos dirigentes n�o est�o com nada. Com aquele Trevisan que cuidou da negociata do filho do Lula j� a bordo, n�o me espantaria se recontratassem o Duda Mendon�a pelos bons servi�os. Sabe como � cora��o de m�e, perdoa tudo. 20:22
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 Emerg�ncia felina!Coruja, esta leg�tima tartaruguinha, quase foi uma das v�timas do Jockey. "Sumiu" da sua col�nia h� uns dois meses mas, gra�as a uma protetora, conseguiu ser resgatada do famigerado "gatil". Ela � uma das sobreviventes da turma antiga, tem aproximadamente sete anos, � muito meiga e est� em lar tempor�rio, � espera de algu�m que a adote. � uma companhia maravilhosa, um bichinho tr�s-em-um: Coruja, gatinha e tartaruga... Ana Yates pode dar maiores informa��es sobre a gatinha. 17:24
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Aggiornando�s vezes n�o d� pra ler tudo sempre e acabo com as leituras mais importantes atrasadas. Por exemplo: s� hoje tive tempo de passar l� na Fal: Provoca��o
Sr. Duda Mendon�a acaba de dizer que n�o quer usar a intelig�ncia dele para fazer mal ao pa�s.
Esse povo t� me atentando, Juraci, me segura que eu vou ter um tro�o. Huahuahauhauha! 04:12
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Adeus �s ilus�esEm menos de dois anos, e por menos de dois milh�es, o PT conseguiu fazer o que a ditadura militar jamais conseguiu, apesar do empenho de d�cadas: desmoralizar a UNE. Estudante pelego. Ta�, isso � novidade pra mim. 02:23
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Voltando pra casa

01:15
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16.8.05
Assim falava BakuninRecebi este trechinho supostamente atribu�do a Mikhail Bakunin (1817-1876); estou sem tempo para checar se � ou n�o dele, mas me lembro do conceito, que li ou ouvi h� tempos, e que considero incontest�vel. Vejam s�: "Sob qualquer �ngulo que se esteja situado para considerar esta quest�o (o governo popular proposto pelos marxistas), chega-se ao mesmo resultado execr�vel: o governo da imensa maioria das massas populares por uma minoria privilegiada.
Esta minoria, por�m, dizem os marxistas, compor-se-� de oper�rios.
Sim, com certeza, de antigos oper�rios, mas que, t�o logo se tornem governantes ou representantes do povo, deixar�o de ser oper�rios e p�r-se-�o a observar o mundo prolet�rio de cima do Estado; n�o mais representar�o o povo, mas a si mesmos e suas pretens�es de govern�-lo.
Quem duvida disso n�o conhece a natureza humana." 20:48
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15.8.05
Mosca, de bigode amassado

21:21
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E o outro

17:29
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Um lado...

17:27
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Cactos

16:15
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Comparando

15:11
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Comparando

15:07
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 Fatos & fotosA Photo Image Brazil � a nossa maior feira de fotografia. � muito simp�tica e genuinamente nacional, apesar do nome agringalhado, e um excelente term�metro do mercado de equipamento fotogr�fico brasileiro. Pois a julgar pela �ltima edi��o, encerrada na sexta passada em S�o Paulo, n�o faltam motivos para comemora��o: este ano, segundo pesquisa da GFK, ser�o vendidos dois milh�es de c�meras digitais num Brasil que, apesar da crise pol�tica, parece que n�o abre m�o de registrar os bons momentos da vida. Os n�meros, revelados pelo primeiro estudo sobre o setor no pa�s, s�o de fato muito interessantes. Apenas em maio, e apenas nas lojas e canais de distribui��o rigorosamente oficiais e legalizados, 52.471 c�meras digitais foram vendidas no Brasil; para os especialistas, quantidade pelo menos igual deve circular por baixo do pano, seja entre as maquininhas que turistas trazem legalmente na bagagem mas n�o precisam declarar por causa do custo inferior a US$ 500, seja atrav�s do contrabando puro e simples. O aumento da vendas em rela��o a abril foi de 46,8%, o que, mesmo levando em considera��o o Dia das M�es, � uma grandeza. O �nico mes melhor foi, compreensivelmente, dezembro do ano passado, quando nada menos de 56.258 c�meras voaram das prateleiras para baixo da �rvores de Natal dos consumidores. Estima-se que s� o mercado legal feche 2005 com um milh�o de unidades vendidas. � importante observar que esses n�meros referem-se, �nica e exclusivamente, a c�meras digitais, e n�o levam em considera��o outros objetos capazes de gravar imagens, como celulares, players multifun��o ou PDAs. Segundo a GFK, cerca de 40 milh�es de celulares ser�o comercializados no pa�s ao longo de 2005; em maio passado, 13% dos telefoninhos tinham c�mera embutida, mas este percentual deve crescer com a queda de pre�os. * * *Para o instituto de pesquisa, celulares com c�mera e c�meras propriamente ditas convivem bem e sem disputa de market share. Para o consumidor brasileiro, aparentemente, est� claro que uma coisa � uma coisa e outra coisa � outra coisa. Faz sentido. Uma coisa � a fotinha simples de celular, curti��o extra permitida por aparelhos cuja fun��o essencial � falar; outra � a foto "de verdade". Al�m disso, a resolu��o da maioria dos celulares topo-de-linha ainda est� em 1.3 megapixels -- e as c�meras com menos de 3 megapixels j� est�o em baixa. As rainhas da parada s�o, no momento, as que v�o de 3 a 4 megapixels, respons�veis por 50% das vendas; as c�meras entre 4 e 5 megapixels tiveram o maior crescimento relativo (13%) e det�m, hoje, 30% do mercado. * * *A Photo Image, por�m, n�o � s� uma cole��o de n�meros; �, sobretudo, uma amostra do que se vai encontrar no mercado em breve. Isso porque seus principais expositores s�o fabricantes e distribuidores, e o p�blico � formado basicamente por fot�grafos e comerciantes de produtos fotogr�ficos. Algumas coisas com jeito de coqueluche me chamaram a aten��o: c�meras muito fininhas e estilosas, que n�o s�o apenas m�quinas de colher imagens mas belos objetos de desejo; muito material para scrapbooks, ou seja, aqueles �lbuns de recortes e lembran�as, que come�am a pegar firme entre crian�as e adolescentes; e terminais de fotografia auto-atendimento, com entradas para todo tipo de m�dia, em que o usu�rio pode editar suas fotos � vontade em sistemas de toque na tela. Todos os grandes fabricantes t�m quiosques assim; a maioria aceita inclusive transfer�ncia por Bluetooth, que est� virando item essencial para c�meras e, sobretudo, celulares com c�mera e PDAs. O sucesso dos quiosques est� diretamente vinculado � gratifica��o instant�nea da cultura da imagem digital: para que esperar que um laboratorista cuide da c�pia se com meia d�zia de toques (e cerca de um ou dois reais) pode-se manipular a pr�pria foto? * * *A preocupa��o com o look dos equipamentos � evidente, mesmo nos mais baratinhos; as velhas c�meras de poucos megapixels e mau acabamento s�o coisa do passado, definitivamente. � t�o s�rio isso, ali�s, que quase todos os fabricantes apresentaram linhas de c�meras em cores diversas, e um deles -- a Mitsuca -- chegou a convocar Ana Hickmann para ser madrinha de duas c�meras, uma fotogr�fica e uma filmadora. Outra preocupa��o � manter os pre�os dentro de n�veis razo�veis, para evitar a concorr�ncia avassaladora do contrabando. Isso se nota em todo o espectro do mercado, de h�bridos de webcam de 2,1 megapixels por menos de R$ 300 a semi-profissionais como a P880 da Kodak, de 8 megapixels e lente Schneider-Kreuznach Variogon 24 -140mm por R$ 3 mil. A Kodak, ali�s, est� altamente competitiva. Sua linda Z740, de 5 Mp e zoom �ptico 10x tem pre�o sugerido de R$ 1,3 mil. * * *Num sinal dos tempos, a Nokia participou pela primeira vez da Photo Image -- e o fez em grande estilo, trazendo os fot�grafos JR Duran e Ricardo De Vicq para clicar as atrizes Samara Felipo, Ana de Biasi e Daniele Suzuky com o N90, celular com display basculante e lente Zeiss, capaz de produzir fotos de at� 2 megapixels. As mo�as, gentis, posaram tamb�m para fotos com o p�blico; o estande bombou. (O Globo, Info etc., 15.8.2005)03:56
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CAT, imperd�vel!O CAT est� passando uns dias de cabe�a pra baixo, l� do outro lado do mundo. A coluna que mandou pro Info etc. desta semana est� interessant�ssima: "Gelado ou quente, ch� verde � a bebida nacional no Jap�o. A gente acaba entrando na onda, vira quase v�cio. Meia-noite, exausto, depois de um dia inteiro caminhando em T�quio, tinha acabado de ferver �gua no quartinho apertado do hotel e estava rasgando o saquinho de ch� quando, de repente, o c�modo inteiro come�ou a sacolejar. Era meu primeiro terremoto." O resto est� aqui. 03:37
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Como se fosse necess�rioPesquei no Noblat, que pescou no Globo: "O publicit�rio Duda Mendon�a pode n�o ter dito toda a verdade quando, em depoimento � CPI dos Correios, afirmou que recorreu � conta de uma off-shore no exterior pela primeira vez em 2003 e por exig�ncia do empres�rio Marcos Val�rio de Souza Fernandes. Relat�rio reservado do Instituto Nacional de Criminal�stica da Pol�cia Federal informa que entre 1997 e 2000, Duda e a s�cia dele, Zilmar Fernandes da Silveira, fizeram transa��es de US$ 1,6 milh�o com a Agata Internacional, off-shore nas Ilhas Virgens Brit�nicas, administrada pelo doleiro Roger Clement Haber." Ent�o t�. Um sujeito com aquela cara, torturador de animais, amic�ssimo do Babu (!), que ganhou milh�es convencendo as pessoas de que o Maluf � honesto e o Lula preparado -- algu�m ainda precisa de relat�rio reservado da Pol�cia para achar que ele "pode n�o ter dito toda a verdade"?! Fala s�rio! Por falar em Noblat, est� �timo o clipping que ele vem fazendo dos jornais do dia: um grande servi�o de utilidade p�blica. 02:22
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14.8.05
Hmmmm...

21:54
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Jantar by Laura

21:36
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Mosca

15:36
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Tarde de domingo

15:16
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13.8.05
Els gats

23:31
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Caulos, Geraldinho e Wagao

18:43
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Cheese!

17:00
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Altos papos

16:22
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Festa!

16:10
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Enquanto espero

15:01
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Bom dia!

12:33
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Bem feitoAlgu�m acredita realmente que Duda Mendon�a s� abriu uma conta nas Bahamas a pedido de Marcos Val�rio?! E algu�m acredita que esta � a sua �nica conta no exterior?! Conviver com Paulo Maluf com a proximidade que d� uma campanha pol�tica equivale a um PhD em lavagem de dinheiro; Duda Mendon�a deve saber mais sobre off-shore e sonega��o do que Jacques Cousteau sabia de mergulho e vida submarina. Duvido, mas duvido muito, que ele sequer saiba o que � uma contabilidade honesta, exceto como cortina de fuma�a para o que, certamente, considera contabilidade "normal". Como Leona Helmsley, ele leva todo o jeito de achar que imposto (assim como a letra da lei) � coisa para gentinha. Acabo de ver na GloboNews o impoluto Berzoini, aquele carrasco de velhinhos, anunciando que ele vai levar um baita calote do PT. N�o sei o que � mais torpe, se o Duda fingindo a inoc�ncia que n�o tem, ou o PT negando-se, na maior cara de pau, a pagar o que deve a um fornecedor -- alegando, vejam s�, que a negocia��o foi feita na ilegalidade. � pilantragem demais, francamente. Duda Mendon�a e o PT se merecem. 03:04
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Missao cumprida

00:09
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12.8.05
Ah, n�o digam!Segundo o Jornal Nacional, alguns parlamentares petistas come�am a achar que o discurso do presidente n�o foi suficiente para contornar a crise. Indeed. 20:36
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O Mandat�rio Supremo dirige-se ao z� povinhoO presidente Lula acaba de ler um discurso na televis�o, escrito sabe-se l� por quem -- mas algo me diz que n�o foi o marqueteiro Duda Mendon�a. Teve a cara de pau de dizer que todo o esc�ndalo apareceu por causa de investiga��es da Pol�cia Federal, que se sente tra�do e indignado e que mandou punir os respons�veis. Em suma: mais uma vez, mentiu deslavadamente. Como sabe at� a Fam�lia Gato, que sequer se interessa por pol�tica, o que est� acontecendo n�o veio � luz por investiga��es da pol�cia, mas sim por causa da lavagem de roupa suja no Congresso -- que o governo, por sinal, tem feito tudo o que pode para atrapalhar. Tra�do?! Indignado?! Ent�o t�, me engana que eu gosto! N�o havia um pingo de indigna��o na voz de aluno aplicado lendo o que seu mestre mandou; havia apenas uma tentativa canhestra de resgate da imagem do Lulinha Paz e Amor que -- este sim -- traiu e enganou a na��o. E... punir os respons�veis?! Mas quem foi punido at� agora, exceto o povo brasileiro?! Pois se at� o infame Del�bio continua no PT!!! Em suma: o vosso presidente continua achando que governa um pa�s de imbecis. 12:44
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11.8.05
A peixinha da Marcela

Gente, vejam que show de foto a Marcela conseguiu fazer com a c�mera nova!
Se voc�s clicarem na foto, chegam ao Flickr; mas clicando aqui pegam um atalho para a foto em tamanho original.
Sensacional!
D� para contar os ovinhos... :-O
19:40
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:-)))

16:24
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Voltando pra casa

15:06
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Adeus ao hotelzinho barulhento

13:53
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 O livro meu irm�ozinhoHist�ria de alguns segredos de fam�liaNasci no Brasil mas, por circunst�ncias do destino, s� aprendi portugu�s quando fui para a escola. Antes falava h�ngaro, a l�ngua oficial da fam�lia, comum tanto a meu pai, que nasceu em Budapeste, quanto a minha m�e, que nasceu em Fiume, cidadezinha que pertencia ent�o � It�lia, mas antes pertencera � Hungria e hoje pertence � Iugosl�via. Meu av� materno, o Nonno, que morava conosco, meus tios e minha av� paterna, a Nagymama, que moravam logo ali na esquina, as visitas que iam e vinham -- todos falavam h�ngaro. At� hoje o h�ngaro tem, para mim, o som l� de casa. Perdi quase todo o conhecimento pr�tico da l�ngua, que ainda consigo compreender embora fale com dificuldade, mas a m�sica das palavras ficou para sempre gravada no meu DNA como algo especial, s� nosso, uma esp�cie de C�digo R�nai ao qual pouqu�ssima gente tinha acesso. Quando fui � Hungria pela primeira vez, em 1977, fiquei em estado de choque ao constatar que todo mundo (todo mundo!) tinha a chave do nosso segredo. Taxistas, vendedoras de castanhas, gar�onetes da Gerbeaud, jornaleiros -- todos falavam h�ngaro! E muito melhor do que eu! Era revoltante. Aquela peculiaridade �nica da nossa fam�lia, o nosso tesouro secreto, estava ali, devassado, aos ouvidos de todos. A esta primeira sensa��o seguiu-se uma descoberta interessante: a de que s� eu sabia o que sabia. Hippie de cabel�o desgrenhado, usando cal�a Lee desbotada e um insepar�vel poncho peruano, eu era uma perfeita ET naquela cidade atemporal, esquecida num desv�o qualquer do p�s-guerra, onde n�o havia sonho de consumo mais inating�vel do que jeans como os que eu usava -- e por causa dos quais era parada nas ruas diversas vezes, por gente disposta a compr�-los a todo custo. � dif�cil imaginar isso no mundo globalizado de hoje, em que quinquilharias chinesas competem com cacarecos coreanos em qualquer camel�, e onde se pode importar de tudo, de toda a parte, sem sair do computador; mas na Budapeste comunista dos anos 70 n�o havia jeans nas lojas. Ali�s, n�o havia praticamente nada nas lojas. Lembrando bem, quase n�o havia lojas. As exce��es eram as confeitarias gloriosas e as livrarias, onde livros e LPs, subsidiados pelo governo, custavam uma ninharia. Infelizmente, sempre fui analfabeta em h�ngaro, que s� consigo ler em voz alta, soletrando as palavras, para que, uma vez ouvidas, possa enfim compreend�-las. Isso funciona com placas de rua e eventuais manchetes de jornal, mas � impratic�vel para qualquer coisa al�m disso; de modo que os livros ficaram todos l�. Mas, como eu ia dizendo, s� eu sabia que, por baixo da imagem de estrangeira ex�tica, morava uma criatura que entendia bastante bem o que se dizia � sua volta. Um dos meus prazeres era me sentar num caf� e ficar ouvindo o que os h�ngaros, convencidos da ininteligibilidade do seu idioma, achavam daquela evid�ncia ambulante da decad�ncia do mundo ocidental. Os mais velhos ficavam horrorizados, os mais jovens, com inveja; e todos, sem exce��o, faziam as suposi��es mais estapaf�rdias a respeito das minhas origens. Esta era a parte de que eu mais gostava, at� porque, como esfinge, fazia um bonito, vindo, na verdade, de l� mesmo. Eu tinha 24 anos e a vida era bela. Al�m do h�ngaro, guard�vamos outros segredos em casa: os escritores h�ngaros, muitos dos quais haviam sido amigos de meu Pai. Nomes como Pet�fi, Arany J�nos, Ady Endre, Attila Jozsef, Karinthy, Moln�r, Kr�dy Gyula ou S�ndor M�rai eram t�o comuns na conversa quanto, digamos, Drummond ou Guimar�es Rosa. Mas, como a l�ngua, eram s� nossos. Papai nos falava deles e nos lia seus contos e poemas, prestando socorro aqui e ali com a tradu��o de uma palavra mais complicada. Pois eis que, de uns tempos para c�, come�aram a aparecer nas livrarias alguns destes velhos conhecidos, vestidos em edi��es caprichadas e assumindo ares de best-sellers. A sensa��o que tive ao topar com um primeiro M�rai na Argumento n�o foi muito diferente da que senti ao pisar em Budapeste em 1977. Como, os "meus" escritores, ao alcance de todos?! L� se ia mais um segredo de fam�lia... Por outro lado, este s�bito interesse pela literatura h�ngara vem me dando grandes alegrias. Pude finalmente ler romances dos quais apenas tinha ouvido falar, fiquei apaixonada por S�ndor M�rai, um dos escritores mais envolventes que conhe�o, e, h� dois meses, tive a felicidade de ver "Os meninos da rua Paulo" chegar �s livrarias em toda a sua gl�ria. Ao longo de toda a vida acompanhei o destino deste livro, t�o amado por meu Pai e por ele traduzido um ano antes do meu nascimento. Tudo o que Papai queria era que outros pudessem ter o mesmo prazer que ele havia tido com a leitura do seu Moln�r favorito; a certeza de ter alcan�ado este objetivo se renovava sempre que algu�m lhe falava dele, o que acontecia constantemente, apesar das edi��es acanhadas e feiosas a que o livrinho parecia condenado. Acontece que, como um patinho feio, "Os meninos da rua Paulo" realizou o sonho de todo livro, e foi parar no cat�logo da CosacNaify -- de onde al�ou v�o, como o belo cisne que �, para as boas casas do ramo. O que n�o faz uma edi��o carinhosa! Ele est�, finalmente, t�o bonito por fora quanto por dentro, t�o bem cuidado editorialmente quanto bem cuidada foi a sua tradu��o. Que seja muito feliz este meu irm�ozinho na sua nova vida, e que conquiste muitos e fi�is leitores. Ele merece. (O Globo, Segundo Caderno, 11.8.2005)02:03
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Estranho, muito estranho...Tirando a localiza��o pavorosa, o barulho dos avi�es e o hall bisonho, que me lembra "A Morte do Caixeiro Viajante" com seu vaiv�m de h�spedes tristes, o Quality Inn em que me hospedo n�o � um mau hotel. Os funcion�rios s�o simp�ticos e, a despeito da cortina cinza que causa p�ssima impress�o, o quarto � grande e limpinho. Os m�veis s�o de madeira clara, a cama � boa, a ducha � �tima e o shampoo e os sabonetinhos tentam agradar, com imagens de flores nos r�tulos. Tudo � simples, mas correto -- exceto a internet banda larga, que censura o acesso a uma s�rie de sites, entre os quais este blog que vos fala. N�o s� ele, claro, mas todos os blogs que tentei acessar no blogspot; e todos, mas virtualmente TODOS os sites de proxy surfing (como o Anonymizer, por exemplo) que poderiam contornar o problema. Agora estou baixando um bypass client que encontrei depois de muito procurar uma sa�da; vamos ver se funciona. Como voc�s podem imaginar, j� enfrentei toda a esp�cie de problema de acesso em hot�is, mas, fora da China, esta � a primeira vez que dou de cara com censura a blogs; e, diga-se a favor da China, l�, pelo menos, o acesso aos proxies era livre. V� entender... (Curiosamente, na China tamb�m o acesso ao Blogger, isto �, � ferramenta com a qual escrevo o blog, era livre; quer dizer, chiar pode, n�o pode � se informar sobre a chia��o.) 00:21
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10.8.05
Jantando com Ramalho

22:04
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Help!

21:46
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Mais do mesmo

17:55
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Photo Brasil

17:22
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Comparando

13:11
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Um local aprazivel...

11:28
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9.8.05
Photo Brasil

21:35
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Antes da chuva

21:32
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Saudades do meu tigrinho...

18:14
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Que frio!

18:11
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Fui!

16:38
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A caminho

16:11
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Arghhhhhhhhhhhhhh!!!Tenho que ir a S�o Paulo e n�o consigo desgrudar da TV. Mas que praga esta CPI!!! 15:38
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O lado mundano do blog

Enfim, a legenda: Ontem � noite, quando sa� do jornal -- seriam 23h30, por a� -- resolvi passar na festa da Playboy, ali ao lado, no MAM. Achei que talvez desse uma boa cr�nica mas, al�m de me encontrar com v�rios morangos com chocolate e com alguns amigos, tudo o que consegui foram umas fotos gen�ricas, que me ser�o muito �teis para ilustrar qualquer coisa que venha a escrever a respeito de celebridades.
A festa n�o estava suficiente bizarra, como eu achei que estaria, para render uma boa cr�nica. Era apenas mais uma festa paulista, luxuosamente produzida.
A rampa estava enfeitada com slides enormes de fotos e um painel com frases pin�adas das entrevistas. Adorei as frases, e achei muito eloq�entes as fotinhas que as acompanhavam -- sobretudo as do vosso presidente, em tempos de Sapo Barbudo, e as da Xuxa, absolutamente irreconhec�vel, mostrando o poder do arsenal de que disp�e o mulherio com grana, determina��o e, digamos, um m�nimo de material de trabalho.
As fotos dos "grandes momentos" eram outra hist�ria. De modo geral eram lindos nus comportados que s� faziam bem ao ego das fotografadas mas, aqui e ali, havia algumas daquelas poses constrangedoras -- ao lado das quais, curiosamente, as mo�as posavam bem descontra�das.
Eu, que sou do s�culo passado, achei um mico.
Tamb�m fiquei com uma certa pena das mo�as que obviamente estavam l� na esperan�a de conseguir alcan�ar O Grande Objetivo da Mulher Famosa: posar pra Playboy. A noite estava fria e elas l�, indo e vindo, com sainhas de renda microsc�picas sem nada por baixo, decotes vertiginosos e cara de quem topa tudo -- e n�o est� nem a� para o frio.
Mill�r, ali�s, est� convencido de que mulher bonita n�o sente frio.
A Leilane (Neubarth) fez uma observa��o interessante: h� muito n�o se via uma festa com tantos homens heterossexuais dando sopa. Verdade. A noite carioca � essencialmente gay, e a fauna desta festa era completamente diferente do habitual.
-- Uma amiga minha acaba de desenvolver uma teoria, -- disse ela. -- � a cadeia alimentar. Eles v�m atr�s delas.
Al�m das mo�as bonitas de profiss�o indefinida, atr�s de quem supostamente viriam os caras, a festa devia estar cheia tamb�m de celebridades, mas como sou p�ssima fisionomista, certamente passei batida por muito outdoor. Tudo o que sei � que estava numa festa de criaturas vindas de um planeta diferente do meu, onde ningu�m usa cabelo curto ou pesa mais de 50 quilos, onde usa-se muito silicone e pouqu�ssima roupa, e onde as mais baixinhas t�m, no m�nimo, 1m70 -- mas quase n�o h� baixinhas!
Pouco depois da meia-noite, contente com as fotos que consegui, com os morangos e com o papo com os amigos, voltei para casa, onde gatos e gatas de outro tipo me esperavam.
00:19
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Trabalhadores

00:16
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8.8.05
Mosaico V

17:04
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Mosaico IV

17:01
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Mosaico III

16:59
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Mosaico II

16:56
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Mosaico I

16:51
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7.8.05
* suspiro *Ainda �s voltas com discos r�gidos: haja saco! Descobri que o Maxtor frito ainda tem um sopro de vida, mas o sistema n�o o reconhece quando o Samsung est� instalado. J� tentei mudar os switches, mas nem assim. Quando tiro o Samsung e deixo o Maxtor (mais um Seagate de 80Mb), o Windos insiste em pedir uma senha que n�o existe, e sem a qual nada posso fazer. Algu�m tem alguma id�ia de como se pode dar a volta no aparecimento desta tela? E de como entro direto no sistema? 23:05
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Parganismo II

17:58
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HOJE! PROTESTO NO JOCKEY!!! Pessoal, pede-se a quem estiver a favor dos gatinhos do Jockey que compare�a ao protesto dos protetores, hoje, �s 14h30, na entrada principal. Como rola um papo de que o Jockey pretende PROIBIR a manifesta��o, a id�ia � levar um pano preto para usar como morda�a, em protesto mudo contra mais esta (poss�vel) arbitrariedade. O seguinte texto ser� distribu�do ao povo que chegar para o Grande Pr�mio: JOCKEY CLUB EXTERMINA GATOS COM AJUDA DA PREFEITURA
(ONDE EST�O OS 300 GATOS QUE "DESAPARECERAM" DO CLUBE?)
H� mais de 20 anos, pessoas irrespons�veis abandonam gatos, adultos ou filhotes, de ra�a ou n�o, nas depend�ncias do Jockey Club.
Comovidos com a situa��o dos animais, moradores das redondezas, frequentadores e mesmo s�cios do clube passaram a cuidar deles, n�o apenas alimentando-os, mas tamb�m esterilizando-os, para controle de natalidade, proporcionando-lhes assist�ncia veterin�ria e promovendo a ado��o dos felinos por pessoas respons�veis, tudo isso com seus pr�prios recursos.
Durante todo esse tempo, esse trabalho volunt�rio era feito em harmonia com a dire��o do clube, que inclusive providenciou crach�s para os volunt�rios.
Esse belo trabalho veio por �gua abaixo quando o Sr. ELAZAR DAVID LEVY assumiu a dire��o do Departamento do Hip�dromo, no ano de 2002. Ele proibiu a entrada dos protetores, privou os gatos de �gua e alimento por v�rios dias, e s� permitiu que os animais voltassem a se alimentar (mal) devido � interven��o da pol�cia, da Justi�a e da antiga Secret�ria Municipal de Defesa dos Animais.
Ao inv�s de tentar coibir o abandono de gatos nas depend�ncias do clube e de apoiar o programa de esteriliza��es, que � eficaz e �tico, a dire��o do Jockey resolveu acabar com o problema na base da ignor�ncia, da injusti�a e da crueldade: EXTERMINADO OS ANIMAIS.
Muitos despareceram misteriosamente, outros (saud�veis) apareceram mortos da noite para o dia, e os que restam (saud�veis ou doentes) est�o sendo capturados e confinados no cercado de exterm�nio, onde j� chegam estropiados, machucados e �s vezes fraturados, devido � captura truculenta e cruel, e onde definham e morrem de fome, contamina��o, descaso, maus-tratos.
A Secretaria Municipal de Defesa dos Animais, que, atualmente, de defesa s� tem o nome, est� ajudando o Jockey, retirando os gatos doentes do cercado da morte, supostamente para "trat�-los".
S� que a secretaria n�o responde � pergunta que n�o quer calar:
ONDE EST�O OS GATOS RETIRADOS DO JOCKEY, QUE JAMAIS RETORNAM, SE A PREFEITURA N�O TEM LOCAL ADEQUADO PARA ABRIG�-LOS?
Na tentativa de ludibriar a imprensa e a opini�o p�blica e de desacreditar os protetores dos animais, o Jockey Club e a Prefeitura fazem uma "maquiagem" no cercado de exterm�nio, chamado por eles, cinicamente, de "gatil", substituindo sempre os animais que adoecem no cercado pelos que est�o saud�veis fora dele (e levando os doentes para destino ignorado e suspeito).
Tentem fazer uma visitinha ao "gatil" em dia de chuva, e sem que a diretoria do clube e a Prefeitura desconfiem disso...
O processo criminal contra o Jockey se arrasta h� tr�s anos, pois os protetores s�o cidad�os an�nimos e o clube � uma institui��o poderosa, que acredita na impunidade, COMO � DE PRAXE ENTRE OS PODEROSOS DESTE PA�S.
Mas os protetores e os cidad�os que respeitam a natureza, os animais e as leis do pa�s (que protegem a fauna) n�o desistir�o e continuar�o lutando por JUSTI�A!
PROTETORES DOS ANIMAIS DO RIO DE JANEIRO S� tenho uma coisa a dizer: eu confio nos protetores, em quem acredito totalmente. Eles conhecem cada um dos gatos e devotam suas vidas a esta causa. Eu n�o acredito nada na dire��o do Jockey, e menos ainda (menos do que nada existe?) na Sepda, que � uma secretaria extremamente mal intencionada. N�o tenho nada contra o fato de o secret�rio ser ator, muito menos mau ator; mas sou radicalmente contra a escala��o para este cargo de uma pessoa que despreza bichos sem ra�a, que ignora todas as a��es feitas em prol dos animais mas participa, com entusiasmo, de todas as farsas montadas para extermin�-los. O ninho de mentiras e covardia que se fez na Sepda �, sem tirar nem p�r, um espelho das CPIs e da vida p�blica deste pa�s. 01:26
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Ufa!Acabo de ouvir na GloboNews que os marinheiros russos presos no submarino se salvaram. Boa not�cia para come�ar o domingo! :-)01:01
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R.I.P. Ele n�o era exatamente novo,mas tamb�m n�o era muito velho. H� um m�s come�ou a fazer uns barulhos esquisitos, a dar umas roncadas quando executava certos comandos. Ontem, quando eu estava fazendo uma colagem de fotos da Fam�lia Gato (uma carinha de cada um) deu o �ltimo suspiro, exibiu a Tela Azul da Morte e puft, m�-rreu. Era um Maxtor de 80Gb. Acho (n�o tenho certeza) que nada de grave se perdeu: nele estavam instalados basicamente programas e c�pias de arquivos. Mas era o meu disco de boot e, conseq�entemente, aquele canto onde estavam organizadas todas as coisinhas, direitinho. N�o d� para calcular quantas horas de trabalho l� estavam embutidas. Agora estou recome�ando do zero a partir de um Samsung de 160Gb. N�o tenho mais paci�ncia para essas coisas n�o... :-(00:43
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6.8.05
Afe!"Nossos empregados s�o de baixa qualidade e agem como se fossem nossos patr�es. N�o s�o. E, em rela��o a Sua Excel�ncia (ou Sua Incompet�ncia, como preferem uns), tamb�m � preciso dizer que n�o estamos aqui para sermos insultados. Que v� Sua Excel�ncia esculachar quem devia esculachar, ou seja, os que lhe s�o subordinados. O povo n�o lhe � subordinado e saiba ele que, ao esculachar de modo geral, estar� sendo esculachado tamb�m, como j� �, em todo o pa�s. Eu mesmo o fa�o, na inviolabilidade de minha casa, pelo menos enquanto n�o vem a� uma medida provis�ria revogando essa inviolabilidade. N�o o fa�o publicamente por respeito � institui��o que ele incorpora e por n�o querer cometer inj�ria. Sou cidad�o livre, n�o devo nada a ele, tenho os mesmos direitos, exceto foro privilegiado e puxa-saquismo e, diferentemente dele, cumpro minhas obriga��es. S� tenho � que me precatar contra eventuais prejudicados ou fan�ticos, pois at� a assassinatos ligam o PT, apesar de, como sempre, o PT n�o saber de nada.
Voc�s a�, se j� eram tidos como malandros relapsos ou 300 picaretas, no dizer de Sua Excel�ncia, podem ferir mortalmente a democracia. V�o trabalhar e suar a camisa pelo dinheiro que tomam de n�s a rodo e querem mais. E a Sua Excel�ncia conto que, a cada xingamento seu, a resposta m�nima � "� voc�" e a m�xima � conhecida de todos. V� trabalhar tamb�m, Excel�ncia, e se informe sobre seus subordinados, entre os quais n�o est� o povo. Pare de bazofiar e negue de vez a seus empregadores que conhecia a sujeira que o circunda desde a campanha. Sua obriga��o n�o � viajar e discursar, � governar e prestar contas a quem o elegeu e a quem deve obedi�ncia e lealdade."
Jo�o Ubaldo, no Globo deste domingo: a tinturaria da minha alma. 23:47
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Fa�a o seu pr�prio mapa!Cad� meu passaporte?Achei um brinquedinho sensacional no Ricardo Freire: um mapinha que mostra os pa�ses que voc� j� visitou. Como ele mesmo diz, o mapinha � algo exagerado -- eu estive em Moscou e ganhei a R�ssia toda, e duas viagens, uma a Hong Kong e outra a Shangai, coloriram a China inteira. As grandes �reas em branco s�o a �frica, a �sia e a Austr�lia, que nunca visitei. Ainda assim, eu, que achava que j� viajei um bocado, fui for�ada a me confrontar com o tamanho do mundo: s� estive em 16% dos pa�ses! 01:39
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At� que enfim!Demorou, mas finalmente algu�m tomou uma atitude contra o P�nico na TV. Assisti uma vez a esta baixaria e fiquei horrorizada: o que d� a esses caras o direito de tripudiar de todo mundo?! Gozar celebridades instant�neas e vulgares que fazem de tudo para aparecer ainda pode ser aceit�vel, mas atacar atores respeit�veis s� porque cometeram o crime de se tornarem c�lebres � de uma arrog�ncia e de uma prepot�ncia simplesmente nojentas. Ali�s: por que � que, em vez de perseguir Carolina Dieckmann e seu filho, que est�o quietos no seu canto e n�o devem explica��es a ningu�m, os dois corajosos "humoristas" n�o v�o se meter com quem tem rabo preso? Podiam come�ar com o Roberto Jefferson, por exemplo, ou com o Z� Dirceu. Ibope por ibope... 00:54
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5.8.05
  Socorro: h� algum ornit�logo na casa?!H� coisa de duas semanas, descobri que os quero-queros estavam chocando dois ovinhos. Fix fotos mas fiquei na minha, morrendo de medo que algu�m descobrisse. � que o lugar que eles escolheram � uma trag�dia; h� tempos acompanho a vidinha do casal, que nunca conseguiu procriar. Acontece que, como � pr�prio da sua esp�cie, eles fazem os ninhos no ch�o; mas uma coisa � um pasto no Sul ou um campo de avia��o, e outra, bem diferente, � a Lagoa, cheia de gente, cachorros e movimento. Inoc�ncia minha achar que s� eu ia perceber o ninho! Uns dias depois, uma leitora me escreveu l� para o jornal, preocupad�ssima. Tinha fotos melhores do que as minhas, e uma dor de cabe�a igualmente grande: como proteger os bichinhos?! Tenho ido constantemente patrulhar o peda�o; mas isso significa alguns minutos por dia, se tanto. Cheguei � conclus�o de que, ao contr�rio do segredo, a divulga��o entre os vizinhos � a melhor sa�da. J� mostrei o ninho a v�rios amigos de confian�a e alertei o pessoal do quiosque. Quanto mais gente da �rea estiver alerta, melhor. Ainda assim, fico no auge da preocupa��o. Hoje no final da tarde passei por l� e fiquei muito mal: nenhum dos dois deu o alerta quando me aproximei, e um estava mancando muito. Me lembrei que, no domingo, tive que enxotar dois meninos que estavam jogando bombinhas de S�o Jo�o neles. Os ovinhos, pelo menos, continuavam l�; mas os quero-queros estavam t�o alheios � minha presen�a que fiquei com a impress�o de que, com o trauma do machucado, haviam abandonado o ninho. Fiquei desolada num canto, olhando para os meus queridinhos aparentemente ap�ticos e maltratados. Um senhor que ia passando tamb�m foi at� o ninho, olhou, e veio desabafar comigo. Estava t�o revoltado quanto eu a respeito da avezinha manca, e tamb�m preocupad�ssimo em rela��o aos ovinhos. Uma pessoa evidentemente do bem. Imaginem que est� realizando, junto com o filho, um levantamento dos tipos de beija-flor da cidade. J� conseguiu registrar 24. Nos despedimos melanc�licos e abatidos. Fiquei na �rea mais um pouco, fotografei o p�r-do-sol e fui ver o ninho de novo. Nem sinal dos quero-queros. Quando voltei para casa vim direto para o computador. Havia feito v�rias fotos do quero-quero manco e as ampliei, para ver se percebia o que havia de errado. N�o consegui notar nada em particular, mas n�o tenho o olho treinado para isso. Mergulhei na rede para pesquisar, e vejam o que descobri: "O quero-quero afasta os intrusos que se aproximam de seu ninho fingindo-se ferido." Ser� poss�vel?! Ser� que est� tudo bem com o meu quero-querido?! Verdade?! Ai, que al�vio... Agora resta o Grande Problema: o que fazer para proteger o ninho? Aceito dicas, sugest�es, pitacos, aulas de ornitologia; antecipadamente agrade�o. 23:19
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Brasil 1

17:58
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Al mare

17:57
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Lagoa

17:23
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Tigre!

13:40
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Tigre!

13:29
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Andr� Arruda, aqui 12:40
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4.8.05
Discurso
No canal 5 da NET o Lula t� fazendo um discurso. Ele t� contando que a vida dele foi muito dura. Que ele foi muito pobre. E disse que a m�e dele, que teve uma vida dur�ssima, nunca perdeu a esperan�a. E disse que vendo o esfor�o das pessoas pobres e lutadoras do nordeste, ele volta pra Bras�lia achando que o Brasil tem jeito.
Caras, falando s�rio, isso � muita sacanagem de se dizer praquele povo sofrido da porra. Chega a ser cruel.
Tudo bem, eu tenho um plano
A primeira coisa que eu quero � depor numa CPI. Certo? A�, depois de dizer que n�o lembro de nada, eu saio peladona no Globo Rural. Da� eu me elejo vereadora. Da� eu arrumo a vida doc�is tudim. S�rio, em 4 anos, c�s t�o tudo bonito na foto. E se a gente for pego? Num tem pobrema. Vcs dep�em na CPI. Saem pelados na revista (numa melhorzinha que eu). Se elegem vereadores.
Viveram felizes para sempre. Fim.
Num disse? Eu tenho um plano. O diabo � que � t�o bom este blog, mas t�o bom, que a gente fica com vontade de copiar logo tudo de uma vez e pronto. Mas eu tamb�m tenho um plano: Fal para presidente! O pa�s podia at� n�o melhorar (o que acho quase imposs�vel, considerando-se a atual conjuntura) mas, com certeza, ficava muito mais inteligente e divertido. 23:55
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Mosca ajudando no trabalho

23:41
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Querida blogueiraA Rosana Hermann descobriu uma loja muito curiosa em Londres... 23:22
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Do NoblatEst�o brincando!
S� hoje a Pol�cia Federal foi �s sedes das ag�ncias de Marcos Val�rio em Belo Horizonte e � casa da diretora financeira da SMPB, Simone Vasconcelos, atr�s de documentos que possam compromet�-los.
Se havia documentos dessa natureza por l�, eles sumiram ao longo dos �ltimos 60 dias.
A sempre t�o �gil Pol�cia Federal foi de uma lerdeza escandalosa. Ali�s, os coment�rios do Noblat est�o de volta; mas agora � preciso fazer cadastro. Est� certo. Blog com aquela quantidade de visitas s� com le�o-de-ch�cara na porta, mesmo. 22:39
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At� que enfim!Demorou, mas finalmente ou�o algu�m dizer de p�blico que Daniel Dantas tem que ser investigado. Foi o deputado Paulo Pimenta, do PT: est� coberto de raz�o. 19:35
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 A ang�stia da cronista diante da p�ginaA crise pol�tica seq�estrou as aten��es do pa�s, mas o mundo continua c�o a� foraMadrugada de quarta-feira. Enquanto escrevo, Keaton, a gatinha da foto, dorme esparramada na escrivaninha, ao lado de uma pilha de livros que esperam que eu os leia; na mesma escrivaninha, h� fotos ainda n�o editadas de um passeio de barco pela Ba�a de Guanabara, alguns cart�es de parab�ns pelo anivers�rio que ainda n�o respondi e uns CDs que preciso passar para o computador. O conjunto � uma esp�cie de colcha de retalhos da minha vida, mas os cart�es que deixei de responder, os livros que ainda n�o folheei, os discos que n�o ouvi e as fotos que nem pude ver d�o conta de como esta vida est� fora do ritmo, ref�m da crise pol�tica que insiste em tomar o tempo, o espa�o e a alma da gente. Um dos aspectos mais desgastantes da CPMI � o seq�estro da nossa aten��o; � como se n�o houvesse outro assunto, como se nada tivesse a menor import�ncia diante do que est� acontecendo em Bras�lia. No dia em que algu�m se der ao trabalho de fazer as contas do n�mero de horas que o pa�s gastou diante da televis�o, indignado com o tenebroso espet�culo do poder, vamos todos levar um susto. * * *Enquanto isso, a vida segue. Como os absurdos e abusos n�o se restringem ao notici�rio de Bras�lia, h� duas semanas recebo mensagens desesperadas de donos de cachorros supostamente ferozes que, de um momento para o outro, foram varridos das ruas, banidos da luz do sol. � um castigo medonho, que n�o se d� mais nem a monstros como um Fernandinho Beira-Mar; mas gra�as aos deputados Alice Tamborindeguy, Corry Pilar e Nilton Salom�o, que alteraram para pior a j� question�vel lei do deputado Carlos Minc, centenas, talvez milhares de pitbulls, dobermans, rottweillers e filas est�o condenados � noite eterna, proibidos de sair �s ruas antes das 22h. A imensa maioria destes c�es jamais fez mal nenhum a ningu�m. S�o apenas cachorros, coitados, que n�o t�m consci�ncia da pol�mica que os envolve; mas, de um momento para outro, viram suas vidinhas viradas pelo avesso, ficaram confinados, perderam a alegria de ver um dia claro. Independentemente da opini�o que se tenha a respeito deles, nada, absolutamente, justifica esta norma medieval. At� porque, agora eles s� podem sair de casa com guia de condu��o curta, coleira com enforcador e focinheira. * * *Dito isso, esclare�o: como sabem os 17 leitores que o Xex�o me empresta �s quintas-feiras, n�o sou especialista em c�es. Talvez por isso, me incluo naquela parcela da popula��o que n�o acredita em pitbulls mansos -- ou, melhor dizendo, mansos com todo mundo. Tenho, al�m disso, bronca com a quantidade de donos de pitbulls que, obviamente, criam os animais como armas; ainda que a maioria deles seja alegre e d�cil como s�o os c�es tratados com amor e respeito, � �bvio que nove entre dez psicopatas que precisam de cachorros para mostrar ao mundo como s�o machos preferem pitbulls. Isso � um grande problema. Mas problema maior ainda � que, em todos os lugares onde certas ra�as de c�es foram proibidas, os resultados n�o foram nada animadores. Houve abandono de c�es, discrimina��o de propriet�rios e muita infelicidade. Criaram-se "mercados negros" para os bichos proibidos e outras ra�as foram escolhidas como s�mbolos de pretensa virilidade por pit boys imbecis. Todos os ativistas de direitos animais com quem troquei id�ias a respeito do assunto concordam: n�o s�o os animais que deveriam ser punidos, e sim os donos irrespons�veis. Crie-se uma legisla��o realmente severa, apliquem-se as penas da lei a tais donos, e logo os problemas das "ra�as ferozes" ser�o resolvidos. Naturalmente, � muito mais f�cil p�r tr�s ou quatro ra�as na clandestinidade do que criar uma legisla��o inteligente e bem pensada. A dra. Andr�a Lambert, presidente da Anida (Associa��o nacional de implementa��o dos direitos dos animais), resumiu a quest�o l� no blog: -- Qualquer c�o criado confinado e sem contato com pessoas pode ser um potencial agressor, independentemente de ra�a. E tentem fazer uma den�ncia na Delegacia de Prote��o e Meio Ambiente de um c�o acorrentado ou de outro tipo de maltrato. O descaso � total. O poder p�blico n�o tem interesse real em coibir os ataques de c�es, pois a maioria acontece dentro das resid�ncias. As leis do pitbull e dos c�es ferozes s�o simplista e in�cuas. S�o boas para m�dia e para esconder a verdade, que � a incompet�ncia do poder p�blico para lidar com a rela��o homem/animal. * * *Comovido com a situa��o dos gatinhos do Jockey, que descrevi h� algumas semanas, o dr. Wanderley Rabello Filho, da OAB-RJ, interessou-se pelo caso ? e descobriu uma prova cabal da incompet�ncia a que se refere a presidente da Anida. O processo que rola na Justi�a h� dois anos contra o clube �, acreditem, uma obra de fic��o! O Minist�rio P�blico simplesmente se "esqueceu" de fazer a den�ncia contra o clube... Ou seja: pap�is e mais pap�is acumularam-se sobre nada, seguindo seu rumo a lugar algum. Pobres dos gatos. E, sobretudo, pobres de n�s, t�o mal servidos pelos funcion�rios que sustentamos! (O Globo, Segundo Caderno, 4.8.2005)14:23
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MMS

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O Grande Estadista"Pe�o que os que n�o cometeram nenhum delito e que tiveram seus nomes nas manchetes dos jornais, que na hora em que ficar comprovado que s�o inocentes, pelo menos a imprensa brasileira divulgue e pe�a desculpas �queles que acusaram injustamente. Vamos ser duros com os culpados e justos com os inocentes. Muitas vezes misturam o arroz com a casca e depois a gente n�o sabe se vai separar o joio do trigo." Ent�o t�, n�. 04:04
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O que n�o se fez As quantias escandalosas mencionadas pela corja dominante continuam me deixando perplexa; nem em jogo de monop�lio vi cifras t�o mirabolantes. D�i no cora��o imaginar quantas pessoas morrem por dia nos hospitais p�blicos por falta de recursos, quantas crian�as ficam sem escola, quantas obras essenciais se deixam de fazer, para que esses canalhas se forrem de dinheiro. Mas isso � s� o que eu consigo imaginar de imediato e mais �bvio. Ainda h� pouco, arrumando a caixa postal, encontrei uma carta perdida da dra. Ni�de Guidon, a extraordin�ria cientista da Serra da Capivara; a situa��o da regi�o, que � patrim�nio cultural nacional e mundial, est� cada vez mais cr�tica. O s�tio arqueol�gico vem sendo sistematicamente invadido com o benepl�cito das autoridades. � uma longa e lament�vel hist�ria. A dra. Ni�de, que n�o tem papas na l�ngua e que luta contra todas as formas de ignor�ncia e demagogia, j� foi at� amea�ada de morte -- mas o nosso esclarecido e preclaro governo, naturalmente, s� vai reconhecer o seu valor se a amea�a se cumprir. Eu fico arrasada com tudo isso! Cora,
Achei perfeita sua cr�nica sobre a doen�a que tomou conta do Brasil desde a cria��o de Bras�lia.
Neste momento, estou cansada de correr o mundo atr�s de recursos para a Serra da Capivara, um tesouro que poderia resolver o problema da fome nesta regi�o (indo at� Guaribas, onde tamb�m h� s�tios arqueol�gicos!) muito melhor do que com os famosos cart�es que v�o sempre parar em m�os erradas, atraindo tr�s milh�es de turistas/ano -- desde que as obras do aeroporto tivessem continuidade e o mesmo fosse aberto, hot�is fossem constru�dos, estradas deixassem de ser uma fita de buracos!
Em minha cabe�a apareceu um lema que acho que � o �nico que poderia resolver o problema brasileiro: Delenda Brasilia!
Assisto aos depoimentos, vejo com que facilidade falam em milh�es e penso que, agora em fins de julho, se n�o conseguirmos uma fonte de recursos, terei que demitir a todos e deixar o Parque Nacional somente sob os cuidados do IBAMA e do IPHAN. E n�o precisariamos mais do que R$ 400 mil por m�s! E para aplicar em um patrim�nio nacional, n�o em uma firma privada!
Nesta regi�o, onde trabalho desde 1973, vi a corrup��o transitar livremente nos governos militares, e no de todos os presidentes eleitos.
Acho que � mal end�mico e n�o tem cura.
Um abra�o,
Ni�de Guidon 00:20
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3.8.05
Aumenta manifesta��o a favor dos gatos na G�vea
Ronaldo Braga (do GLOBO)
Com faixas, cartazes, apitos e grava��es de miados de gatos, num volume alto, cerca de 50 pessoas continuam fazendo uma manifesta��o contra o Jockey Club do Rio. Os manifestantes est�o em frente ao Supermercado Zona Sul, ao lado do Quiosque do Florista, na G�vea. A revolta dos criadores e defensores dos animais � porque o Jockey e a Secretaria de Promo��o e Defesa dos Animais (SEPDA) estariam realizando a captura de gatos que circulam pelo clube. Os manifestantes denunciam que os animais est�o sendo ca�ados para serem mortos.
Eles tamb�m condenam a secretaria, comandada atualmente pelo ator Victor Fazano. Cerca de 25 pessoas fazem um mutir�o para impedir nova captura de animais. A barreira ficar� no local at� as 20h desta quarta-feira. 19:30
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N�o obstante...A CPMI continua ajudando o Brasil a conhecer seus pol�ticos: Chico Alencar, por exemplo. Tsk. 13:35
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Sumi�oGente, desculpem pela falta de post de ontem. N�o foi s� falta de tempo n�o; � que meus olhos est�o vermelhos e muuuuito irritados, quase n�o consigo olhar para a tela. Ou � overdose de monitor, ou peguei uma conjuntividade daquelas. O pior � que s� consegui come�ar a escrever a coluna pr� l� de meia-noite e fui terminar �s cinco -- tudo, em suma, que eu n�o queria na minha nova vida p�s-anivers�rio. Felizmente, pelo que vi nos coment�rios nas fotinhas, este blog j� est� auto-suficiente e nem precisa mais de blogueira: todo mundo sabe onde fica a geladeira, sabe fazer caf� e servir �s visitas... 12:56
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2.8.05
Bob Jeff vs. Ze Dirceu

17:12
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Tchau!

14:55
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Torben Grael

13:56
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Iuhuuu!

13:46
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020805_7.jpg

13:06
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Al mare

12:22
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1.8.05
Gatos onlinePara os angloparlantes, �timo artigo no New York Times sobre um dos maiores mist�rios da rede: porque h� tantos gatos online, e t�o poucos c�es? 23:27
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A Grande FestaTudo come�ou com um email da Yasmine, dizendo que tinha encontrado tr�s filhotinhos de gato para os quais precisava arrumar donos. Pedi uma foto dos bichinhos para p�r aqui no blog, ela mandou, mas n�o gostei muito da resolu��o. Antes que eu tivesse tempo de mandar um email pedindo fotos melhores, por�m, a Bia apareceu em casa com um problema: um amigo estava precisando de um gato. ser� que eu sabia de algum? Pronto: estavam juntas a fome e a vontade de comer! Respondi que, justamente, a Yas tinha tr�s gatinhos dispon�veis. Isso foi na quinta; sexta era fechamento, no fim-de-semana a Bia estava de plant�o, mas combinamos que, antes de sairmos para o cl�ssico jantar de anivers�rio, passar�amos na Yas para ver os bichinhos. Domingo � tarde, ignorando o compl� que se armava, fui ao Palaphyta me encontrar com a Turma do Gato, os meus queridos amigos e amigas que cuidam dos gatinhos abandonados da cidade. A uma certa altura, o Lucas, que mora aqui ao lado, apareceu por l�; e, pouco depois, veio a Bia, para irmos jantar. Chamei o Lucas para vir conosco. Pegamos um t�xi, e l� fomos para a casa da Yas ver os gatinhos, antes de tocar para a Marius, no Leme -- onde, eu acreditava, ir�amos jantar. No elevador ainda comentei que n�o pod�amos passar mais de dez minutos brincando com os gatinhos porque, �quela altura, a Laura j� devia estar quicando de fome. Quando a Yas abriu a porta, lindinha como sempre, adiantei: -- Cad� os gatinhos? -- Ah, est�o todos aqui! Fomos para a sala, que estava no escuro. E a�... Bom, a�, a Yas acendeu as luzes e -- TCHAN!!!! -- l� estava uma turma enorme rindo e cantando Parab�ns! Nem preciso dizer que quase morri de t�o encabulada, preciso? Passei a noite t�o pateta que nem me lembrei de que estava com a c�mera na bolsa. Depois me contaram a hist�ria toda: na quinta-feira, a Yas e o Lucas resolveram fazer a festa. Perguntaram � Bia como poderiam garantir a minha presen�a, e a Bia, sabiamente, recomendou uma hist�ria qualquer envolvendo gatos. Resolvido este ponto delicado, em menos de tr�s dias o Lucas e a Yas descobriram os nomes e os telefones dos meus amigos. Falaram com o Gravat�, com a Luiza, com a Bia; chamaram amigos do blog; e organizaram um verdadeiro banquete, com m�sica ao vivo a cargo dos intr�pidos meninos do Villa-Lobinhos. Para completar a surpresa, at� o Luis Felipe e Margarida, que eu adoro, e que s�o embaixadores de Portugal em Budapeste, apareceram, como que num passe de m�gica. Ainda estou meio abestada com os acontecimentos; e nem desconfio de como todos conseguiram guardar t�o bem o segredo. Tudo o que eu sei � que fiquei muito emocionada, me diverti demais e tive que rever uma cren�a muito antiga: eu achava imposs�vel algu�m fazer uma festa surpresa realmente surpresa. Mal posso esperar pelo meu pr�ximo anivers�rio! Update: Fotos AQUI, no blog da Yasmine! 21:23
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18:47
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Pipoca quentinha...

15:17
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!!!Sabem festa-surpresa, daquelas que a gente v� no cinema? Em que a "v�tima" � inocentemente conduzida sob um pretexto qualquer a um lugar onde, subitamente, abre-se uma porta ou acendem-se as luzes e -- tchan! -- l� est�o os amigos, cantando parab�ns? Pois ontem aconteceu comigo. Ganhei uma festa-surpresa surpresa mesmo, da qual n�o tinha a mais p�lida id�ia, com todos os ingredientes perfeitos: anfitri�es maravilhosos, amigos queridos, presentes lindos, m�sica ao vivo (!), comida gostosa, bolo e montes de brigadeiro. Arma��o da Yasmine e do Lucas, dois conspiradores do bem. Depois eu conto como foi; agora, para variar, estou ligeiramente atrasada para um compromisso. Eu s� precisava dizer, antes de come�ar a correria do primeiro dia do meu novo ano, que foi o anivers�rio mais divertido da minha vida. Meninos, voc�s s�o o m�ximo! 13:32
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Mem�rias da mem�riaSemana passada andei lendo a respeito do Lifedrive, da Palm. A leitura, curiosamente, me fez viajar no tempo, e me fez, mais uma vez, me encher de assombro com o que considero ser o verdadeiro milagre da tecnologia -- a espantosa multiplica��o, miniaturiza��o e barateamento da mem�ria, isto �, da capacidade de armazenagem dos mais diversos produtos. Sem mem�ria abundante, mi�da e barata, nada do que nos cerca e encanta no mundo da tecnologia seria poss�vel, da web aos PDAs; jamais ter�amos tido o "boom" da fotografia digital, a mania dos celulares com c�mera, a coqueluche dos iPods e seus tantos primos tocadores de MP3, a febre dos games em suas diversas modalidades. Sem mem�ria, o mundo digital simplesmente n�o existiria. * * * O Lifedrive �, essencialmente, um disco r�gido com capacidade para 4 Gb. Basta plug�-lo a uma sa�da USB e ele ser� reconhecido como um drive externo. A este drive a Palm acrescentou uma tela linda, um bom software de gerenciamento de arquivos, som, Bluetooth e wi-fi. Ainda n�o vi nenhum em pessoa, mas � �bvio que � uma esp�cie de bombril hi-tech, com mil e uma utilidades. Com 4Gb -- o espa�o de um iPod mini -- � poss�vel fazer muita coisa, de descarregar fotos de cart�es a montar playlists variadas; a propaganda d� como exemplo do que cabe no aparelhinho 340 m�sicas, uma hora de v�deo, 1.200 arquivos do Office, dez mil contatos, dez mil compromissos, quase sete mil emails, mas de 50 memos de voz, mil fotos e 20 Mb de arquivos diversos -- tudo junto e ao mesmo tempo. Um espanto. * * * Meu primeiro disco r�gido, um gigantesco tijolo MFM de uns dois quilos, tinha, justamente, os 20 Mb que figuram, hoje, como "contrapeso" da lista acima. Ele custou, nos idos de 1988, a espantosa quantia de US$ 750 -- equivalente a mais de US$ 1.250 em dinheiro de hoje. Par�nteses: para fazer c�lculos sobre a infla��o em d�lar, h� uma �tima ferramenta na web em inf.notlong.com. Fecha par�nteses. Pois o Lifedrive, com todos os seus 4Gb e pre�o de lista de US$ 499, j� pode ser encontrado na internet, nos Estados Unidos, por cerca de US$ 400. E custa tudo isso porque, claro, n�o � feito apenas de mem�ria: um disco r�gido de 120 Gb sai, mesmo aqui no Brasil, a cerca de R$ 350. * * *Quando comprei a primeira c�mera digital, que produzia fotos � resolu��o de 320 x 240, cart�ezinhos smartmedia vinham em unidades de 4Mb, 8Mb ou -- barbaridade! -- 16Mb. E custavam muito, muito caro. Naquela �poca, o grande suspense da �rea era o seguinte: quando seria quebrada a barreira do Megapixel. Do um (01) Megapixel! O futuro parecia muito distante e praticamente invi�vel financeiramente. Um dia a Sony lan�ou uma c�mera revolucion�ria chamada Mavica, que n�o s� fazia imagens de excelente qualidade em 640 x 480 como, ainda por cima, usava disquetes para armazen�-las -- resolvendo, com isso, um dos principais problemas de ent�o, o do pre�o insuport�vel dos cart�ezinhos. Corria o ano de 1995. A Mavica era t�o boa, mas t�o boa, que continua em cartaz -- feito extraordin�rio para uma c�mera digital. Mudou muito, sem d�vida, mas aproveita a marca de confian�a das inesquec�veis pioneiras e continua gravando em m�dia barata -- atualmente, o CD-RW. * * *Em 1981, quando a Seagate lan�ou o primeiro HD de 5?1/4, com 5Mb, a US$ 1.700, o custo de armazenagem do megabyte era de US$ 340. Para dar uma id�ia, apenas uma m�sica dessas que a gente grava em MP3 tem, tipicamente, uns 3 Mb ou 4Mb. Agora imaginem quem poderia ter iPods a este custo! Em 1988, quando comprei aquele primeiro HD, a queda nos custos de armazenagem j� havia sido significativa: um megabyte custava a bagatela de US$ 40. Hoje h� tal quantidade de dispositivos que este c�lculo gen�rico tornou-se praticamente imposs�vel de fazer. Mas tamb�m, quem liga? N�o estamos mais falando em d�lares, mas sim em centavos, ou mesmo em fra��es de centavos, de d�lares. (O Globo, Info etc., 1.8.2005)13:13
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