Quando sa� pro jornal ontem � tarde, o pessoal estava terminando de montar o palco do show de logo mais; quando voltei pra casa, de madrugada, peguei a �rvore em flagrante. As fotos nem se comparam �s do Ivo, mas ficam pelo registro, assim como este selinho: olhem como o dia amanheceu bonito no Rio de Janeiro:
Tenham todos um lindo fim de semana!
Fui.
(Mahalia Jackson cantando Joshua Fit The Battle of Jericho)
Um post da Meg me levou ao Periplus, blog da Adriana, que eu j� n�o visitava h� um tempo. Essa garota vai a cada lugar...
Enquanto isso, eu aqui, na reda��o, terminando de escrever coluna. � bom que p�re de me distrair com blogs na hora do trabalho, ou, ao contr�rio da Adriana, n�o vou a lugar nenhum -- sobretudo � minha casinha, onde a Fam�lia Gato est� entregue � pr�pria sorte.
Hmm.
Pensando bem, quem est� entregue � pr�pria sorte � a casa, com a Fam�lia Gato a s�s e � solta.
A Laura e o Tom est�o come�ando a fazer do Mostly Music um blog bil�ngue. Faz sentido: afinal ela � brasileira e est� aqui, e ele � americano e est� l� (coitado, n�o � culpa dele). Duas pessoas normais nessas circunst�ncias fariam o qu�? Ela escreveria em portugu�s e ele em ingl�s, n�o?
Hmmm... pois �.
Normais, eu disse.
Mas � claro que, brincadeira � parte, ambos t�m raz�o. Blogs, como sabemos todos, s�o uma excelente ferramenta para manter os amigos pr�ximos e atualizados (viu, Paulinho?). E a Laura, daqui, transmite as not�cias pros de l�, ao passo que o Tom, de l�, transmite as not�cias pros de c�. Pronto.
Ali�s, aos angloparlantes, recomendo o que ela escreveu, na quarta, sobre Jos� Maria Neves, seu professor da Uni-Rio.
H�, mas eu tamb�m roubo drops, viu, Fal?, e trouxe este aqui especialmente pra Bia Badaud:
O Alexandre derretendo de dor de cabe�a pede dipirona pro Maur�cio. Na hora de pingar o rem�dio no copo, sai aquele l�quido escuro, grosso...
-- P�, Maur�cio, essa Novalgina expirou em janeiro de 99! Quase 4 anos! -- Ah, t� explicado porque que resolveu minha dor de cabe�a t�o r�pido. O rem�dio ficou todo esse tempo maturando!
Maur�cio, senhores. O homem que envelhece Novalgina em barris de carvalho.
Ancelmo G�is: Rosinha e Garotinho descansam em Angra dos Reis. S�bado, a governadora viaja para os EUA, onde se encontra com Bill Gates, da Microsoft.
Jo�o Ximenes: (via email) O que � isso? O QUE � isso? O que � isso?
Cesar Valente: (no guestbook) Rosinha, imagino, voltar� com uma nova lista de assuntos que render�o processo: usar $ ao escrever Micro$oft em jornais do Rio, por exemplo, valer� processo de uns US$ 500 mil, no m�nimo.
Rep�rter Mosca: (nos coment�rios) Hummm... Teremos Windows XP a R$ 1?
Quanto a mim, tenho arrepios s� em pensar nesse encontro. Ros�ngela Matheus e Bill Gates. Juntos.
Estrelando George W. Bush, Condolezza Rice e Donald Rumsfeld. Repetindo o mesmo papel do epis�dio I: Saddam Hussein, Dick Cheney e Colin Powell E apresentando Osama bin Laden, no papel de "Amea�a Fantasma"
Baseado numa id�ia de George Bush, pai.
Produzido pelo Complexo Industrial Militar, em associa��o com a Exxon, Texaco, Mobil, e outras
Tem muita coisa demais acontecendo ao mesmo tempo nessa cidade pra gente dar conta -- ou sequer lembrar -- de tudo. Na semana passada, meia d�zia de lan�amentos aos quais eu devia ter ido; o mais caro ao meu cora��o, o da biografia do Paulinho da Viola pelo Jo�o M�ximo, acabei perdendo por pura distra��o. Me encontrei com o Jo�o na reda��o toda animada, "A�, Jo�o, logo mais tamos l�...!" e ele: "L� onde, cara p�lida?! O lan�amento foi ontem!" -- e a�, claro, passou a descrever a festa nos m�nimos detalhes, s� para me torturar.
Tudo bem, mere�o.
Ontem (na verdade ante-ontem) foi o lan�amento do livro do Chico na Livraria da Travessa: acertei o dia direitinho. Maravilhoso. H� tempos eu n�o via tanta gente junta numa livraria e, sobretudo, tanta gente legal. Estava todo mundo l�. Come�ou �s oito, a livraria fechou � meia-noite mas, no caf� do andar de cima, o Aldir Blanc ainda estava puxando uma rodinha de samba. De l�, Florentino, de onde os mais renitentes s� sa�ram com o dia raiando.
(Update: O Ricky fez um post �timo sobre a noite, com fotos e tudo! Inclusive essa da�, onde estou podando uma flor gigantesca...)
Hoje (na verdade ontem) foi o lan�amento do CD do Pingarilho, no Mistura Fina. Primeiro CD, muito embora o Pingarilho (que � arquiteto e pintor, entre outras bossas) j� tenha tido m�sica gravada at� pela Sarah Vaughan. O CD, que estou ouvindo agora, est� lindo. Tem participa��o especial de Eumir Deodato, Ithamara Koorax, Marcos Valle, Roberto Menescal, Thiago de Mello e Dom Um Rom�o, e uma m�sica em parceria com o Mill�r.
Amanh� (na verdade hoje) tem lan�amento de CD e show do Martinho da Vila no Rival e anivers�rio da Editora Record no MAM, se � que n�o estou esquecendo de nada.
Ufa.
Update: Cabou que n�o fui a nada... uma da matina e ainda estou na reda��o, tentando escrever alguma coisa que fa�a sentido. Enquanto isso, o mundo l� fora. A Bia em B�zios, cobrindo Festival de Cinema (eu sei que � um trabalho como outro qualquer, mas ainda assim...); Chico e Eliana que devem ter esticado do Martinho sei l� onde; Faf� com uns amigos no quiosque italiano. {sigh}
No show do Pingarilho, que estava caindo de gente, um amigo acabou sentado ao lado de duas mo�as muito simp�ticas e bonitinhas. Puxou um papo, contou um monte de hist�rias e as mo�as l�, sorridentes, respondendo com uns "a-h�s" e "u-hums". No fim da noite, quando est�o se levantando da mesa, uma das mo�as pergunta:
-- Qual � o nome do senhor?
Ele, meio sem jeito:
-- Costumam me chamar de Jaguar.
Nenhum bip no radar das mo�as.
-- Jaguar. Jornalista. Fa�o uns desenhos. Nunca ouviram falar?
-- Naaauuum...
Pano r�pido.
Mais tarde, l� embaixo, tomando uma sopinha antes de voltar para casa, nos esbaldamos de rir com a hist�ria.
Voc�s viram aqui primeiro... mas v�o ver melhor l�
Bom, eu tive o gostinho de furar o pr�prio jornal em que trabalho, e publicar aqui as primeiras fotos da �rvore de Natal deste ano -- mas, em compensa��o, o Ivo Gonzalez, meu colega do Globo, deu um banho. Vejam s�:
L� no site do jornal h� uma s�rie de fotos, uma mais bonita do que a outra.
J� vou avisando, vai ser dif�cil me aturar agora...
De blogs e blogueiras
Quando Cora R�nai come�ou a fazer coluna de inform�tica no Jornal do Brasil, na d�cada de 80, escrevia t�o bem, tinha um estilo t�o gostoso, que suspeitei dos copidesques. Sabendo que a mo�a era filha de Paulo R�nai e amiga querida do tamb�m extraordin�rio Mill�r Fernandes, supus que seu texto fosse copidescado por um dos dois, ou pelos dois. Com o passar do tempo, descobri que ela � 't�o boa quanto' os dois craques.
Pois muito bem: Cora R�nai tem um 'blog' na internet, al�m de coluna semanal no caderno de inform�tica do Globo, do qual � editora, e de um caminh�o de trabalhos na esfera intelectual, n�o fosse filha de Paulo R�nai. Por isso, pergunto: que diabo � um 'blog'? A Bookshelf 2.000, da Microsoft, tamb�m n�o sabe. Parece uma esp�cie de di�rio que voc� escreve na WWW, onde pode ter leitores do mundo inteiro, recebe visitas virtuais sem cafezinho e vassoura atr�s da porta, troca id�ias, briga, concorda, discorda, transcreve coisas interessantes, publica fotos originais, que nem Bom-Bril: tem mil e uma utilidades.
Dia desses, pelas 6h da manh�, antes de ir dormir, Cora escrevia no seu 'blog'. E olhem que tinha 'n' outros servi�os por fazer, al�m de editar o caderno de Inform�tica de seu jornal. Tipo mignon, de �culos, bonita, meiga, inteligente � be�a e � bessa, culta, espirituosa, Cora seria perfeita se n�o gostasse de gatos. Mal de que tamb�m padece outra bloguista, a paulistana Fabia, professora, craque em latim, espanhol, ingl�s, franc�s e s�nscrito, casada com o pr�ncipe dos executivos multinacionais. Escreve bem pra chuchu, � divertida, inteligente, engra�ada, tem o 'blog' Drops da Fal e gosta de gatos... Transcrevo de seu delicioso 'blog' a lista de suas neuroses:
'Adoro fazer listas. Eu tenho que fazer listas. O tempo todo. De tudo. Em �pocas variadas de minha vida eu r�o unhas. � nojento, mas eu fa�o. A� eu paro. Da� eu recome�o. Da� eu paro.
Sabores de sorvete n�o se misturam. Ou eu tomo sorvete de morango. Ou de chocolate. Ou de pistache. Tudo junto, jamais. Ali�s, falando nisso, o arroz n�o toca na cenoura, que n�o encosta no feij�o, que n�o rela nas ervilhas. Gosto de minha comida compartimentada. Sou a �nica pessoa do mundo que come o macarr�o num prato e as alm�ndegas no outro. Menos quando � ovo frito ou pur�. A gema do ovo ou o pur� tem que se misturar no arroz.
Lata de refrigerante � assim: ou eu bebo de canudinho, ou no copo. Boca na lata nunca, d� agonia s� de pensar. Nata: jamais, jamais, jamais. A nata do leite n�o pode tocar na minha boca. Eu morro. Tenho duas mil peneirinhas para essa finalidade. O edredon combina com o jogo do len�ol, combina com as capas de travesseiro, que combinam com todo o resto. A cama tem que combinar.
A roupa do dia seguinte tem que estar separada. Sen�o, eu n�o durmo. Nunca compro n�meros �mpares de nada. Ou compro dois, ou compro quatro. Tr�s, jamais. Meus bichos t�m que ter nomes que come�am com B: Bolivar, Bisteca, Basti�o, Baco, Bolero, Bo, Brunhida. Eu n�o piso nem na risca, nem na parte preta da cal�ada. Meus livros t�m que estar arrumados, por assunto, categoria e autor, virados para o mesmo lado'.
Eduardo Almeida Reis � presunteiro em Po�os de Caldas.
Sejam bem-vindos, e fiquem � vontade... O pessoal da casa j� leu este post (que a essa altura est� embaixo), mas repito aqui para voc�s os links que levam ao artigo sobre a Micro$oft:
Novas fotos da Em�lia e do Joseph, meus gatinhos b�pedes, em clima de Ralouin; a foto do Paulinho mostrando um bezerrinho para a Em�lia entra de contrabando...
�O jornalista Juca Kfouri foi condenado pela 15� C�mara C�vel do Tribunal de Justi�a do Rio de Janeiro a pagar indeniza��o de 300 sal�rios-m�nimos em um dos processos movidos pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. O motivo, desta vez, � o artigo "Mentiras que n�o pegam", publicado em dezembro 1999 no jornal Lance!. O Tribunal considerou as palavras usadas pelo jornalista uma agress�o � honra de Ricardo Teixeira.� � (nota publicada dia 22/11/2002 no Comunique-se)
�N�o h� uma palavra fora de lugar ou exagerada. Escrevi, apenas, que Ricardo Teixeira deu uma entrevista � revista Playboy sem se preocupar com a verdade e com a �tica. N�o pode? Se n�o puder, o que pode? Em tempo: o t�tulo da coluna, "Mentiras que n�o pegam" n�o � alusivo a ele, contemplado, no mesmo espa�o, mas no pirulito ao lado da coluna, com uma nota sob o t�tulo "Playboy", que transcrevo a seguir: "O jornalista Carlos Maranh�o fez quase todas as perguntas que devia ao presidente da CBF na entrevista da "Playboy" deste m�s. E, como sempre, o cartola respondeu sem nenhuma preocupa��o com a �tica ou a verdade. Merece ser lida, at� porque os destaques na edi��o da entrevista s�o suficientemente maliciosos para bons entendedores. Ali�s, voc� s� acredita se quiser."
�Mais: ele me processou criminal e civilmente. Na criminal, o juiz acatou o parecer da promotoria que escreveu �por mais que se leia a mat�ria jornal�stica n�o se consegue vislumbrar sequer ind�cios do crime relatado pelo querelante�. Em primeira inst�ncia, na civil, tamb�m o resultado foi a absolvi��o�. � (Juca Kfouri, comentando a nota anterior, tamb�m no Comunique-se)
�Josias de Souza, diretor da sucursal da Folha de S. Paulo em Bras�lia, est� sendo processado por Ricardo S�rgio, ex-diretor do Banco do Brasil que, por se sentir ofendido com seus artigos, pede na Justi�a duas indeniza��es que somam R$ 500 mil. Souza contou a Comunique-se que j� recebeu a intima��o e seus advogados Marco Ant�nio Rodrigues e M�nica Filgueiras da Silva Galv�o entregaram as contesta��es. "Ele n�o contesta as informa��es e sim o tratamento dado a ele", explica o jornalista�.
(...)
�O jornalista Lu�s Nassif, tamb�m da Folha, responde na Justi�a por nota em que relatava um pedido de indeniza��o bilion�ria pela Mendes J�nior Engenharia contra a Chesf. A construtora entrou na Justi�a, que determinou deten��o de tr�s meses, podendo ser substitu�da por presta��o de servi�os � comunidade, e multa de dez sal�rios m�nimos. Os advogados de Nassif j� recorreram�. � (nota publicada dia 21/11/2002 no Comunique-se)
Est�, pelo visto, aberta a temporada de ca�a aos jornalistas. J� nem vou falar nos colegas que est�o sendo processados por dona Ros�ngela Matheus, que quer, apenas, R$ 500 mil de cada a t�tulo de repara��o...
E ainda tem gente que acha que est� tudo bem.
Eu confesso que tentei evitar este assunto, e que tudo o que eu queria na vida era fazer um blog sobre Gatos, Gadgets & Amenidades. N�o sou de briga, estou cansada de ver flame wars aqui a respeito de qualquer opini�o emitida mas, sinceramente, h� coisas diante das quais n�o consigo ficar impass�vel.
Ver o Ricardo Teixeira solto e o Nassif amea�ado de pris�o � uma delas.
(Sim, eu sei, quem foi processado pelo Ricardo Teixeira foi o Juca; mas repito, me revolta ver o Nassif amea�ado de pris�o enquanto Ricardo Teixeira fica solto. E rico.)
Enfim: ou gritamos agora, ou nos calam para sempre.
Update: Para quem acha que a lei est� acima de tudo, isso, pelos padr�es l� deles, tamb�m � legal. E � de processo aparentemente irrelevante em processo aparentemente irrelevante que se chega a esse ponto. (Obrigada pela dica, Al�)
O UOL, a Telefonica e o iG est�o, aparentemente, fazendo algo estranho, muito estranho: impedindo, supostamente, o acesso dos usu�rios ao Cocadaboa. O S�rgio B. Pinto mandou isso pra c� hoje � tarde:
"Tenho uma den�ncia grave: a Telefonica, atrav�s do servi�o Speedy, e o provedor UOL est�o fazendo uma CENSURA velada a alguns sites. Eu explico: os DNS servers do UOL est�o configurados para responder �s queries para alguns sites como endere�o inexistente. Para usu�rios leigos isso simplesmente significa que tal site n�o existe, quando de fato o site existe e est� no ar. � f�cil comprovar, apenas alterando a configura��o de DNS para que n�o seja feita via DHCP.
O site mais visado por essa campanha parece ser o site www.cocadaboa.com. � imposs�vel acess�-lo com a configura��o padr�o do servi�o Speedy/UOL."
Pedi a amigos que usam o UOL para tentar chegar ao Coca e, dito e feito, nada. O Raphael Perret, conectado atrav�s do iG, tamb�m n�o conseguiu chegar l�. Vamos tentar descobrir o que est� acontecendo l� no jornal, mas, at� segunda ordem, a� vai um truque do Adilson para que todos possam preservar o seu direito de ir e vir:
Edite o /etc/hosts (linux) ou c:\windows\hosts (RWindows) e coloque o seguinte:
63.99.209.37 www.cocadaboa.com
Por favor, gente, quem estiver acessando via Speedy, UOL ou iG e n�o conseguir entrar l� ou em outros sites pol�micos, me avise, OK? Embora o Coca fa�a jus ao seu moto de "site de hostilidade p�blica", isso n�o pode ser motivo para que provedor algum impe�a quem quer que seja de acess�-lo.
Prefiro acreditar que se trata de uma dificuldade t�cnica qualquer, embora, sinceramente, n�o consiga imaginar que dificuldade possa ser essa. Acho a hist�ria suspeita e perigosa: imagina se essa moda pega e cada provedor decide o que a gente pode ou n�o pode ver na rede!
O Luiz Alberto Garcia Cipriano acaba de escrever isso nos coment�rios, mas como nem sempre todos l�em coment�rios -- e, sobretudo, nem sempre a caixa dos coment�rios abre -- passo pra c�, porque � uma dica muito, muito boa:
Sim, isso existe! Tem uma iniciativa boa aqui (em ingl�s):
Navegador web e Cliente de Correio Eletr�nico: Livre-se finalmente dos v�rus que se aproveitam das 1001 brechas de seguran�a do Internet Exploder e Outloko:
Edi��o de imagens bitmap: Se voc� usa o Photoshop apenas para retoques ou profissionalmente voltado para Web (e n�o m�dia impressa), esta � a solu��o definitiva:
Comece trocando as aplica��es. Depois quando enfim migrar para um sistema completamente livre, tudo ser� mais f�cil. Um aspecto que tem que ser aprendido � a quest�o dos formatos de arquivos, especialmente de documentos de escrit�rio. A Microsoft e seu monop�lio institu�ram um padr�o "de facto", os .doc .xsl e .ppt... O OpenOffice.org abre todos eles, mas n�o se pode perder de vista que � p�ssimo manter esses padr�es, que s�o fechados e secretos, o ideal � primeiro compreender o que significa "formato de arquivo", desenvolver certa habilidade na convers�o de um para o outro e, finalmente, adotar formatos abertos e livres, como os arquivos xml do OpenOffice.org.
Para os mais afoitos, recomendo pessoalmente a distribui��o Debian:
Na semana passada, escrevi sobre um ponto que me irrita al�m de qualquer medida na luta contra a pirataria de software: a facilidade que tem a Associa��o Brasileira das Empresas de Software (Abes) em culpar tudo, do governo aos traficantes de drogas � exceto os pre�os abusivos, completamente distanciados da realidade brasileira, praticados por boa parte de seus associados.
Aparentemente toquei num nervo exposto, pois in�meros leitores me escreveram, indignados com uma ind�stria que cisma em cham�-los de ladr�es, mas n�o lhes d� alternativa alguma ao pirata amigo da esquina.
�Ao tentar migrar do Windows Millenium para o XP, tive o dissabor de saber que este sistema custa para n�s pobres mortais a bagatela de mais ou menos R$ 800 nas lojas, enquanto na Avenida Rio Branco posso obter o mesmo sistema por R$ 10. N�o quero ser pirata, por isso, n�o comprei do indiv�duo na cal�ada, mas tamb�m n�o comprei na loja. Gostaria de deixar o meu protesto, esperando que um dia a Microsoft lembre-se de n�s, para que possamos adquirir um produto legal�, escreveu Eliandro Roedel Mar�al, resumindo o drama do usu�rio brasileiro. Um outro leitor, Ot�vio Frederico, fez uma compara��o muito pertinente:
�Um programa da Microsoft n�o pode custar mais que um micro, como acontece no Brasil. Isso n�o existe. � como se o motor de um carro fosse mais caro do que o carro.�
�Como pagar centenas de reais pelo direito de p�r um Microsoft Office (por exemplo) em cada m�quina?!� desespera-se Silvio Darci da Silva. �Algu�m dir� que � preciso pagar o custo intelectual de quem desenvolve o programa. Certo, mas parece haver uma distor��o quando isso tem o cond�o de transformar um homem at� h� pouco desconhecido na maior fortuna do planeta. E quando se fala dele, deve ser lembrado que o vice-presidente, o tesoureiro e uma infinidade de outros diretores devem estar com fortunas em 5�, 12�, 34�, 48� lugares no ranking mundial. Pensa-se muito na pessoa do presidente, mas � prov�vel que as fortunas somadas dos subalternos ultrapassem a dele.�
Bingo! H� definitivamente algo de podre numa economia que permite a um pequeno grupo, de uma �nica empresa, acumular esta fortuna obscena. Os especialistas em mercado podem dizer que � assim mesmo, que a isso chama-se capitalismo, mas a isso eu chamo imoralidade.
Coincidentemente, no come�o da semana passada, a M$ foi obrigada a divulgar detalhes do seu faturamento. Segundo o �Financial Times�, o seu lucro com o Windows � de 85%. �, voc�s leram bem: 85 por cento. Isso significa que, depois de todas as despesas pagas � P&D, marketing, aluguel, luz, g�s e telefone � a M$ fica com 85% de tudo o que fatura com o Windows. A t�tulo de compara��o, a ind�stria de hardware d�-se por feliz e muito contente quando consegue margens de lucro de 5 por cento, j� que habitualmente trabalha em torno dos 3% ou 4% � e n�o �, propriamente, uma ind�stria de pobret�es.
� por isso que a M$ pode se dar ao luxo de perder US$ 120 em cada console Xbox que vende, ou de ter um preju�zo de US$ 33 milh�es diante de um faturamento de US$ 17 milh�es na sua divis�o CE/Mobility � aquela contra a qual o Palm OS luta, neste momento, com unhas e dentes.
Todo ano � assim: eles esperam que todo mundo que mora em volta da Lagoa v� dormir para testar a �rvore na calada da noite. Por�m, numa certa janela, h� sempre um blog � espreita... ;-)
Este ano, tenho a impress�o de que h� mais holofotes. A luz muda de cor, ora � verde, ora azul, ora vermelha. A �rvore vai acendendo por etapas e, como sempre, est� linda.
O Matusca tem as melhores hist�rias de aventura que se possam imaginar. Parece o Charles Astor, um amigo do meu pai -- ali�s, voc� conheceu o Charles, Matusca?
Na quinta-feira, assim que sa� do jornal, fui ao Pa�o Imperial, para a abertura da Imagem do Som, quinta edi��o do projeto do Felipe Taborda: a id�ia b�sica � distribuir 80 m�sicas entre 80 artistas pl�sticos & similares e ver o que acontece. O resultado �, previsivelmente, o mais disparatado poss�vel: h� sacadas geniais e porcarias inomin�veis, trabalhos delicados e sutis e obviedades paquid�rmicas.
Este � um caso em que o conjunto � definitivamente superior � soma das partes.
At� aqui, a s�rie vinha abordando o trabalho de um espec�fico compositor: Caetano, Chico, Gil e Tom foram a base das primeiras exposi��es. Mas este ano a coletiva foi dupla, baseada no Rock-Pop. A nossa trilha sonora dos �ltimos anos est� toda l�, de Maracatu At�mico (Rosa Magalh�es, um dos meus favoritos) a Garota Dourada (Luiz Stein: weird!), passando por Ouro de Tolo (Gringo Cardia, �timo!), S� Voc� (lindo v�deo da Anna Bella Geiger), Caminhante Noturno (meu querid�ssimo Amador Perez, irreconhec�vel), Weekend (Fernando Lopes, outro dos meus favoritos) e Negro Gato (Antonio Bernardo -- preciso dizer alguma coisa?).
N�o deu pra ver nem a metade, � l�gico. Todos os jornalistas do Rio estavam l�, batendo papo com todos os artistas e mais uma quantidade de m�sicos. A cada dois passos eu encontrava algum amigo ou me desencontrava de outro.
Tenho que voltar.
Pena que o trabalho mais gostoso j� era: para ilustrar Vital e sua moto, Ver�nica D'Orey fez um bolo em forma de roda de moto, que partiu e serviu aos convidados. Estava uma del�cia.
�, eu tenho um fraco por arte comest�vel.
A Imagem do Som fica no ar at� mar�o, no Pa�o Imperial, de ter�a a domingo, das 12 �s 18h30.
Quando cheguei ao restaurante, o pessoal j� tinha acabado de almo�ar, mas ainda encontrei Chico e Eliana, Lewgoy e o Mill�r; Rodolfo (Fernandes) estava numa outra mesa com a Sandra e a S�lvia Buarque e alguns colegas de Bras�lia que eu n�o via h� mais tempo do que conv�m a uma senhora declarar; e logo ali ao lado, numa terceira mesa, a Danuza, linda, que eu a-do-ro, e que � com certeza uma das mulheres mais interessantes que conhe�o. De modo que as despedidas duraram v�rios cafezinhos, algumas saideiras e muito papo.
Depois Mill�r me deu carona at� o Hush Hush, onde fui dar um jeito no cabelo. Os meninos de l� s�o �timos e, ainda por cima, funcionam mais ou menos no meu hor�rio: sa� �s onze da noite e fui andando pra casa. Parei na Bon Jus, onde tomei um suco de abacaxi com hortel� maravilhoso (e me lembrei do post do Danilo Amaral a respeito da carta de sucos) e na Letras & Express�es para comprar o JB, j� que a assinatura e o meu cart�o de cr�dito se desentenderam.
Passando por aquele restaurante ao lado da Cappriciosa cujo nome sempre esque�o, vi, pela janela, o Fritz Utzeri terminando de jantar com a mulher, mais o Coley e a Regina. Ficamos tentando nos comunicar pela janela, mas era mais f�cil entrar e trocar dois dedos de prosa. Afinal, o Fritz eu encontro sempre que vou � praia (duas vezes j� este ano!), mas o Coley e a Regina eu n�o via h� s�culos e fiquei feliz demais com o encontro.
Enfim: hoje consegui n�o almo�ar e n�o jantar com uma quantidade de amigos muito queridos. Se conseguir repetir esta performance com certa regularidade, vou acabar chegando ao meu peso ideal rapidinho.