14.1.05



O lado espada da Fashion Rio

Hoje fui conhecer o lado business da Fashion Rio, afastado dos desfiles e da badalação mas, sob muitos aspectos, mais interessante: imaginem estandes montados como verdadeiras lojas, em que já se podem apreciar, hoje, as coleções que só vão chegar às lojas no inverno!

Algumas das marcas expostas fazem desfiles, mas a maioria a gente conhece bem do dia a dia: Cantão, Wollner, Rudge, Animale, Philippe Martin, Mariazinha...

Esta ala é freqüentada pelos compradores de fora, que vêm basicamente fazer contato e ver as coleções. O movimento é enorme, mas completamente diferente do fervo dos lounges.

Há até homens de terno e gravata na multidão!

Do que mais gostei:

  • Da nova marca da Cantão e, sobretudo, das novas roupas da loja. Lindas! Adoro a Cantão, que acho a cara do Rio, e que faz parte das minhas lembranças desde quando se chamava Cantão 4. Naquela época eu também gostava muito da Company e da Yes, Brazil!. A Yes, em tese, não tinha nada a ver comigo, mas o dono, Simão Azulay, era meu amigo e uma das pessoas mais criativas que conheci. Às vezes ele ligava e dizia que tinha uma saia ou uma blusa que eram a minha cara -- e eram mesmo! O preço era impraticável, mas ele dava um desconto, parecelava em sei lá quantas vezes... e eu acabava caindo em tentação. Assim comprei algumas das minhas roupas mais bonitas.

  • Da coleção da Rudge. Amo a Rudge, uma marca que sabe que há mulheres com mais de 50 60 quilos no mundo que, apesar disso, precisam, de vez em quando, de umas roupinhas mais transadas.

  • Da garra da Philippe Martin, que andava meio por baixo, mas que está voltando com tudo, cheia de brilhos e referências francesas. É dela, aliás, o brinde mais criativo e cobiçável da Fashion Rio, aquele abajurzinho que mostrei numa das fotos -- uma estrutura de ferro super simples, mas "vestida" com um jeans pequenininho, de verdade, igual aos irmãos grandões. Muito bonitinho!

    Por falar em brindes: uma coisa que sempre me intrigou foi o mistério das camisetas feias. Por que é que se faz tanta camiseta feia, se o custo é o mesmo de uma camiseta bonita? Essa dúvida aumenta monstruosamente durante o carnaval, quando a Brahma e outras empresas distribuem milhares de camisetas especialmente confeccionadas pelos mais famosos estilistas da praça -- todas absolutamente horrendas e imprestáveis fora dos camarotes!

    Nunca entendi o por quê disso.

    Há alguém na casa que saiba explicar a lógica marqueteira das camisetas horrendas?
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