30.4.09

Para curtir no feriado



Essa imagem é só um pedacinho de um imenso painel pintado na China entre 1085 e 1145. Ele tem 5m28 de largura por 24,8 cm de altura, e é considerado um dos grandes tesouros do país.

Recentemente, foi exposto no Museu de Arte de Hong-Kong; havia filas imensas para vê-lo, e por justa causa.

Recomendo clicar nos quadradinhos da parte debaixo, ou nos quadrados brancos que aparecem ao longo do "passeio": eles levam a uma linda interpretação do mundo do painel.




Olha o baianinho mais bonitinho que estreou no outro dia!

Voltando ao assunto



Recebi, ao longo da semana, 228 emails a respeito da crônica da última quinta-feira. Todos – absolutamente todos – de acordo comigo, ao escrever que o congresso nacional está dominado por traíras irresponsáveis. Nunca vi disso! Em geral, quando uma crônica desperta esse grau de resposta, é porque toca num tema polêmico; e, consequentemente, a manifestação dos leitores tende a ser dividida. O consenso absoluto, nesse caso, é mais uma prova de como estamos, todos, indignados com os crimes e a pouca vergonha das excelências.

Entre tantas expressões de apoio, houve muita manifestação de desânimo com o país e com a nossa incapacidade de reagir a “tudo isso que aí está”. Não concordo inteiramente porque, bem ou mal, a grita geral na internet e nas seções de cartas de leitores dos jornais e revistas teve lá o seu peso na hora da aprovação das novas regras para viagens de deputados. O que essas regras propõem ainda é muito pouco – para que um deputado precisa viajar tanto? e para que um deputado de Brasília precisa de quase quatro mil reais mensais em passagens? – mas já é alguma coisa. Ficam faltando ainda o fim do auxílio moradia, o fim da semana de trabalho de três dias, a moralização das cotas de telefone, a redução das inúteis cotas de correios e do desperdício de papel da gráfica do senado e a redução do número absurdo de funcionários, entre outros etceteras.

* * *

Os panelaços dos argentinos foram mencionados como exemplo de saudável cidadania por diversos leitores. Eu também invejo a disposição física dos nossos hermanos, mas não consigo deixar de me perguntar de que vale bater panela na rua para depois eleger o Menen ou o casal Kirchner... De qualquer forma, é importante lembrar que os panelaços acontecem sobretudo em Buenos Aires, capital da república. Acho que, se a capital ainda estivesse no Rio, nós teríamos, igualmente, a nossa cota de manifestações; é possível até que os níveis de corrupção fossem um pouco menores, já que, no Rio, nenhuma excelência escaparia do convívio forçoso e cotidiano com a população. Ao mesmo tempo, não existiria a idéia perversa da necessidade de compensação salarial, instituída para atenuar o “sacrifício” de morar em Brasília. Será que a cidade continua inabitável até hoje?!

Acho compreensível que ninguém se anime a ir à rua nas grandes cidades brasileiras. Fazer barulho a centenas de quilômetros de distância não é a mesma coisa do que fazer barulho no focinho dos corruptos. Bem mais difícil de compreender, porém, é por onde anda a população de Brasília, que não se manifesta. Será que todos os seus dois milhões e meio de habitantes são funcionários públicos, ou parentes de funcionários públicos? Será que todos têm tanto medo assim de gritar umas verdades em frente ao congresso nacional? Ou será que, conhecendo melhor as excelências do que nós, sabem que não adianta exigir compostura de quem desconhece a palavra?

* * *

Mudando de assunto, mas continuando no mesmo endereço: apesar de parecer contrário da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, ainda tramita pelo congresso o projeto de lei 4.548/98, que propõe que seja removida da Lei de Crimes Ambientais a criminalização de atos de maus-tratos a animais domésticos ou domesticados. Essa pérola do retrocesso saiu da cabeça do deputado Jose Thomaz Nono, do PFL de Alagoas. Em caso de aprovação, maltratar bicho passará a ser comportamento aceitável, livre de sanções legais; e o Brasil, mais uma vez, estará na vanguarda do atraso. Entidades de proteção animal estão recolhendo assinaturas para levar ao congresso a opinião dos cidadãos brasileiros a respeito dessa barbaridade. O abaixo-assinado está em http://migre.me/Luh.

* * *

Enquanto isso, aqui no Rio, sobra mais uma vez para os gatos do Parque Lage, vítimas do desentendimento entre humanos. A dra. Preci Grohmann, sua protetora, e Ricardo Calmon, chefe do Parque Nacional da Tijuca, disputam a Casa Amarela, onde os animais que estão doentes ou passaram por cirurgias encontram abrigo, e os que foram abandonados ficam de quarentena. Quando escrevi aqui sobre Ricardo Calmon eu não o conhecia, e fui injusta; nós nos encontramos depois e ele me causou a melhor impressão. Está genuinamente preocupado com o PNT, e é querido pelos funcionários e pelos quatis da Floresta da Tijuca. Pena que a relação entre ele e a Dra. Preci esteja tão ruim, porque, mesmo sem querer, Ricardo elogia o trabalho dela. Num documento judicial, ele reconhece que há mais de dez anos a Dra. Preci alimenta e cuida dos gatos do Parque Lage, e que, nesse período, “a população de felinos permaneceu praticamente a mesma, em torno de 50 gatos”.

Ora, qualquer pessoa familiarizada com os problemas dos animais de rua sabe que, para evitar o crescimento desordenado de uma população saudável, é preciso muito trabalho e muito empenho; manter uma comunidade no mesmo tamanho ao longo de dez anos, então, é quase um milagre.

Pois espero de coração que outro milagre aconteça agora, e que os dois, Ricardo e a Dra. Preci, venham a se entender, em prol dos gatos: eles só querem levar suas vidinhas em paz.


(O Globo, Segundo Caderno, 30.4.2009)

29.4.09

Um mundo de línguas

Recebi uma nova leva de filmes indianos. Na capa de um deles (Dil Chahta Hai) há uma observação. Diz o seguinte:
Legendas em inglês, gujarati, tamil, telugu, kannada, malayalam, bengali, assamese e oriya.
Todas essas línguas -- e mais algumas -- são faladas na Índia. Fico zonza só de imaginar!

Iuhuuuuuuu!!!

Vocês se lembram daquele papo de aposentadoria que rolou aqui há uns tempos? Pois. Acabei ficando com a impressão de que antes dos 60 anos não rolaria nada, e deixei estar. Pois hoje ligou a Jussara, com a informação de que, tendo trabalhado mais de 30 anos, eu não precisaria esperar até os 60.

O despachante que cuidou da aposentadoria dela e de um monte de jornalistas amigos meus já conferiu a situação no INSS e amanhã mesmo entra com a papelada; de modo que, muito em breve, vocês terão uma blogueira oficialmente aposentada.

Em tempo: sim, eu sei que é possível resolver tudo pessoalmente no INSS, mas prefiro que uma pessoa tarimbada na burocracia me dê a mão...

Estou feliz. Vai ser uma graninha muito oportuna!

Gato é tudo doido...

video

Muito esquisito! Subi esse video para testar como funcionam videos no blogger; não entendo o que está fazendo a imagem ao lado, até porque não há nenhuma tag visível a seu respeito...

Pensando na vida




Dormiu com a língua de fora... :-P




28.4.09

HA!!!



Deu no Neatorama, que comenta um estudo publicado no Science: uma pesquisa realizada com madrugadores e corujas num laboratório do sono revelou que as pessoas que ficam acordadas até tarde conseguem se concentrar melhor no trabalho do que as que acordam cedo.

Numa pesquisa informal, o blog pergunta quem fica acordado até tarde e quem acorda cedo. Por enquanto, de 2.249 leitores, 1.870 (ou seja, 83%) são corujas, comparados aos 379 madrugadores (17%).

Como observa um leitor nos comentários, isso confirma uma antiga suspeita: corujas gostam muito da internet.

David Klein



Comprei este poster para a salinha de video. Cheguei nele porque queria alguma coisa com elefante para combinar com o quadro que fica atrás do sofá; tendo a India como tema ficou melhor ainda, já que a salinha é o meu tugúrio bollywoodiano.

Mas, nisso, acabei descobrindo David Klein, o autor.

São as maravilhas da internet: eu conhecia os seus posters há séculos, porque são verdadeiros marcos visuais, mas nunca soube quem os fez...

Adoro a minha Arca de Noé!




GRRRRRRRRRRRRRRRR...

O Velox está fora do ar. Liguei para o suporte: a área está em manutenção e só volta ao ar às sete!!!

Estou me conectando do notebook, com VivoZap, mas não é a mesma coisa.

24.4.09

Emergência na Operação Iguabinha

Escreve a Valéria:
Povo amigo

Conseguimos uma família maravilhosa para adotar um dos filhotes de Iguabinha. Estava tudo acertado pra hoje, mas o rapaz lá de Iguabinha que ia fazer o transporte por 50 reais deu pra trás, e ficamos na mão. Consegui uma garota que poderá fazer o transporte só na semana que vem, mas por 120 reais! Bom, se cada gato que a gente trouxer custar esse preço, o bicho vai pegar, né?

Então estamos pedindo os esforços de todos para encontrar alguém, algum amigo ou conhecido, ou amigo do amigo etc. , que esteja passando por aquelas bandas, ou more por lá, ou esteja por perto, e esteja vindo pro Rio, pra trazer esse bebezinho de um mês, e me entregar, pois eu vou levar até a família que quer adotá-lo.

Amigos, isso é urgente, não podemos perder uma adoção tão boa!

Se não puder ser esse fim de semana, que seja outro dia. Conto com a ajuda de vocês.

Beijos, Valeria

A parede listrada




Pipoca




Luta livre




Morreu de quê?

Recebi ainda agora, achei tão engraçado...
Zé: Bença padre.

Padre: Deus o abençoe meu filho.

Zé: Padre, o sr. lembra do João Pintor?

Padre: É claro, meu filho!!!

Zé: Pois é Padre, o João veio a falecer.

Padre: Que pena, morreu de quê?

Zé: Olha, Padre. Eu moro numa rua sem saída e minha casa é a última. Ele desceu com o carro e bateu no muro lá de casa.

Padre: Coitado, morreu de acidente?

Zé: Não, ele bateu com o carro no muro e voou pela janela. Caiu dentro do meu quarto e bateu a cabeça no meu guarda-roupa de madeira.

Padre: Que pena, morreu de traumatismo craniano?

Zé: Não Padre, ele tentou se levantar pegando na maçaneta da porta que se soltou e ele rolou escada abaixo.

Padre: Coitado, morreu de fraturas múltiplas?

Zé: Não Padre, depois de rolar a escada ele bateu na geladeira, que caiu em cima dele.

Padre: Que tragédia, morreu esmagado?

Zé: Não, ele tentou se levantar e bateu as costas no fogão que tombou derramando a sopa que estava fervendo em cima dele.

Padre: Coitado, morreu queimado?

Zé: Não Padre, no desespero saiu correndo, tropeçou no cachorro e foi direto na caixa de força.

Padre: Que pena, morreu eletrocutado?

Zé: Não Padre, morreu depois d'eu dar dois tiros nele.

Padre: Filho, você matou o João?

Zé: Uai, o miserável tava destruindo a minha casa toda...!

23.4.09

Duas figuras II




Duas figuras




Em toda casa tem um quadro de São Jorge...

Bando de traíras irresponsáveis!




Desde quando legalidade e moralidade são sinônimos?


Na entrevista que deu à Veja esta semana, Michel Temer, a excelência mor, disse que, no Congresso Nacional, há “confusão entre o que se pode fazer e o que não se pode fazer”; disse ainda que “há falhas no controle”, e que “os erros de poucos não podem contaminar a instituição”. Como contribuinte às voltas com o assalto do imposto de renda, de um lado, e, do outro, o noticiário simplesmente obsceno da política, tive que respirar fundo e contar até dez -- várias vezes -- para não ter um ataque de fúria. Não basta ter cara de pau para dizer isso; é preciso também subestimar, em altíssimo grau, a inteligência dos leitores. Prevarique, excelência, já que ninguém lhe disse que prevaricar não se pode fazer, mas, por favor, não me chame de burra!

Qualquer criança razoavelmente educada sabe, muito bem, o que pode e o que não pode fazer. Vai me dizer agora que um bando de marmanjos não sabe?! O fato de não existir regulamentação proibindo congressistas safados de levarem a família de férias às custas do contribuinte não significa, em absoluto, que qualquer congressista safado esteja automaticamente autorizado a fazê-lo. É mais do que evidente, para qualquer pessoa com um mínimo de dignidade e de boa fé, que verbas públicas não podem ser usadas para fins privados. Qual é a regra que está faltando para que a politicalha entenda isso?

Em que mundo levitam as excelências que não percebem que os seus gastos nababescos custam o suor de brasileiros que trabalham de verdade? Em que mundo vivem as excelências que acham normal que seus filhinhos mimados torrem dezenas de salários mínimos em conta de celular, só assim? Em que mundo vivem as excelências que, não contentes em alugar jatinhos às nossas custas, ainda têm a petulância de posar como partes ofendidas?! Em que mundo, afinal, se homiziam essas excelências que, pegas em flagrante, reagem afirmando que “faltam regras claras”?! Ora, o que falta, excelências, é apreço à democracia, é amor pelo país, é compaixão pelo povo que trabalha de sol a sol e não tem escola, não tem hospital, não tem nada. O que falta é vergonha na cara.

* * *

Pior do que a roubalheira interminável que assistimos, se é que pode haver algo pior, é o seu leque malsão de efeitos colaterais. Eles podem ser ouvidos em qualquer lugar, nos cabeleireiros, nos ônibus, nos botecos, nos escritórios; eles podem ser lidos nas seções de cartas de leitores e na internet, das caixas postais que rosnam com abaixo-assinados e textos indignados aos blogs e caixas de comentários do noticiário. O mais deletério à nossa auto-estima é o argumento, repetido à exaustão, de que o congresso é a cara do país, e que a canalha que lá está nos representa à perfeição.

Não é verdade. O Brasil é muito melhor do que os seus políticos. Olhem ao seu redor, na sua casa, entre os seus amigos e conhecidos: a maioria dos brasileiros é gente correta e batalhadora, ocupada em ganhar a vida. Essa maioria só sai no jornal como vítima: de assalto, atropelamento, bala perdida, burocracia, erro médico. A questão é que a política anda tão nojenta, mas tão nojenta, que causa repulsa às pessoas decentes.

Outro péssimo efeito colateral da safadeza generalizada é a idéia de que não sabemos votar, e que não fizemos direito o nosso dever nas eleições: afinal, a maioria dos políticos está na vida pública graças aos votos dos seus eleitores. O problema é que só se pode votar bem quando há opções que permitam fazê-lo. E, pelo visto, não há opções.

* * *

O efeito mais perigoso de todos, porém, é que mais e mais se ouvem pessoas a favor do fechamento do Congresso: se ainda não perceberam, conversem um pouco na rua, leiam os fóruns na internet, prestem atenção. Vocês vão ver como esse sentimento se generaliza (sem trocadilho!). Não se pode nem falar em saudades da ditadura. Muitos jovens que nem eram nascidos naqueles maus tempos não entendem para que o país precisa de um legislativo que custa tão caro, dá tão mau exemplo e só legisla em causa própria. Do jeito que as coisas vão, está cada vez mais difícil defender o Congresso e, consequentemente, a democracia.

É isso, sobretudo, que não devemos, nem podemos, perdoar a essa corja de traíras irresponsáveis. O Congresso não é a casa da mãe Joana, nem pertence aos camatas e sarneys da vida; ele pertence a todos nós, e o seu funcionamento, em plena liberdade, foi conseguido com muito sacrifício para ser, agora, tornado irrelevante em troca de seis dinheiros.

* * *

Para nós, cariocas, que tanto nos orgulhavamos de ter um parlamentar como Fernando Gabeira, e tanto nos empenhamos na sua campanha à prefeitura, fica, além de tudo, o gosto amargo da decepção. Nunca pensei, aliás, que pudesse usar essa palavra – decepção – em relação a um político, mas aí está. Continuo achando que, apesar de tudo, existe uma grande distância entre ele e a maioria dos seus pares; mas não há como negar a mancha na sua biografia, ou a dúvida entre o seu eleitorado. O que mais ele fez que apenas ainda não veio à tona? Do que mais vai se arrepender depois do flagra?


(O Globo, Segundo Caderno, 23.4.2009)

Update: Até agora, quatro da manhã de sexta, recebi 127 emails só na mailbox do jornal. TODOS concordando comigo, o que é inédito e, acho, um recorde... Passei o dia no computador e consegui responder a 75. Ufa.

21.4.09

Foi bonita a festa, pá...

É dura a vida da bailarina






Não dava pra dispensar o guarda-chuva, porque a camera estava ficando molhada (para não falar nos pingos d'água na lente, que atrapalham tudo); mas fotografar com uma mão e segurar o guarda-chuva com a outra é MUITO DIFÍCIL!!!

O pior é que tem muita gente!




If you burn them, they will come...




Leonard Cohen no Rock'n Roll Hall of Fame



Eu AMO Leonard Cohen!

Escrevendo como escreve, nem precisava ter essa voz; tendo essa voz, não precisava ter esse charme; tendo esse charme e essa voz, nem precisava escrever como escreve...

Deu chabu

O tal "Encontro da água com o fogo", que abriria as comemorações do ano França-Brasil, periga se tornar o "Encontro da água com a água".

Chove cada vez mais, e o entorno da Lagoa está encharcado!

Lá vai o feriado por água abaixo...




Coisa mais fofa!!!



Valeu, Tomzinho! Pena que a turma aqui de casa já está muito grandinha para isso -- até a Lolita é maior do que o gatinho do video.

O que é isso, companheiro?

Em todo esse escândalo das passagens, minha única decepção foi com o Gabeira.

Eu achava -- e apesar de tudo continuo achando -- que ele é mais correto e mais decente do que 99,9% dos seus pares, um bando de primitivos sem escrúpulos e sem noção de cidadania.

A questão não é se existiam ou não existiam regras para o uso de passagens no Congresso. A questão é que é óbvio que certas coisas se fazem e certas coisas não se fazem, ponto.

Claro que ter dado passagens da sua cota para terceiros não o põe, automaticamente, no mesmo nível dos demais, nem o transforma, da noite para o dia, no ladrão de galinhas em que os adversários querem transformá-lo.

Ainda vejo uma grande distância entre Gabeira e Inocêncio, Sarney, Camata e a quadrilha em geral; mas que isso é uma mancha na sua biografia, e uma enorme decepção para o seu eleitorado, nem se discute.

Fora a dúvida cruel que agora não se dissipa: o que mais ele não fez e que apenas não veio à tona?

Não tem jeito.

A política brasileira está caindo de podre.

20.4.09

A ala jovem



Susan Boyle: a estrela sobe

SUSAN
CONQUISTOU o
mundo com
seu jeito
gauche de tia
desajeitada
porém
simpática,
sua escolha
de repertório
e sua voz de
anjo: não é
exagero dizer
que ela é,
hoje, a
pessoa mais
querida da
internet.


Mesmo quem mora na internet volta e meia se surpreende com o seu poder avassalador. No sábado à noite, uma moça chamada Susan Boyle apresentou-se num programa de calouros em Glascow, Escócia. Feiosa, gordinha, grisalha, despenteada, vestida sem qualquer pretensão de glamour, ela tinha tudo para pagar o mico da noite e voltar para o anonimato — mas, como a essa altura sabem até as pedras da rua, Susan Boyle tem a voz de um anjo e, em menos de dois compassos, já havia conquistado o juri, a platéia e quem quer que, a partir daquela noite, tenha ido ver as novidades no You Tube. O retumbante sucesso da sua apresentação se espalha no ar como um rastilho de pólvora.

Susan, que está na contramão de tudo o que prega a nossa cultura de endeusamento da beleza e da juventude, pegou a humanidade literalmente de surpresa — e deu, de quebra, um tapa de luva universal em quem fez pouco da sua aparência. Ou seja: todo mundo. Eu mesma, que ao começar a ver o vídeo ainda no sábado, achei que estava diante de mais um exemplo de baixaria do You Tube, acabei indo às lágrimas quando ela soltou a voz.

Hoje faço parte da sempre crescente legião de fãs de Susan Boyle e, como boa fã, percorro a internet em busca de notícias suas. Não tenho do que me queixar. Se há algo fácil de achar online, hoje, é notícia de Susan Boyle, que virou o grande fenômeno da rede dos últimos tempos. Ela já deu entrevista para inúmeros jornais ingleses, para a emissora da sua cidadezinha, para a BBC; parece que nem consegue mais sair de casa sem que alguém não a fotografe e logo poste a foto.

É normal. Todos querem saber mais a respeito da improvável estrela, e todos tem opinião sobre o caso, de Demi Moore, que confessou no Twitter ter se emocionado com a sua apresentação, a Whoopi Goldberg, que rodou a baiana em sua defesa. Já existe um fã-clube de Susan Boyle, um verbete na Wikipedia, uma coleção de fotos. Enquanto isso, o video dispara no ou Tube. Até a noite de quinta-feira, quando vossa cronista digitava essas mal tecladas, apenas as dez primeiras cópias do “Britain's got talent” já haviam sido vistas quase 20 milhões de vezes! Um comentário feito ontem resume o espanto:

— Quase 14 milhões de espectadores em menos de seis dias!!! Que maluquice! E que máximo!

Acompanhar os comentários, aliás, virou tarefa impossível: eles entram mais rapido do que se consegue ler. E o melhor é que, ao contrário do ambiente geralmente hostil e cheio de brigas a que já nos acostumamos no You Tube, o tom geral é de admiração, respeito e carinho — mesmo quando exprime revolta:

“Como é que gente como Madona ou Britney Spears ganha milhões por músicas pré-fabricadas de quinta categoria entre uma temporada e outra na reabilitação, essa mulher passou 47 anos desapercebida?! Meu Deus do céu!!! É bom que a Susan ganhe esse troço ou, no mínimo, feche um contrato de dez milhões de dólares, ou o povo vai se rebelar (or else people will riot)!!!”

Com a popularidade da moça em alta, acho que ninguém precisará ir às barricadas tão cedo...


(O Globo, Revista Digital, 20.4.2009)

Update: Há quem estime que, a essa altura, a participação de Susan em "Britain's got talent" já tenha sido vista cem milhões de vezes. Verdade ou não, o fato é que Susan Boyle já é muito, mas muito mais famosa do Elaine Paige, a cantora que ela mencionou no programa como modelo de estrelato.

Não se pode dormir?!





Com tanto lugar bom na casa para uma soneca, dá para entender isso?

18.4.09

Deu no JC-online (PE)

"Por volta das 3h deste sábado (18), um carro preto com vidro fumê, que não teve cor e placa anotados, chegou ao Motel Horizonte, na Rua Nossa Senhora dos Prazeres, mais conhecida como Alto da Maré, em Sucupira. Três horas depois, funcionários ouviram tiros. Os assassinos teriam aproveitado a saída do carro de outro
cliente para fugir."

O achado foi do nosso atento m v m, que há poucos meses encontrou lá, também, o inesquecível caso das pedras anti-submersão.

Gostei muito também do nome da rua, que não podia ser mais adequado a motéis & similares.

Eles não gostaram do filme




17.4.09

Estúdio




Na Índia




Dois gatinhos amigos




Dois gatos chiques




Muita atitude...




Tudo o que aparece do cena é pensado




Gabriela!




É lindo!




Na Lapa




Vai rolar um desfile da Daspu




Projac: camarim