30.11.08


A querida Bia Badaud achou essa espantosa notícia no G1, ontem.

É cada coisa...






Manhã, tão bonita manhã









29.11.08














A árvore foi, enfim, inaugurada. Gostei do som dos sinos, a novidade de 2008; e gostei sobretudo da árvore propriamente dita, a mais bonita em muitos anos. Do que não gostei nada foi da confusão que precedeu a inauguração, e que me impediu de tirar fotos dos fogos.

É que, tradicionalmente, os fogos -- minha parte favorita do espetáculo, e acho que parte favorita de todo mundo -- acontecem depois do show. Mas o show não começava. É que, para não atrapalhar a visão da árvore, não há toldo sobro palco, e a orquestra, com toda razão, não quis se apresentar debaixo de chuva.

E tudo atrasou.

Eu estava monitorando o movimento aqui de cima; desceria assim que o show começasse, ou desse pinta de que ia começar. Às nove e tanto cansei de esperar e desci. Parece que a multidão também cansou, porque, segundo me contaram, a coisa estava descambando para as vaias.

Foi aí que, do nada, para acalmar os espectadores que esperavam e esperavam, houve uma queima de fogos -- enquanto eu estava exatamente atrás dos camarins, ao lado da sala de imprensa! Quase fui atropelada por um batalhão de fotógrafos pegos de surpresa.

Depois disso, cheguei à conclusão de que devia me recolher à insignificância do meu joelho. Perguntei às recepcionistas do camarote vip se ainda haveria fogos e, como todas foram unânimes em dizer que não, fiz uma ou duas fotos lá de cima e tomei o rumo de casa.

Mas, quando eu estava atrás daquela construção toda, o que aconteceu? A segunda -- e verdadeira -- queima de fogos! Dessa vez, quase fui atropelada pelos espectadores que, como eu, achavam que o show tinha acabado, e corriam feito loucos, de câmeras e celulares em punho, para conseguir ver e registrar alguma coisa.

Até eu chegar a um cantinho de onde pudesse fazer umas fotos, o espetáculo já ia pelo fim. O pior é que, ainda por cima, eu estava com a lente errada para a situação...

Só tenho uma coisa a dizer: grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!

Juro que não saio de casa no ano que vem. Vou ficar quieta na janela, e pronto; já até pedi ao Lucas que me cobre essa promessa.

Minha sorte é que ainda haverá outras queimas de fogos nos próximos sábados, às 21hs.

Quanto aos gatos: quando voltei, estavam todos tranqüilinhos, na sala -- mas tenho certeza de que se esconderam debaixo da cama durante o foguetório.

Para compensar o estresse emocional, ganharam muitos pedacinhos de carne.






E tem gente que gosta muito da árvore










Tem é gente...










Antônio e Marcela










Agora sim!










Ele está achando tudo muito curioso










Já está ligeiramente confuso









28.11.08


Luiz Paulo e Ana Cristina










Nelson Pereira dos Santos










Ói eu aí!










Livro de presença










Ó que casal sorridente...










Bebida teremos; e comida...?










Tem uns ângulos bons










Até eu estou de longo!










Tá todo mundo nos trinques










É muito chique...










A posse do Luiz Paulo está muito concorrida










A árvore está linda!










Hmmmm...










O blog já tem ícone pra iPhone :-)

 
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Peguei emprestado do Flickr do Lucas; como ele pegou emprestada a Tutu, fica tudo em casa...




Uma história com final feliz!






27.11.08


Mais Santa Catarina

O pessoal da ONG Viva Bicho está se desdobrando para cuidar dos bichos atingidos pelas enchentes. A Bianca explica:
"Precisamos da ajuda de todos. Estamos fazendo o que podemos para salvar os animais. Precisamos muito de doações de ração, potes de água e comida, tanto para os que estão no canil quanto para os da rua.

Nós sabemos que existem pessoas precisando de ajuda e socorro urgentes, mas os animais também precisam de socorro. Para ajudar pessoas, existem milhares de outras pessoas solidárias, inclusive nós, voluntários da ONG; mas ninguém pensa nos bichos nessa hora.

Eles não têm como pedir socorro, não podem se ajudar sozinhos. Não falam, mas sentem como nós. Em Itajaí a situação está crítica: muitos animais ilhados precisam ser resgatados ou precisam, ao menos, que se leve comida para eles. O pessoal dos barcos não está deixando os animais serem embarcados."

Bianca, da ONG Viva Bicho
(47) 8425-1459 | 9903-5441

Para ajudar a ONG com doações em dinheiro:

Banco do Brasil Ag. 1489-3 cc 20793-4
Associação Viva Bicho
CNPJ 06 156 776 / 0001 - 81






Fala, Juliana!

Direto de Blumenau:
"Estamos em estado de calamidade aqui. Ninguém, reforço: ninguém, faz idéia do que está acontecendo no Vale. As imagens mostram tudo parcialmente. Aquela Blumenau que foi ao ar em outubro, colorida, não existe mais. Tudo aqui é marrom, a cor que resulta de morros deslizados, boeiros transbordados e rio fora do leito. A previsão é de pelo menos um ano pra tentar colocar a cidade de volta no prumo.

O final de ano já era.

Vendo esse post sobre os animais, a impressão que deu é que nosso povo aqui não tem coração. As imagens são fortes. Os animais não têm nada a ver com nossa irresponsabilidade com a natureza e nessas situações de calamidade só estando na pele dessas pessoas para poder responder.

Não nos cabe julgar, muitos voluntários estão atendendo os animais abandonados, mas isso não dá mídia pro Datena, pra Globo, ou pra qualquer que seja. O sensacionalismo com animais ainda não é uma prática corrente entre nossos veículos, ainda bem.

De qualquer forma, estamos aceitando ajuda. Em forma de cobertores, roupas, comidas e inclusive ração."

Juliana Maria da Silva

Para ajudar:







Em termos de espiritualidade, esses russos me parecem melhores...






Não, não é Casseta & Planeta: é o Axé Católico, a nova febre do You Tube.

A música, se é que assim se pode chamá-la, é o "Pó pará com o pó".

É cada uma que a gente vê...






Está quase pronto









Tudo azul... em Campinas

Enquanto o Rio perde uma empresa,
os cariocas perdem tempo e dinheiro



Sempre pensei que atrair empresas para o Rio fosse um bom negócio para a cidade e para o estado, sobretudo empresas ligadas a turismo. Pois parece que pensei errado. O governador, que deve entender mais disso do que eu -- até porque viajar tem sido sua principal atividade desde que assumiu o governo -- acaba de despachar para Campinas uma companhia aérea novinha em folha, que queria se estabelecer aqui e operar a partir do Santos Dumont.

Eu também achava, por sinal, que o Santos Dumont devia ser mais bem aproveitado, sobretudo depois que gastaram toda aquela dinheirama na sua reforma. É bem localizado, conveniente para quem vai e quem vem. Seu saguão quase sempre deserto é, sem dúvida, muito confortável para quem viaja, mas não parece fazer qualquer sentido operacional. Por outro lado, que sentido faz sair do Rio para, digamos, Brasília ou Belo Horizonte, gastando muito mais tempo no engarrafamento, na Linha Vermelha e num Galeão caindo aos pedaços do que no avião propriamente dito?

É claro que vejo a situação como uma viajante comum, que não usa helicóptero, vai de taxi para o aeroporto e nem sabe onde fica o hangar dos jatinhos executivos. Não tenho, portanto, a privilegiada visão do governador, que, lá do alto, certamente há de saber o que é melhor – se não para nós, pelo menos para ele, para as demais autoridades do ramo e, last but not least, para a TAM e para a Gol. Mas também, o que é que eu quero? Ninguém pode pensar em todo mundo ao mesmo tempo.

* * *

A Azul entra no ar (literalmente) a partir do dia 15 de dezembro e, segundo ótima entrevista dada por seu proprietário a Geralda Doca, aqui do jornal, terá passagens até 75% mais baratas do que as da concorrência. Eu não sabia quem era David Neeleman até começarem a surgir as primeiras notícias a respeito da Azul, mas, há tempos, sou fã da JetBlue, sua voadora norte-americana -- essa sim uma empresa de linhas aéreas verdadeiramente inteligentes, que sabe que passageiro, por barato que esteja pagando, quer algo mais de uma viagem além de barras de cereal.

Tenho certeza de que o povo de Campinas deve estar muito contente com o inesperado presente que ganhou, de mão beijada, do governo do Rio de Janeiro: quem é que não quer viajar sem escalas a um precinho camarada? O mínimo que a câmara de vereadores local poderia fazer, em troca, era dar a Sérgio Cabral o título de cidadão honorário, pelos excelentes serviços prestados à cidade.

Enquanto isso nós, cariocas, que já somos obrigados a ir a São Paulo para qualquer viagem internacional, continuaremos amarrados ao Galeão para vôos que poderiam perfeitamente sair ali da esquina. O secretário de transportes Júlio Lopes (outro que, há tempos, deve ter uma visão muito privilegiada lá do alto para não ver o que aos usuários comuns parece óbvio), afirma que a Azul é bem-vinda “desde que respeite as regras que visam à consolidação do Galeão”. Ou seja: desde que só use o Santos Dumont com o máximo de escalas e de desconforto para os passageiros.

* * *

E, já que estamos nisso: estava eu na fila para embarcar, há duas semanas, quando um grupo de mocinhas uniformizadas aproximou-se, distribuindo um folheto. Pensei que fosse promoção de assinatura de revista ou de operadora de telefonia, os dois maiores sucessos do hit parade da chateação aeroportuária desnecessária, mas, surpresa!, era uma novíssima novidade.

O folheto – na verdade, uma folha do tamanho de dois cartões postais, impressa a cores num ótimo papel – era propaganda da Infraero. Aceitei um e li com atenção; afinal, havia sido pago com o meu dinheiro. Num dos lados, na parte de baixo, um rapaz sorria, não sei exatamente do quê. Na parte de cima, estava escrito o seguinte: “A Infraero vem trabalhando 24 horas, de segunda a segunda, para deixar o Galeão melhor a cada dia”.

Do outro lado, mais uma frase de efeito: “O Galeão é grande. E, por isso mesmo, a reforma não é pequena.” Em alguma repartição, alguém deve estar se achando um gênio. Depois, mais lero lero a respeito das “importantes mudanças” e da “modernização e revitalização”, que, em tese, tornarão o Galeão “ainda melhor para todos nós”. Como, “ainda melhor”? Quer dizer que eles acham que está bom?

Mas o mais importante não é isso. É a lista do valor das obras em execução. Certamente querendo mostrar “transparência”, a Infraero informa: a substituição do piso e do revestimento vai ficar em R$ 3.744.723,97; a reforma dos sanitários públicos, a R$ 4.015.502,26; a instalação dos monitores de vigilância, R$ 1.414.117,63; e assim por diante. O custo dos folhetos, bem como o do encarte que saiu semana passada nos jornais, não foi especificado. Pergunto: dá para levar a sério um orçamento de milhões que especifica centavos? Pergunto de novo: isso é sacanagem, má fé, safadeza, ou todas as respostas acima?


(O Globo, Segundo Caderno, 28.11.2008)






Preparem-se!










Dos comentários

"Triste a calamidade que se abateu sobre Santa Catarina.

E igualmente tristes, ou talvez mais tristes, as condições do resgate e de como ele está sendo feito.

Depois de ficar ilhado sem água e comida, remédio, assistência, ver o socorro chegar é alívio e esperança; mas não foi isso que vi na televisão, muito pelo contrário. Vi um cena de resgate que me chocou, e pensei em tantas outras que devem ter ocorrido de maneira semelhante.

Uma família numerosa, pai , mãe, avós, filhos, crianças e quatro cachorros, que há dias estavam em sua propriedade ilhados, sem água, sem comida. Ao avistarem o helicópero da Força Aérea, o alívio levou todos às lágrimas porque viam, enfim, ali, a esperança de sair daquela situação difícil que há muito se prolongava.

Até os cachorros pulavam em torno dos soldados e das pessoas. Via-se neles a alegria espontânea de quem entendia o que significava aquela chegada.

Uma a uma as pessoas foram sendo encaminhadas ao helicóptero e por fim, depois da última, os soldados se afastaram, fecharam o aparelho, subiram e foram embora. E o olhar e a perplexidade dos animais ficou claramente refletida na suas atitudes, pois ficaram totalmente paralisados, observando a aeronave ir embora.

Essa operação estava sendo filmada, e o repórter José Luis Datena, da TV Bandeirantes, dentro do helicóptero, comemorava (!?!) feliz o que tinha acontecido.

Como comemorava?

Deixar para trás quatro animais indefesos para morrer e não livrá-los daquela calamidade é motivo de comemoração?

Como aquelas pessoas puderam ser tão frias e abandonar os animais, que até então com elas conviviam, e não se importar se eles ali continuariam sem água e sem comida, até quando e como?

Aquela cena foi simplesmente desprezível!

Como um ser humano pode ser tão desumano, se importar tão pouco, e não olhar para o lado! Como senhores de cabelos brancos, a quem a vida supostamente já deveria ter dado lições, podem não ter um mínimo de sentimento por seres incapazes e dependentes, e largá-los sem olhar para trás?

Por outro lado, como a Força Aérea estabelece esse critério de resgate, determinando por sua conta um sentença de morte a seres que não tem voz de escolha?

Quantas vezes a cena triste que vi se repetiu e vai se repetir, com outras pessoas igualmente frias, de coração indiferente, alma pequena e comportamento cruel?

Tudo isso tem um único nome: EGOÍSMO.

O ser humano hoje, infelizmente está cada vez mais voltado para o mundo do "seu" . O resto é exatamento isso: o resto.

Que exemplo lamentável aqueles adultos passaram para os seus filhos e netos!

Que exemplo cruel aqueles adultos que criaram e conviveram com aquelas criaturas, com certeza meses, anos, passaram para um país tão carente de referências de solidariedade, amizade, amor!

Schopenhauer uma vez disse: "A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem".

Foi exatamente isso que faltou: COMPAIXÃO.

O ser humano que não tem compaixão pelo próximo, seja ele ser humano ou um outro ser vivo que precisa da sua ajuda, não tem retidão de caráter na vida. Sobra-lhe crueldade. Desse tipo de pessoas, quero distância. Em nada vão contribuir para melhorar o planeta."

Elizabeth Dias






Cada vez mais lindos...









26.11.08


Mas olha a obra que estão fazendo!









25.11.08

Chantagem emocional é isso aí!

Este cartaz, espalhado pelas ruas de Tóquio, diz:

-- Compre agora, por favor!

Agora imagina só o estrago que isso não faz no coração (e na carteira) de quem, como eu, já não precisa de muita súplica para gastar dinheiro...

Quem me mandou a foto foi o Fábio Porchat, que fez cinco shows para a comunidade brasileira no Japão como parte do Festival de Humor: duas apresentações em Gunma, duas em Nagoya e uma em Hamamatsu.






Ele está melhor; eu também










É, o ano acabou mesmo...









24.11.08


Está rolando pela internet...
Que coisa, né?






Variações










Um faz esses cartõezinhos virtuais










Neneu Minhé










Brincando com uns aplicativos do iPhone










Os siameses










Apoio moral










Keaton filando a bóia da Net










Também está gripado, coitado: espirra direto!









22.11.08


Emergência felina!

Fala, Wanda:
"Uma gatinha foi deixada em um petshop próxima a minha casa. Ela é muito pequenininha, um bebê, foi deixada antes de ser desmamada. Como o petshop fecha de sábado a tarde e só abre na segunda, fiquei com ela para poder alimentá-la nesse fim de semana.Infelizmente, não posso adotá-la pela minha idade avançada e de meu marido. E alguém que ler essa mensagem quiser adotá-la, peço que responda a esse comentário. Posso ficar com ela até acabar o período da xuquinha, sei que muitas pessoas tem dias atarefados e não teriam como alimentá-la nessa fase. Ela é cinza e tem olho azuis e é um linda vira latinha."

Wanda Cavalcante






Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...ipe

Pois é; eu estava crente que ia escapar da gripe, porque quase todo mundo que eu conheço já teve e já passou, mas é lógico que achei errado. Se eu pego todas as gripes!

(Na verdade, eu não pego coisa nenhuma, elas é que vêm atrás de mim; mas isso são outros 500.)

Enfim: é por isso que o blog anda meio devagar esses dias.

Estou espichada ou na sala ou no quartinho de vídeo, e mal tenho vindo ao computador. Dou umas espiadas pelo celular para ver se reina a paz, e continuo desconcentrada, espirrando e tossindo.

A família, os gatos e os amigos estão dando a maior força, como sempre.






Gatoterapia intensiva










Um ótimo remédio pra gripe









21.11.08


Enemies, a love story










Li ontem; é ótimo!









20.11.08

Não podia ser melhor

Uma regra básica para o cronista que deseja viver em paz com o seu semelhante é nunca, jamais, escrever sobre livros dos amigos. Híbrido de jornalista e escritor, o cronista vive com os dois pés plantados em diferentes campos minados: de um lado a redação, do outro o mundo editorial, do qual freqüentemente faz parte. Num e noutro, todos à sua volta ganham a vida escrevendo -- o que significa que, semana sim e outra também, haverá alguém próximo ao cronista lançando livro. Ora, basta cair em tentação uma única vez, e o cronista perderá não só o sossego como, provavelmente, a credibilidade. Como escrever sobre o livro de Fulano sem magoar Beltrano? E, acima de tudo, como escrever sobre os livros de Fulano, Beltrano e Sicrano sem torrar a paciência do distinto público, e sem que ele -- o distinto público -- se canse daquela ação entre amigos e passe a desacreditar do cronista?

Por outro lado, o que fazer quando, eventualmente, um amigo escreve um livro excepcional? Puni-lo pela amizade? Seqüestrar dos leitores o segredo da descoberta? No caso, qualquer atitude dessas seria uma bobagem, até porque, a menos que se publique, nos próximos 41 dias, algo muito extraordinário e fora do comum, “Os irmãos Karamabloch” (Companhia das Letras, 339 páginas), do meu amigo e colega de espaço Arnaldo Bloch, é, disparado, o melhor livro brasileiro que li este ano.

Acontece que eu não levava a menor fé no projeto. Há anos via o Arnaldo às voltas com o livro, ora cheio de entusiasmo, ora cheio de reticências; e tudo o que conseguia pensar é que aquela era uma luta inglória, fadada à poeira dos sebos. Não pelo assunto, porque sempre há o que se contar sobre homens que constroem impérios do nada, mas pela proximidade do Arnaldo, neto de Adolpho, com o tema que escolhera.

Para começo de conversa, a família Bloch sempre foi, para dizer o mínimo, bastante controvertida. Os irmãos, sobrinhos e parentes diversos que dirigiam a editora detestavam-se uns aos outros, pelo que se ouvia na praça, por bons motivos; e o respeito pelo dinheiro alheio, pela ética e pelas regras mais simples da convivência não chegava a ser norma da casa. Tudo isso, nem preciso dizer, é fonte de material literário da melhor qualidade; mas só se for tratado como é, e pelo que é. Qualquer tentativa de suavizar a realidade acabaria com o magnífico potencial da história. Que alguém de fora fosse à luta e pusesse no papel a saga dos Bloch, tudo bem; mas conseguiria o Arnaldo falar da própria família com o necessário desassombro?

* * *

Comecei a ler o livro na quinta-feira. No sábado à noite, quando terminei, fiquei um bom tempo parada, olhando para o teto, perplexa com a aventura que vivera. Escrever um romance é fácil; escrever um bom romance é difícil. Mas escrever um misto de história e reportagem, em que a pesquisa exaustiva se dissolve no sabor da narrativa, e que se lê como um excelente romance, ah, aí já é muito, muito difícil! E, no entanto, o que me havia parecido impossível estava lá, letra por letra -- a grande saga familiar, a criação e a derrocada do império, os golpes, a quantidade infinita de personagens, os casos, as brigas, os amores, as gargalhadas, a vida e a morte.

Um trabalho fenomenal, lindamente escrito, entremeado com alguma ficção, muitas lembranças pessoais e envolto, afinal, numa teia de afeto da medida exata. Arnaldo foi na do Che: endureceu sem perder a ternura. Fez um gol de placa.

* * *

O que há de ficção entra -- com um tom de Bashevis Singer -- no recheio da história dos primeiros tempos registrados, em fins do século XIX, num shtetl perdido na Rússia. Os shtetls eram umas poucas aldeias onde o czar permitia que os judeus vivessem (mas onde, com freqüência, eles eram dizimados em pogroms). De lá os Bloch foram para Jitomir, e depois Kiev, de onde vieram para o Brasil.

* * *

Adolpho é, naturalmente, o personagem central. Ele era o que os anglo-parlantes definem como “larger than life”, maior do que a vida, como se as pessoas assim rotuladas extravasassem os moldes destinados aos mortais comuns. Tinha um quê de patriarca bíblico, trágico e cômico ao mesmo tempo; era adorado ou detestado, amado e temido.

Casos acontecidos na Manchete, ou com Adolpho Bloch, corriam por todas as redações cariocas. Freqüentemente eram tão bizarros que eu achava que só podiam ser invenção. Agora, depois de ler “Os irmãos Karamabloch”, percebo que, diante da realidade, toda invenção seria tola e anêmica: certas vidas de fato se sobrepõem a qualquer arte.

* * *

Um ótimo livro para ler junto com “Os irmãos Karamabloch” é “Aconteceu na Manchete” (Desiderata, 432 páginas), coletânea de depoimentos de profissionais que trabalharam nas várias revistas da Bloch. Muitos dos casos que o Arnaldo conta estão lá, vistos por outro ângulo; enquanto “Os irmãos” joga luz sobretudo na família e nos bastidores, “Aconteceu” traz relatos da frente de batalha e do que era ser funcionário da casa. Ganhava-se pouco, nem sempre era divertido, mas dificilmente se encontrarão lembranças iguais.


(O Globo, Segundo Caderno, 20.11.2008)





19.11.08


O "pratinho" do Tom










Outra vítima...

 
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Irineu, dando cabo de uma bolinha

 
 
 
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18.11.08


Muda sempre










Jogos de luz










O ambiente está lindo!










Claro Cine










O lançamento do livro do Arnaldo









17.11.08






A NIKON D60 foi comigo para Ouro Preto. Ainda falta muito para nos tornamos íntimas (o manual veio em japonês!) mas, aos poucos, com a ajuda da internet, vou descobrindo seus macetes. Tenho certeza que, um dia, vou usá-la com a mesma facilidade com que, hoje, uso os meus celulares.

Tentações
O mundo infinito das câmeras e das lentes

Depois de uns seis ou sete anos fotografando quase que exclusivamente com celular, resolvi comprar brinquedos mais pesados, e hoje sou a feliz proprietária de uma Nikon D60 e de algumas lentes interessantes, além da 18-55mm que a acompanha de fábrica: duas Nikkor VR, uma 105mm 2.8 macro (que, sabe-se lá por que motivo, a Nikon chama de micro) e uma 70-300mm 4.5/5.6, mais uma divertidíssima Sigma 10-20mm, 4/5.6.

Fiz todas essas compras depois de muita deliberação, porque há tempos tinha perdido o caminho das SLR: a minha última câmera “de verdade”, das que trocam lente, foi uma Olympus OM-1, que, imaginem! não tinha nada sequer eletrônico, e ainda usava filme.

Fiquei com vontade de voltar às velhas câmeras quando, há uns dois anos, testei uma Pentax que, por acaso, era a primeira DSLR perto da casa dos 500 dólares. Para mim, este patamar era importante porque, enfim, as SLR começavam a chegar ao alcance do usuário final que gosta de fotografia, mas não vive disso, nem tem todo o dinheiro do mundo para gastar com seu hobby.

Além disso, não há como esquecer o fato de que vivo numa cidade de alto risco. Não quero (nem posso) ter um equipamento que, se roubado, signifique a perda das minhas economias da vida inteira. O trauma em si já é bastante grave para que se amargue também um prejuízo que não se poderá repor.

A Nikon foi uma escolha quase óbvia pela popularidade: comprar ou vender Nikon no Brasil é fácil, encontrar acessórios e assistência técnica também. O modelo D-60 foi o segundo passo. Além do preço razoável (US$ 650, na época feliz do dólar a R$ 1,60), é, junto com a D40, uma das DSLRs mais levinhas que encontrei. Não preciso da sofisticação dos modelos mais caros e, menos ainda, das suas muitas gramas a mais. Juntou-se, assim, a fome à vontade de comer.

As lentes vieram mais tarde. Eu já tinha me esquecido deste problema das câmeras: quando se pode trocar a lente, subitamente descobre-se que há lentes absolutamente indispensáveis à felicidade, se não à própria sobrevivência.

Por exemplo: pode uma pessoa cujo maior prazer fotógrafico é clicar pássaros viver sem uma tele? E pode alguém que adora os bigodes dos gatos viver sem uma macro que permita retratá-los em toda a sua glória? Sendo campeã em justificar necessidades desnecessárias, não tive muito trabalho para encontrar justificativas para as despesas extravagantes que andei fazendo no campo fotográfico.

O pior é que isso não acaba nunca: o mundo está cheio de lentes irresistíveis e acessórios indispensáveis, de bolsas para carregar tão precioso equipamento a tripés maravilhosos e levinhos feitos em fibra de carbono, que podem custar o preço de uma cãmera. Tenho sonhado com uns Gitzo que só vendo...


(O Globo, Revista Digital, 17.11.2008)






Tem uma cachoeira na janela do quarto










Chove muito!










Ele adora conferir o movimento










Um pouco de música para passar a raiva das fotos perdidas: António Zambujo, minha nova paixão, cantando "Lábios que beijei", de Álvaro Nunes e Leonel Azevedo.






Arghhhhhhhhhhhhhhh!!!

Tem uma coisa pior do que perder texto: perder foto!

Acabo de perder mais de 200 fotos do N95, entre elas algumas realmente boas que fiz hoje à tarde das plantas da vizinhança, e que não tenho como repetir. Num dos casos, choviam florzinhas amarelas parecidas com insetos, cobrindo quase toda a calçada; no outro, uma espécie de yuca soltou muitos pinhões verde e amarelos, e eles estavam lindos espalhados.

Fiz muitas fotos do tapete de florinhas amarelas, e uma quantidade dos pinhões, inclusive na árvore, onde formam uma bola verde antes de cair.

Foi assim: conectei o N95 e, em vez de transferência de dados, que uso com mais freqüência, marquei PC Suite, porque ia aproveitar para fazer um backup do conteúdo. O PC Suite abriu, começou a transferir automaticamente as imagens (é uma opção que deixo deixava sempre marcada) e, no meio do caminho, travou. E travou de tal maneira, que tive que desligar a máquina, porque nada funcionava mais. Quando ela voltou ao ar, cadê fotos? Não estavam mais nem no celular, nem no computador.

Ódio ódio raiva raiva!

GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!

Update: Passei o dia tentando resolver a parada. Infelizmente, o N95 8Gb não tem cartão, apenas memória interna. Isso nunca tinha sido problema para mim, mas obviamente está longe de ser a melhor solução. Baixei diversos softwares de recuperação de dados, mas pelo sim pelo não, resolvi usá-los no notebook, que não tem PC Suite instalado.

Perdi, como eu disse, umas 200 fotos; ele encontrou quase 3000. Parece a piada do avião que caiu no cemitério em Lisboa...

Este é, aliás, um problema típico de excesso de espaço. Praticamente cada foto que fiz desde que tenho este celular foi devidamente rastreada. O detalhe mais frustrante é que, pelo que vi até agora, salvaram-se os thumbnails, mas não as fotos.

E, Paulinho, Mac não é solução para o caso! O Mac funciona lindamente com o iPhone, mas a camera do iPhone é uma droga. Repare que o nome do produto da Nokia é PC Suite, e não Mac Suite; até outro dia, usuário Nokia e Mac ficava a ver navios. Hoje já existe o iSynch pro Mac, que é, a meu ver, bem menos completo do que o PC Suite; embora eu tenha que reconhecer que, até hoje, não consegui encontrar UM ÚNICO programa de conectividade micro-celular (ou câmera digital) decente.






E não é que o tempo rende?

Consegui passar o fim-de-semana quase todo longe do computador (espiadinhas pelo celular não contam); com isso, consegui arrumar uma quantidade de livros, separar toneladas de jornais e revistas velhas para por fora, começar a reorganizar os DVDs em função da estantezinha nova que ficou pronta há mais de um mês, terminar de ler um livro (Os Irmãos Karamabloch, do Arnaldo: extraordinário!), ler outro (Shakespeare, do Bill Bryson: pequenino mas muito bom) e, last but not least, brincar um bocado com os gatos.

Os véinhos, no fundo, só querem carinho, mas o Irineu exige que a gente jogue bolinhas de papel para ele. Agarra todas, no ar; depois leva uma por uma até algum dos bebedouros e fica lá, mexendo, até que ela esteja quase se desfazendo; aí traz aquela maçaroca pingando pela casa e deposita ao meu lado.

Levei um tempão até entender o que ele queria dizer com isso, mas acho que já descobri o mistério. A minha impressão é que ele mata as bolinhas afogadas, e depois as traz de presente, como se fossem, digamos, uma barata ou um camundongo.

As bolinhas afogadas são um presente.

Às vezes acordo com a cama cheia de fragmentos de papel, que ele trouxe, diligentemente (e aos berros), durante a noite.

Nessas horas, agradeço muito aos céus não ter nem baratas nem camundongos por aqui.





16.11.08


Quem?










Árvore com casa própria!










Já eu...










Tem sempre a turma que prefere futebol










Música ao vivo na volta da praia










Aos domingos a banca do bicho fecha










As plantas da vizinhança










(Se tem visita, a caixa vai pro closet)










Elas amam essa caixa...









15.11.08


Só pra deitar e rolar com a gataiada!










Nada melhor do que não fazer nada










Está quase do tamanho da mãe!









14.11.08


A bolsa da Elis










É bonita, é bonita e é bonita










Deu no Jornal do Commercio

Na reportagem de um crime, no tradicional jornal pernambucano, o raciocínio e a língua portuguesa foram cruelmente assassinados:
"Segundo as informações repassadas ao delegado Derivaldo Falcão, o pescador Edmílson José Ramos Filho teria ajudado o ex-policial militar Marco Medeiros, principal suspeito do homicídio, a levar o corpo até ilha. Taciana já estaria morta. O corpo estaria envolvido em correntes e com pesos, para que não submergisse à superfície. No final da manhã desta sexta-feira, Edmílson seguiu com mergulhadores do Corpo de Bombeiros e com policiais para a Praia de Jaguaribe, em Itamaracá, para tentar localizar o corpo da vítima."
E olha que o/a jornalista responsável por esta pérola deve ter até diploma de faculdade...

(Obrigada, Daniel!)






O dia começa meio tarde por aqui












Vocês já ouviram alguém cantar fado desse jeito, só assim, como quem conversa?

Eu nunca ouvi; e agora estou apaixonada pelo António Zambujo.

O moço -- que já foi descoberto pelo João Mário, vai ter CD lançado aqui e vem cantar no Brasil ano que vem -- tem um repertório surpreendente e personalíssimo, em que cabe de tudo, dos imemoriais cantares alentejanos a clássicos da MPB.

Por exemplo, ouçam só isso:



Não é o máximo?!





13.11.08


Bom dia!









(Foto de Luiz Antônio Gravatá Galvão)

Vale dar um pulinho lá no blog do Gravatá para ver o que é viver na tranqüilidade de uma cobertura na Barão da Torre.

O mais irônico é que ele passou as férias naquele lugar selvagem e perigoso conhecido como Oriente Médio...





Futuro do pretérito

Ouro Preto era linda, romântica, cheia de contradições. Estava caindo aos pedaços, mas conservava toda a sua força e beleza, como uma espécie de Traviata arquitetônica no fim do terceiro ato. Aqui e ali havia uma casa bem mantida, mas no geral o que se via eram paredes irregulares, trechos de reboco caídos revelando tijolos e estruturas de madeira em estado freqüentemente precário. As janelas ficavam abertas, as portas destrancadas. Eu espiava curiosa e era convidada a entrar, ver a casa, tomar um café, beber uma água. O café era coado já com açúcar, muito açúcar; a água, com gosto de moringa, era a melhor do mundo.

À noite, entre um poste e outro, havia grandes áreas escuras; isso, claro, quando não faltava luz. Descer ou subir as ladeiras tarde, no escuro e no silêncio, quando todos dormiam, dava um medo danado, mas era um tipo bom de medo: medo de assombração, de almas penadas, dos cachorros que latiam forte. O menor barulho se transformava no maior susto. Ainda não inventaram parque temático que consiga reproduzir o frio na barriga, o arrepio na espinha.

Ouro Preto era uma viagem no tempo, uma cidade com um passado riquíssimo e um futuro incerto. Tinha um vago cheiro de guardado e de mofo que não lhe caía mal, ainda que me obrigasse a consumir quantidades industriais de Polaramine. Corriam os anos 70, dona Olímpia Cota era viva, e meus guias e anfitriões eram ora Carlos Scliar, que me apresentou a cidade, ora Aloísio Magalhães, empenhado de corpo e alma na recuperação da antiga Vila Rica. Eu já disse: sou uma moça de sorte, se não sou.

* * *

Um dia a vida mudou e, mais rápido do que eu poderia imaginar, passaram-se quase trinta anos sem que eu voltasse a Ouro Preto. Semana passada, a convite do Fórum Literário, revi a cidade de que tenho tão boas recordações, e à qual quero tanto bem. Fui com o receio que a gente sente quando se prepara para reler um livro ou rever um filme de que gostou muito na juventude. Há lembranças que sobrevivem tão bem na imaginação que é melhor deixá-las lá, quietas.

Não foi o caso de Ouro Preto, que mudou tanto que é, a bem dizer, uma outra cidade; de modo que as minhas lembranças continuam intactas, numa dimensão em que não existiam antenas parabólicas. O Centro Histórico está mais limpo e mais bem cuidado; a maior parte da fiação foi enterrada, as casas estão pintadas, as igrejas iluminadas e bem conservadas. Um cheiro de tinta e de cera substituiu o cheiro dos séculos nos prédios públicos.

* * *

A Ouro Preto do meu coração será sempre a cidade pobrinha, délabrée e romântica dos velhos tempos, embora eu reconheça que, a continuar naquele ritmo, ela em breve sumiria do mapa. Ali o passado não tinha futuro mas, em compensação, estava muito presente. Quem chega hoje não sabe o que se perdeu, e pode aproveitar, sem nostalgia, o que se ganhou: uma ótima rede hoteleira, restaurantes de qualidade, museus bem arrumados, roteiros turísticos diversificados.

* * *

A maior parte das mudanças, infelizmente, foi para pior. A principal, e a meu ver mais grave, foi a ocupação predatória e desordenada do entorno. Quantidades de casas, em alguns casos verdadeiras favelas, cercam a paisagem preciosa; há 30 anos, o máximo que se via era uma casinha aqui, outra acolá. A magia de encontrar aquela jóia do barroco em meio aos vales e colinas desapareceu por completo, levada, entre outras coisas, por um trânsito inaceitável numa cidade histórica. Carros, ônibus e caminhões circulam livre e caoticamente por todos os lados. A poluição visual e sonora é um desastre, mas pior, certamente, há de ser o efeito da trepidação na fundação das casas.

Ouro Preto não é um museu, é uma cidade viva, com habitantes que precisam se locomover e que não podem ficar a pé (ou só a pé) ladeira acima e ladeira abaixo. Como resolver a questão? Fácil não é, mas também não deve ser impossível. O mundo está cheio de localidades históricas que contornaram o mesmo problema com bastante sucesso, em geral deixando carros particulares de não-residentes fora do centro; ônibus e caminhões, nem pensar. O fato é que a comodidade do cidadão não pode se fazer às custas do assassinato da sua cidade.

* * *

Até outro dia eu tinha bastante simpatia pela Jandira Feghali, que me parecia correta e bem-intencionada, sempre batalhando pelo nobre ideal de levar saúde para a população. Agora, que ela aceitou sem pestanejar a secretaria de cultura (!), depois de passar os últimos anos como secretária de tecnologia (!) em Niterói, percebo que a sua batalha, no fundo, era exatamente igual à dos demais: a batalha por uma boquinha.

A sua nomeação deixou claro, também, o lado vingativo de Eduardo Paes. Os artistas fecharam com Gabeira? Pois agora que amarguem Jandira, só para aprender com quantos paus se faz uma canoa.


(O Globo, Segundo Caderno, 13.11.2008)





12.11.08


Um dia lindo










Almir, Terezinha e Fernanda










Atelier










Bianco e Lula










Millor










Para nao perder o habito










Uisque










Animal Planet



Essa coitada está pousada no teto do corredor, perto de uma lâmpada.

Os gatos já perceberam.





11.11.08


Grrrrrrrrrrrrr...

Mandei várias fotinhas pra cá ao longo do dia; nenhuma chegou!

Qual é a graça de fazer atualização em tempo real se o tempo da Tim é virtual?! Já já elas chegam, se chegarem, todas emboladas e fora de ordem.

* suspiro *








Hoje lembrei dessa música, que adoro, por causa de uma discussão que rola no blog do Caetano sobre a palavra mulato e o politicamente correto -- mas a meu ver perfeitamente ridículo -- afro-americano. Escrevi lá, aliás, que não adianta mudar a terminologia enquanto não se muda a atitude. A maioria das palavras que caiu na malha do politicamente incorreto não era pejorativa na origem; o que as fez odiosas foi o preconceito que estava, e em muitos casos ainda está, por trás do que é dito; em como se diz o que é dito.

Independentemente do absurdo geo-político que representa, African-American já começa a ser considerada uma expressão pejorativa por muita gente nos Estados Unidos. Daqui a pouco, cairá em desgraça, substituída por Black-American ou lá o que se invente. Vai adiantar tanto quanto acabar com a lepra por decreto.

Não são as palavras que definem o racismo (ou o preconceito de qualquer espécie), mas o racismo que contamina as palavras.





10.11.08


O site pode até estar atualizado, mas a propaganda...






Enquanto isso, na Bahia...

É muito feio rir da desgraça dos outros, mas é impossível não rir com a Matilda:
"Eu não sumi não, estou é sem computador, o meu faleceu suspirando e gemendo e me deixando num vale de lágrimas, 'êiapôs'...

Vida complicadíssima, meu cachorro morreu, os parentes perderam a tramontana totalmente, enfim, o urubu não pousou na minha sorte, ele fez casa, um puxadinho e constituiu família, já recebi até convite para a feijoada com pagode para a batida da laje, o urubu vai aumentar o patrimônio, ó céus!

E o nenê vai ser homem, acabei de saber, vou ser avó de um menininho, que, como todo bom baiano, estreia em abril próximo, já falei que vai ser cantor de trio, levar as multidões pela avenida, ficar rico e pagar um asilo com internet, pets e coral para a Vó; afinal ele já balança os braços na barriga, já nascerá pronto e gritando de cima do trio: "Essa vai prá minha avó Matilda, bença Vó, comigo no três meu povo, e é um, e é dois, sai do chão Salvadoooor".

Beijos..."
Ah, Matilda, querida amiga, essa estréia vai ser tudo de bom, você vai ver!






Gato tem cada uma...





Mailbox não é lixeira

Agora vejam só vocês como sofre quem padece: há alguns dias, chegando à redação, abrindo minha mailbox e constatando a quantidade de lixo, comentei com a Elis e com o André que, para mim, o email estava definitivamente morto e sepultado.

-- Gozado, -- disse o André. – No outro dia mesmo ouvi alguém falando que também não agüenta mais... Quem foi?

Seja lá quem tenha sido, foi, provavelmente, algum netsauro da minha espécie, que entrou na rede quando –- acreditem! -- a gente ficava na rua sonhando com o momento de voltar para casa só para descobrir o que havia na mailbox.

A internet nascia, a web não era nem um brilho no olhar do Tim Berners-Lee, e o mundo começava a descobrir a maravilha de caber, inteirinho, na tela de um computador. Trocávamos informações com gente espalhada pelos quatro cantos da terra, gente de quem nunca tínhamos ouvido falar, e que apenas em pouquíssimos casos chegamos a encontrar ao vivo, cujo único elo de ligação conosco era estar participando da mesma aventura ao mesmo tempo.

No tempo da computação a vapor, receber emails era emocionante, juro.

Se alguém tivesse me dito, então, que haveria um momento na minha vida em que eu teria horror à mailbox, e que passaria dias sem abri-la, de puro tédio, eu não teria acreditado.

Passaram-se vinte anos numa velocidade espantosa, e aqui estou eu, fugindo como posso dos emails, que hoje considero –- como tantos outros usuários -- uma forma ultrapassada e desagradável de comunicação. O problema, é lógico, não está nas mensagens que precisamos ou queremos receber, mas na quantidade de ruído irrelevante que faz com que as mensagens importantes se percam na confusão geral.

Para spam já existem filtros –- mas o que fazer com as pessoas que, com a melhor das intenções, passam para toda a sua lista de conhecidos dez piadinhas diárias, apresentações de slides, fotos de crianças supostamente desaparecidas e pedidos de assinaturas em manifestos de todos os tipos?

Se você se reconheceu nesse rápido retrato, vá à livraria mais próxima e compre Enviar, de David Shipley e Will Schwalbe (Editora Sextante, R$ 25). Atentos ao fato de que uma das ferramentas mais úteis de que dispomos está sucumbindo ante o peso de tanto lixo, os autores escreveram um verdadeiro manual para o uso racional do email.

É tão sensato o livrinho que deveria ser leitura obrigatória para todo usuário –- sobretudo para os que não pensam antes de clicar em ENVIAR.

(O Globo, Revista Digital, 10.11.2008)






Camarim










Camarim









9.11.08


Brasileirinho, o show mais bonito de Bethânia








Que legal: Obama!







Lar doce lar










Obama é o cara!









8.11.08


Até ja!










Pelo menos, dormi um bocado










Só para esclarecer

Não tenho mais paciência de ficar repetindo isso pelos comentários; fica, portanto, como post.


Eu sempre votei no Gabeira, até mesmo quando ele era do PT (isso não é necessariamente uma contradição ao fato de eu dizer que jamais votei no PT, porque o meu voto, como sempre, foi para a pessoa, e não para o partido).

Não, o Gabeira não seria a salvação da cidade; é possível até que nos desapontasse muito, do ponto de vista administrativo.

Mas seria uma grande novidade, e traria um senso de ética e de inteligência para a política local que se perdeu há muito. É por isso que eu digo que o Rio sairia da irrelevância em que se encontra: estaria dando exemplo de decência e de criatividade.

Não adianta os pró-Paes bradarem que o Cesar Maia o apoiava e que ele tinha o Luis Paulo de vice. A questão é que, desde o começo da sua carreira política, ele estabeleceu um parâmetro bastante correto para si mesmo, e foi coerente ao longo de todo esse tempo. Nada me leva a crer que mudaria agora.

O Gabeira não é um anjo. Aliás, não conheço anjos; se vocês conhecerem me apresentem, por favor, porque eu teria o maior prazer em encontrar algum representante da espécie (mãe não vale).

O Gabeira faz política, e é, conseqüentemente, político; mas não a qualquer preço.

A vida inteira ele lutou com convicção pelo que considerava correto. Como ser pensante cujas idéias evoluem ao longo do tempo, nem sempre o que achava correto numa determinada época acharia correto hoje -- por exemplo, seqüestrar o embaixador americano.

(Por coincidência, o que ele e eu achamos correto politicamente sempre coincidiu, quase que ponto por ponto, ao longo dos anos. Quando o embaixador foi seqüestrado, eu achei ótimo e, ainda hoje, continuo achando que foi um belo e ousado gesto para a época e para os tempos que se viviam -- a despeito de, com isso, terem sido libertados o Zé Dirceu e o Vladimir Palmeira.)

Embora político, o Gabeira não põe a política e as ambições do poder acima da sua vida de homem de bem. Para mim, isso basta.

Já o Eduardo Paes é o oposto exato do Gabeira como filosofia de vida e de trabalho. E, para mim, isso basta também.






Pois. Esqueceram.










Acho que esqueceram de mim...










Adeus à pousada








De Ouro Preto: Fotos com o Sony Ericsson K790

Tem um monte de fotos aqui; ainda não selecionei nem pus na ordem certa, mas pelo menos já estão na web, o que não deixa de ser um adianto, né?

Todas foram feitas com o Sony Ericsson K790i.





7.11.08


Minhas compras






São mais bonitas em pessoa. A talha tem uns 25 cms de comprimento; o cristal -- que é lindo, lindo! -- é um pouco maior que uma bola de tênis.

Tem um ímã de geladeira também, mas já está guardado: consegui mudar o vôo e volto amanhã. Com muita frustração, aliás, porque amo essa cidade e sinto que deixei de fazer mil fotos e de ver mil coisas lindas.






De volta ao hotel










Achei num canto










Olha so!










As vistas valem o esforco










Pena que tudo é ladeira...










E o que nao é ladeira é escada










Estou apaixonada por esta comoda










A feira de artesanato e o hotel atras









6.11.08


Anotações de viagem

Hoje passei a maior parte do dia fazendo fotos. Como a previsão era de chuva e nunca se sabe o dia de amanhã, aproveitei o sol, que veio junto com um calor de rachar.

Eu pretendia me dedicar mais a isso no sábado, mas infelizmente o meu joelho ainda não está preparado para Ouro Preto. Subir ladeira ainda vai; mas descer é uma tortura, e subir e descer escada continuamente, então, nem falar.

Quando voltei para o hotel, antes de ir para o Forum Literário, eu estava com um cartão de 8Gb quase cheio, mas também com lágrimas nos olhos, de tanta dor.

De modo que, muito a contragosto, e pela primeira vez na vida, joguei a toalha, e pedi para o pessoal da organização tentar mudar a minha passagem de domingo para sábado. Ficar andando de carro numa cidade dessas não faz sentido; ficar trancada no hotel, por bonito que seja, faz menos ainda.

Encontrei o Centro Histórico bem mais limpo e bem cuidado do que imaginava, mas algumas coisas me deixaram abalada. A primeira foi ver a quantidade de casas, em alguns casos favelas, mesmo, cercando a paisagem; há 30 anos, se a gente olhasse em volta, via uma casinha aqui, outra ali, e o resto era vegetação.

O hotel modernoso do Niemeyer, que na época era uma mancha na paisagem, hoje nem se percebe mais.

Embora em muitos pontos estivesse em pior estado de conservação, a cidade era verdadeiramente mágica, uma jóia arquitetônica que aparecia de repente, do nada, em meio ao verde.

Essa sensação desapareceu por completo, levada, em boa parte, pelo estúpido aumento do trânsito: é muito difícil deixar a imaginação correr solta no tempo quando motos passam zunindo ao seu lado, vans e micro-ônibus circulam por todos os lados e carros ocupam o que devia ser uma paisagem livre da poluição visual dos tempos modernos.

A quantidade de antenas parabólicas também não ajuda.

Mas isso, claro, é o ponto de vista de alguém que conheceu esta cidade há três décadas. Quem chega hoje não sabe o que se perdeu, e pode aproveitar, sem qualquer aperto no coração, o que se ganhou: uma ótima rede hoteleira, restaurantes de qualidade, museus bem arrumados, roteiros turísticos diversificados.

Eu confesso que preferia a Ouro Preto pobrinha, délabrée e romântica dos velhos tempos -- mas também é verdade que, quando se tem 20 anos, tudo é mais bonito, especialmente visto pelo retrovisor.






Quatro moças na janela










O Forum










Ola!










Igreja do Carmo










A Praca Tiradentes










Haja ladeira!










Na casa de uma amiga










Chafariz (1761)










É pior do que a gente pensava :-(

Do Globo Online:
RIO - Um dos principais padrinhos de Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral poderá ter mais do que relações políticas com o novo governo municipal. O prefeito eleito confirmou nesta quarta-feira que gostaria de chamar Marco Antônio Cabral, um dos filhos do governador, para trabalhar com ele. Durante a campanha, o rapaz participou ativamente da agenda do candidato do PMDB.

- Marco Antônio é meu querido amigo, um jovem que me acompanhou durante toda a eleição. Adoraria que ele trabalhasse comigo, certamente ocupando uma função ao meu lado, mais próximo. É um jovem com enorme disposição de ajudar - disse Paes no Palácio Laranjeiras.

Marco Antônio, que completará 18 anos em janeiro, é um dos cinco filhos do governador.
E isso é só o começo. O que ainda falta de boquinha pra distribuir é uma grandeza!






Eu já tinha me esquecido de como é lindo...










O terraço da pousada









Longa jornada noite adentro

Escrevi a crônica de hoje, sobre as eleições americanas, na noite de terça-feira. As urnas ainda estavam sendo abertas nos Estados Unidos e, apesar de todas as pesquisas apontarem a vitória de Obama, caprichei no subjuntivo. Acho que não há jornalista que, nessas horas, não pense na clássica foto de 1948, que mostra o recém-eleito presidente Truman segurando, sorridente, um exemplar do Chicago Daily News em que a manchete, escrita de véspera, brada a vitória do concorrente. No fim da tarde, meu filho, que mora no Texas, havia me ligado, incapaz de conter o entusiasmo:

-- Uhuuuuuuuuuuuuu, já ganhamos! De acordo com as pesquisas, o Obama tem quase 99% de possibilidade de ganhar.

-- Calma, calma. Quase 99% significa que o McCain ainda tem mais de 1% de chance. É difícil, mas não é impossível. E com esses republicanos, nunca se sabe.

-- Não tem jeito, mãe. Eles não têm como virar o jogo. Podem roubar na Flórida, podem apelar para a Suprema Corte, mas acabou, c’est fini, è finito, it’s over! Adiós, McCain!

No fundo ele estava certo, mas eleição só termina quando acaba. Mais um tempo, nova chamada:

-- Abre teu email! Eu fotografei o meu voto, essas coisas a gente tem que guardar.

-- Ah, aí pode fotografar?

-- Claro que não, é proibido. Mas como é que eu ia deixar um momento histórico desses passar sem registro?

Compreendi bem o menino. Eu também fotografei o meu voto nas últimas eleições, porque há muitos anos não sabia o que era votar tão cheia de esperança e de entusiasmo. Agora a foto é só um arquivo no disco rígido, mas como dói.

Abri a mailbox e lá estava a imagem, sem muita definição, feita com a câmera do celular. Nela, vê-se uma ponta do dedo do Paulinho segurando uma caneta e, numa cédula de papel, à antiga, o voto bem marcado, para não dar margens a dúvidas. Tenho a impressão de que, com este único clique, ele registrou não um, mas dois momentos históricos: o da eleição de Barack Obama, e o das últimas eleições em cédulas de papel num país desenvolvido.

Para mim, havia ainda duas outras informações. A primeira: as instruções para os eleitores estavam escritas em inglês e em espanhol, o que, para efeitos práticos, mostra que o inglês já deixou de ser a língua universal do país mesmo na esfera burocrática. Quer queiram quer não, os Estados Unidos são, efetivamente, um país hispânico. A segunda: havia um terceiro candidato à presidência, um certo Bob Barr, do Partido Libertário, de quem, ao longo desses meses todos de campanha, não me lembro de ter ouvido falar. Postei a foto no blog, onde todos esses detalhes foram devidamente apreciados pelos leitores. E ia pôr o ponto final na crônica quando o Paulinho ligou de novo:

-- Liga a CNN, mãe, para você ver que coisa impressionante! Há milhares de pessoas nas ruas em todas as cidades grandes, nunca se viu nada igual por aqui, é lindo!

Ligar a CNN, no meu caso, significa abrir mais uma janela do browser no computador. Abri, e fiquei tão impressionada que resolvi abrir também uma janela para a Fox News, só para ver como eles estavam lidando com toda aquela alegria à solta. Meu computador é parrudo, meus dois monitores encaram bem várias janelas abertas, mas tudo tem limite. Fox News?! A máquina morreu e levou o texto consigo para a tumba. Fiquei sem reação, olhando para o vazio: isso já não me acontecia há tanto tempo que eu nem me lembrava mais de que era possível.

Assim como eleição, crônica também só acaba quando termina, viu, Cora Rónai? Ou seja: quando está lá, bonitinha, no sistema do jornal.

* * *

Agora são seis da manhã de quarta-feira. Acompanhei, pelo notebook, o elegante discurso de McCain, e a sóbria e extraordinária apresentação de Obama, um verdadeiro estadista. Seu discurso foi perfeito, notável pelas diversas costuras nas divisões do país, pela ausência de oba-oba, pelo alerta a respeito dos tempos bicudos que vêm por aí. Mal comparando, foi uma espécie de equivalente para tempos modernos do “Sangue, suor, trabalho e lágrimas”, de Churchill.

Foi uma noite histórica, que eu não teria perdido por nada. Estou convencida de que, se Barack Obama não tivesse sido eleito, os Estados Unidos não teriam mais conserto. Não acredito que ele, em si, poderá fazer muita coisa; não é herói de história em quadrinho, não tem super poderes, nem poderá desfazer, a curto prazo, as barbaridades perpretadas por Bush e pela quadrilha que com ele se instalou no poder. Mas acredito muito em idéias.

A idéia Obama -- como era a idéia Gabeira aqui no Rio -- é a idéia de uma nova forma de fazer política: mais transparente, mais moderna, menos calhorda. Foi essa idéia que galvanizou tantos eleitores de primeira viagem, lá e cá.

A idéia Obama é a idéia da aceitação das diferenças, a idéia de que a essência de um ser humano não está no nome ou na cor da pele; é a idéia de que nenhum país pode prescindir dos demais, nem mesmo os Estados Unidos, que se acreditam tão auto-suficientes. A idéia Obama é também, e sobretudo, a rejeição à idéia Bush, vale dizer, ao maior conjunto de mentiras, imoralidades e crimes jamais visto nos Estados Unidos.

Tomara que pegue.


(O Globo, Segundo Caderno, 6.11.2008)






Chove torrencialmente la fora








“You can always count on Americans to do the right thing -- after they've tried everything else.”
Você sempre pode contar com os americanos para fazerem a coisa certa -- depois de terem tentado todo o resto

-- Winston Churchill, lembrado pelo Tom





5.11.08


No restaurante Bené da Flauta










Estou bem instalada :-)










Ouro Preto










Aeroporto de Confins








 

Tá, mas agora que o Obama ganhou, podemos ir dormir?!
Posted by Picasa






Usando a máquina

Não há máquina mais poderosa do que a internet, quando bem usada. No começo da campanha presidencial nos Estados Unidos, assinei a newsletter do Obama. Ao longo dos meses, foram muitos emails -- relativamente poucos do Obama, porque quem fez aquela campanha sabe bem o valor de uma marca, e muitos pedindo doações, porque quem fez aquela campanha também sabe que a insistência tem o seu valor.

Ontem, todos os milhões de assinantes receberam um novo bilhete do agora presidente eleito:
"Friend --

I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.

We just made history.

And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change.

I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next.

But I want to be very clear about one thing...

All of this happened because of you.

Thank you,

Barack"
Todo mundo sabe que é uma circular e que não tem nada de pessoal, mas, ainda assim, abrir a mailbox e encontrar lá um email do Obama tem um impacto simpático e positivo.






Pipoca, prestando a maior atenção










Um belo e generoso discurso








Tuesday, November 4, 2008

Barack Obama President-Elect of the United States

Barack Obama passes 270 electoral votes, defeats John McCain, and will become 44th President of the United States.

A breathtaking moment.






Não se deve cantar vitória antes do tempo...

Mas parece -- parece -- que o Obama está ganhando.

Matiiiiiiiiiiilllllllllllllllllllllda!!!

Precisamos de você!

Por favor, faz uma reza aí no capricho para o torcedor brasileiro aflito e impotente diante do televisor, pode ser?

Muito obrigada.





4.11.08


Emergência felina!

"Moro em Ipanema, na Prudente, e temos 3 gatos siameses. No último domingo pela manhã, a gatinha caiu da janela e foi recolhida por um menino de rua. Hoje, depois de muita procura, descobrimos o menino e ele nos informou que deu a gatinha para uma senhora "veterinaria" próximo à praça da Paz. A gatinha estaria com o rosto machucado e provavelmente com uma pata quebrada. Você tem como me ajudar? Teria alguma sugestão de como encontrarmos essa pessoa? A gatinha tem a cauda quebrada, parece uma manivela. Estamos muito aflitos."
Meu palpite: há, se não me engano, duas clínicas veterinárias na Praça: uma em cima da loja de sucos, a outra na Joana Angélica (essa não sei se continua lá). Tirando ir às duas, recomendo fazer cartazes e espalhar onde for possível -- especialmente nas clínicas veterinárias do bairro.

Gente, alguém tem mais alguma sugestão? E não, por favor, não bronqueiem com o Mário Cesar por não ter rede na janela; não é hora para isso.

Quando a gatinha for recuperada ele vai tomar providências, tenho certeza.






O voto da família



Momento histórico: o voto do Paulinho.

Lá também é proibido fotografar, mas certas coisas a gente precisa registrar para o futuro.






God Save America



Se a música parecer familiar é porque é mesmo: na Inglaterra, atende por "God Save the Queen" e é o hino nacional. Nos Estados Unidos é apenas um hino como, digamos, o nosso Hino à Bandeira. De todos os hinos americanos, é o de que mais gosto, porque sua principal personagem não é tanto a pátria, quanto a liberdade. "America", ou "My Country Tis of Thee", como é mais conhecido, brilhava no hit parade dos anos 70, quando música boa era música de protesto. Esta foi a melhor versão que consegui encontrar no You Tube.

My country, 'tis of thee,
Sweet land of liberty,
Of thee I sing;
Land where my fathers died,
Land of the pilgrims' pride,
From every mountainside
Let freedom ring!

My native country, thee,
Land of the noble free,
Thy name I love;
I love thy rocks and rills,
Thy woods and templed hills;
My heart with rapture thrills,
Like that above.

Let music swell the breeze,
And ring from all the trees
Sweet freedom's song;
Let mortal tongues awake;
Let all that breathe partake;
Let rocks their silence break,
The sound prolong.

Our father's God to Thee,
Author of liberty,
To Thee we sing.
Long may our land be bright,
With freedom's holy light,
Protect us by Thy might,
Great God our King.


As eleições lá em cima são amanhã.

Acho que Obama tem que ganhar, ou aquele país vai estar perdido.

Não é que eu acredite que o cidadão Barack Obama, em si, poderá fazer muita coisa; ele não é herói de história em quadrinho, não tem super poderes, nem poderá desfazer, a curto prazo, as barbaridades perpretadas por Bush e pela quadrilha que com ele se instalou no poder.

Mas eu acredito MUITO em idéias.

Acredito na energia gerada pelas idéias, no entusiasmo que as idéias podem despertar nas comunidades e no poder transformador das idéias -- para bem e para mal.

A idéia Obama -- como era a idéia Gabeira aqui no Rio -- é a idéia de uma nova forma de fazer política: mais transparente, mais moderna, menos calhorda.

A idéia Obama é a idéia de que nenhum país pode prescindir dos demais, nem mesmo os Estados Unidos, que se acreditam auto-suficientes.

A idéia Obama é também, e sobretudo, a rejeição à idéia Bush, vale dizer, ao maior conjunto de mentiras, imoralidades e crimes jamais visto nos Estados Unidos.

Vai ser muito difícil desfazer a (justificada) onda de anti-americanismo que se espalhou pelo mundo. A eleição de Obama, porém, será um passo da maior importância nesse sentido, porque o desejo de mudança refletido na sua escolha implica uma rejeição à forma como o pais se conduziu até agora.

Já uma improvável eleição de McCain aponta em direção diametralmente oposta: os Estados Unidos estarão reafirmando, através dela, a sua fé na guerra, na cultura do medo, na supressão dos direitos civis e na mais predatória das políticas econômicas.

Como brasileira, só me resta torcer para que lá, ao contrário do que aconteceu aqui no Rio, a banda podre seja, enfim, defenestrada.

Tenho netos americanos e gostaria muito que eles crescessem num país mais parecido com o que conheci nos anos 70, em que a liberdade individual era sagrada, o bem mais precioso que se podia ter.






Ó eles aí!









3.11.08


Ó nóis aí!










Gatinhos

De Esperança e gatinhos

Fiz um álbum no Picasa com algumas fotos da Esperança e dos gatinhos; quando não estão dormindo, eles são quase impossíveis de fotografar!






Não está nem aí para a faxina








iPHONE
Um mundo de aplicativos divertidos

Confesso: eu não saio mais de casa sem ele. Continuo usando o Nokia N95 como celular, câmera, agenda, player de MP3 e ferramenta de trabalho em geral, mas o iPhone virou o meu playground. O que mudou da primeira edição, que mandei vir dos Estados Unidos e abri aqui — e que passou a vida quase toda na gaveta — para esta, em versão Vivo?

Em primeiro lugar, sem dúvida, o plano da operadora, de uso de dados ilimitado. Não gosto do iPhone como telefone, mas ele é maravilhoso como maquineta web. Como o wi-fi está longe de ser realidade universal, no plano anterior eu usava a internet a conta-gotas, para não ir à falência. Ora, com isso, o iPhone perde 80% do seu encanto, até porque boa parte dos seus aplicativos faz uso intenso de conexão com a rede. Além disso, a versão 3G está bem mais rápida que a anterior.

O número de aplicativos aumentou de lá para cá, também, e essa é uma tendência que não vai mudar tão cedo. Isso é bom e mau ao mesmo tempo. Bom, porque a criatividade humana não conhece limites, e a cada dia aparecem novos e interessantíssimos programas. E mau porque a AppStore, que deveria zelar por um mínimo de qualidade do material oferecido, não está cumprindo o seu papel. Resta ao usuário, portanto, garimpar em meio à tralha — e, ainda por cima, na maioria dos casos, pagando para ver.

Por isso toma força entre desenvolvedores e usuários o caminho alternativo do Cydia e da AppShare, uma loja, digamos, “alternativa”, de onde se baixam os aplicativos para, depois de um gostinho, comprá-los, como mandam a lei e os bons costumes. Ou não, como dita o mercado.




HÁ INCONTÁVEIS maneiras de perder tempo com o iPhone. O Koi Pond e o iZen Garden foram feitos sob medida para quem tem tempo de sobra para contemplar o nada. No laguinho de carpas virtuais pode-se mexer na água com o dedo para espantar os peixinhos e fazer marola; já a caixa de areia promete momentos de relax total, com sons new age e elementos diversos para cultivar um jardim oriental. Há areias de cores diferentes, pedras e folhas, e pode-se até calibrar o ancinho.



À DIREITA, alguns dos programas mais úteis para o usuário safo, a começar pelo indispensável Cydia. Recomendo uma googlada básica nele, no Installer, no Appshare e no Installo.us, para que se possa perceber a vastidão dos horizontes que se abrem à frente de quem quer curtir plenamente seu iPhone. À direita, uma tela onde os jogos estão separados na sua própria pasta (ou categoria). As categorias facilitam a vida de quem tem muita coisa instalada.





HÁ UMA QUANTIDADE de réguas de prumo entre os utilitários da Appstore. O Bubble Level é não só o mais bonito, como o mais prático, por funcionar também deitado em superfícies planas: beleza para acertar mesas.






PARA QUEM curte um barulhim na hora de dormir, o aSleep é um sonho. Tem barulho de chuva, trovoada, cachoeira, grilo e até turbina de avião (!). A variedade de combinações é inesgotável, e muito interessante.







O aMAZE É um joguinho muito, muito viciante: a idéia é fazer a esfera chegar ao buraco com os raios azuis sem cair nos outros. Isso se faz inclinando o celular, como se fosse uma tabuinha com um bola de gude em cima.




(O Globo, Revista Digital, 3.10.2008)






Atenção, povo, é hoje!





A Marise tem mandado
lindas fotos de... Riga!




O povo desse blog é muito chique, vai aos lugares mais inusitados...

De Riga eu só sei do pinho, e também que é a capital da Letônia -- na escola, sempre na trinca Estônia, Letônia e Lituânia.






Chove a cantaros









2.11.08


With a little help from my friends :-)










With a little help from my friends










Agora sim!










Ai ai...










Já usam o pipicat sozinhos!










Este é o maiorzinho










Emboladinhos









1.11.08


Mamãe e eu fugimos para um restaurante










A xará teve cinco filhotes LINDOS!




O Flickr da Layla está uma festa verdadeira, tão bonitinhos...






Tai quanto vale uma foto com o Lula










Ele herdou o lugar do Mosca