31.10.08


É um dos gatinhos do Bianco










Pingo, todo contente










Gosto muito de te ver, leãozinho










Bom dia!









30.10.08


Consulta rápida

Pessoas, no próximo dia 5 vou a Ouro Preto, para participar do Forum de Letras. Estive lá há tanto tempo que já prescreveu. Pergunto: faz frio nessa época do ano? Chove? Faz sol? Em suma: preciso levar casaco leve, casaco pesado, capa, guarda-chuva? Dá pra ir de sandália? etc etc etc






No jornal









(Foto da Heliana)

Execuções em surdina

Crônica de várias mortes anunciadas

Há algumas semanas, mencionei a situação calamitosa do Parque Lage, onde, neste momento, há uma mortandade de micos em curso. Suspeita-se de epidemia de herpes, altamente transmissível através da comida que “roubam” de humanos. O verbo está entre aspas porque, ainda que configure uma imagem pitoresca, que se perpetua através de declarações equivocadas de autoridades, não corresponde à verdade.

Não estamos falando de macaquinhos engraçadinhos e bem alimentados que fazem estrepulias; estamos falando de animais desnutridos, doentes e desesperados, que não encontram mais nas árvores o alimento outrora abundante. E não encontram porque as jaqueiras centenárias do parque vêm sendo assassinadas por anelamento, a marca de administradores covardes a quem falta coragem para enfrentar a opinião pública de machado ou moto-serra em punho. Quem, então, está roubando quem?

Por trás dos crimes há uma lógica perversa, que condena as jaqueiras por não serem árvores nativas e por ocuparem o espaço da flora autóctone. Ora, para começo de conversa, o Parque Lage, tal como o conhecemos, não tem nada de autóctone: é um jardim exótico, plantado de acordo com os caprichos do antigo proprietário. Não apenas isso, mas também um jardim tombado, no bom sentido da palavra. Se formos pôr abaixo todas as plantas exóticas do Rio, que tal começar pelo Jardim Botânico, logo ali ao lado? Daria um estacionamento que só vendo.

Além disso, por prolíficas que sejam as jaqueiras, não posso acreditar que seja através da execução em massa de árvores adultas que se faça reflorestamento; muito menos através do anelamento, um corte cruel em torno do tronco que mata a planta de fome, lentamente. Enquanto agoniza, a árvore assim ferida fica mais frágil e suscetível a toda espécie de pragas –- que, por sua vez, podem se espalhar por outras plantas e destruir áreas inteiras de florestas.

Para o IBAMA, o assassinato sistemático dessas antigas e belas árvores frutíferas atende pelo nome de “manejo”.

* * *

Enquanto as jaqueiras morrem no arvoricídio promovido pelo governo, o resto do Parque Lage mal e mal se sustenta. E, ainda assim, graças ao admirável trabalho voluntário de cariocas que de fato amam a natureza e a sua cidade. Há alguns dias, Elizabeth Mota, leitora do blog, manifestou preocupação com uma tilápia que viu no aquário. “O que é aquele minúsculo pseudo aquário enfurnado dentro daquela gruta? Mal dá espaço para os peixes maiores se mexerem. A tilápia parece falar com você através do vidro: Socorro! Tirem-me daqui!"

Recebeu, prontamente, resposta do técnico em aquariofilia Fernando Murta, sem o qual já não haveria um único peixe por lá:

"Parabenizo a sra. Elizabeth Mota pela sua preocupação com a Tilápia do Parque Lage. Não precisa se preocupar, pois o tamanho do aquário onde a mesma se encontra é mais do que adequado. Esse peixe tem 30cm de comprimento e o seu tanque tem três metros de comprimento por 70cm de largura. Devido a um efeito de ilusão de ótica, as janelas de vidro dos aquários sendo pequenas dão a impressão de que os tanques são menores do que aparentam.

Essa Tilápia tem uma história interessante. Foi salva por mim quando a encontrei presa no tanque da chamada "Lavanderia dos Escravos" no Parque Lage. O seu destino era a morte certa, ou pescada por alguém ou levada pela correnteza em direção à Lagoa Rodrigo de Freitas, que recebe toda a água dos lagos do Parque Lage. Como estava disponível um tanque grande no Aquário eu a coloquei lá e é onde vive em segurança já há cinco anos.

Informo também à sra. Elizabeth que a Tilápia, peixe da família dos Ciclídeos, é extremamente agressiva e tem o hábito de se movimentar frenéticamente em frente ao vidro do seu tanque. Para ser mais exato, a Tilápia não está pedindo socorro e nem querendo ser levada embora. É do seu instinto que, apesar de bem alimentada, acredite que as pessoas que a observam penalizadas sejam apenas um bom petisco.

Quanto ao "minúsculo pseudo aquário" citado pela Sra. Elizabeth, trata-se de uma construção tombada pelo IPHAN e feita em 1927 por Henrique Lage para a sua residência particular, hoje um parque público. Possui 12 tanques com 17 janelas e 20 mil litros de água. No momento, este, que é o único aquário público da Zona Sul do Rio de Janeiro, encontra-se sem verba pública, e vem sendo mantido por voluntariado, com extrema dificuldade.”

Achei que vocês gostariam de saber dessa história. Não é qualquer cidade que tem Tilápia com “T” maiúsculo e biografia, nem qualquer aquário que tem a felicidade de ter um Fernando Murta como anjo da guarda.

* * *

A foto que ilustra esta crônica foi feita na segunda-feira, dia 27, por Heliana Laura Oliveira, sócia do Flamengo que, na saída da piscina, fotografou outro sócio, o deputado Fernando Gabeira. Apenas um homem comum, um homem de bem, em paz com a sua consciência. Um homem que não precisou fazer alianças com bandidos nem rastejar pela lama de uma campanha imunda para despertar o entusiasmo dos eleitores.

Um vencedor.


(O Globo, Segundo Caderno, 30.11.2008)

Update: A Flavia Tavares tem uma página no Multiply onde o arvoricídio está bem documentado.






Grude









29.10.08


Casa do Saber










Aula da Laura










Eles estão convivendo bem com a cortina... :-)











28.10.08


Para a gente se distrair um pouco

Frogger made by Neave Games







Pensando se dorme ou se apronta










Keaton escondida









E, lá no Orkut...






27.10.08


Fala, Sérgio Fonseca!

"Pedro Paulo, o novo secretário-chefe da casa civil, é colega de Eduardo Paes, Luciano Torres Ramos, Nelson Curvelano Junior e Paulo Henrique Machado, no processo 2008.001.070976-3, movido pelo Ministério Público por improbidade administrativa: irregularidades em obra realizada pela Secretaria de Meio Ambiente, no período em que foi subsecretário. A praça, onde as obras seriam realizadas, não existe. As melhorias foram feitas em área privada, de acordo com o Ministério Público, para gerar benefícios eleitorais. É um bom começo!"
Minha dúvida é: será que alguém se surpreende com isso?

Quanto às promessas do Eduardo Paes, estão na barra aí ao lado, no primeiro bloco abaixo do gatinho preto, em Promessas do Alcaide. O link foi gentilmente disponibilizado pelo Marcus Borelli.

À medida em que o prefeito for fazendo o que prometeu que faria, nós vamos riscando os itens.

Update: Consegui capturar a lista completa de 82 itens. Criei um blog, que pus no lugar da lista do Marcus. Não é a solução ideal -- bom mesmo seria ter a lista do blog numa página como a anterior. Você faz, Marcus? Obrigada!




Enquanto isso, no Flamengo,
um carioca bacana segue a sua rotina



(Foto da Heliana)





26.10.08

(Foto de Paulo Jacob, O Globo)

A derrota de Paes

Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre no estado, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando descaradamente a máquina estadual, federal e universal, beneficiando-se até de um feriado mal intencionado, enfim, com tudo isso, Eduardo Paes só conseguiu ganhar de Gabeira por 50 mil míseros votos.

Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.

Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar.

Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Piciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?

Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.

Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.

Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.

Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante "Liberou geral!"

Nojo, nojo, nojo.






O amigo Zerramos manifesta a sua perplexidade.






Liberou geral para a canalhice










Metade dos votos, jogando limpo...










(Tem gente nova na casa da Danuza)










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










A cor do dia










Rumo às urnas










F&D fora do ar

RESOLVIDO!

Cheguei da rua e encontrei o querido Falou & Disse fora do ar.

Enquanto o melhor sistema de comentários do mundo não volta, instalei, provisoriamente, o Haloscan, para que o papo possa rolar como de hábito.

Só não sei porque o Haloscan repete duas vezes o link para a caixa de comentários, mas nem estou muito preocupada em descobrir, dado que ele só está aqui quebrando um galho.

O link que funciona é, como vocês logo vão descobrir, o da direita.


Tudo bem: o grande Eduardo Stuart já matou a charada. Blog que tem padrinho não morre pagão... :-)





25.10.08


Paes, Gabeira e outros bichos

Está circulando pela internet o email de um eleitor do Paes que diz o seguinte:
CORA RONAI MENTIU, USOU A MÁQUINA DE O GLOBO PARA CALUNIAR CANDIDATO. VEJA, RESPOSTA ENVIADA PARA CORA NO MESMO DIA 16/10
(e aí segue um email enviado para mim pelo Totó, que eu não conheço, e que por sua vez o recebeu do endereço falecom@eduardopaes15.can.br)
"Vamos dar continuidade e ampliar todos os projetos existentes na Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA), que são uma conquista. A Secretaria é fundamental e vai permanecer. Afinal, esse é um tema que a maioria da população não conhece, que as pessoas não imaginam a gravidade. Temos uma quantidade grande de animais abandonados na cidade. Eu defendo uma política clara do município em relação aos animais abandonados, uma melhor gestão do abrigo da prefeitura, a Fazenda Modelo, e vou criar um programa de esterilização dos animais que estão nas ruas.

Prefeito Eduardo Paes"

Só quero deixar bem clara uma coisa: recebi inúmeras respostas de eleitores e cabos eleitorais, tanto do Paes quanto do Gabeira, a respeito das posições de um e de outro em relação à defesa dos animais.

Acontece que não me dirigi nem aos eleitores nem aos cabos eleitorais. Eu me dirigi aos candidatos, e era deles que queria ouvir. Não chego a ser intransigente. Sei que candidato em reta final de campanha tem mais o que fazer do que responder a pergunta de jornalista, mas queria, no mínimo, que alguém de fato ligado ao candidato, e plenamente credenciado a responder em seu nome, entrasse em contato direto comigo.

Não considero resposta a mim emails enviados a terceiros.





24.10.08



23.10.08


Uma mãezinha atenta










"Chega! Vou dormir."










"A mídia me persegue!"










Um mais lindo do que o outro










Brincam sem parar!










Tem um pessoal que cresceu...










Millôr e Fernanda










Keaton e sua janela










A saga da geladeira

Entrando numa fria


Ontem foi um dia tumultuado em casa, com a troca de guarda das geladeiras. Foi uma áfrica -- a nova, mais levinha, pesa 130 quilos. O peso da antiga, só Deus sabe. E nenhuma coube no elevador...

Ao contrário da expectativa felina, não veio caixa nenhuma, pelo menos aqui para cima.







E assim, caramba!, passou-se um ano

Exatamente ontem, há um ano atrás, vi uma foto irresistível da janela de um prédio na Presidente Vargas. A tarde caía e uma vaga bruma (que provavelmente era poluição) ressaltava os raios de sol que iluminavam a Candelária em poética diagonal. Não tive paciência para esperar pelo elevador. Desci os cinco lances de escada e parei um minutinho na calçada esperando o sinal fechar. A foto não chegou a ser feita. Antes que eu chegasse ao outro lado da rua, uma moto surgida do nada me atirou longe, transformando em farelo de osso o que, uma fração de segundo antes, era um joelho em perfeito estado de funcionamento. A minha vida nunca mais foi a mesma.

Imaginem que, até aquele momento, eu era tão inocente em fraturas que achava que ia passar umas duas ou três semanas com um gesso na perna, e logo voltaria, lépida e fagueira, aos meus afazeres! Ainda espichada na maca do Copa D'Or, perguntei ao dr. João Matheus Guimarães se, dali a duas semanas, eu poderia ir a Florianópolis, onde tinha um compromisso profissional. Ele me olhou com um misto de pena e de espanto, como quem olha para um ET que quer telefonar para casa via Telemar. Tenho a impressão de que ficou na dúvida se aquela pergunta descabida era efeito da morfina ou de alguma pancada não registrada na cabeça. Aliás, tenho a impressão, não: tenho certeza. Logo depois me mandaram para mais uma batelada de exames.

No dia seguinte, fui operada. O dr. João Matheus, que deve ser uma fera na solução de quebra-cabeças, conseguiu juntar todos os caquinhos de joelho. Tascou uma placa de um lado, outra do outro, e atarraxou uns parafusos pelo meio. Quando vi pela primeira vez o raio-X, que lembra uma Torre Eiffel pós-moderna de cabeça para baixo, achei que nunca mais passaria por um detector de metais sem apitar. Mas, respondendo à curiosidade de muitos amigos, informo: não, não apito.

* * *

Olhando daqui, de outubro de 2008, um ano passa rápido demais. Olhando do outro lado, de outubro de 2007, os dias pareciam não acabar nunca. Durante alguns meses anotei numa caderneta o número de passos que dava com as muletas: cinco passos até o banheiro, cinco passos até a cama, quinze passos para a sala (onde passava o dia estirada no sofá), seis passos até o banheiro... Cada passo doía mais do que o outro e cada noite era mais comprida do que a anterior. A sensação que eu tinha é que não estava melhorando nada, nada, nada — e ir dormir trazia implícito o desespero de acordar para um dia seguinte exatamente igual. Uma tortura verdadeira.

Pouco a pouco, passo a passo, quase imperceptivelmente, graças à tenacidade de duas moças bonitas, firmes e competentes chamadas Bianca Chalom e Flávia Macedo — as duas fisioterapeutas a quem coube a árdua tarefa de fazer com que eu me mexesse — as coisas foram melhorando. Um dia, larguei o andador. Depois, larguei também uma das muletas; logo, a outra. Quando dei por mim, estava andando novamente, como se nunca tivesse feito outra coisa na vida.

Esquisita essa constatação, não é mesmo? Mas a verdade é que quando a gente se quebra a ponto de ter de reaprender os mínimos movimentos, deixam de existir mínimos movimentos. Todos os movimentos, sem exceção, passam a ser vastos, surpreendentes. Assim é que, em troca de algumas cicatrizes, placas e parafusos, ganhei a consciência do milagre da locomoção.

Não é uma troca que se possa definir como vantajosa ou como, sei lá, uma súbita iluminação; mas não há dúvida de que o que acontece aos ossos afeta a alma. Não recomendo o sofrimento físico como terapia de autoconhecimento, ainda que reconheça suas virtudes didáticas. Através dele mudei a minha percepção do tempo, redefini prioridades, descobri as fronteiras dos meus nervos e tendões. Já acontece de, às vezes, distraída, eu me levantar e sair andando sem perceber, como antes; mas até nisso reparo, poucos passos depois, cheia de surpresa.

Ainda tenho dificuldade para subir e descer escadas, e não consigo andar mais de seis ou sete quilômetros sem que o joelho proteste. Mas já voltei a andar de bicicleta e a Heliana, amiga querida que tanto fez por mim, está tentando me convencer a surfar. Estou quase topando. Por enquanto, o único obstáculo é que, ao nascer do sol, quando ela e seus colegas de prancha tomam o rumo da praia, eu estou, em geral, desligando o computador e tomando o rumo da cama. Certos hábitos, afinal, não há joelhaço que mude.

* * *

Semana passada, perguntei aos nossos candidatos a prefeito quais são seus planos em relação aos animais de rua, cada vez mais maltratados no Rio. Não recebi resposta alguma do candidato Eduardo Paes, mas Neila Tavares, mulher de Fernando Gabeira, me telefonou em nome do marido. Conversamos longamente, e garanto que gostei do que ouvi, sobretudo da preocupação com os cavalos abandonados. Não chegou a ser surpresa, sendo Gabeira candidato pelo Partido Verde. Ao saber que o casal vive com duas lindas e legítimas gatinhas de rua, os gatos lá de casa sorriram, muito felizes.

(O Globo, Segundo Caderno, 23.10.2008)





22.10.08


Que mão de obra!










Troca da guarda










Faz um ano, hoje.










Tivemos uma longa história juntas!










Coitada, tão sozinha e pelada...










Chega.

Tirei o post do caso do Sean.

Certas coisas me fazem muito mal, me deixam envenenada demais.





21.10.08


Xexéo me trouxe hoje os troféus :-)










Ser gato é uma longa solidão...










Mas já vai sair?!










Céus! Uma mosca!









20.10.08




Olhaí as minhas "netas gatas", Chiquinha e Funguinho!

Não estão lindas?






Bípede bom é bípede deitado...










Viva! Ficou pronto!!!



Está lindo, emocionante, maravilhoso!

E não digo isso porque amo a Olivinha, mas porque está mesmo, e porque quando amigos queridos fazem algo tão bem feito eu me encho de felicidade e de orgulho, e fico com vontade de sair na rua mostrando pra todo mundo, e dizendo:

-- Ela é minha amiga, sabe?

Mas como sou tímida, mostro aqui para vocês, e recomendo muito, muito, muito.

Não só pelo tanto que a moça canta, mas por tudo o que ela é.








Momentos cruciais da vida do meu iPhone...

Uma cadeia chamada Appstore

Quem acompanha esta coluna com regularidade sabe que o iPhone não é meu celular favorito. Não é implicância; é conseqüência de anos de uso de celulares melhores, sobretudo, desde que foi lançado, do Nokia N95, a meu ver a mistura ideal de aparelho de trabalho e de entretenimento. Como todo aparelho que usa o Symbian, melhor sistema operacional que os telemóveis já viram até agora, o N95 é um poderoso computador de bolso, que de quebra vem com uma excelente câmera de 5 megapixels e, agora, 8Gb para armazenar música, vídeos e aplicativos à vontade.

Para mim, o iPhone tem certas falhas difíceis de entender num aparelho 3G da sua categoria. O Bluetooth é um fracasso, a interface é imexível e não-personalizável, a Apple ainda não descobriu o MMS, a câmera é fraca e nem ao menos filma, e é impossível executar nele uma das funções mais necessárias para quem usa celular como ferramenta de trabalho: o humilde corta e cola. Outra falha seriíssima para quem gosta de fotografar e, sobretudo, vive em cidades inseguras como o Rio, é a falta de qualquer espaço onde prender uma correia de pulso. Explico: quem fotografa volta e meia pôe a mão para fora da janela ou para fora do carro, arriscando-se a deixá-lo cair. Já quem atende o celular numa rua carioca corre risco ainda maior de vê-lo sumir na multidão. A correia de pulso não é 100% à prova de ladrão, mas pelo menos torna a ocasião menos propícia.

Dito isso, esclareço que, como diversão, ainda está para aparecer celular mais rico e interessante do que o iPhone -- que é, também, um modelo de beleza. Mas quem o comprar para usá-lo com os míseros aplicativos com que vem, vai perder o melhor da festa. Entre os poucos itens da tela, há um que se chama AppStore. Lá se escondem brinquedinhos engraçados, trivialidades e um que outro utilitário. Vários são gratuitos, alguns até bem práticos: gostei particularmente de um conversor de medidas e de um nível, indispensável para quem quer saber se os quadros estão tortos ou não.

O problema é que quase tudo o que está na vitrine e tem alguma graça custa dinheiro. Tipicamente, entre um e cinco dólares, mas podendo ir a Deus sabe quanto. Uma cerveja virtual, que só serve mesmo para o dono do aparelho fazer de conta que está tomando a sua Brahma – e que, no momento, é causa de ação milionária na justiça americana por questões de copyright – custa três dólares. Não chega a ser uma fortuna, mas de grão em grão... Ainda por cima, numa pratica comercial no mínimo questionável, e contrária a tudo o que se conhece no mundo do software, não é dado ao usuário o direito de testar nenhum dos aplicativos antes de comprá-lo. Pagou e não gostou? Azar o seu, queixe-se ao bispo.

É por isso que tanta gente anda recorrendo a um esporte radical chamado jailbreak. A idéia é arrombar a cadeia da Apple e soltar a alma do celular para que ele possa ficar lindo, leve e solto, do jeitinho que cada um sonha. Há diferentes modalidades de jailbreak bem explicadinhas na internet, e muitos garotos talentosos na praça jailbreakando iPhones a preço módico. Digo isso apenas a título de curiosidade, claro está, posto que o arrombamento de cadeias da Apple é atividade ilegal, e que, como sabemos, todos os leitores desta revista são criaturas tementes a Deus e a lei. Ide na paz.

(O Globo, Revista Digital, 20.10.2008)






Do Augusto Nunes, no JB:

Sem medo de ser medroso

O ministro Carlos Minc informou no fim de setembro que o Incra, graças à devastação comanda pela turma dos assentamentos, disputava a liderança do ranking dos destruidores da Floresta Amazônica. Assustado com a reação da companheirada, tirou o Incra da lista e ordenou ao Ibama que conferisse os dados até 20 de outubro. O prazo termina nesta segunda-feira. Minc, que já se rendeu corajosamente a Blairo Maggi e Mangabeira Unger, deverá capitular. É preciso muita valentia para tanta pusilanimidade. Mas o ministro nunca teve medo de ser covarde.
Aliás, o resto todo do artigo está sensacional. Recomendo.






Por quê eu amo a internet

Acho que, a essa altura, já nem preciso explicar, né? Mas acontecem tantas coisas tão interessantes o tempo todo...

No outro dia mesmo, no post da coluna da semana passada, a Elizabeth Mota manifestou preocupação com a tilápia do Parque Lage.
"Falando em Parque Lage, o que é aquele minúsculo pseudo aquário enfurnado dentro daquela gruta? Mal dá espaço para os peixes maiores se mexerem. A tilápia parece falar com você através do vidro:

- Socorro! Tirem-me daqui!"
Não sei se vocês chegaram a ler o excelente comentário postado depois:
"Parabenizo a Sra. Elizabeth D. Mota pela sua preocupação com a Tilápia do Parque Lage. Não precisa se preocupar pois o tamanho do aquário onde a mesma se encontra é mais do que adequado. Esse peixe tem 30cm de comprimento e o seu tanque tem três metros de comprimento por 70cm de largura.

Devido a um efeito de ilusão de ótica, as janelas de vidro dos aquários sendo pequenas dão a impressão de que os tanques são menores do que aparentam.

Essa Tilápia tem uma história interessante: Foi salva por mim quando a encontrei presa no tanque da chamada "Lavanderia dos Escravos" no Parque Lage. O seu destino era a morte certa, ou pescada por alguém ou levada pela correnteza em direção à Lagoa Rodrigo de Freitas que recebe toda a água dos lagos do Parque Lage.

Como estava disponível um tanque grande no Aquário eu a coloquei lá e é onde vive em segurança já há cinco anos.

Informo também à Sra. Elizabeth que a Tilápia, peixe da família dos Ciclídeos, é extremamente agressivo e tem o hábito de se movimentar frenéticamente em frente ao vidro do seu tanque. Para ser mais técnico, a Tilápia não está pedindo socorro e nem querendo ser levada embora. É do seu instinto, que, apesar de bem alimentada, acredite que as pessoas que a observam penalizadas, sejam apenas um bom petisco.

Quanto ao "minúsculo pseudo aquário" citado pela Sra. Elizabeth, trata-se de uma construção tombada pelo IPHAN e feita em 1927 por Henrique Lage para a sua residência particular, hoje um parque público. Possui 12 tanques com 17 janelas e 20 mil litros de água.

No momento, este, que é o único Aquário Público da Zona Sul do Rio de Janeiro, encontra-se sem verba pública e vem sendo mantido por voluntariado, com extrema dificuldade.

Fernando Murta
(Técnico em Aquariofilia)"
Onde mais se pode saber da história de uma tilápia a bem dizer em primeira mão?





19.10.08


Hoje ninguém quis sair da cama!










Nova diagramação










Todo mundo ao meu lado :-)









18.10.08


Frio dá nisso!

O nosso DJ Leo foi se meter na neve lá em Ushuaia e agora está naquele fim de mundo com febre e dor de garganta...

Melhoras, Leo! E se agasalha bem, não custa lembrar.




Não dá para ser feliz

Hoje fui na Monca fazer um lance de dente complicado. Como a Monca é o máximo, não doeu nada, mas eu, apavorada que sou com qualquer coisinha, vim pela Visconde de Pirajá morrendo de medo da anestesia passar antes de chegar em casa.

A minha tática diversionista, nessas horas, é me agarrar mentalmente a uma música e tentar ir do começo ao fim. Desde que fui pro consultório, estava com trechos da Traviata na cabeça: ante-ontem vi uma das gravações mais lindas de todos os tempos, com a Orquestra e o Coro da Royal Opera House, regência de Sir Georg Solti, Angela Gheorghiu no papel de Violetta e Frank Lopardo no de Alfredo Germont.

E lá estava eu, quase chegando à Vinícius, lembrando de "Parigi, o cara" com grande empolgação e sucesso, quando dei com um rapaz tocando acordeão... e cantando "Índia".

Quem freqüenta este blog sabe que, em termos de música, eu sou absolutamente onívora -- e, aliás, até gosto de "Índia" -- mas... não dá.

Foi uma ducha de água fria tão fria na minha concentração que dei dois real pro cara, atravessei a rua e fui comer um yogoberry para me consolar.

* suspiro *

(Deve ter uma coisa qualquer na água da Romenia, para saírem de lá tantas sopranos extraordinárias ao longo do tempo. Ouçam a Virginia Zeani AQUI, em "Addio al Passato"; é a gravação ao vivo da sua estréia no Covent Garden, em 1960, quando foi chamada às pressas para substituir Joan Sutherland, que ficou doente. Ela chegou a Londres no meio da tarde, não teve tempo para ensaiar nada e fez uma apresentação antológica. A Zeani deve ter sido recordista no papel de Violetta, que cantou nada menos de 648 vezes. Aqui, numa raríssima gravação dos anos 60 do Sempre Libera pode-se até vê-la em ação; o que me faz crer que a platéia do Covent Garden não sentiu muito a ausência da Sutherland.)





17.10.08


Estou viciada nisso










Pensando bem, a geladeira nem foi cara










Alguma surpresa?










E ainda tem essa...










Alguma surpresa?










Ele não deixa a gente fazer a cama...










Tem alguém morrendo de sono nessa casa...

 
Posted by Picasa






Prefiro abacaxi a maçã









16.10.08


Mandou bem, esse (e)leitor










Mas Paes diz que não sabe de nada...









Carta aberta para Paes e Gabeira

Senhores candidatos: sei que ambos andam muito ocupados nesse momento, gravando programas para o horário eleitoral, fazendo corpo a corpo, preparando-se para debates. Sei, portanto, que a possibilidade de que venham a ler esta crônica é nenhuma; mas sei também que, por trás de cada um, há uma equipe atenta ao que sai na mídia. É por isso que escrevo. Com alguma sorte, um assessor de bom coração transmitirá o recado a vossas excelências.

Meu pedido é simples: lembrem-se, por favor, de que nem todos os habitantes da nossa cidade são bípedes. Muitos são quadrúpedes, e a sua qualidade de vida, como a de todos nós, vem se deteriorando assustadoramente. Ao contrário dos humanos, eles não podem escolher quem será seu prefeito; mas os bípedes que se importam com a sorte dos animais vão levar muito a sério, acreditem, a missão de representá-los no próximo dia 25.

Por isso, gostaria de saber se algum dos dois já parou para pensar nos milhares de bichos desabrigados com os quais dividimos nosso espaço. O problema, ainda que pareça insignificante diante das demais mazelas do Rio, agrava-se a cada dia. É até provável que nenhum dos senhores saiba que existe, na Prefeitura do Rio de Janeiro, uma Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais. Se este for o caso, não se sintam culpados; esta, que é uma secretaria da maior importância, onde há funcionários abnegados que fazem o que podem com as minguadas verbas que chegam às suas mãos, caiu, infelizmente, na irrelevância e no ridículo.

Dá-se que o falecido alcaide decidiu que a pasta deveria ser ocupada por atores ou celebridades, o que sem dúvida chamou a atenção para a sua existência – mas, como seria de esperar, pelos motivos errados. Neste último reinado, especialmente, muito foi feito em prol do secretário-celebridade e do seu comércio de aves exóticas, e muito pouco em prol dos animais de fato necessitados.

* * *

A Sepda tem uma página bonitinha na internet. Quem olha assim, virtualmente, acha que os animais cariocas vivem no melhor dos mundos, especialmente depois da inauguração do Centro de Proteção Animal da Fazenda Modelo. Mas esses nomes simpáticos, senhores candidatos, escondem processos de triagem suspeitos e convênios com instituições de ensino que praticam vivissecção.

A situação só não está pior porque a Sepda não tem um tostão; e porque o secretário-celebridade anda tão ocupado tentando salvar a Amazônia que não tem tempo para dedicar aos bichos do Rio. Salvar a Amazônia é mais chique, dá menos trabalho e, no geral, é atividade que se exerce em salões elegantes e conferências internacionais. Além disso, enquanto se preocupa com a floresta, o secretário não corre o risco de dar provas do seu despreparo para o cargo. Afinal, quem estreou na defesa animal afirmando que pombo transmite raiva tem mais é que manter distância da causa.

* * *

Independentemente do que se faça com a Fazenda Modelo, porém, ela parte, no que diz respeito aos animais domésticos abandonados, de uma concepção de manejo inteiramente ultrapassada. Recolher cães e gatos de rua e empilhá-los em depósitos insalubres longe das vistas dos cidadãos pode até ser prático do ponto de vista administrativo, mas é errado – criminoso, mesmo -- do ponto de vista moral e humano. E é, além disso, inútil: quantos animais se recolham, tantos tornarão a aparecer. A saída está, como em tudo o mais, na educação e na saúde. Deve-se conscientizar a população, alimentar, castrar, vacinar e tratar dos animais. E, sobretudo!, deixá-los onde estão. Bichos recolhidos como trastes e levados para campos de concentração disfarçados de abrigos morrem de desespero em pouquíssimo tempo -- quando têm sorte.

Colônias de gatos bem cuidados, no entanto, se dão muito bem com humanos. Não sei qual é a experiência do senhor Eduardo Paes no convívio com animais, mas o senhor Fernando Gabeira, como sócio e freqüentador assíduo do Flamengo, é testemunha de como uma administração inteligente e sensível pode tornar a vida boa para todos, gente e bichos. Aliás, se quiser saber maiores detalhes, candidato, procure o gente boa Celso Pereira, que ele pode lhe contar a história de todos os quadrupinhos residentes, um por um.

Enquanto nosso popular Flamengo dá uma lição de civilidade, logo ali adiante, no elegantíssimo Jockey, a diretoria continua dando demonstrações explícitas de sadismo e crueldade. Depois de exterminar quase todos os gatos que lá viviam pacificamente, sem fazer mal a ninguém, proibiu, agora, a entrada das protetoras que alimentavam e tratavam dos remanescentes. Resultado: esses poucos gatos pingados estão morrendo de fome e de sede -- num clube que, em tese, reúne a fina flor da sociedade carioca! Vai ver, os ilustres diretores da casa preferem os ratos. Só pode ser questão de afinidade.

* * *

Como os senhores vêem, temos um longo caminho a percorrer até chegar a um estágio minimamente digno de convívio com os animais. Diante da violência e do abandono a que o Rio chegou, diante do descaso e da brutalidade que dominam a nossa cidade, cuidar do bem-estar de quadrúpedes, que nem título de eleitor têm, pode parecer uma questão menor. Não é. Lembrem-se, por favor, da clássica frase do Mahatma Gandhi:

“A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pela forma como seus animais são tratados.”

E olhem que nem falei do Parque Laje, onde, além dos animais, estão assassinando também as árvores. Inteirem-se.


(O Globo, Segundo Caderno, 16.10.2008)






E, com vocês...



A geladeira nova!

É o modelo side-by-side mais simples da Brastemp, que foi a marca mais recomendada nos comentários: adoro água e gelo na porta do freezer, mas não gosto nada daquelas portinholas para pegar coisas na porta da geladeira, displays de LCD e outras frescuras.

E é branca, porque eu ainda sou do tempo em que geladeira podia ter qualquer cor, desde que fosse branco...

Brincadeirinha: acho que inox, além de não ter nada a ver com a minha cozinha, é difícil de manter e qualquer coisinha logo se transforma num problemão. Geladeira branca a gente pinta e estamos conversados.

Comprei na Fast Shop, em 10 vezes sem juros no cartão. Também comprei uma garantia extra de dois anos. Sim, se eu pagasse à vista saia por R$ 4.500, em tese um bom desconto, mas inútil na prática, dado que não tenho essa grana no momento.

Agradeço MUITO a todos vocês que me ajudaram a pensar sobre o assunto! Como todo ser humano do sexo feminino sabe, comprar uma geladeira, ainda por cima cara desse jeito, é uma decisão das mais difíceis.

Ela chega na quarta-feira, dia 22, o que a torna, por acaso, uma espécie de presente de joelho quebrado. Quando estiver devidamente instalada aqui em casa, e com os novos ímãs todos arrumadinhos, vou fazer uma foto para vocês verem.

Mais uma vez, valeu, amigos!





15.10.08


:-)










Matou a pau!










E alguém duvidava?!









14.10.08




Uma lente não é tudo, mas é 100% ;-)

Nikon D60 | 105mm macro | 10mm-20mm






Piggy










No ateliê










Chez Bianco










Pronto! Agora podemos reclamar do calor!










Dos comentários

Fala, Nelson!
"Poucas coisas na vida são tão engraçadas quanto ver um petista defendendo a honra e a dignidade do Eduardo Paes. É muito gostoso."

Fala, Marcos!
"Inveja dos cariocos que têm a oportunidade de votar no Gabeira. Nós, aqui em Petrópolis, podemos fazer a opção entre uma grande nulidade e uma nulidade enorme. Por isso votaremos direto no nulo. Não tenho lembrança, nos meus 54 anos de vida de um quadro político tão medíocre aqui na serra. Dois candidatos semi analfabetos e despidos de qualquer resquício de vergonha."






Os camisas negras

Um dos maiores problemas do Eduardo Paes é a sua absoluta falta de sensibilidade política. Digo política, aqui, no bom sentido, se é que ainda há algum bom sentido nessa palavra: ele parece incapaz de perceber o que está tornando essas eleições tão interessantes, e o que está levando tanta gente a torcer pelo Gabeira.

Acontece que ninguém agüenta mais a antiga fórmula porca de se conduzir campanhas e governos. Gabeira não está conquistando eleitores apenas pela sua história, mas porque representa, sim, uma grande novidade, o raro político que não tem duas (ou três, ou quatro) caras.

Os eleitores querem gente decente no poder, ponto.

Será que é tão difícil entender isso?!

Ninguém agüenta mais debates em que, em vez de discutir saídas para a cidade, os candidatos ficam se agredindo. Ninguém agüenta mais ser feito de bobo -- ou alguém acredita, de verdade, que Paes e o PMDB não tiveram nada a ver com a marcha dos Camisas Negras contra Gabeira, e com a distribuição de panfletos apócrifos no Maracanã?

Sobretudo, ninguém agüenta mais políticos que, por um cargo, trabalham CONTRA a cidade, tentando dividí-la ainda mais, e acirrando ódios no clima já nada pacífico em que vivemos.

Sim, é verdade, Gabeira referiu-se à vereadora Lucinha como suburbana. Pisou na bola, mas este é um problema entre eles dois, Gabeira e Lucinha, por sinal já superado, e não entre Gabeira e toda a população dos subúrbios, como insiste Eduardo Paes.

Chega, caramba!

O Rio precisa de PAZ, não de Paes.

Em tempo: li que o pessoal do Gabeira está tentando tirar o Lula e a Jandira do programa do Paes. Bobagem. Não faz nenhuma diferença, pelo contrário. Que apareçam muitos e muitos políticos ao lado de Paes, como Sérgio Cabral, Vladimir Palmeira e Carlos Minc, que se mostraram belos traidores, Picciani, Garotinho, Lupi, Paulo Ramos...

Sinceramente? Quanto mais gente dessa laia se juntar ao Paes, melhor pro Gabeira.





13.10.08

Estranho, muito estranho

O cerumano adora um lugar comum. É por isso que, cerumana que sou, começo esta coluna dizendo que os Estados Unidos são um país de contrastes. Pensando bem, nunca vi nenhum país homogêneo, a começar pelo nosso, mas isso não é novidade; então voltemos à caixinha de surpresas que é aquele país do outro lado do Atlântico.

A maior potência tecnológica do mundo, o campeão de consumo de computadores, GPS, iPods e gadgets de toda a espécie –- e, no entanto, um desastre quando se trata de celulares (o que, de certa forma, explica o sucesso estrondoso do iPhone, mas isso é outra história).

O grau de incompreensão da coisa chega a ser constrangedor. Por exemplo: todos referem-se a seus celulares como modelos da Verizon, da AT&T, da T-Mobile -- que são operadoras, e não fabricantes. Mas isso porque as operadoras, lá, ainda usam aparelhos “customizados”, em que seu logotipo aparece mais do que a marca do fabricante, e sua interface se sobrepõe aos padrões estabelecidos mundo afora.

O resultado é que a variedade de modelos acaba um tanto restrita, bem como a sua funcionalidade. O Bluetooth, que finalmente foi descoberto pelos usuários, continua troncho e, em conseqüência, pouco usado para o que faz melhor, que é a troca de arquivos entre celulares. Lá, ele continua sendo, basicamente, um jeito de usar headphone sem fio.

(Agora mesmo, brincando com um iPhone 3G absolutamente legítimo, não consigo enviar fotos para qualquer outro aparelho. Já experimentei conectá-lo ao Nokia N95, ao Sony Ericsson K790 e ao Samsung V820, sem resultado. Todos reconhecem as respectivas existências, mas a transferência é impossível. Não descarto a hipótese de defeito ou má configuração no aparelho, mas já vi esse filme com alguns Motorola: por trás de tudo, estava a mão pesada da Justiça, pronta a fulminar infrações de direitos autorais.)

Os torpedos viraram febre. Segundo pesquisa da CTIA, uma das associações da indústria, em junho passado foram enviados cerca de dois bilhões e meio de torpedos por dia no país, um aumento de 160% em relação ao ano passado. No entanto, reparem bem, cada torpedo custa ao usuário 20 centavos de dólar! Um preço obsceno, sobretudo quando se leva em conta que os custos da telefonia móvel nos Estados Unidos são até razoáveis.

Na maioria dos planos, pré-pagos inclusive, sairia muito mais barato ligar e dar o recado em viva voz -- ainda que os usuários paguem em média 14.5% de impostos sobre os serviços, quase o dobro do que pagam sobre alimentos e bens de consumo. Em termos de transmissão de dados, uma mensagem de texto não é nada; calculando em Kilobytes, um Kb de torpedos custa, lá, quase US$ 1.500. Em suma: eles gastam mais para se comunicar pior.

Para nós (e para o resto do mundo), acostumados a pacotes de torpedos baratos, quando não gratuitos, tai uma equação que não faz sentido.


(O Globo, Revista Digital, 13.10.2008)






O N95 gosta de viver perigosamente










Hora do rush










Eu amo a minha cidade










O avião mais bonito que já existiu









12.10.08


Um bom dia para não fazer nada










Dúvida nascida da crise

Povo, seguinte: minha geladeira meio que já deu o que tinha de dar. É uma Frigidaire side-by-side ENORME. Eu gosto do formato, porque não tenho espaço para freezer. Além disso, o armário da cozinha é feito em função do dito espaço ENORME que ela ocupa.

Andei vendo alternativas. Os preço variam muito: alguns são altíssimos, outros são altos pra caramba, os topo de linha são altos praquilo mesmo que vocês estã pensando.

Numa média otimista e bem pra baixo, R$ 5.000.

Esses refrigeradores ou são importados, ou têm grande parte de componentes importados. Tenho medo de, nos próximos meses, os preços dispararem tanto que seja impossível comprar mesmo o mais barato menos caro.

Minha dúvida é a seguinte: money que é bom nós num have, mas todos os modelos podem ser vendidos em até 12 prestações iguais e imexíveis pelo cartão de crédito.

Vale a pena comprar agora?

Ou espero até o mundo acabar, o sistema financeiro tal como o conhecemos desaparecer de vez, e o comércio partir pro escambo?





11.10.08


Uma imagem que vale por mil palavras




Até a semana passada, eu não sabia quem era Eduardo Paes.

Sim, como todo mundo, eu também acompanhei a CPI, e também vi o seu desempenho, que então me pareceu digno e correto. Conheço os seus dados biográficos, embora tenha sido poupada do horário eleitoral gratuito -- mas duvido que a TV me desse maiores informações sobre o que, a meu ver, conta de verdade.

O caráter do candidato.

Agora, porém, depois do pedido de desculpas ao presidente e aos seus familiares, eu sei exatamente quem ele é: um político típico, antigo, sem espinha dorsal, daqueles que faz qualquer negócio por um cargo, inclusive passar por cima da própria consciência.

Não que eu não acredite que as pessoas não devam pedir desculpas. Pelo contrário; saber pedir desculpas é uma qualidade de grande nobreza.

Mas há desculpas e há desculpas.

A gente pede desculpas por eventualmente emitir um conceito que magoa, por perder a cabeça no calor de uma briga e dizer algo que não devia, por fazer do outro uma idéia que não corresponde à realidade.

Mas a gente não pede desculpas a um chefe de quadrilha por apontá-lo pelo que ele é, chefe de quadrilha; nem pede desculpas a uma mãe por duvidar da honestidade de um filho seu de 30 anos que, de biólogo mal remunerado, passou a gênio de tecnologia e fazendeiro milionário no curto espaço de uma presidência.

Não, pelo menos, sem ter em mãos uma prova concreta, cabal, de que tudo não passou de um gigantesco mal entendido.

Nesse caso, se Eduardo Paes tem em mãos essa prova, deveria apresentá-la, urgentemente, ao Congresso e à imprensa. Até porque, se tal prova existe, tudo o que sabemos da História recente do país está errado, e muda radicalmente.

Até segunda ordem, contudo, os fatos permanecem os seguintes: do momento em que Eduardo Paes fez as denúncias na CPI até hoje, nada de novo veio à luz para esclarecer as relações do presidente com os criminosos do mensalão, ou para justificar o súbito enriquecimento de Lulinha.

Do jeito que as coisas estavam, assim continuam. Apenas o escândalo, suplantado por outros escândalos, saiu das manchetes.

Pergunto, então: quando é que Eduardo Paes estava enganando a gente? Na época da CPI, fingindo uma indignação que não tinha, ou agora, oferecendo desculpas falsas e subservientes em troca do apoio do PT?






Quantos Lula vale uma Marina?









10.10.08


É muito difícil fotografar no armário










Dobraram de tamanho!










Millôr e Chico










Fala, Niemeyer!

"Ele (o Gabeira) procurou o caminho certo, necessário para levar este país para a frente neste período tão difícil. Difícil, mas com otimismo, que é o caminho do Lula. Acho o Gabeira tão mais coerente, tão mais sensível aos problemas. Vai ganhar facilmente esta eleição. É uma figura importante, com um passado de luta, um grande brasileiro. É uma pessoa que a gente segue com interesse e entusiasmo. Sempre lutou a vida inteira pelo povo. Temos plena confiança neste amigo." (Oscar Niemeyer)






Jac, explica aquele lance do dólar?












With a litte help fom our friends

Pessoas, com o dólar na estratosfera, este é um grande momento para clicar nos anunciozinhos de seus blogs favoritos!

Não falo por mim, claro, pois o Google proíbe terminantemente que se peçam cliques em causa própria e quem sou eu para desobedecer, mas aí estão a VanOr, o Pedro Dória, o Guilherme Fiúza, o Bem Legaus e tantos e tantos outros...





9.10.08


A frase do dia

"Eu sei que o Eduardo Paes sempre se preparou para ser prefeito, passou a vida toda se preparando para ser prefeito. Eu passei a vida toda me preparando para a vida toda.”

FERNANDO GABEIRA, no debate do Globo.






Com Beto e Fal










Está bombando!










Olha ela aí, gente!








Gentem... é hoje AGORA!!!

YIKES!!!

O livro da Fal!!!

Na Livraria Prefácio, Voluntários da Pátria, 39.

Vambora, correndo, que dá tempo!!!

E, falar em Fal:
"São Paulo... a cidade que elege o Chispita. E agora guenta o povo com miolo de minhoca enchendo minha caixa postal (e outras partes de minha mimosa anatominha), explicando porque Kassaba é melhor que a Fia. Ou, mais sensacional ainda, porque a Fia é melhor que Kassaba. Ide para casa, meus filhos. Ide para casa, cobri vossas cabeças de cinzas, meditai, meditai muito, arrependei-vos, pedi perdão. Não cometais a infâmia de afirmar que é um pior que o outro, meus filhos, não sejais canalhas. (Silvana, cuida aí dos verbos)."

Corre aí, povo!

(Tou chegando, Fal, tou chegando!)






Aos que chegam

Por esses dias, muita gente nova tem aparecido no blog -- ou, pelo menos, muita gente que ficava quietinha antes pegou coragem de comentar.

Pois sejam todos muito bem-vindos!

O botequim fica aberto 24hs e tem gente de todos os tipos -- os íntimos, que já vão sozinhos no balcão, pegam cerveja e empadinha, os chegados, que ficam num cantinho bebendo seu refrigerante ou a sua batidinha, vendo o mundo passar e de vez em quando dando uns pitacos, os tímidos, que chamam o garçom, por favor, obrigado, e têm medo de atrapalhar -- enfim, como em qualquer lugar aconchegante, seja na internet ou na chamada vida real.

O importante é que, cada qual à sua maneira, todos sintam-se bem.

Ah, sim: eu nem sempre respondo aos comentários, mas não é que não preste atenção neles, pelo contrário. Não é nem falta de educação nem de carinho; é falta de tempo, mesmo.






Mas que frio!










'Vaza, pirralho!'










Não é que deu de filar a bóia alheia?!










Diálogos de viagem

Uma das grandes vantagens de ter blog é que só se está sozinho quando se quer. Acho que foi por isso, por essa sensação de companhia eletiva, que o meu blog, que nasceu em 2001 como um caderno de anotações tecnológicas, virou, com o tempo, uma espécie de Querido Diário, onde, sempre que viajo, documento as etapas do percurso em tempo real. Faço isso através de fotos que tiro e envio com o celular; o resultado é que, numa fração de segundo, quem estiver de passagem pelo blog acaba ao meu lado, onde quer que eu esteja. Às vezes a comida ainda está quente no prato, e já há comentários sobre o restaurante, a receita e a quantidade de calorias de cada garfada. Vivo, com isso, o melhor de dois mundos: tenho a liberdade absoluta que tanto amo, sem levar a solidão de contrapeso.

Agora mesmo, nas férias, mesmo acompanhada pela família e por amigos, a turma do blog deu um tempero todo especial às aventuras nova-iorquinas. Um dia, lá fui eu com a Bia, torrar despreocupadamente alguns dólares. O mundo estava à beira do precipício, mas, como o presidente Lula, nós achávamos que o problema não era nosso; e enquanto a Bia escolhia uns bronzers e uns batons, eu escolhia um cantinho discreto para fotografar a criatura aí ao lado. Sei que hoje em dia cabelo azul é muito normal, mas ainda sou do tempo em que esse tom, se me permitem a expressão, causava espécie.

Como a maioria das fotos roubadas e feitas às pressas, especialmente com celular, esta também ficou uma bobagem, mas justificou plenamente sua existência quando, na volta para casa, dei com um comentário da Matilda Pena, de Salvador, que tem sempre a oração certa para toda e qualquer emergência:

“Senhor, me poupe da visão de cabelos horríveis, principalmente dos azulados como dia de quase começo de primavera em cabeças não tão jovens, me poupe deles, Senhor, porque hoje é sábado e certas visões pela tarde podem me enfartar.

Senhor, me poupe da visão de roupas apertadas, principalmente das pretas como noites sem luar de quase começo de primavera em corpos não tão magros, me poupe delas, Senhor, porque hoje é sábado e certas visões pela tarde podem me traumatizar.

Senhor, me poupe da visão de saias curtas sem noção, principalmente das tortas no corpo como jaqueiras plantadas nos descampados plenos do vento de quase começo de primavera, me poupe delas, Senhor, porque hoje é sábado e certas visões pela tarde podem me fazer descrer na humanidade.

E obrigada, Senhor, pela grande lição, eu acordei hoje me achando um bucho, mas o senhor me mostrou, de modo traumatizante, mas mostrou, que eu sou normal, Senhor, que eu tenho simancol, Senhor, que eu tenho espelho, Senhor, obrigada por isso, Senhor, continue cuidando de mim para que eu nunca perca isso, Senhor, amém!"

* * *

Pouco depois de dar gargalhadas com a Matilda, quase me desmancho com a Lúcia Latorre. Uma vez publiquei a foto que a Bia fez de uma casinha de madeira no Paraná; pobre, humilde, mas estalando de limpa. Em cada detalhe se notava amor, capricho e dignidade. Pois a Lúcia, que nasceu e cresceu numa casinha igual, e que na época ficou muito tocada com a foto, me escreveu, então, para falar da sua infância e do sonho de viver numa casa de alvenaria. O texto era tão bonito que não resisti, e acabei publicando-o aqui também. Pois vejam o que ela escreveu dessa vez:

“Pela primeira vez, acompanho uma viagem sua e sei do que você está falando. Pois é, eu também estive em Nova York. Em maio, eu e minha filha, depois de um ano de muita, muita economia, nos aventuramos. Primeiro Cancun, numa daquelas excursões, depois Nova York, sozinhas. Sem espikar nadinha, nós nos aventuramos, alugamos um quarto na 86, e saímos a desbaratar a cidade. Fizemos o roteiro direitinho; vejo agora pela sua viagem. Museu de História Natural, Metropolitan, Moma, O Rei Leão, Marco Zero, Estátua, Museu do Imigrante, Central Park, Dakota, e outros tantos. Ficamos 11 dias e foram dias muito felizes.

Acredita que eu, que vim lá daquela casinha de madeira, de repente estava comprando Lancôme e Mac na Saks e na Bloomingdale? Imagina o que seja isso? Sabe que todos os dias eu tomava café da manhã com os pés na janela, admirando o Rio Hudson? E eu ficava tão feliz.

Desde 2005 que leio seu blog. Suas viagens é que me inspiraram. Antes, nunca tive coragem de viajar. Mas você viajava, mostrava fotos dos lugares, as pessoas comentavam, conheciam, fui garrando um ódio de não conhecer nada, fui garrando uma birra de ser tão ignorante.

Tou curtindo pela segunda vez Nova York, agora através da sua viagem. Fico esperando você postar, agora eu sei, conheço, você que viajou tanto não faz idéia do que isso significa, parece que eu aprendi a ler. Porque agora eu leio com outros olhos. Obrigada, viu, Cora."

Fiquei comovida demais. Porque imagino, sim, o que seja ir da casinha modesta até Nova York; porque a Lúcia não só foi feliz como soube perceber que era feliz e curtiu o momento; e, lógico, pela parte que me atribuiu e pela linda analogia que fez com a leitura.

É verdade, viajo muito. Mas em todos esses anos e em todas essas viagens, nunca deixei, uma vez sequer, de agradecer à minha boa estrela. Cada vez que piso num aeroporto, cada vez que entro num avião, cada vez que respiro o ar de uma cidade diferente, fico arrepiada, pensando no que foi que eu fiz para merecer tanto.

Espero morrer sem perder esse encantamento -- que tenho com tudo, e que é, no fundo, a essência da felicidade.


(O Globo, Segundo Caderno, 9.10.2008)





8.10.08


Mandou bem, Néria!


Façam sua escolha

O que vocês preferem?

Um prefeito de sunga, que não tem nada a esconder e que é a cara do Rio, ou um mauricinho de terno sob medida?
É isso aí! Vamos assumir de vez a sunga, a dignidade e a moral.

Desde quando o hábito faz o monge?






Amarrando cachorro com lingüiça

O que mais me irrita n'A Crise -- além, lógico!, de ter feito compras nos Estados Unidos pensando no dólar a 1,64, e agora pagar a 2,17 -- é que os economistas, que fizeram essa engronga toda, continuam a ser ouvidos pelos jornais como Grandes Sumidades.

Perdão, mas o que os credencia a dar palpite?

Mal comparando, dar ouvidos ao que dizem é como ouvir torturadores e assassinos, a sério, a respeito de medidas contra a violência.

É óbvio que os caras não sabem nada de nada, nem têm a menor idéia do que fazer, a despeito de seus imponentes diplomas e mais imponentes ainda salários. Se soubessem, ou tivessem, o mundo não estaria como está.

A profissão deveria ser posta fora lei -- ou, no mínimo, seriamente reavaliada. Até lá, os responsáveis pelo desastre poderiam defender o seu fazendo jardinagem, passeando cachorro, costurando para fora ou exercendo outras atividades inocentes, que não ponham em risco as economias e a vida de ninguém.

Já os jornais deveriam ouvir pessoas que conseguem sobreviver com salário mínimo. Elas sim, entendem de dinheiro.






O Lucas me mandou no outro dia. É brincadeirinha, mas é verdade. Ou vice-versa.






Keaton está chocada com o dólar









7.10.08


Vejam que artista fantástico a Cris Carriconde descobriu!










;-)










Outro mundo










Por outro lado...










Acho que por ele está ótimo...










Agora só falta arrumar










Pombos!










Um pouco de klezmer


Com vocês, Nign (Melodia), com meu ídolo Itzhak Perlman e o grupo The Klezmatics.






Política, políticos

Teve gente me perguntando por que não fiz propaganda para o Gabeira (ou, de resto, para qualquer outro candidato). Explico: normas do Globo. Nenhum de nós pode escrever em quem vota, já há várias eleições, porque, no dia seguinte, caem os outros partidos com reclamações, quando não processos, em cima da gente e do jornal, nos acusando de favorecer A, B ou C.

É uma dor de cabeça, para não usar expressão mais adequada, porém menos elegante.

Eu achei que já estaríamos mais sofisticados, politicamente falando, mas aí está a Jandira que não me deixa mentir, culpando a imprensa pelo seu pífio desempenho.

De qualquer forma, os gatos aqui em casa são Gabeira desde criancinhas e estão cheios de gás e de esperança em relação ao segundo turno.





6.10.08


Sensacional!










A obra começa a chegar ao fim










Enfim, boas notícias!










Laura na Casa do Saber

Bom, dessa vez, pelo menos, a Laura avisa com alguma antecedência! Ainda há tempo para se registrar no seu curso Quem tem medo de música clássica? -- Uma abordagem crítica para quem tem vergonha de criticar.

O curso, dividido em quatro encontros, começa nessa quarta, dia 8, às 17hs, na Casa do Saber.

Eu recomendo, não porque a Laura é minha irmã, nem porque ela entende horrores do riscado, mas porque assistir a uma aula sua é, de fato, um raro prazer, e uma daquelas experiências que não se esquece. Nossa relação com a música, e com a arte de apreciar música, muda para sempre; e, imortante!, para melhor, muito melhor.


Na pensão da dona Laura






Noite feliz

Hoje é fácil desejar boa noite a todos: ontem foi um grande dia!

Estou muito, muito feliz; os gatos aqui em casa são todos Gabeira.

Há tempos nenhuma eleição me dava qualquer alegria -- passar a vida votando em "menos piores", depois de tanta luta para ter eleições diretas no país, tem sido muito frustrante.

Agora é ver o que vem por aí.

No mínimo, no mínimo, vai ser divertido acompanhar a ginástica retórica do PT, depois do apoio explícito de Lula ao Crivella (vade retro!).





5.10.08

Deu no Globo Online:

Gabeira está no segundo turno!!!
"Eleições no Rio: com mais de 95% das urnas apuradas, Paes tem 32,04%, Gabeira 25,76% e Crivella, 18,9%.

Faltando apenas 198.693 votos a serem apurados no Rio, o candidato Marcelo Crivella (PRB) não tem mais como alcançar Fernando Gabeira (PV) na disputa pelo segundo turno. Com 95,67% das urnas apuradas, Eduardo Paes (PMDB) tem 32,04% dos votos (1.005.509), contra 25,76% (808.297) de Fernando Gabeira (PV) e 18,90% (593.227) de Marcelo Crivella (PRB). Com o resultado, Paes e Gabeira disputarão o segundo turno no dia 26 de outubro."






Eles não estão com o título em dia










Já andei tanto por essas rampas...










No caminho de volta










É muito bom votar com gosto!










Eleitora a caminho do dever cívico









4.10.08


Suzy










Memel










A mãe está muito na dela, toda feliz










Gracinhas!










Rabo de rato










Eles já cresceram um pouco










Vida de celebridade é fogo...









3.10.08


Batcat




Benzion Witler | Schlof, Mein Kind

Para quem achar estranho o alemão da música: não é alemão, é ídiche. Ou, na maravilhosa definição de um dos personagens do filme Trem da Vida, "alemão com senso de humor".

(Na verdade, ele diz o contrário, mas para o caso dá na mesma)






Happy hour na Irineu Marinho









2.10.08


Um cantinho especial dentro do armário





Foi muito emocionante acompanhar o nascimento dos gatinhos.

Eu já tinha alguma experiência: a Tati teve dois filhotes aqui em casa, e a Keaton cinco. Claro que, sendo a Keaton quem é, não podia ser num dia qualquer. Netcat e seus irmãos vieram ao mundo entre as 22hs de um dia 31 de dezembro e as 3h do dia 1 de janeiro. Eu estava todinha de branco, pronta para sair.

Foi um Réveillon inusitado. Troquei de roupa e fiquei muito feliz em casa com ela. À meia-noite, sozinha, bebi uma taça de champanha para comemorar o ano e os gatinhos novos.

A Esperança teve um parto tranqüilo, sem qualquer complicação. Queria porque queria que a Heliana ficasse ao lado, fazendo carinho; e aceitou a minha presença muito bem. Ronronou para mim, me deixou coçar a barriguinha, não se chateou quando eu pegava os gatinhos que já tinham nascido para que ela ficasse mais à vontade para ter os outros.

É uma das gatas mais mansinhas que já vi.

Quanto aos filhotinhos, são cara de um focinho do outro. Todos super saudáveis, muito bonitinhos, com uns bigodinhos minúsculos e lindos, e patinhas que mais parecem pés de pintinhos.

Foi uma noite e tanto! :-)






Tá com jeito que acabou...










Todos juntinhos










Dando um tempo com a tia










Em termos de variedade, um fracasso...










Os ratinhos mamando










Ainda faltam um ou dois










O segundo não acha o restaurante










No colo da vó










Mais um!










Não era golpe... :-)










Eu amo a minha cidade










Irresistível!










Isso não vai dar certo...









Nova York, sete anos depois

Houve um tempo em que eu ia tanto a Nova York que sabia de cor os números dos vôos e seus respectivos horários. Eram viagens curtas, de trabalho, mas naturalmente sempre sobrava um pouco de dia aqui e um pouco de noite acolá, que ninguém é de ferro. A última dessas viagens aconteceu em julho de 2001 e, numa de suas pontas livres, fui, a convite de um colega que escreve sobre vinhos num jornal de São Francisco, àquela que seria, supostamente, a melhor biblioteca de garrafas do mundo. Não bebo nem me interesso por vinhos, mas o papo era bom e a vista, imbatível. E assim é que, afundada numa daquelas poltronas king size em que cabe uma família de tamanho médio, vi o anoitecer de uma das janelas do 107 andar do World Trade Center.

O céu estava limpo, o Empire State e o Chrysler Building pareciam pequenos e, à medida que escurecia, as luzes de Manhattan se acendiam uma a uma, como num filme. Visto lá do alto, o mundo era belo, comportado e confiável. Sobravam menos de três meses de vida às duas torres; sem saber, porque dessas coisas a gente só sabe depois e aí o coração se aperta, “Ah, se eu soubesse...”, estávamos vivendo o fim de uma era.

Quando a poeira literalmente baixou e a indústria de tecnologia voltou a considerar Nova York ponto de encontro viável, eu, que antes me sentia tão em casa na cidade, já tinha perdido qualquer vontade de viajar de novo aos Estados Unidos. A cultura do medo implantada pelo governo era visível a olhos nus de qualquer ponto do planeta, e os direitos humanos e as liberdades individuais, antes tão caros aos americanos, sofriam golpe após golpe sem que se ouvisse uma voz dissonante na imprensa. O incêndio do Reichstag, apropriado pelos nazistas em 1933, estava a meia hora histórica, e a lembrança, para quem cresceu à sombra das suas conseqüências, não era bom presságio.

* * *

Após sete anos evitando ao máximo atravessar o Atlântico, como quer a peculiar geografia do presidente, com muitas milhas sobrando e razoavelmente animada com a mudança de ventos prenunciada pela candidatura do Obama, decidi tirar férias em Nova York. De acordo com os residentes com quem conversei, a cidade está mais segura do que jamais esteve. De fato, contam-se mais turistas ostentando câmeras num só quarteirão do Times Square do que em toda a orla do Rio, e olhem que, em termos de fotos, a nossa orla dá de dez. Eu mesma, em nenhum momento, me senti apreensiva em relação aos meus pertences.

Mas depois de 15 dias ouvindo as sirenes das viaturas, depois de topar com duplas de guardas portando armas exclusivas de traficantes em quase todas as esquinas, depois de passar por uma verdadeira revista de aeroporto para levar meus netos à estátua da Liberdade, acho que a palavra que escolheria não seria “segura”; seria “paranóica”. Eu não estranharia se, passeando pelo Central Park, desse de cara com um caveirão ou com uma divisão de tanques.

* * *

Os sinais de que a economia não vai bem poderiam ter passado despercebidos se eu não acompanhasse o noticiário. Ainda assim, num supermercado do Village, um cartaz colado na porta pedia desculpas pela falta de certos produtos, garantia que todos na casa estavam trabalhando duro para resolver o problema e agradecia a fidelidade dos fregueses. E num domingo, passando pela Sétima Avenida, havia um ajuntamento enorme em frente a um prédio. Eu estava de carro, com amigos, e não conseguimos estacionar para fazer a foto histórica: o prédio era a sede do Lehman Brothers, e as pessoas, suponho, seriam investidores ou funcionários em busca de notícias. No dia seguinte, o banco pediu concordata.

A máquina do consumo frenético vai bem, obrigada, e ignora solenemente a crise, sobretudo nas lojas mais caras e extravagantes. Ela consumiu meus dólares, minhas melhores intenções e o que ainda restava da minha crença de que um espírito forte e disciplinado tem poder sobre cartões de crédito. Mas numa cidade que berra “Compre! Compre! Compre!” o tempo todo, é preciso ser santo (ou surdo) para não cair em tentação.

* * *

Nova York me deu a impressão de estar mais cheia, e certamente está mais neurótica, do que há sete anos. Continua linda, irresistível e insuportável, um universo de contradições que dá muito o que pensar. Há uma xenofobia latente no ar, paradoxal e patética numa metrópole feita de estrangeiros; tenho a sensação de que todos se detestam, mas, até por saberem disso, fazem um enorme esforço de convivência.

Apesar da tensão e da insegurança permanentes, a tônica da cidade não é a violência. As notícias de polícia ocupam um espaço modesto no jornal, como ocupavam no Rio da minha juventude. Pego o New York Times e imagino como deve ser interessante fazer um jornal que pode se dar ao luxo de ter uma primeira página tão variada. Nos jornais cariocas estamos, há tempos, sendo pautados por uma guerra civil que não podemos ignorar, e da qual não há mais como fugir.

* * *

Fui ao hotel Algonquin visitar Matilda, a gata. Para minha alegria ela está viva e bem. Fez 13 anos no dia 8 de agosto e ganhou uma festa surpresa: funcionários e hóspedes cantaram parabéns e brindaram em sua homenagem. A imprensa compareceu em peso.


(O Globo, Segundo Caderno, 2.10.2008)




O voto da VanOr






1.10.08


Até agora, nada...










Esperança, vulgo Sassá










Eles foram bonzinhos e me ajudaram muito










O último morango