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31.12.07
Duas imagens para encerrar as atividades de 2007 Keaton, pedindo para entrar no banheiro para brincar de água O último pôr-do-sol do ano21:40
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Um restinho de 2007

18:51
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Chico

14:49
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:-)

14:26
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Adeus, 2007!
Enfim, aos trancos e barrancos, chegamos ao fim de 2007 -- quase. Ainda faltam algumas horas, mas já dá pra ver 2008 despontando logo ali. E o mínimo que eu posso fazer é agradecer muito, muito, muito à força que vocês me deram nesse ano que passou: agradecer a presença de todos por aqui, as conversas divertidas, o carinho e as energias positivas que tanto me ajudaram a atravessar os momentos difíceis com o joelho quebrado e, ainda agora, com o baita susto que a Keaton nos deu. Que 2008 traga saúde e felicidade para todos, que os seus melhores sonhos se realizem, e que, ao olhar para trás daqui a 367 dias, vocês possam, sem nenhuma dúvida, inclui-lo entre os grandes anos das suas vidas. 01:18
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Menina, nem te conto...!

00:24
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30.12.07
Lar, doce lar...

21:11
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YESSSSSS!!!

20:35
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Ela volta pra casa daqui a pouco!
Keaton e Ju Keaton, VanOr e a dra. SimoneA Ju me mandou essas fotos da clínica: a Keaton teve alta e daqui a pouco vem pra casa. QUE FELICIDADE!!! 18:33
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Enquanto isso, na clínica... (foto Van)

17:48
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Chamada geral para um mutirão bacana...
 e um XBox 360 para sorteio entre os leitores do blog!Pessoas, este blog tem o orgulho de apresentar uma super promoção exclusiva para os seus leitores! A empresa do Paulinho tem uma meta de usuários estabelecida para garantir o desenvolvimento do Virtual Ventures, um dos sistemas em que trabalham no momento. Já estão quase lá. Faltam 106 usuários até o fim do ano, mas, como o fim do ano está em cima do laço, eles pedem a ajuda urgentíssima de nós todos aqui do blog. Se conseguirmos preencher a cota a partir do blog, haverá um XBox 360 a ser sorteado só entre nós -- vale dizer entre vocês, já que eu não conto por ser mãe dele. É uma corrida contra o tempo, mas acho que 106 registros a gente consegue, não? Convoquem a família, os amigos... e registrem-se a partir daqui do internETC! O registro é muito fácil: basta nome, sobrenome, email, criar nome de usuário e senha. Ninguém precisa fazer nada além do cadastro -- embora, é claro, eles fiquem contentes se alguém quiser se aventurar pelo sistema (ainda em Beta) e mandar feedback. Então, vamos correr atrás desse XBox 360? 01:04
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29.12.07
Na clínica noturna (fotos da Jussara)
  19:40
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Boletim Veterinário IV
As fotos que a Jussara fez na clínica só não dispensam palavras porque, infelizmente, a Keaton ainda não pode voltar para casa: está na caixa de transporte para ir para a clínica da noite. Mas, como se vê, já é a gatinha de sempre, cheia de atitude. A situação está assim: clinicamente ela está bem, mas os exames de laboratório ainda acusam traços daquelas cetonas perigosíssimas. Keaton só pode ter alta quando estiver totalmente livre delas. Segundo a dra. Adriana, está por pouco. Amanhã, provavelmente, vem para casa. E vem com acompanhamento de luxo, a sua Personal Vet Van, que vai checar para que tudo esteja OK na volta ao lar. Quem tem amigos tem tudo, não é não? :-)))   19:14
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Pipoca, ontem à noite: saudade!

15:20
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Boletim veterinário III
Acabo de voltar do Palaphita, onde fui espairecer com a Van e com a Bia, que passou a pior parte do cortado com a Keaton: foi ela quem levou a bichinha desfalecida para a Gatos & Gatos, e é ela quem a tem pegado lá à noite, transferido para a outra clínica e, no dia seguinte, às sete da matina, a tem levado de novo para a Gatos & Gatos. Assim que chegamos, a Van ligou para a clínica onde a Keaton passa a noite. Temos, portanto, notícias fresquinhas. A Keaton não tem febre, já come e bebe água sozinha, e a glicemia está tão mais tranqüila que, agora, só a medem de duas em duas horas. Outra coisa importante: o nível de cetona (help! é isso mesmo?), que estava em quatro cruzinhas, baixou para uma só. Em suma: ao contrário da bípede que vos tecla, Keaton caminha a passos largos para a recuperação. :-)))01:08
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Com Miúdo e Mário

00:37
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28.12.07
Meu "segundo lar"

23:54
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Adorei essas petecas

22:45
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Boletim veterinário II
Acabei de falar com a veterinária e... a Keaton está fora de risco!!! Vai ficar internada ainda por um dia ou dois, vai ter que tomar insulina e talvez outros remédios, mas dessa -- toc, toc, toc -- pelo visto escapou. Mais uma vez, muito obrigada pela força: o apoio de vocês está dando uma segurada e tanto nas pontas dessa blogueira sentimental. 20:49
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Boletim veterinário
Boas notícias! A Keaton continua internada, mas já está se alimentando sozinha, o que é bem mais do que meio caminho andando; ontem à noite, quando a Bia e VanOr levaram uma camiseta minha para ela, para que sentisse um cheiro familiar por perto, levantou-se e ajeitou-se em cima dela. Ainda não se sabe quando vem para casa. Só vou ficar realmente tranqüila quando a bichinha já estiver por aqui, mas -- ufa, que alívio! :-)12:18
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27.12.07
 Pedimos torcida, por favor!A Keaton acaba de ser internada na Gatos & Gatos; está com uma coisa chamada ceto-acidose diabética que é, aparentemente, muito grave. As próximas 36 horas são críticas. Não vou esconder de vocês: estou apavorada. Update: Keaton continua na clínica, mas parece que está um pouco melhor. Está alerta, mas continua desidratada e a glicemia ainda não está estabilizada. De muito alta foi para muito baixa. Segundo me explicou a VanOr, que foi com a Bia visitá-la e transferi-la de clínica (a Gatos & Gatos não é 24hs, de modo que ela vai passar a noite ali perto e volta de manhã), encontrar a dose ideal de insulina para qualquer bicho ou pessoa é difícil, e é isso que eles estão tentando fazer. Muito obrigada pela torcida, pelos votos, pela força! Vocês são o máximo. 14:01
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26.12.07
 Sonhos nas revistas, pesadelos nas ruasCronista faz rápido balanço de 2007 e pede menos joelhaços para 2008Parece que foi há anos – muitos anos, quase uma outra encarnação, quando eu nem reparava que tinha joelho e corria despreocupada por aí, ignorante do milagre maravilhoso que é andar, só e simplesmente andar: pôr um pé na frente do outro e, repetindo sem pensar este movimento, percorrer todas as distâncias. Na verdade foi em setembro, outro dia pelos meus parâmetros antigos, e eu estava em Londres, na Marks & Spencer, percorrendo as suas intermináveis galerias (se é que é assim que se chama aquele espaço que se forma entre as prateleiras de roupas), quando um casal começou a conversar em húngaro perto de mim. Húngaro, vocês sabem, é o idioma dos meus pais, língua que, desde criança, sempre considerei uma espécie de código secreto dos Rónai; de modo que basta alguém falar húngaro perto de mim para que eu me ponha em alerta. O diálogo, travado por trás de uma fileira de vestidinhos bem bonitos, era banal: um homem e uma mulher discutindo a mercadoria de uma loja no estrangeiro. -- Mas é incrível, -- dizia o homem. – Essa loja é tão famosa, e aqui não tem nada! Qualquer roupa lá em casa é mais emocionante. Nada?! Na Marks & Spencer?! Pois o estabelecimento em questão é, pelos meus parâmetros, o empório que tem tudo, sobretudo coisas dificílimas de encontrar, como saias compridas quando minissaias estão na moda, ou calças de cintura normal quando o que se usa são cinturas vertiginosamente altas ou baixas. O meu quase-conterrâneo tinha razão, contudo, ao observar que qualquer coisa em Budapeste (ou no Rio, ou em Istambul, ou em praticamente qualquer lugar do mundo) é mais emocionante do que o que se encontra lá. E este conceito, o das “roupas emocionantes”, ficou martelando na minha cabeça. * * * A Marks & Spencer é a versão capitalista do que seria, imagino, uma loja chinesa nos tempos do Mao. Tudo igual, mas, viva o mercado, de tudo muito, e em todos os tamanhos e feitios. A mesma blusa é vendida em versões específicas para altas e baixas, subdivididas em tamanhos para gordas e magras; a mesma saia é vendida em todas essas opções, mais variantes de comprimento, ou seja, acima dos joelhos, abaixo dos joelhos e no meio da canela. Até os sapatos vêm com salto alto, médio ou sem salto, para pés largos, finos ou médios. Há algumas variações de cores e o corte é geralmente ótimo; vossa cronista, definitivamente baixinha, mais ou menos gordinha, incapaz de comprar um jeans que não precise de mil ajustes na sua cidade natal, encontra, na Marks & Spencer, excelentes jeans que lhe caem como se tivessem sido feitos sob medida. E que, aleluia, duram muitos e muitos anos, porque Londres, afinal, não fica propriamente na esquina. * * * A maioria das pessoas que fazia compras estava, como eu, vestida de Marks & Spencer ou, pelo menos, de roupas com o jeito da loja: não exatamente na moda, certamente sem emoção, mas muito corretamente, ou seja, do melhor jeito que uns 80% dos seres humanos saídos da infância podem aspirar a se vestir na tarde corriqueira de um dia trivial. Esse conceito, contudo, está longe do universal: basta ver a quantidade de pessoas menos do que perfeitas e mais do que jovens que se ajeitam, como podem, em “roupas emocionantes”, freqüentemente à luz implacável do meio-dia. Numa “esquina” entre duas prateleiras avistei, afinal, meu casal de húngaros. Cerca de 40 anos, nem altos nem baixos, ela bonita e perfeitamente normal, vale dizer cheinha pelos padrões anoréxicos da moda. Ficaria linda em qualquer daqueles vestidos sem emoção, mas certamente over, se não ridícula, nos balonées ultra emocionantes das vitrines das lojas chiques. * * * Por que me lembrei disso agora? Para dizer a verdade, não sei – mas suponho que tenha a ver com as revistas de moda, minhas companheiras deliciosas de estaleiro, cujas páginas vibram com a emoção de roupas inatingíveis vestidas por meninas que não existem. Em outras palavras, com a diferença entre sonho e realidade, e com a melancólica constatação do abismo entre os dois: afinal, quem se interessaria por revistas cheias de senhoras comuns, de meia-idade, desfilando roupas sensatas?! Seria um tédio inenarrável. Por outro lado, certas modas fariam bem em não sair do terreno dos sonhos, que tão bem lhes serve, em vez de virar pesadelos nas ruas. * * * Para mim, 2007 foi um ano e tanto; pesados os prós e os contras, um ano muito bom. Trabalhei, li, mudei de computador, viajei, fiz planos, lindos celulares passaram pelas minhas mãos, tive dissabores, entrei horrivelmente no vermelho, saí do outro lado e fui premiada com o Irineu, o gatinho abandonado que hoje é uma das alegrias quadrúpedes da casa. Sim, é verdade, fui atropelada em outubro e só agora, mais de dois meses depois, começo a me virar com as muletas. Em compensação, contei com o carinho dos leitores, com o apoio precioso dos meus amigos de coração e, acima de tudo, com a benção de ter minha Mãe a meu lado durante todo esse tempo. Portanto, se 2008 vier igual, vem de ótimo tamanho – embora eu agradeça desde já ao Todo Poderoso se, ao longo dos próximos 371 dias, Ele der um jeitinho de me poupar de joelhaços. * * * Feliz Ano Novo! (O Globo, Segundo Caderno, 27.12.2007)23:39
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Para um novo ano

19:53
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Lucas: siamês dente-de-sabre

15:15
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25.12.07
Teve até coco na parada

21:11
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Programa completo!

21:05
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Vista para a árvore

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Minha "motorista"

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Eu também estou aqui!

19:57
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Todo mundo lá embaixo

19:15
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24.12.07
Chamego de Natal

(Foto da Júlia)
21:42
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Skypeando

21:13
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23.12.07
(Irineu, por Neria)22:56
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Olha eles aí!

18:01
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Extra! Extra! Lucas finalmente faz uma foto de baixo pra cima!
17:50
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Loja de queijos em Londres, por Heliana

17:47
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Keaton

17:03
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Velhos hábitos...

13:27
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22.12.07
FELIZ NATAL! (O cartão canta: é um link, que agradeço ao querido CAT)01:43
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Notícias gerais
Parece ridículo, e provavelmente é, mas acreditem: nos últimos dias mal tive tempo para respirar. Muitas visitas, muita farra familiar com a volta da Laura, preocupação com a Keaton que está adoentada, enorme confusão com a bagunça da casa e com o escritório (onde as estantes ficaram prontas), muita fisioterapia e musculação. Entrei numa nova fase: aluguei uma cadeira de rodas com a qual posso sair um pouco de casa e, conforme previsto, chego ao Natal de muletas. O andador está dobradinho no canto, para uma emergência, mas o conforto de ter aquelas quatro patas auxiliares para me sustentar já era. Piso levemente no chão com o pé esquerdo, embora ainda não me apoie nele. As muletas (que volta e meia chamo de lunetas, vá entender) me dão muito mais agilidade do que o andador. Daí que, pela primeira vez em dois meses, estou indo para o outro lado da sala (a musculação agora é lá), fuçando o closet e, até, à noite, antes de ir dormir, parando no escritório para admirar o new look do meu cantinho de trabalho. Hoje (ainda estou na sexta) mal consegui abrir o computador. Como a vida de todo mundo está ligeiramente caótica, só terminei a fisioterapia tarde da noite. Estou em falta com uma quantidade de amigos a quem devo telefonemas, não respondo os emails há séculos, estou ausente dos comentários, não consegui postar a tempo os parabéns pra Marise e, duplamente, pra Marcia Amaral. Parabéns, queridas! Amanhã promete ser outro dia daqueles, porque, com a ajuda da Marinete, minha acompanhante, vou levar os livros que estão empilhados no móvel da sala para empilhá-los no escritório. Não, não se assutem: ela leva os livros, e eu digo onde ficam. Ainda não consigo usar muletas e carregar livros ao mesmo tempo. Quanto à Keaton: está caidinha e sem apetite, fazendo pipi em lugares estranhos. Suspeitei de crise renal, mas o Alex esteve aqui e afastou essa hipótese. É algum problema de bexiga. Tomou analgésico e está tomando vitamina C; com isso ficou mais esperta. Semana que vem faz uma bateria de exames. A vida, pelo visto, começa a voltar ao normal. 00:57
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21.12.07
O lado de lá

19:10
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Genial!

15:15
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20.12.07
Pontos, pra que vos quero? :-)

19:00
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Entrevista

17:31
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 Felicidade sob medidaDá para imaginar que um romance alemão, baseado na vida e no trabalho de dois cientistas do Iluminismo, seja muito divertido? Notem que não estou usando “interessante”, “irresistível” ou qualquer outro adjetivo que, dependendo do leitor, pode se aplicar tanto a um livro de culinária quanto a um tratado de física; a palavra é “divertido”, mesmo, que o Aurélio define como algo “recreativo e alegre”. Pois “A medida do Mundo”, de Daniel Kehlmann (Companhia das Letras, 269 páginas), é um livro maravilhosamente recreativo, e muitas vezes alegre, ainda que temperado com doses de crueldade e melancolia. A partir de um encontro entre Carl Friederich Gauss e Alexander Von Humboldt, em 1828, Kehlmann fala, alternadamente, de um e de outro -- do matemático genial que descobriu a curvatura do espaço sem praticamente deixar sua cidade, e do aristocrata que se empenhou na maior viagem de exploração científica até então realizada; embora ao fim, como filosofa Humboldt ao imaginar Gauss grudado ao telescópio, seja difícil dizer qual dos dois viajou para longe, e qual ficou sempre em casa. Os dois estão entre os maiores nomes do seu tempo. Parte da graça do livro de Kehlmann é tratar esses monumentos da ciência como seres humanos: formidáveis, sim, mas a um passo da maluquice, tantas e tais suas esquisitices. Humboldt, obcecado com a precisão, medindo e estudando tudo ao seu redor, usa o próprio corpo para toda a sorte de experimentos perigosos; Gauss, uma espécie de Mozart da matemática, vive irritado por ter nascido na época errada – com muitas vantagens em relação ao passado, com certeza, mas com um enorme handicap em relação ao futuro. Para Humboldt, o conhecimento vem através do estudo, da observação, do sacrifício e da concentração. Para Gauss, tudo é tão óbvio, e vem tão naturalmente, que ele sequer se dá ao trabalho de comunicar aos outros suas descobertas. “A medida do mundo” é tão envolvente quanto um passeio com um amigo espirituoso e cheio de histórias para contar. Não é o presente ideal para quem acha que ler é como andar na esteira, mas é uma felicidade sob medida para quem busca vida inteligente. * * *“A Marcha”, de E.L. Doctorow (Record, 415 páginas), é outro livro que mistura, com galhardia, ficção e realidade – mas isso, para quem já conhece o autor, não é novidade. Para mim, a novidade foi encontrar um Doctorow que me cativasse quase tanto quanto o clássico “Ragtime”: por algum motivo, nenhum dos seus livros posteriores chegou a me despertar entusiamo. Como “Ragtime”, “A marcha” mistura gente que existiu com gente que poderia ter existido; todos, dessa vez, embrulhados no avanço das tropas da União sobre os estados confederados. A guerra, em todo o seu horror e insensatez, é a personagem principal dessa obra-prima sem protagonistas. * * *Já uma outra guerra, em outro continente, foi o motor para os acontecimentos descritos por um oficial irlandês chamado Thomas O’Neill, que, em 1808, acompanhou, mais ou menos de perto, a fuga da família real. Seu relato compõe, com um ótimo ensaio de Lilia Moritz Schwarcz, um pequeno volume chamado “A vinda da família real portuguesa para o Brasil” (José Olympio, 125 páginas). Nosso tenente era meio lendeiro, e se punha como testemunha de fatos que lhe foram narrados por outras pessoas – mas, ainda assim, o livrinho é uma delícia, e tem o grande mérito de contar, com o calor do momento vivido, algo de que ainda vamos ouvir falar muito ao longo do ano que vem. * * *Em meados de setembro, o Re-toques, um grupo de música à falta de melhor palavra “erudita” meteu o pé na estrada: espineta, duas flautas, viola da gamba, respectivamente Sula, Laura, Helder, Mario. Durante três meses, eles percorreram o país de cima a baixo, e de um lado a outro, cumprindo um programa do SESC que leva novos sons ao interior. A rotina era alarmante: viajar, chegar, carregar as malas, se arrumar às pressas, tocar, fazer as malas, esperar no aeroporto, viajar, carregar as malas, se arrumar às pressas, tocar e assim por diante. Foram 73 concertos, cada qual numa cidade, sendo que eventualmente uma cidade era, digamos, Lajeado (Santa Catarina), e a próxima Boa Vista (Roraima). Às vezes dava para tirar umas poucas fotos pelo caminho; às vezes nem isso. A viola da gamba sofreu acidentes, a espineta volta e meia ficava encalhada num depósito, à mercê das companhias aéreas. Mas, entre uma cidade e outra, Laura, minha irmã, sempre deu um jeitinho de atualizar o blog através do qual acompanhamos suas aventuras. Ela tem um olho delicado, uma sensibilidade especial para o que é original, bonito, curioso; minha imobilidade forçada foi atenuada por essas andanças, e pelo Brasil tantas vezes surpreendente que percorreu. Hoje, terminada a epopéia, o Re-Toques volta finalmente à base. Quanto ao blog, continua no ar, em timbricas.blogspot.com, para que a gente possa refazer, quantas vezes quiser, essa incrível viagem; e para que possa ter, do conforto do lar refrigerado, uma idéia das agruras e das recompensas da vida mabembe. (O Globo, Segundo Caderno, 20.12.2007)13:13
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19.12.07
Lucas em Londres

23:17
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Fisio com gatos (foto Neria)
18:17
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18.12.07
Flávia e Irineu
18:09
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Atum para todos!

13:24
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17.12.07
Sempre de cabeça pra baixo!

18:23
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Deu na Folha
Paulo Rónai no seu centenário Nelson Ascher
O CENTENÁRIO de nascimento de Paulo Rónai (seu sobrenome se pronuncia "Rô-nó-i", em três sílabas, com tônica na primeira) foi comemorado semana passada, na USP, com uma mesa-redonda organizada pelo professor John Milton, da qual participaram os professores Marileide Esqueda, Zsuzsanna Spiry, Reinaldo Pagura e este humilde colunista.
Rónai (1907-1992) foi, com Anatol Rosenfeld e Otto Maria Carpeaux, um dos três grandes exilados que, fugindo da crise Européia, da guerra iminente e da perseguição racista, trouxeram a um Brasil ainda meio provinciano, meio dependente das referências culturais francesas, novas informações, idéias, conceitos e práticas que haviam sido aperfeiçoadas na Europa Central. Se bem que muito coincidisse no que pensavam e conheciam, cada qual contribuiu com seu viés específico: Rosenfeld com o filosófico, Carpeaux com o histórico e Rónai com o filológico.
Nascido na Hungria, ele deixou o país no final de 1940 para chegar ao Brasil no início do seguinte. Judeu, filho de um livreiro, professor, tradutor, especialista em latim e línguas neolatinas, ele passara a juventude convivendo com o clima de anti-semitismo crescente que se instalara na Hungria depois da Primeira Guerra. Quando emigrou, já havia sido internado num campo de trabalhos forçados.
Rónai se salvou graças à paixão pelas línguas. Embora tivesse demonstrado cedo, por meio de traduções poéticas que seguem sendo publicadas em antologias, suas qualidades de latinista num país que prezava a erudição clássica, e apesar de sua francofilia explícita (cursara a Sorbonne e apresentara tese sobre Balzac), o idioma que se revelou sua tábua de salvação foi o português. Como não havia ao redor nem falantes da língua e muito menos algum curso, ele o estudara por conta própria, com gramáticas e dicionários na mão. Finalmente entrou em contato com um escritor brasileiro, o santista Ribeiro Couto (1898-1963), então diplomata na Holanda, e, correspondendo-se com ele, informou-se seja de nuances da língua, seja a respeito do que se escrevia por aqui.
Se há algo curioso nessa trajetória, é que o húngaro, sem fazer escala relevante na literatura portuguesa, se embrenhasse de imediato na brasileira e que, nesta, mais do que a consagrada, fosse a recente que o atraísse. O fato é que, malgrado passar na velhice a imagem (falsa) de um tradicionalista, avesso à vanguarda e às novidades, Rónai cresceu sob a influência de duas gerações que renovaram radicalmente a poesia e a prosa de seu país -o grupo que se formou em torno da revista "Nyugat" (Ocidente)- e foi amigo próximo de diversos expoentes da segunda.
A tradução literária era uma arte cultivada com afinco na Hungria como, aliás, em diversos outros países pequenos que não julgavam sua cultura auto-suficiente e desejavam demonstrar, por meio da incorporação dos clássicos, que sua língua nada ficava a dever a qualquer outra. Essas duas gerações modernistas, no entanto, praticaram e, discutindo-a incessantemente, teorizaram de tal maneira a tradução que, aos poucos, ela se converteu num dos pontos altos da patrimônio nacional. Rónai trouxe de lá tanto essa experiência como a constatação de que ela ajudava decisivamente a "cosmopolitizar" uma cultura.
Não é à toa, portanto, que, ao desembarcar no Rio, ele já conhecia a cena literária melhor do que muitos críticos locais. Drummond, Bandeira, Mário de Andrade e Cecília Meirelles, entre outros, haviam sido incorporados à antologia de poesia brasileira (a primeira do gênero) que ele publicara, em 1939, em Budapeste. (Rónai traduzira também uma coletânea dos poemas de Ribeiro Couto e é quase certo que foi com o auxílio deste que conseguiu o visto brasileiro.) Muitos se tornariam seus amigos pessoais e, entre os novos que fez, estava um diplomata que o ajudara nas tentativas, junto ao Itamaraty, de obter um visto para sua noiva e demais familiares que haviam ficado para trás. Certo dia, o amigo enviou-lhe seu livro de estréia. Tratava-se de "Sagarana".
Seu trabalho de tradutor e teórico do ofício é conhecido e celebrado. A importância de sua atividade crítica, nem tanto. Rónai, no entanto, esteve entre os primeiros a reconheceram a grandeza dos autores acima e, no caso de Guimarães Rosa (com quem compartilhava o interesse pelas minúcias lingüísticas), foi dos que mais se empenharam em elucidar as dificuldades de sua obra. A melhor homenagem que lhe poderia ser feita seria a republicação de seus ensaios, em particular aqueles sobre literatura brasileira, a começar por "Encontros com o Brasil" (1958). 18:05
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16.12.07
Keaton

19:16
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Modéstia à parte...

13:25
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Ai, que cansaço!

00:03
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15.12.07
:-)

23:55
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Decor(ação) entre amigos

21:32
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Mais um ajudante

19:48
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A minha missão é abrir esses galhinhos

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Ahá! começa a ficar bonito!

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Alexandre dá uma mãozinha

15:49
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Preparando a decoração

14:52
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14.12.07
Lucas e Ju

23:04
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Tati e Gui

23:03
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Tutu e Mamãe

22:56
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@#$*&%
Desde segunda, quando fui ao médico, comecei, aos poucos, a trocar o andador pelas muletas. É para ir pegando prática. Ao mesmo tempo, deixei a fase Saci pra trás. Não pulo mais numa perna só, ainda que não pise realmente na outra: apenas encosto o pé da perna esquerda no chão, sem me apoiar nele. Para quem está inteiro é uma bobagem. Para mim é tão complicado que, acreditem, consegui dar uma violenta topada com o mindinho do pé direito na própria muleta. Flávia, a fisioterapeuta, disse que nunca viu nada semelhante. O dedo está inchado e dolorido -- e o pior é que eu nem pude sair pulando na outra perna, como é costume fazer nesses casos. Grrrrrrrrrrrrrrrrrr!!! 16:01
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Fisio com gato

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13.12.07
12.12.07
Esta é a foto que saiu no jornal; foi feita às duas da manhã, por uma tartaruga virada de costas que não dá conta de usar um tripé para evitar o uso do flash. Em cena, Netcat, que dormia no sofá. Os livros estão onde estavam quando acabei de escrever a crônica, e achei que o conjunto funcionava. Há um terceiro volume à vista, um Borges da nova safra da Companhia das Letras, que ficou, porém, para a próxima semana. Esta é a foto que fiz ontem, assim que acordei, usando luz natural. Estava arrumando os livros quando o Irineu veio brincar. Infelizmente, a página da crônica já estava fechada, e não pude fazer a troca. Fica aqui o registro, só para que a pose charmosinha do Irineu não se perca.Fantasia para quê, diante da realidade?Vocês sabem onde fica Baku? Eu não sabia: fica no Azerbaijão. Vocês sabem onde fica o Azerbaijão? Eu tinha apenas uma pálida idéia: ali pelo Cáucaso. Mais do que isso nunca soube e, honestamente, nunca me fez falta saber. Até que comecei a ler “O orientalista” (Record, 515 páginas), de Tom Reiss, biografia de Lev Nussimbaum, famoso como escritor antes da Segunda Guerra sob os pseudônimos de Essad Bey e Kurban Said. Não, eu também não sabia quem era Nussimbaum, e tampouco tinha ouvido falar de seus heterônimos. O livro me ganhou pela capa, que mostra foto do nosso herói de fez na cabeça, e pelos blurbs, aquelas frasezinhas pinçadas de jornais para chamar a atenção de quem passa pelas livrarias sem um propósito fixo. A da capa de “O orientalista” diz: “Uma história extraordinária – The New York Times”. E é mesmo. São, aliás, várias histórias extraordinárias, da vida do biografado às aventuras de Reiss ao seguir suas pegadas, passando pela própria história de Baku, do Azerbaijão e do Cáucaso. No começo do século passado, Baku, onde o mar volta e meia pega fogo sozinho, de tanto petróleo, era uma cidade rica, cosmopolita e, raríssimo para a época, excepcionalmente tolerante em relação às diversas religiões de seus habitantes. A descrição que Reiss faz da região me impressionou tanto, aliás, que agora estou caçando mais livros sobre o Azerbaijão, em particular, e o Cáucaso, em geral. Com isso, “O orientalista” realiza o que considero a mais nobre missão de um livro – abrir os olhos e o espírito dos seus leitores para o desconhecido. Quanto à Lev Nussimbaum, foi uma surpresa para o próprio Tom Reiss, que o descobriu ao tentar desvendar a verdadeira autoria de um pequeno romance chamado “Ali e Nino”, assinado por um certo Kurban Said. O personagem saiu infinitamente melhor do que a encomenda. Judeu convertido ao islamismo e autor de best-sellers na Alemanha nazista, Nussimbaum gostava de incorporar a persona que criara para si, usando trajes exóticos e deixando-se fotografar em poses extravagantes. Evidentemente esse tipo de comportamento não era tão bizarro naquele tempo quanto seria hoje, no nosso mundo globalizado, vestido por igual de alto a baixo. Para ficar num só exemplo, Lawrence da Arábia fazia o mesmo, e nem por isso deixava de ser levado a sério por cínicos como Churchill e G. B. Shaw. Diferentemente de T. E. Lawrence, porém, lembrado até hoje, Lev Nussimbaum, que também teve um fim trágico, desapareceu com o mundo em que viveu. Não deixou filhos e o pai, único membro da família que conseguiu escapar da revolução em Baku, foi assassinado pelos nazistas num campo de concentração. Para chegar ao seu personagem, Tom Reiss seguiu as pistas mais vagas e curiosas, até topar, na vida real, com um recurso clássico da literatura: manuscritos inéditos. Em Viena, procurando a primeira editora de “Ali e Nino”, ele recebeu, das mãos de uma senhora quase centenária, os seis velhos cadernos já amarelados em que Nussimbaum, às portas da morte, registrara suas memórias... como Kurban Said! Quanto se pode confiar nas memórias de um homem que de tal forma se especializou na reinvenção de si mesmo? Durante cinco anos, o autor dedicou-se, meticulosa e pacientemente, à busca da verdade possível. O resultado é, numa palavra, sensacional. Do começo ao fim, não há ficção que supere a realidade deste livro improvável e maravilhoso, muito bem traduzido por Maria Alice Máximo. * * *Ao contrário de “O orientalista”, a capa de “Invasão de campo: Adidas, Puma e os bastidores do esporte moderno” (Zahar, 359 páginas), de Bárbara Smit, quase me afasta de uma ótima leitura. O que sobressai nessa capa é a foto dos pés de alguém usando chuteiras num gramado. Junte-se a palavra “esporte” a uma foto dessas, e é exatamente disso que eu fujo. O que salvou a minha relação com o livro, digamos assim, foi o tédio da imobilidade: uma pessoa de joelho quebrado faz coisas que jamais faria em circunstâncias normais. Pois eu resolvi folhear o volume pouco promissor que me olhava, há meses, de uma pilha no canto da sala. Quem poderia imaginar que um assunto desses renderia tão boa diversão?! Sim, fala-se um bocado de esporte em “Invasão de campo”, mas a história contada é muitíssimo mais emocionante do que qualquer partida de futebol. Ela começa numa cidadezinha alemã medieval, com um modesto tecelão transformado em sapateiro, e termina envolvendo moda, celebridades e quantias astronômicas. Entre uma ponta e outra passam a Segunda Guerra (sempre ela), uma família abalada por brigas fratricidas, o nascimento da Puma e da Adidas, intrigas de toda a espécie, subornos, acordos escusos, ousadas jogadas corporativas e uma série de personagens cuja fama vai bem além dos estádios. Tudo isso e mais a invenção da união entre esporte e negócios, e a idéia da marca esportiva como estilo de vida. Ufa! Para o Natal, este é um livro de múltiplas utilidades: pode ser dado para quem gosta de esporte, para quem gosta de negócios, para quem gosta de moda ou, pura e simplesmente, para quem gosta de uma história bem contada. Para completar, a tradução de Cristiano Botafogo é excelente. (O Globo, Segundo Caderno, 13.12.2007)22:24
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Net e Tutu

20:32
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E já está clareando de novo

16:36
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Chegou...

16:29
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Olha a chuva chegando!

16:17
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11.12.07
Tutu

21:55
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Porque as legendas vêm depois
Vocês já devem ter reparado que, no caso de algumas fotos, a imagem entra primeiro e, só tempos depois, aparece o texto. A razão é simples: é que eu mando as fotos do celular, e só escrevo os textos quando, finalmente, posso me sentar e escrever no notebook. Isso, infelizmente, acontece com menos freqüência do que eu gostaria: ainda estou passando a maior parte do tempo de patas ao alto. É por isso, também, que tenho sido tão mal-educada e quase não tenho respondido aos emails. 21:47
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Não é a cara da Netcat?!

A Marcela de Seattle me mandou um presente maravilhoso: uma calça igual à falecida no acidente e uma esculturinha linda de gato feita (especialmente para mim!) de cinzas vulcânicas do Mount St Helen. Como se não bastasse, ainda conseguiu encontrar esse apropriadíssimo cartão com um gatinho igual à Netcat.
Para completar a minha felicidade, a aduana não mordeu e o pacote foi entregue aqui em casa, sem qualquer problema.
Fiquei na maior alegria, querida: muito obrigada!
:-)))
18:27
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É um Batcat...

17:17
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Está dormindo assim há horas!

17:15
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Cansou

17:15
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10.12.07
Boletim médico
(O Lucas fez a foto da radiografia contra a janela da sala: reparem como o Corcovado se encaixou maravilhosamente no meu joelho. Esse garoto promete, ora se não...)Hoje saí de casa pela segunda vez: fui levar a radiografia para o médico. Fiquei feliz porque ele não conseguiu disfarçar o contentamento ao ver que consigo dobrar bem o joelho, e disse que vou recuperar completamente os movimentos da perna. Quanto à radiografia em si, disse que está ótima -- que os meus ossos estão perfeitos e se curando exatamente como se espera. Disse também que não tenho nem sinal de osteoporose (perguntei: estava grilada), mas que ainda preciso de duas semanas de estaleiro sério, ou seja, mais duas semanas como tartaruga virada de costas. O que muda é que, ao longo desses 15 dias, já começo a fazer uma ligeira pressão sobre a perna esquerda. Sempre que ficar de pé, devo apoiá-la no chão e empurrá-la um tiquinho, para melhorar a circulação. Parece uma bobagem, mas me dá um medo que só vendo, até porque tentei fazer isso no consultório e dói, não só no joelho mas, sobretudo, no raio do malévolo e no tendão de Aquiles -- e eu sou daquelas pessoa que acham que, se está doendo, melhor não mexer. É claro que, se eu agisse assim, acabaria feito aqueles cachorrinhos que machucam a pata e depois passam a vida inteira mancando, receosos de pôr a dita no chão. Estou, portanto, fazendo tudo o que as fisioterapeutas dizem para fazer; mas morro de inveja dos esportistas que elas atendem e que, ao contrário de mim, acham que bacana mesmo é superar a dor e ir sempre além dos próprios limites (e, claro, acabam se ferrando porque fisioterapia tem limite, mas isso é outra história). Enfim: foi um dia bom, de boas notícias. Hoje vou dormir bem animada. :-)23:11
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Com Rafa (foto Lucas)

Rafa é o personal Nota 10 que está cuidando do condicionamento físico dos meus braços, para que eu possa, em breve, encarar as muletas.
18:42
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Foto Lucas

18:25
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Rua!

18:05
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JoelhOscar

17:55
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O ninho debaixo da cama

01:03
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9.12.07
Nunca é a mesma coisa

20:05
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Um outro ponto de vista

15:37
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8.12.07
Lá fora (por Monca)

19:24
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Irineu e Mônica

19:22
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Bom dia!

15:25
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7.12.07
Meu joelho biônico

Bom, foi assim: a Heliana e o Lucas, meus heróis, me levaram até o laboratório Lâmina, ali na Francisco Otaviano, coisa luxuosíssima igualzinha à do companheiro Lula, com vidros, mármores e máquinas moderníssimas pra todos os lados.
Eu estava com muito receio de sair (sim, esses pinos todos incomodam, por assim dizer) e de pisar em falso; mas tudo correu às mil maravilhas.
Fomos no carro da Heliana, que é grande, e com a ajuda do Lucas, da Heliana, do porteiro Zé, do meu andador, das muletas (nas escadas aqui do prédio) e de uma cadeira de rodas (lá no laboratório), consegui me virar.
Andar, vocês percebem, ainda não é o meu forte.
Tal qual o companheiro Lula, não precisei esperar nada pelo atendimento. Tiraram minha foto na recepção para cadastro e logo eu estava a caminho da radiologia.
O joelho foi clicado de frente (isso aí) e de lado (uma confusão heavy metal que nem valia à pena reproduzir) por um rapaz muito gentil e atencioso chamado Adriano. Na segunda pegamos o laudo e vamos ao médico. Digo "pegamos" e "vamos" porque, sozinha, obviamente, eu não chego nem até a portaria. Algo me diz que, novamente, vai sobrar pra Heliana... :-D
Feito o raio X, demos uma linda volta de carro pela Orla. Fiz milhões de fotos com o celular e achei o mundo esplendoroso; como o Paulinho disse, depois de semanas em casa, até ida ao hospital em dia de chuva é um programão!
Em relação ao que está aí: parece -- mas só saberemos ao certo na segunda -- que ainda preciso de mais repouso. A fratura da fíbula ainda está muito... hmmm... há algum médico na casa?! ... fraturada, ou seja lá o termo científico que o valha.
Uma outra ali perto dos parafusos também ainda não está no ponto para pular amarelinha.
E, respondendo a quem perguntou: os parafusos ficam aí mesmo sim, pelo menos em tese. Só se incomodarem além da medida é que, daqui um ano, serão reavaliados. O ortopedista garante, porém, que tem gente que passa a vida inteira com isso sem maiores problemas.
Em tempo: a reprodução da radiografia foi feita pelo Lucas com o Nokia N95. Quase mandei pro ortopedista para ele dar o laudo via MMS...
17:05
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Momento cruXial

15:53
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Olha a rua!!!

15:17
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Rumo ao Raio-X

15:15
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6.12.07
Por que Deus nunca chegará a ser professor titular ou pesquisador do CNPq e da CAPES?Laura recebeu de alguém, gostou, mandou pra mim, gostei também...1. Só tem uma publicação;
2. Esta publicação não foi escrita em inglês, e sim em hebraico (mesmo que tenha sido traduzida para vários idiomas);
3. A referida publicação não contém referências bibliográficas;
4. Não tem publicações em revistas indexadas, ou com comissão editorial, ou ainda com pareceristas;
5. Há quem duvide que sua publicação tenha sido escrita por ele mesmo. Em um exame rápido, nota-se a mão de, pelo menos, 11 colaboradores;
6. Talvez tenha criado o mundo. Mas o que tem feito, ou publicado, desde então?
7. Dedicou pouco tempo ao trabalho (apenas 6 dias seguidos);
8. Poucos colaboradores Seus são conhecidos;
9. A comunidade científica tem muita dificuldade em reproduzir Seus resultados;
10. Seu principal colaborador caiu em desgraça ao desejar iniciar uma linha de pesquisa própria;
11. Nunca pediu autorização aos Comitês de Ética para trabalhar com seres humanos;
12. Quando os Seus resultados não foram satisfatórios, afogou a população;
13. Se alguém não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;
14. Dá poucas aulas e o aluno, para ser aprovado, tem que ler apenas o Seu livro, caracterizando endogenia de idéias;
15. Segundo parece, Seu filho é que ministra Suas aulas;
16. Atua com nepotismo, fazendo com que tratem Seu Filho como se fora Ele mesmo;
17. Ainda que Seu programa básico de curso tenha apenas dez pontos básicos, a maior parte dos Seus alunos é reprovada;
18. Além das Suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas atende Seus alunos no cume de uma montanha;
19. Expulsou os Seus dois primeiros orientandos por aprenderem muito;
20. Não teve aulas e nem fez mestrado com PhDeuses;
21. Não defendeu teses de Doutorado ou Livre Docência;
22. Não se submeteu a uma banca de doutos titulares;
23. Não fez proficiência em inglês;
24. Não existe comprovação de participação Sua em bancas examinadoras e de publicação de artigos no exterior. 23:17
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Parabéns, Lucas!

Dentre todos os gatos meus proprietários, a Netcat é a favorita do Lucas.
Por isso, foi designada porta-voz oficial de todos aqui em casa, que, cheios de orgulho, o consideramos membro da família.
O que eu quero agora é dar um abraço bem apertado nesse garoto querido, finalmente maior de idade.
Demorou!
Vê lá se faz sentido chamar um cara de quase dois metros de dimenor?!
22:09
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Hoje à tarde

22:07
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Tem colo?

18:45
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Essa vocês aqui do blog podem pular: já leram há tempos... Diários da motocicleta IIIEm que a cronista raspa o tacho do blog e promete não tocar mais nesse assunto2.12.07 Desculpem a falta de mais posts escritos. Sei que acompanhar um blog de fotos de gatos e de vistas da janela não é exatamente o que há de mais divertido, e agradeço a todos a lealdade da freqüência. O problema é que, em mim, um dos efeitos colaterais do joelho quebrado está sendo a falta de assunto. Não sei explicar por quê: já estou novamente cercada de livros e voltei a ler os jornais. O diabo é que uma coisa é tomar conhecimento de um acontecimento, outra é ter cabeça, e sobretudo coração, para escrever a seu respeito. É possível que a dor, já bastante suportável mas sempre contínua, associada ao fato de ficar imóvel e trancada em casa por tanto tempo, tenha me deixado algo apática. Nada me toca suficientemente para despertar paixão e vontade de pôr por escrito entusiasmo, tristeza, indignação; essa mediocridade de sentimentos é, com certeza, a sensação mais esquisita de todas as sensações esquisitas que venho experimentando. Sinto asco do Renan Calheiros e nojo de todo o congresso? Com certeza. Mas para escrever preciso sentir ASCO e NOJO. Fico horrorizada com tudo isso que aí está? Claro que sim... mas como exprimir o horror em caixa baixa?! A gente só pode fingir que é dor a dor que deveras sente. Na outra encarnação eu era uma criatura explosiva, apesar do exterior aparentemente inofensivo. A emoção que devia estar à flor da pele estava, pelo visto, à flor dos ossos: só isso explica que uma porcaria de joelho partido consiga me deixar tão impermeável ao mundo lá fora. Entendam, por favor, que isso não é nem queixa nem baixo astral. É apenas a análise de um fenômeno bizarro que está acontecendo comigo, e que estou pondo por escrito para, justamente, tentar compreender melhor. Espero que a minha capacidade de indignação e a minha alegria voltem, intactas, assim que eu retomar a vida normal, e que o meu joelho deixar de ser o centro do universo. Afinal, como todos sabem, o centro do universo fica no umbigo. 30.10.07 -- Podia ter sido MUITO pior. Morrer na hora nem é o pior que imagino. Eu não teria tido consciência do fato; a verdade é que quando comecei a entender o que havia acontecido já estava no chão, pessoas acudiam, etc. Há uma longa galeria de horrores. Nem preciso ir muito longe. Eu podia ter quebrado um braço também. -- Tenho uma família fantástica e uma quantidade de amigos leais, engraçados, prestativos. Família a gente não escolhe; tirei a sorte grande nessa loteria. Mas meus amigos são o máximo. O que faz quem passa por isso e tem que se virar sozinho?! Não consigo imaginar, realmente não. -- Tenho um blog super bem freqüentado. Vocês não imaginam a diferença que faz entrar aqui e encontrar tantos comentários bacanas desejando saúde, contando coisas, mandando links! Tantos amigos que eu não conheço em pessoa e de quem gosto tanto, de quem tanto recebo. -- Tenho a vista mais linda do mundo. Passo o dia imóvel, mas vendo as mudanças do céu e da luz na Lagoa; uma benção que nunca me esqueço de agradecer, mas que nas atuais circunstâncias é inestimável. -- Tenho uma Famiglia Gatto que cerra fileiras à minha volta, me protege, me anima, me diverte. Como se cura alguém sem bicho por perto?! Taí um mistério incompreensível. Desde que voltei para casa, os gatos não desgrudam. Ficam deitados ao meu lado ou em cima de mim, atentos ao menor movimento. Brincam. Fazem bobagens. E, incrível, tomam o maior cuidado com a minha perna. -- Estou naquela ínfima porcentagem de brasileiros que pode se dar ao luxo de ir para um bom hospital. Pensei nisso mil vezes enquanto estava no Copa d'Or; penso nisso sempre que uma das enfermeiras que me assiste faz um curativo, sempre que a fisioterapeuta vem me ver. Imagino o desespero de passar por uma dor dessas numa fila de hospital público, de atravessar um pós-operatório tão dolorido e exasperante sem um mínimo de dignidade e conforto. 28.11.07 O Tom me falou de um guarda-chuva revolucionário, que avisa ao usuário se vai chover. Pois eu, que em geral quero imediatamente toda e qualquer novidade hi-tech, dessa vez estou dando de ombros. Ou, melhor: de joelhos. Quem precisa de guarda-chuva esperto quando tem joelho bichado? Os parafusos e placas implantados na minha pata doente avisam, com um dia de antecedência, quando vai chover. E pensar que, antigamente, eu achava que essa história de ossos metereologistas era lenda urbana. 4.12.07 O estádio da Bahia vai ser demolido; a cadeia do Pará também. E em relação ao Senado Federal, ninguém vai fazer nada?! (O Globo, Segundo Caderno, 6.12.2007)14:09
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5.12.07
Mami e Lucas

18:26
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Zoom

17:26
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4.12.07
Gatos com perna ao fundo

21:39
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O estádio da Bahia vai ser demolido; a cadeia do Pará também. E em relação ao Palácio do Planalto Senado Federal, ninguém vai fazer nada?!16:15
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Mosca e Lucas

15:27
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Keaton
00:30
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3.12.07
Sono solto

18:03
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Boa noite

00:52
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2.12.07
A menina da bolha II
Desculpem a falta de mais posts escritos. Sei que acompanhar um blog de fotos de gatos e de vistas da janela não é exatamente o que há de mais divertido, e agradeço a todos a lealdade da freqüência. O problema é que, em mim, um dos efeitos colaterais do joelho quebrado está sendo a falta de assunto. Não sei explicar por quê: já estou novamente cercada de livros e voltei a ler os jornais. O diabo é que uma coisa é tomar conhecimento de um acontecimento, outra é ter cabeça, e sobretudo coração, para escrever a seu respeito. É possível que a dor, já bastante suportável mas sempre contínua, associada ao fato de ficar imóvel e trancada em casa por tanto tempo, tenha me deixado algo apática. Nada me toca suficientemente para despertar paixão e vontade de pôr por escrito empolgação, tristeza, indignação; essa mediocridade de sentimentos é, com certeza, a sensação mais esquisita de todas as sensações esquisitas que venho experimentando. Sinto asco do Renan Calheiros e nojo de todo o congresso? Com certeza. Mas para escrever preciso sentir ASCO e NOJO. Fico horrorizada com o caso da menina do Pará? Claro que sim... mas como escrever com um horror em caixa baixa?! A gente só pode fingir que é dor a dor que deveras sente. Na outra encarnação eu era uma criatura explosiva, apesar do exterior aparentemente inofensivo. A emoção que devia estar à flor da pele estava, pelo visto, à flor dos ossos: só isso explica que uma porcaria de joelho partido consiga me deixar tão impermeável ao mundo lá fora. Entendam, por favor, que isso não é nem queixa nem baixo astral. É apenas a análise de um fenômeno bizarro que está acontecendo comigo, e que estou pondo por escrito para, justamente, tentar compreender melhor. Espero que a minha capacidade de indignação e a minha alegria voltem, intactas, assim que eu retomar a vida normal, e que o meu joelho deixar de ser o centro do universo. Afinal, como todos sabem, o centro do universo fica no umbigo. 23:40
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Mami e a árvore

20:12
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Para quem está acompanhando o blog da Laura
 O conserto feito pelo luthier de Manaus na viola da gamba do Mario não aguentou o tranco, e deixou nossos intrépidos músicos na mão. Um novo luthier, agora em Recife, cuida do instrumento agonizante. Finalmente num hotel com internet, a Laura subiu um monte de fotos e novos posts para o Re-toques na Estrada. Corram lá! 15:42
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1.12.07
Lucas, em foto da Ju

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Foto Lucas

21:33
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Eu acho lindo...

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Diz a Bia: Groundhog Day!

21:18
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Viva!

21:06
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Festa!

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Foto Lucas

19:45
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A árvore USB

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Enquanto isso, lá embaixo...

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Caos!

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Era tudo o que eu precisava agora...

14:06
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Às vezes ele sossega...

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