31.5.07


Aqui está a prova!









Arrumei a minha mesa!









Maria Antonieta volta ao assunto

Na Gávea, moradoras antigas são despejadas por
recém-chegado sem princípios e por juiz relapso



A crônica da semana passada, a respeito das burcas cariocas, rendeu muitos emails e muito papo no blog. A imensa maioria dos emails veio de leitoras solidárias, reclamando da dificuldade de encontrar roupas para gente não-anoréxica e, surpresa, até para magrinhas com formas; a solitária exceção foi um leitor indignado, dizendo-se amargamente desapontado por me encontrar às voltas com papos mulherzinha, enquanto o país marcha lenta e inexoravelmente para o brejo.

"Quem tem o privilégio de ter um espaço como o seu na imprensa tem a obrigação de prestar atenção ao que acontece no Brasil", -- trovejou o cavalheiro. "O país está sendo assaltado na nossa frente e a senhora, como Maria Antonieta, se dedica a futilidades."

Maria Antonieta, moi?! Ora, ora. Eu aqui nesse esforço desgraçado para fazer de conta que, apesar de "tudo isso que aí está", a vida continua, como em qualquer país decente, e o cidadão exigindo mais meia página semanal de misérias... que ingrato!

Além do quê, foi exatamente por prestar atenção ao que acontece no Brasil que escrevi sobre as novas roupas lindas, larguinhas e confortáveis. Nem só de misérias vive a Pátria, caramba; às vezes há boas notícias. Qualquer mulher que tem ido às compras pode confirmar.

Finalmente, só para constar, a moda está longe de ser uma futilidade -- seja em termos econômicos, culturais ou, como era o caso, emocionais. Acho que poucos homens têm a exata noção do estrago que um provador de loja fashion pode fazer à auto-estima feminina.

De todos os emails e comentários, o que mais me agradou foi o da Luciana Perez, que não só falou dos problemas do lado de lá do balcão, como deu ótimas dicas:

"Trabalho com moda há muitos anos. E concordo: é difícil produzir e comprar roupa para nós assim com aquela idade indefinida "somewhere between forty and death", como minha mãe adorava dizer. Aqui na Terra Brasilis temos o problema de custos: o dinheiro custa muito e não é possível ter estoques grandes com numeração de 38 a 50. E não é que a gente compra roupa que fica bem em quem é mignon, e outros modelos para quem veste 46, e justamente quem veste 50 quer aquela calça marinheiro cheia de botões para condecorar a pança?!

Muitas, muuitas vezes me pergunto por que não vendo empadinhas. Quatro sabores e tudo do mesmo tamanho!

A moda é mesmo feita para quem é jovem, mas não estamos fadadas a nos vestir de velhinhas. Quando vou a São Paulo ver meus fornecedores, e me mostram produtos teen, eu digo: "Não, minha clientela é mais velha..." "Jovem senhora?""É, jovem senhora como eu!" Daí todos se coçam sem saber o que fazer. Não é para a gente se vestir exatamente da nossa idade... mas realmente também não é para deixar a barriguinha (a minha é o estacionamento da Ambev) caindo sobre o cós das calças! Então, aconselho:

Meninas: meio termo. Moda é proporção. Não é para sair de santropeito, nem continuar nas ombreiras (cintura alta já voltou, e as ombreiras provavelmente vão nos assombrar novamente). Calça logo abaixo do umbigo altura 21! Blusa de malha longa e deixa tudo "franzido" na região que foi cintura e quadril! E sim, by all means, comprem todas as blusas manga morcego, folgadas, porque uma vez que elas se forem, levarão duas estações ou mais para voltar."

* * *

Vocês não têm idéia da quantidade de histórias horripilantes envolvendo animais que chegam à minha caixa postal. Gostar de bichos e defendê-los, no Brasil, é garantia certa de coração partido. É como se a insuportável violência entre humanos com que convivemos justificasse as barbáries sofridas pelos animais, e anulasse toda e qualquer arbitrariedade contra eles cometida.

Seus defensores enfrentam o descaso das autoridades, a ignorância da população e a incompetência generalizada que corrói o Brasil. Quando escrevem para o jornal, o fazem em desespero de causa; em geral, já percorreram todas as vias legais, e sentem-se frustrados e impotentes diante da indiferença oficial.

Agora mesmo, entre emails que denunciam o abandono das aves da Praça Nossa Senhora da Paz e um projeto de lei dos vereadores de São José do Rio Preto, que pretendem proibir a alimentação de animais de rua (!), encontro a mensagem aflita de uma amiga que mora há mais de 30 anos no condomínio Parque da Gávea, condenado na Justiça a pagar indenização ao namorado de uma moradora que alega que três gatinhas comunitárias teriam arranhado o seu carro -- um veículo de 2001, que mostra bem cada ano de uso.

O pior não é o pagamento da indenização; é que, na mesma sentença, o juiz deu ao condomínio 48 horas para se desfazer das gatinhas. Em suma: três quadrúpedes de 16, cinco e quatro anos, respectivamente, que passaram todas as suas pacatas vidinhas no condomínio, foram despejados porque um bípede de passagem, decidido a levar vantagem em tudo, encontrou um juiz arbitrário e relapso, que nem ao menos se deu ao trabalho de descobrir se os tais arranhões foram feitos a) dentro do condomínio; e b) por gatos.

Agora, me digam: quem são os animais nessa história?!


(O GLOBO, Segundo Caderno, 31.5.2007)





30.5.07


Antes da aula









Um táxi para a esquina









Hoje o escritório virou estúdio









Tati está bolada









Ju, olha que coincidência!








29.5.07


Papo com Ju









Lucas, a capivara felina









Voltando às burkas...

Este ótimo comentário da Luciana Perez, que vê o mundo do lado de lá do balcão, tinha me escapado:
"Trabalho com moda há muitos anos. E concordo: é DIFÍCIL!!! Difícil produzir e comprar roupa para nós assim com aquela idade indefinida "somewhere between forty and death", como minha mãe adorava dizer.

Aqui na Terra Brasilis temos o problema de custos: o dinheiro custa muito e não é possível ter estoques grandes com numeração de 38 a 50. E não é que a gente compra roupa que fica bem em quem é mignon, e outros modelos para quem veste 46: e justamente quem veste 50 quer aquela calça marinheiro cheia de botões para condecorar a pança?!

Muitas, muuitas vezes me pergunto POR QUE não vendo empadinhas. Quatro sabores e tudo do mesmo tamanho!

Outro dia uma amiga me perguntou:

-- Luciana, qual a lógica? Por que estes leggings? Não vou usar isto!

Em seguida passou uma mulher pra lá dos 40 muito chic, de legging e um casaco comprido, mas podia ser uma "burka" se estivesse calor. A moda é MESMO feita para quem é jovem. Para quem nunca usou a mini, para quem não usou lurex nem short em dias de Dancing Days.

MAS não estamos fadadas a nos vestir de velhinhas! Quando vou a São Paulo ver meus fornecedores, e me mostram produtos teen, eu digo:

-- Não, minha clientela é mais velha...

-- Ah! "jovem senhora?"

-- É, jovem senhora como eu!

Daí todos se coçam sem saber o que fazer. NÃO é para a gente se vestir exatamente da nossa idade... Mas realmente também não é para deixar a barriguinha (a minha é o estacionamento da Ambev) caindo sobre o cós das calças! Então eu aconselho:

Meninas: meio termo. Moda é proporção. Não é para sair de santropeito, nem continuar nas ombreiras (cintura alta já voltou, e as ombreiras provávelmente vão nos assombrar novamente). Calça logo abaixo do umbigo altura 21! Blusa de malha longa e deixa tudo "franzido" na região que foi cintura e quadril!

E SIM, by all means, comprem todas as blusas manga morcego, folgadas, porque uma vez que elas se forem, levarão umas duas estações ou mais para voltar.

Se você está conseguindo comprar na Cantão e Farm, então você definitivamente não é tamanho 48 ou 50! Eu sou magra "falsa magra" porque sou grande e não caibo nas roupas destas lojas, onde levo minha filha de 15, que é o público alvo deles.

Quem sabe vc vai se "encontrar" na minha loja? Tenho uma na Ataulfo de Paiva 135 L 106 e acabo de abrir uma na Visconde de Pirajá 547 - SL 211 - Galeria Ipanema 2000.

Beijos da Luciana Perez"
Devo dizer que vários lojistas me escreveram quando falei sobre as burkas, mas ninguém com o senso de humor (e o bom-senso) da Luciana. No primeiro tempinho que sobrar vou lá conferir as roupas, com certeza; e sair comprando todas as mangas morcego que encontrar no caminho!

Em tempo: não, Allah seja louvado!, não sou mais manequim 48. Confesso, porém, que já estive lá e que,na época, vivia arrasada, na dúvida se me convertia ao catolicismo e entrava para um convento, ou se me convertia ao islamismo e adotava a burka (aquela, de verdade!) de uma vez.

Acabei me convertendo ao regime perpétuo, que saída? e agora estou feliz no meu look gordinha ma non troppo.

Update: Pronto, meu prestígio na família está assegurado! Mamãe, Laura e Ju conhecem as lojas da Luciana e são fãs, fãs, fãs, de carteirinha e tudo! Fui apresentada a diversas roupas compradas na Luciana, todas lindas, inclusive a calça preta que a Laura mais gosta, usa há anos para concertos e que, eu vi, continua impecável.





28.5.07


Maravilhoso!!!



Só agora tive tempo para ver a descoberta do Tom, Mulheres na Arte Ocidental.

Quem acompanha os comentários já deve ter visto, mas a quem ainda não viu sugiro que não perca mais tempo, e se deslumbre imediatamente...






Casa do Saber

Começo a dar na quarta-feira um curso na Casa do Saber, chamado Realidades do virtual: Comportamento, relacionamento e afeto na era da internet.

Não sei muito bem como vai ser isso, já que não só não sou professora, como não piso numa sala de aula há... há... ah, deixa pra lá!

Minha idéia é conversar com o pessoal ao sabor do interesse da turma, dentro do tema de cada aula (serão quatro, em quatro consecutivas quartas-feiras, sempre às 20hs).

Este é o material oficial da divulgação:
O lugar em que as pessoas se olham, se encontram e se descobrem não é mais a rua, mas a Internet. Assim, um novo cenário se constrói como realidade de maneira virtual. O curso irá mapear esse universo que inclui tudo e todos, por meio do olhar informado e crítico de uma jornalista especializada. Mais que informática, estarão em discussão as novas formas de comportamento, relacionamento e afeto, reflexão fundamental para quem quer se entender no mundo, real e virtual... ou serão a mesma coisa?

30 MAI | 1. OS PONTOS DE ENCONTRO

Orkut, Multiply, Second Life e outras comunidades gerais. O que as torna tão atraentes, o que oferecem de prazer e de risco e os cuidados básicos para frequentá-las.

06 JUN | 2. OS PONTOS DE VISTA

Fotolog, Flickr e outras comunidades de troca de imagens. Os perigos da super-exposição, as vantagens de interagir com outros fotógrafos, o mundo ao nosso dispor. Para fazer amigos em qualquer cidade do mundo, bastam uma câmera na mão e um pouco de inglês na cabeça.

13 JUN | 3. OS PONTOS DE ATRITO

Desde que o Napster apareceu, a Internet nunca mais foi a mesma. As vantagens e os riscos da troca de arquivos, a polêmica em torno do assunto, o que é e o que não é pirataria.

20 JUN | 4. OS PONTOS DE TENSÃO

O amor e a privacidade na rede. Dos sites de encontro ao e-mail do escritório.

Inscrições:

Tel.: (21) 2227-2237 / 222-SABER
Horário de funcionamento: 11h às 20h






Deu a louca na louca



Essa maravilha quem encontrou foi o Ribondi. Devo dizer que eu, que não tenho medo de bicho nenhum, teria a mesma reação; mas barata, definitivamente, não é bicho, é assombração em forma de inseto.

Em tempo: povo, desculpem o sumiço, mas é que estou meio encalacrada. Para vocês terem idéia, meu computador novo chegou na sexta e ainda não instalei!





27.5.07


Lar, doce lar!








26.5.07


Muito luxo, pouco charme









Virou um aeroporto como outro qualquer









Agora é assim









Desembarque por finger: horas de demora!









O avião está lotado: vou na rabeira









Falta pouco!









No rumo de casa









Christian e Marijô









Enquanto isso, num cantinho do banheiro









A outra turma









Tudo sobre áudio









A vista do terraço









O hotel









O hotel









A vista do terraço









Corredores do hotel









É triste deixar um quarto assim tão cedo









Bom dia!








25.5.07


O bar do terraço









Este hotel é uma viagem!









Hotel Unique









A nossa mesa se rebelou









Um jantar às cegas









39 x 39, R$ 12 mil: quantos eu compro?









Uma geral da turma









No banheiro









Em primeiro plano, o N95









Coleguinhas









Evento Nokia









Lorena









São Paulo









A decolagem mais linda do mundo









Rumo a São Paulo









Espera, Cora, espera...









Corra, Cora, corra...









Lar, doce lar









Keaton e a vida mansa








24.5.07


Uma das fotos de gato mais lindas do Flickr!






(Foto de Vera Echo)






Tempo tempo tempo tempo









Lá vou eu...








As burkas cariocas

Elas são coloridas, deliciosas de vestir, cabem em
todas e, Allah seja louvado!, só usa quem quer


Quando a Rainha Elizabeth I morreu, em 1603, deixou cerca de 3 mil vestidos nas arcas que, então, faziam o papel dos guarda-roupas. Como nenhum era do gosto do Rei James I, que a sucedeu ("Queen James, King Elizabeth’s sucessor", diziam as más línguas), muitos acabaram vendidos aos teatros como figurinos, e não é improvável que alguns rapazes tenham representado as gloriosas princesas e rainhas de Shakespeare em trajes reais (duplo sentido, por favor). Como se sabe, até a segunda metade do século XVII a presença de mulheres nos palcos ingleses era impensável. Daí surgiu a frase "Não tem tu, vai tu mesmo".

Os vestidos da rainha não foram vendidos como figurinos por estarem ultrapassados, mas porque apenas a rainhas e altas figuras da nobreza era dado usar certas roupas. É possível que Elizabeth, que, de acordo com os relatos, manteve mais ou menos o mesmo corpo ao longo do seu reinado, tenha repetido um ou outro vestido em diferentes décadas, muito embora na era Tudor a moda já mudasse a uma velocidade jamais vista -- a cada 30 ou 40 anos inventavam-se novidades, para escândalo dos mais velhos.

* * *

Acreditem ou não, tudo isso (com exceção das datas, que também não sou nenhuma wikipedia ambulante) me veio à cabeça no Rio Design Center, enquanto experimentava roupas e agradecia ao Senhor por viver numa época em que a moda muda várias vezes ao ano. Não sei se vocês lembram, mas há três meses era virtualmente impossível encontrar em qualquer loja roupa que não ficasse ridícula em qualquer pessoa acima dos 15 anos e 30 quilos.

A moda anterior, um pouco mais sensata, não era tão ridícula -- desde que se conseguisse vesti-la, mas isso exigia da compradora em potencial o máximo de 50 quilos para o manequim 46.

* * *

Pois neste abençoado outono de 2007, pela primeira vez em muito tempo, mulheres mais redondinhas estão tendo a alegria de ir às suas lojas favoritas e, milagre!, lá encontrar roupas que lhes servem. A atual moda das túnicas e dos vestidos soltos pode não ser o que a indústria inventou de mais glamuroso, mas é, com certeza, fonte de inesgotável felicidade para uma legião de consumidoras, entre as quais, preciso dizer?, inclui-se a vossa cronista.

Ando comprando saias, blusinhas e vestidos na Farm, na Cavendish, na Totem, na Enjoy e na Cantão, algumas das que fazem as roupas que acho mais bonitas e gostosas para o dia-a-dia -- mas que, até ontem, só olhava nas vitrines, de longe, triste como cachorro diante de frango assado de padaria.

Claro que, quando o fim do mês trouxer as contas, essa farra toda vai se manifestar aos uivos no meu cartão de crédito. Mas, querem saber? Certas coisas não têm preço mesmo: no domingo passado, a Revista O GLOBO trouxe uma reportagem com o que as cariocas estão usando para tomar café-da-manhã na rua. Pois não é que lá, no meio de todas aquelas pessoas bonitas, bem-vestidas e descoladas, estava uma moça com um vestido igualzinho ao que comprei na Farm?!

Por acaso, ela também é jornalista, chama-se Renata Suter e usa o vestidinho exatamente como eu faço, com jeans por baixo: Renata, nosso vestido não é o máximo?!

* * *

O que aqui é exceção -- a alegria de entrar numa loja e encontrar uma roupa que veste bem a um preço razoável, quando se passou dos 50 (anos e quilos) -- deveria ser regra. É regra nos Estados Unidos, onde lojas como a Banana Republic não deixam ninguém infeliz, é regra na Europa, onde redes como a H&M têm de tudo para todo mundo.

Aqui, entretanto, o mercado se divide entre as lojas para senhoras, de onde mulheres de 60 quilos saem com cara de 70 anos, ou as lojas fashion, que dão a impressão de não quererem ver seus lindos modelitos em gente pouco ornamental.

* * *

Enfim, o que eu sei é que não vou deixar passar esta maravilhosa estação em branco. Vou deitar e rolar nas burkas cariocas, as alegres batas, túnicas e vestidos que, aleluia!, igualam magrelas e gordinhas na democracia e no prazer dos panos e dos estampados.

* * *

O livro é pequeno, não chama a atenção e quem não estiver bem atento pode ignorá-lo. Mas não cometam essa distração! "As vozes de Marrakech", de Elias Canetti, é extraordinário, um relato de viagem atento e cheio de ternura, em ótima tradução de Samuel Titan Jr. Nele, ao mesmo tempo em que se vislumbra uma cidade já perdida no tempo -- foi escrito em 54, anos antes da globalização -- percebe-se, acima de tudo, a densa humanidade do autor, mergulhado num mundo de sons, imagens e sentimentos novos. São 111 páginas de encantamento, tratadas com o carinho habitual da Cosacnaify.

* * *

Ah, em tempo: não deixem de assistir a "Um lugar na platéia", de Danièle Thompson, uma perfeita delícia de filme.


(O Globo, Segundo Caderno, 24.5.2007)





23.5.07


Millôr e Almir









Millôr









Caruso!









Gravatá e Almir








22.5.07


Caetano é tudo de bom...









Olha o que vocês estão perdendo!









Miguel e Eichbauer









Caetano no Globo









Gabriel e Nelson








21.5.07


Minha terra tem palmeiras









Para o Riq









Là, tout n'est qu'ordre et beauté









Copacabana









Não entendo mais essa casa!









Bike-retrato









Arraia miúda









Tá bonito









Foto inédita!









Insônia