31.5.07


Aqui está a prova!









Arrumei a minha mesa!









Maria Antonieta volta ao assunto

Na Gávea, moradoras antigas são despejadas por
recém-chegado sem princípios e por juiz relapso



A crônica da semana passada, a respeito das burcas cariocas, rendeu muitos emails e muito papo no blog. A imensa maioria dos emails veio de leitoras solidárias, reclamando da dificuldade de encontrar roupas para gente não-anoréxica e, surpresa, até para magrinhas com formas; a solitária exceção foi um leitor indignado, dizendo-se amargamente desapontado por me encontrar às voltas com papos mulherzinha, enquanto o país marcha lenta e inexoravelmente para o brejo.

"Quem tem o privilégio de ter um espaço como o seu na imprensa tem a obrigação de prestar atenção ao que acontece no Brasil", -- trovejou o cavalheiro. "O país está sendo assaltado na nossa frente e a senhora, como Maria Antonieta, se dedica a futilidades."

Maria Antonieta, moi?! Ora, ora. Eu aqui nesse esforço desgraçado para fazer de conta que, apesar de "tudo isso que aí está", a vida continua, como em qualquer país decente, e o cidadão exigindo mais meia página semanal de misérias... que ingrato!

Além do quê, foi exatamente por prestar atenção ao que acontece no Brasil que escrevi sobre as novas roupas lindas, larguinhas e confortáveis. Nem só de misérias vive a Pátria, caramba; às vezes há boas notícias. Qualquer mulher que tem ido às compras pode confirmar.

Finalmente, só para constar, a moda está longe de ser uma futilidade -- seja em termos econômicos, culturais ou, como era o caso, emocionais. Acho que poucos homens têm a exata noção do estrago que um provador de loja fashion pode fazer à auto-estima feminina.

De todos os emails e comentários, o que mais me agradou foi o da Luciana Perez, que não só falou dos problemas do lado de lá do balcão, como deu ótimas dicas:

"Trabalho com moda há muitos anos. E concordo: é difícil produzir e comprar roupa para nós assim com aquela idade indefinida "somewhere between forty and death", como minha mãe adorava dizer. Aqui na Terra Brasilis temos o problema de custos: o dinheiro custa muito e não é possível ter estoques grandes com numeração de 38 a 50. E não é que a gente compra roupa que fica bem em quem é mignon, e outros modelos para quem veste 46, e justamente quem veste 50 quer aquela calça marinheiro cheia de botões para condecorar a pança?!

Muitas, muuitas vezes me pergunto por que não vendo empadinhas. Quatro sabores e tudo do mesmo tamanho!

A moda é mesmo feita para quem é jovem, mas não estamos fadadas a nos vestir de velhinhas. Quando vou a São Paulo ver meus fornecedores, e me mostram produtos teen, eu digo: "Não, minha clientela é mais velha..." "Jovem senhora?""É, jovem senhora como eu!" Daí todos se coçam sem saber o que fazer. Não é para a gente se vestir exatamente da nossa idade... mas realmente também não é para deixar a barriguinha (a minha é o estacionamento da Ambev) caindo sobre o cós das calças! Então, aconselho:

Meninas: meio termo. Moda é proporção. Não é para sair de santropeito, nem continuar nas ombreiras (cintura alta já voltou, e as ombreiras provavelmente vão nos assombrar novamente). Calça logo abaixo do umbigo altura 21! Blusa de malha longa e deixa tudo "franzido" na região que foi cintura e quadril! E sim, by all means, comprem todas as blusas manga morcego, folgadas, porque uma vez que elas se forem, levarão duas estações ou mais para voltar."

* * *

Vocês não têm idéia da quantidade de histórias horripilantes envolvendo animais que chegam à minha caixa postal. Gostar de bichos e defendê-los, no Brasil, é garantia certa de coração partido. É como se a insuportável violência entre humanos com que convivemos justificasse as barbáries sofridas pelos animais, e anulasse toda e qualquer arbitrariedade contra eles cometida.

Seus defensores enfrentam o descaso das autoridades, a ignorância da população e a incompetência generalizada que corrói o Brasil. Quando escrevem para o jornal, o fazem em desespero de causa; em geral, já percorreram todas as vias legais, e sentem-se frustrados e impotentes diante da indiferença oficial.

Agora mesmo, entre emails que denunciam o abandono das aves da Praça Nossa Senhora da Paz e um projeto de lei dos vereadores de São José do Rio Preto, que pretendem proibir a alimentação de animais de rua (!), encontro a mensagem aflita de uma amiga que mora há mais de 30 anos no condomínio Parque da Gávea, condenado na Justiça a pagar indenização ao namorado de uma moradora que alega que três gatinhas comunitárias teriam arranhado o seu carro -- um veículo de 2001, que mostra bem cada ano de uso.

O pior não é o pagamento da indenização; é que, na mesma sentença, o juiz deu ao condomínio 48 horas para se desfazer das gatinhas. Em suma: três quadrúpedes de 16, cinco e quatro anos, respectivamente, que passaram todas as suas pacatas vidinhas no condomínio, foram despejados porque um bípede de passagem, decidido a levar vantagem em tudo, encontrou um juiz arbitrário e relapso, que nem ao menos se deu ao trabalho de descobrir se os tais arranhões foram feitos a) dentro do condomínio; e b) por gatos.

Agora, me digam: quem são os animais nessa história?!


(O GLOBO, Segundo Caderno, 31.5.2007)





30.5.07


Antes da aula









Um táxi para a esquina









Hoje o escritório virou estúdio









Tati está bolada









Ju, olha que coincidência!








29.5.07


Papo com Ju









Lucas, a capivara felina









Voltando às burkas...

Este ótimo comentário da Luciana Perez, que vê o mundo do lado de lá do balcão, tinha me escapado:
"Trabalho com moda há muitos anos. E concordo: é DIFÍCIL!!! Difícil produzir e comprar roupa para nós assim com aquela idade indefinida "somewhere between forty and death", como minha mãe adorava dizer.

Aqui na Terra Brasilis temos o problema de custos: o dinheiro custa muito e não é possível ter estoques grandes com numeração de 38 a 50. E não é que a gente compra roupa que fica bem em quem é mignon, e outros modelos para quem veste 46: e justamente quem veste 50 quer aquela calça marinheiro cheia de botões para condecorar a pança?!

Muitas, muuitas vezes me pergunto POR QUE não vendo empadinhas. Quatro sabores e tudo do mesmo tamanho!

Outro dia uma amiga me perguntou:

-- Luciana, qual a lógica? Por que estes leggings? Não vou usar isto!

Em seguida passou uma mulher pra lá dos 40 muito chic, de legging e um casaco comprido, mas podia ser uma "burka" se estivesse calor. A moda é MESMO feita para quem é jovem. Para quem nunca usou a mini, para quem não usou lurex nem short em dias de Dancing Days.

MAS não estamos fadadas a nos vestir de velhinhas! Quando vou a São Paulo ver meus fornecedores, e me mostram produtos teen, eu digo:

-- Não, minha clientela é mais velha...

-- Ah! "jovem senhora?"

-- É, jovem senhora como eu!

Daí todos se coçam sem saber o que fazer. NÃO é para a gente se vestir exatamente da nossa idade... Mas realmente também não é para deixar a barriguinha (a minha é o estacionamento da Ambev) caindo sobre o cós das calças! Então eu aconselho:

Meninas: meio termo. Moda é proporção. Não é para sair de santropeito, nem continuar nas ombreiras (cintura alta já voltou, e as ombreiras provávelmente vão nos assombrar novamente). Calça logo abaixo do umbigo altura 21! Blusa de malha longa e deixa tudo "franzido" na região que foi cintura e quadril!

E SIM, by all means, comprem todas as blusas manga morcego, folgadas, porque uma vez que elas se forem, levarão umas duas estações ou mais para voltar.

Se você está conseguindo comprar na Cantão e Farm, então você definitivamente não é tamanho 48 ou 50! Eu sou magra "falsa magra" porque sou grande e não caibo nas roupas destas lojas, onde levo minha filha de 15, que é o público alvo deles.

Quem sabe vc vai se "encontrar" na minha loja? Tenho uma na Ataulfo de Paiva 135 L 106 e acabo de abrir uma na Visconde de Pirajá 547 - SL 211 - Galeria Ipanema 2000.

Beijos da Luciana Perez"
Devo dizer que vários lojistas me escreveram quando falei sobre as burkas, mas ninguém com o senso de humor (e o bom-senso) da Luciana. No primeiro tempinho que sobrar vou lá conferir as roupas, com certeza; e sair comprando todas as mangas morcego que encontrar no caminho!

Em tempo: não, Allah seja louvado!, não sou mais manequim 48. Confesso, porém, que já estive lá e que,na época, vivia arrasada, na dúvida se me convertia ao catolicismo e entrava para um convento, ou se me convertia ao islamismo e adotava a burka (aquela, de verdade!) de uma vez.

Acabei me convertendo ao regime perpétuo, que saída? e agora estou feliz no meu look gordinha ma non troppo.

Update: Pronto, meu prestígio na família está assegurado! Mamãe, Laura e Ju conhecem as lojas da Luciana e são fãs, fãs, fãs, de carteirinha e tudo! Fui apresentada a diversas roupas compradas na Luciana, todas lindas, inclusive a calça preta que a Laura mais gosta, usa há anos para concertos e que, eu vi, continua impecável.





28.5.07


Maravilhoso!!!



Só agora tive tempo para ver a descoberta do Tom, Mulheres na Arte Ocidental.

Quem acompanha os comentários já deve ter visto, mas a quem ainda não viu sugiro que não perca mais tempo, e se deslumbre imediatamente...






Casa do Saber

Começo a dar na quarta-feira um curso na Casa do Saber, chamado Realidades do virtual: Comportamento, relacionamento e afeto na era da internet.

Não sei muito bem como vai ser isso, já que não só não sou professora, como não piso numa sala de aula há... há... ah, deixa pra lá!

Minha idéia é conversar com o pessoal ao sabor do interesse da turma, dentro do tema de cada aula (serão quatro, em quatro consecutivas quartas-feiras, sempre às 20hs).

Este é o material oficial da divulgação:
O lugar em que as pessoas se olham, se encontram e se descobrem não é mais a rua, mas a Internet. Assim, um novo cenário se constrói como realidade de maneira virtual. O curso irá mapear esse universo que inclui tudo e todos, por meio do olhar informado e crítico de uma jornalista especializada. Mais que informática, estarão em discussão as novas formas de comportamento, relacionamento e afeto, reflexão fundamental para quem quer se entender no mundo, real e virtual... ou serão a mesma coisa?

30 MAI | 1. OS PONTOS DE ENCONTRO

Orkut, Multiply, Second Life e outras comunidades gerais. O que as torna tão atraentes, o que oferecem de prazer e de risco e os cuidados básicos para frequentá-las.

06 JUN | 2. OS PONTOS DE VISTA

Fotolog, Flickr e outras comunidades de troca de imagens. Os perigos da super-exposição, as vantagens de interagir com outros fotógrafos, o mundo ao nosso dispor. Para fazer amigos em qualquer cidade do mundo, bastam uma câmera na mão e um pouco de inglês na cabeça.

13 JUN | 3. OS PONTOS DE ATRITO

Desde que o Napster apareceu, a Internet nunca mais foi a mesma. As vantagens e os riscos da troca de arquivos, a polêmica em torno do assunto, o que é e o que não é pirataria.

20 JUN | 4. OS PONTOS DE TENSÃO

O amor e a privacidade na rede. Dos sites de encontro ao e-mail do escritório.

Inscrições:

Tel.: (21) 2227-2237 / 222-SABER
Horário de funcionamento: 11h às 20h






Deu a louca na louca



Essa maravilha quem encontrou foi o Ribondi. Devo dizer que eu, que não tenho medo de bicho nenhum, teria a mesma reação; mas barata, definitivamente, não é bicho, é assombração em forma de inseto.

Em tempo: povo, desculpem o sumiço, mas é que estou meio encalacrada. Para vocês terem idéia, meu computador novo chegou na sexta e ainda não instalei!





27.5.07


Lar, doce lar!








26.5.07


Muito luxo, pouco charme









Virou um aeroporto como outro qualquer









Agora é assim









Desembarque por finger: horas de demora!









O avião está lotado: vou na rabeira









Falta pouco!









No rumo de casa









Christian e Marijô









Enquanto isso, num cantinho do banheiro









A outra turma









Tudo sobre áudio









A vista do terraço









O hotel









O hotel









A vista do terraço









Corredores do hotel









É triste deixar um quarto assim tão cedo









Bom dia!








25.5.07


O bar do terraço









Este hotel é uma viagem!









Hotel Unique









A nossa mesa se rebelou









Um jantar às cegas









39 x 39, R$ 12 mil: quantos eu compro?









Uma geral da turma









No banheiro









Em primeiro plano, o N95









Coleguinhas









Evento Nokia









Lorena









São Paulo









A decolagem mais linda do mundo









Rumo a São Paulo









Espera, Cora, espera...









Corra, Cora, corra...









Lar, doce lar









Keaton e a vida mansa








24.5.07


Uma das fotos de gato mais lindas do Flickr!






(Foto de Vera Echo)






Tempo tempo tempo tempo









Lá vou eu...








As burkas cariocas

Elas são coloridas, deliciosas de vestir, cabem em
todas e, Allah seja louvado!, só usa quem quer


Quando a Rainha Elizabeth I morreu, em 1603, deixou cerca de 3 mil vestidos nas arcas que, então, faziam o papel dos guarda-roupas. Como nenhum era do gosto do Rei James I, que a sucedeu ("Queen James, King Elizabeth’s sucessor", diziam as más línguas), muitos acabaram vendidos aos teatros como figurinos, e não é improvável que alguns rapazes tenham representado as gloriosas princesas e rainhas de Shakespeare em trajes reais (duplo sentido, por favor). Como se sabe, até a segunda metade do século XVII a presença de mulheres nos palcos ingleses era impensável. Daí surgiu a frase "Não tem tu, vai tu mesmo".

Os vestidos da rainha não foram vendidos como figurinos por estarem ultrapassados, mas porque apenas a rainhas e altas figuras da nobreza era dado usar certas roupas. É possível que Elizabeth, que, de acordo com os relatos, manteve mais ou menos o mesmo corpo ao longo do seu reinado, tenha repetido um ou outro vestido em diferentes décadas, muito embora na era Tudor a moda já mudasse a uma velocidade jamais vista -- a cada 30 ou 40 anos inventavam-se novidades, para escândalo dos mais velhos.

* * *

Acreditem ou não, tudo isso (com exceção das datas, que também não sou nenhuma wikipedia ambulante) me veio à cabeça no Rio Design Center, enquanto experimentava roupas e agradecia ao Senhor por viver numa época em que a moda muda várias vezes ao ano. Não sei se vocês lembram, mas há três meses era virtualmente impossível encontrar em qualquer loja roupa que não ficasse ridícula em qualquer pessoa acima dos 15 anos e 30 quilos.

A moda anterior, um pouco mais sensata, não era tão ridícula -- desde que se conseguisse vesti-la, mas isso exigia da compradora em potencial o máximo de 50 quilos para o manequim 46.

* * *

Pois neste abençoado outono de 2007, pela primeira vez em muito tempo, mulheres mais redondinhas estão tendo a alegria de ir às suas lojas favoritas e, milagre!, lá encontrar roupas que lhes servem. A atual moda das túnicas e dos vestidos soltos pode não ser o que a indústria inventou de mais glamuroso, mas é, com certeza, fonte de inesgotável felicidade para uma legião de consumidoras, entre as quais, preciso dizer?, inclui-se a vossa cronista.

Ando comprando saias, blusinhas e vestidos na Farm, na Cavendish, na Totem, na Enjoy e na Cantão, algumas das que fazem as roupas que acho mais bonitas e gostosas para o dia-a-dia -- mas que, até ontem, só olhava nas vitrines, de longe, triste como cachorro diante de frango assado de padaria.

Claro que, quando o fim do mês trouxer as contas, essa farra toda vai se manifestar aos uivos no meu cartão de crédito. Mas, querem saber? Certas coisas não têm preço mesmo: no domingo passado, a Revista O GLOBO trouxe uma reportagem com o que as cariocas estão usando para tomar café-da-manhã na rua. Pois não é que lá, no meio de todas aquelas pessoas bonitas, bem-vestidas e descoladas, estava uma moça com um vestido igualzinho ao que comprei na Farm?!

Por acaso, ela também é jornalista, chama-se Renata Suter e usa o vestidinho exatamente como eu faço, com jeans por baixo: Renata, nosso vestido não é o máximo?!

* * *

O que aqui é exceção -- a alegria de entrar numa loja e encontrar uma roupa que veste bem a um preço razoável, quando se passou dos 50 (anos e quilos) -- deveria ser regra. É regra nos Estados Unidos, onde lojas como a Banana Republic não deixam ninguém infeliz, é regra na Europa, onde redes como a H&M têm de tudo para todo mundo.

Aqui, entretanto, o mercado se divide entre as lojas para senhoras, de onde mulheres de 60 quilos saem com cara de 70 anos, ou as lojas fashion, que dão a impressão de não quererem ver seus lindos modelitos em gente pouco ornamental.

* * *

Enfim, o que eu sei é que não vou deixar passar esta maravilhosa estação em branco. Vou deitar e rolar nas burkas cariocas, as alegres batas, túnicas e vestidos que, aleluia!, igualam magrelas e gordinhas na democracia e no prazer dos panos e dos estampados.

* * *

O livro é pequeno, não chama a atenção e quem não estiver bem atento pode ignorá-lo. Mas não cometam essa distração! "As vozes de Marrakech", de Elias Canetti, é extraordinário, um relato de viagem atento e cheio de ternura, em ótima tradução de Samuel Titan Jr. Nele, ao mesmo tempo em que se vislumbra uma cidade já perdida no tempo -- foi escrito em 54, anos antes da globalização -- percebe-se, acima de tudo, a densa humanidade do autor, mergulhado num mundo de sons, imagens e sentimentos novos. São 111 páginas de encantamento, tratadas com o carinho habitual da Cosacnaify.

* * *

Ah, em tempo: não deixem de assistir a "Um lugar na platéia", de Danièle Thompson, uma perfeita delícia de filme.


(O Globo, Segundo Caderno, 24.5.2007)





23.5.07


Millôr e Almir









Millôr









Caruso!









Gravatá e Almir








22.5.07


Caetano é tudo de bom...









Olha o que vocês estão perdendo!









Miguel e Eichbauer









Caetano no Globo









Gabriel e Nelson








21.5.07


Minha terra tem palmeiras









Para o Riq









Là, tout n'est qu'ordre et beauté









Copacabana









Não entendo mais essa casa!









Bike-retrato









Arraia miúda









Tá bonito









Foto inédita!









Insônia









Acha-se mesmo de TUDO no YouTube



Louis Armstrong e... Johnny Cash!!!





20.5.07


Ela não larga a caça!









A valente caçadora na selva









Lá fora









Bia e Chiquinha









Não é lindo esse chão?









Na sequência









Quase gargarejo...









Cineminha








19.5.07


Sarjeta da fama

A Revista do Globo de amanhã, que eu trouxe para casa ontem, traz, como matéria de capa, uma ótima reportagem do Renato Lemos sobre a Brasileirinhas, uma produtora de filmes pornô que faz sucesso por usar "celebridades" em vez dos "atores" anônimos de hábito.

Lá estão o indefectível Alexandre Frota, Gretchen, Regininha Poltergeist, Rita Cadillac, por aí vai. O dinheiro, que nem é tanto, tem um papel importante na história; espantosamente, porém, boa parte dos entrevistados está no ramo por causa da fama.

Fiquei pensando muito nisso.

Fama? Mas que fama, de ator pornô?!

Isso lá é algo a que se aspire?!

Sou antiga, do tempo em que se alguém fosse ator pornô escondia de todo mundo, ou pelo menos daquela parte do mundo que não assiste filme pornô.

Hoje o que importa não é mais a atividade, mas a fama em si. Tanto faz por quê se é famoso, desde que se o seja (gostaram da construção?). Isso já foi dito e redito à exaustão, suponho que existam milhares de teses a respeito do assunto, mas não consigo deixar de me surpreender cada vez que esbarro com um desses sintomas agudos da patologia dos tempos.

Saindo até do âmbito dos atores pornô, fico perplexa com a falta de pudor com que as pessoas se expõem, com a necessidade que têm de serem vistas, ouvidas, entrevistadas, fotografadas, reconhecidas.

Antigamente as crianças queriam ser bombeiros, bailarinas, médicos, astronautas, trapezistas.

Hoje querem ser celebridades.

Não sei como nem por quê chegamos a esse ponto, mas imagino que a super-população do mundo tenha algo a ver com isso. No mundo menor, na cidade menor, todos eram conhecidos de todos; todos conheciam as virtudes e defeitos uns dos outros, o que, imagino, assegurava a individualidade de cada um.

Continuamos indivíduos, únicos todos, exatamente como antes; mas forçosamente prestamos menos atenção uns nos outros. Não vivemos mais num universo de reconhecimento possível.

Ou então é uma outra coisa qualquer radicalmente diferente.

Ou...

Ah, sei lá.

Estava só pensando em voz alta.





18.5.07


Balbio e Bel fecham a revista







Desculpem o atraso na publicação! Sempre que escrevo na redação e me esqueço de enviar o texto para mim mesma fico dependendo do arquivo. Isso não seria problema se, a essa dependência, não estivesse condicionada uma outra: a da minha memória. Assim é que venho e vou e acabo me esquecendo de pescar os textos já publicados...


Carta às mães (de celular novo)

Se a publicidade de alta voltagem das operadoras e revendedores em geral funcionou, hoje você, mãe, é a feliz proprietária de um aparelho celular novinho em folha. Em muitos casos ele pode ser, mesmo, a resposta aos seus sonhos; em outros, pode ser um estranho com o qual você, que já se sentia tão confortável com o bom e velho aparelho antiguinho, terá que aprender a conviver.

Às mães do primeiro caso, que estão exultantes com seus aparelhos e já destrincharam todas as novas funções, dou meus parabéns mais sinceros e digo, sem fingimento, que sei absolutamente o que vocês estão sentindo: não há nada de que eu goste mais na sociedade de consumo do que de um celular novo.

Às mães do segundo caso, também dou sinceros parabéns. Celular novo é tudo de bom, ainda que, nesse momento, vocês ainda não estejam inteiramente convencidas disso. Explico: a tecnologia avança tanto que, mesmo que vocês só usem o celular para receber ligações dos filhos, o novo aparelho terá vantagens sobre o antigo. No mínimo, no mínimo, terá uma tela mais legível -- e será bem mais bonitinho.

O primeiro passo para se habituar ao recém-chegado é transferir os dados da agenda do aparelho antigo. Se vocês não fizerem isso, provavelmente continuarão usando o celular velho e deixando o novo na gaveta. Não é preciso digitar tudo novamente. As operadoras podem fazer essa transferência na maioria dos casos.

O segundo passo é brincar bastante com o brinquedo novo. Celulares dificilmente quebram, não têm nenhum botão que apaga todo o conteúdo sem dizer água vai e, de modo geral, vêm preparados para facilitar ao máximo a vida de quem não os entende. Em última instância, eles vêm com manuais que podem (e devem) ser consultados quando surgirem dúvidas.

Sempre que uso um aparelho novo (coisa que acontece com relativa freqüência) ando com o manual na bolsa. Não sou a favor de se ler o manual de cabo a rabo, como se fosse um livro, mas sim de consultá-lo diante de dificuldades; ainda que uma lida rápida, de primeira, seja útil para revelar todos os recursos disponíveis.

Muita gente se desaponta com a qualidade das fotos dos celulares. Lembrem-se, porém, de que a foto que se vê na tela, sobretudo nos modelos de menor resolução, é bem inferior à imagem que chegará ao computador, ou a um celular com tela de melhor resolução.

Há poucos dias brinquei com um Gradiente GC300, baratinho e tão pequeno que parece um chaveirinho. Fiz meia dúzia de fotos que não me entusiasmaram nada na telinha miudinha, mas que me deixaram verdadeiramente encantada no computador.

Duas dicas básicas para obter uma boa foto de celular: não tire fotos de longe, nem em ambientes mal iluminados.

Tentem aprender o T9, aquela forma de digitação rápida nas teclinhas para envio de torpedos. O segredo: não olhem para a palavra que estão escrevendo, só para as teclas que têm as letras. Depois, eventualmente, escolham a opção certa. A combinação das teclas 2667, por exemplo, pode produzir as palavras amor, bons, amos e anos. Insista, não desista! O T9 é aflitivo para marinheiros de primeira viagem mas é um barato para quem descobre o pulo do gato.

Finalmente, se nada disso der certo, chamem seus filhos para que lhes dêem aulas sobre o telefone novo. É uma ótima chance para se divertirem juntos!


(O Globo, Infoetc., 14.5.2007)






O de sempre









Com Xexéo









Os gatos é que estão certos...









Bom dia!








Cama-de-gato

No começo parecia uma bobagem, uma dessas gripes que a gente pega a toda hora. Tomei a vitamina C, o leite com mel, o chá de limão. Dois ou três dias depois, já não tossia e, contente, pensei que estava tudo OK. Quatro ou cinco dias mais tarde, no entanto, não conseguia fazer nada além de dormir. Ia para a cama antes das duas da manhã, cedíssimo para mim, e acordava às quatro da tarde, um exagero até pelos meus parâmetros.

Tomava café da manhã e me espichava no sofá para ler o jornal... e acordava às oito, com o jornal caído no tapete. Não tinha febre, não tinha dor de cabeça, não tinha nada, nada – além do sono e do cansaço paralisantes.

Fiz pesquisas na internet e descartei as possibilidades mais tenebrosas, aquelas que me teriam levado correndo ao hospital. Consultei os leitores do blog e todos mais ou menos chegaram à mesma conclusão a que eu chegara: virose. Vários insistiram para que eu fosse ao médico, mas estava cansada demais. Prometi que, assim que ficasse boa, iria sim, sem falta.

Um amigo me mandou um email, em particular, delicado e preocupado, perguntando se, por acaso, eu não estaria deprimida. Sei que a depressão é uma doença insidiosa; a possibilidade não me passara pela cabeça. Liguei para o Tom, que é médico, que me conhece bem:

-- Você acha que pode ser depressão?

O desalmado caiu na risada. Fiquei mordida. Por que não teria eu direito a uma boa depressão, como qualquer pessoa normal que sabe o que acontece no país e no mundo? Direito eu tinha e tenho, asseverou, mas, pelo visto, depressões não se resumem a um sono mortal. Pedi mais informações mas o Tom disse que eu estava desconcentrada demais para que ele perdesse seu precioso tempo me dando uma aula sobre questões psíquicas: afinal, eu confiava nele ou não? Confiava, claro. Ainda assim ficou lá atrás, no fundo da cabeça, aquela dúvida chata.

E, enquanto isso, eu só fazia ir da cama para o sofá e do sofá para a cama. Escrevi as duas últimas crônicas como se estivesse num filme B: me arrastava até o escritório, a duríssimas penas escrevia um parágrafo e acordava um tempo depois, com uma letra repetida ao infinito, onde quer que estivesse meu dedo no momento do apagãooooooooooooooooooooooooooooooooo.

O compadre Gravatá, irmãozinho do meu coração, ligou para saber como estava me sentindo. Descrevi os sintomas.

-- Oxente, menina, isso na Bahia não é doença, não! Venha comer um vatapá aqui em casa e você vai se sentir outra pessoa...

Os gatos, radiantes, acompanharam todo o processo com sinais de grande entusiasmo. Para eles, estava claro que, afinal, haviam conseguido me explicar o sentido da vida.

Foram quase vinte dias de absoluta inutilidade. Nem um notebook e uma impressora novos que tenho para testar conseguiram me arrancar daquele marasmo absurdo. Perdi toda a gloriosa seqüência de feriados em que as últimas semanas foram tão pródigas, provavelmente perdi alguns amigos porque devo ter marcado encontros aos quais não só não compareci como não dei satisfação, mas, como Deus é bom e não desgosta de todo de mim, também perdi um quilo e meio.

A vida é assim, feita de pequenas felicidades.

* * *

Na quinta-feira da semana passada, acordei como se nada tivesse acontecido. Levantei da cama e, para minha total surpresa, não senti vontade nenhuma de me espichar no sofá. Aproveitando tanta e tão inesperada disposição, fui resolver a quantidade de problemas que se acumularam durante a doença do sono. A tarefa mais agradável era passar numa loja Tim, para pegar o celular novo a que fazia jus graças às minhas contas tonitruantes; a verdade é que nem canja de galinha me restaura tão rápido quanto um celular novo.

Depois de passar horas debruçada sobre os modelos à minha disposição, optei por um SE W810 branco, não só por ser bom e muito bonitinho, mas por, maravilha das maravilhas, ter duas minúsculas caixinhas de som bem poderosas. O brinquedo não ficou comigo tempo suficiente para que pudesse passar para ele a agenda de endereços: três dias depois caiu ou foi tirado da minha bolsa sem que eu percebesse. As caixinhas de som, órfãs, me olham até hoje da mesa de cabeceira.

A vida é assim, feita de pequenas infelicidades.

* * *

Quanto aos gatos, não reagiram bem à minha recuperação. Depois de ter dado todas as demonstrações de que finalmente percebera para que serve a vida -- ou, pelo menos, a sua maior parte -- como é que eu fazia a desfeita de ter tal recaída?! Para deixar bem clara a sua opinião a respeito do assunto, fizeram pipi nos jornais e nas revistas que eu ainda não tinha lido.

A vida também é assim, feita de pequenas brigas sem motivo.


(O Globo, Segundo Caderno, 17.5.2007)





17.5.07


Quadrúpede a bordo









Não quero nem ler...









Essa foi na entrada









Os bastidores








16.5.07


Prêmio TIM









Prêmio TIM









Prêmio TIM









Cidade certa, época certa, personagem errado




Achei este video, de 1967, no blog do Tom e da Deborah, os Dois Cariocas na Gringolândia.

Recomendo tirar o som.






Voltamos ao leite antigo...








15.5.07


Ganhei: e eu lá não sei?!









Sempre elas...









Danuza e Mário Sérgio










Vejam o bonitão que está fazendo a festa com os caquis da Luciana Pordeus!






Sensacional!

Descobri o blog da Sara, uma heroína paulista de 29 anos e 1m62, que estava com 99 quilos há três anos e hoje está com 56.

Não fez cirurgia, não tomou remédios e emagreceu graças a uma força de vontade extraordinária.

Vale muito conferir!





14.5.07


Infalível

Adorei o comentário da Kidity:
"São três as fórmulas mágicas de achar coisas perdidas:

1 - Dizer 3 vezes São Longuinho quero meu celular e dar um pulinho a cada vez que falar a frase.

2 - Colocar uma vassoura deitada, perto de uma mesa, amarrá-la com barbante ao pé da mesa e dizer para ela: Só vou tirar você daí depois que meu celular aparecer. Vassoura, como é sabido e notório, não gosta de ficar nem virada de ponta cabeça atrás da porta, nesse caso faz a visita ir embora rapidinho e, suprema humilhação, deitada no chão e ainda por cima amarrada ao pé de uma mesa.

3 - Esquecer o fato, vale fingir que esqueceu e cantarole qualquer coisa para que o Cabôco desista e devolva o celular. São dois os cabôcos; o Cabôco Perdedor e o Cabôco Escondedor. O primeiro vai permitir que você o ache num lugar onde poderia jurar que nunca jamais o colocaria lá, o Cabôco Escondedor vai deixar o celular aparecer no lugar onde deveria estar, mesmo se você o tenha procurado lá mais mil vezes. Só tem um porém, estes cabocos podem permitir que o objeto reapareça semanas ou meses depois."
Já dei os três pulinhos, já cantarolei e, lá na sala, há uma vassoura humilhada amarrada ao pé da mesa, para grande perplexidade dos gatos.

Se nem assim aparecer...






Buáááááááááááááááá!!!!

Na semana passada, tirei um celular lindinho e cheio de predicados na TIM: um Sony-Ericsson W810i, com caixinhas de som e tudo. Passei para ele um cartão micro MMS de 2Gb que tinha ainda dos tempos da Copa, mas ainda nem tinha passado a minha agenda de telefones... e ele SUMIU!!!

Tá, eu sei, eu tenho bem mais celulares do que orelhas, mas eu AMO celulares e estou tristíssima com a perda do meu brinquedo novo.







13.5.07

FELIZ DIA DAS MÃES!








Millôr









12.5.07


Infelizmente não consegui achar os dois primeiros movimentos do concerto, mas este Finale é de arrepiar; a única interpretação, até hoje, de que gostei mais do que da de Rostropovich. Com vocês, o Concerto em Dó Maior para violoncelo, de Haydn, com Pieter Wispelwey, Les Violons Du Roy e regência de Bernard Labadie.

Aqui, a título de comparação, o grande Slava, com a Orquestra Sinfônica de Boston regida por Seiji Ozawa. Apesar de preferir o Wispelwey, esta me deixa mais comovida porque ainda não me conformei com a morte dele: Rostropovich era tão grande como músico quanto como ser humano, e eu adorava, literalmente adorava ele.



(Estou ficando velha e boba: não consigo olhar para esse rosto concentrado e inteligente do Rostropovich sem ficar com os olhos cheios de lágrimas.)






Aiiiiiiiii...









Leblon









Discurso!









Parabéns!









Não fui eu...









Olivinha









Marília Kranz: 70 anos!









Festa!








11.5.07


Kasparov está ficando velho...

Dos releases:
São Paulo, 11 de maio de 2007 – Hoje, sexta-feira (11), faz exatamente dez anos que o Deep Blue se tornou o primeiro computador a vencer um campeonato de xadrez contra um campeão mundial de xadrez Gary Kasparov.


O Deep Blue tinha 32 processadores e pôde processar cerca de 200 milhões de lances de xadrez por segundo em sua partida histórica de seis jogos contra Kasparov. Dez anos depois, o Blue Gene, o supercomputador mais rápido do mundo e descendente do Deep Blue, usa 131 mil processadores para lidar com facilidade com 280 trilhões de operações por segundo. Um único cientista com uma calculadora teria de trabalhar sem parar por 177 mil anos para realizar as operações que o Blue Gene pode efetuar em um segundo.

As teorias da ciência da computação desbravadas pelo Deep Blue (que realizava milhões de cálculos simultaneamente ou “em paralelo”) são a base do Blue Gene e foram as precursoras dos designs de chip com “múltiplos núcleos” de hoje. O Blue Gene está sendo utilizado nos laboratórios científicos, por universidades e governos, investigando o invisível e fornecendo uma nova percepção para: as ciências relacionadas à saúde (desdobramento de proteínas, pesquisa genética; pesquisa cerebral); hidrodinâmica; química quântica; astronomia e pesquisa espacial; ciência dos materiais e previsão climática.
O pior é que eu não só estava lá como já era veterana na área de tecnologia.

* suspiro *






Comunicado à praça

Este blog se reserva o direito de ignorar o papa.





10.5.07


Morram de inveja!









Perguntas









Intervalo









Fui maquiada!









Alô, Brasil!









No Senac









Volta logo!









Um suricato, só pra enfeitar...



I love meerkats!






De inútil paisagem a pequeno paraíso

Os quiosques transformaram a vida na Lagoa; apesar disso, estão sendo ameaçados


Há coisa de 20 anos, nosso velho prédio do Bairro Peixoto foi definitivamente condenado pela prefeitura. Estava adernando, e entre a frente e os fundos havia 60 centímetros de diferença. Se soltássemos uma bolinha de gude na sala, ela ia sozinha, correndo, para o quarto dos meus pais -- que, já à época, moravam no sítio.

Por causa das restrições de gabarito do Bairro Peixoto, o preço de venda sequer chegou a cobrir o preço do apartamento, grande, espaçoso, cuja geografia guardo até hoje na planta dos pés, e que ainda seria capaz de percorrer, de olhos fechados, numa outra dimensão.

Como é que se deixa uma casa assim?! Qualquer outro lugar seria pior, mais feio, menos carregado de lembranças e de boas vibrações. Eu só tinha uma saída: comprar um canto com uma vista tão espetacular para o lado de fora, que não me entristecesse com o que estava do lado de dentro.

E foi assim que, depois de percorrer dezenas de apartamentos de todos os tipos, vim parar na Lagoa -- na época infinitamente mais barata do que a Vieira Souto, bem mais barata do que a Avenida Atlântica, mais barata do que Ipanema e Leblon, e uma pechincha em comparação com a Urca.

Havia motivos para isso. Um era a mortandade de peixes que acontecia freqüentemente (mas o apartamentinho que achei ficava contra o vento); outro era a área em si, que simplesmente não existia. A Lagoa era uma vista magnífica com alguns clubes às margens -- e mais nada. Passear pelo entorno abandonado não era para os fracos de espírito. Não havia luz à noite, nem havia dia sem assalto.

Com o tempo, as coisas começaram a mudar. O canal foi dragado e os peixes passaram a morrer menos. E, justamente por aquela época, um maluco chamado Mário Moscatelli resolveu reconstituir o manguezal. Logo as garças estavam de volta, depois os biguás, os socós, os frangos d’água, os quero-queros, os bem-te-vis e joões-de-barro, as viuvinhas, os sabiás, os canários da terra... Há tanta vida na Lagoa, atualmente, que até capivaras já tivemos alegrando a vizinhança.

Mas o que mudou mesmo a paisagem do ponto de vista do lazer carioca foi a instalação dos quiosques, há dez anos. Na sua esteira vieram iluminação, movimento, segurança. Não foi fácil. Acompanhei passo a passo a luta desses valentes empresários, cada qual tentando oferecer algo diferente ao público, sem ajuda de qualquer espécie de quem quer que fosse.

Naturalmente, uns quiosques vingaram, outros não. Alguns até se transformaram em verdadeiros ícones da paisagem, como o Palaphita, o Café del Lago, o Arab, o Sushinaka, o Drink Café.

O trabalho, o investimento e a criatividade dos donos dos quiosques não pode ser subestimado. A prefeitura entregou-lhes uma área bonita mas perigosa, onde nada existia e da qual todo mundo desconfiava. Eles puseram mãos à obra. Pediram a construção de banheiros públicos, pediram melhor iluminação, pediram a relocação de quiosques que, por estarem na beira da avenida, não têm condições de funcionar.

Conseguiram? Pois sim! Todos têm interesse em aprimorar os serviços, mas quando não esbarram na inércia da prefeitura, esbarram com uma burocracia kafkiana, que não lhes permite fazer os consertos e melhoramentos que o poder público não faz.

O sucesso dos quiosques é indiscutível. A Lagoa virou uma das áreas mais valorizadas do Rio, a sua vida noturna é uma festa. E agora, que está tudo bonitinho, e que o pessoal já fez o trabalho duro, a prefeitura quer pôr os quiosques em licitação!

É óbvio que não interessa a nenhum freqüentador vê-los transformados em capitanias hereditárias; mas qual é a vantagem de ver tanto trabalho ir por água abaixo para recomeçar do zero?! Que se criem novas normas de arrendamento, que se inventem fórmulas de renovação justas, que se juntem as cabeças pensantes da administração, se é que as há -- mas que não se desmanche o que está dando tão certo por um reles capricho do prefeito.

Há abaixo-assinados nos quiosques do Parque dos Patins para que os freqüentadores que estejam contra esta arbitrariedade possam se manifestar.

* * *

Sim, eu sei, todos andam como baratas tontas atrás de presentes para o dia das mães. Desbaratizem-se! Há livros maravilhosos para resolver tão angustiante questão. "Meu pescoço é um horror", de Nora Ephron (Rocco), não está entre os mais vendidos à toa: é ótimo mesmo, e se a sua mãe ainda não leu, vá na fé. "O sonho da razão", de Anthony Gottlieb (Difel), uma história da filosofia ocidental da Grécia ao Renascimento, com mais de 500 páginas, pode parecer um presente de grego (sem trocadilho); mas é brilhantemente escrito, claro e compreensível, uma raridade no gênero. E um pequeno livrinho, que parece um envelope e que não é quase nada, é simplesmente tudo: "Fico à espera...", de Davide Cali e Serge Bloch, mais um Cosacnaify lindo de doer. Em tempo: não acreditem se o livreiro disser que é para crianças.


(O Globo, Segundo Caderno, 10.5.2006)





9.5.07


Às vezes, os espertinhos se dão mal...



Lembram de Uri Geller? Pois é, eu também quase não me lembrava. Pois resolveu dar uma de Roberto Carlos e, provavelmente, vai se dar muito mal. Processou o YouTube, exigindo que tire do ar um filme em que James Randi, mágico gente boa que se dedica a desmistificar supostos fenômenos paranormais, mostra a farsa que ele é.

Acontece, porém, que Uri Geller não é detentor do copyright do video, que tem 14 minutos, dos quais Geller, em pessoa, pode alegar propriedade de cerca de três segundos, se tanto -- o que, até outro dia, era fair use nos Estados Unidos, e conseqüentemente legal.

De modo que a EFF, que tem combatido os "CDMA abusers", tascou-lhe um processo nas fuças. E, o que é melhor, agora todo mundo está vendo o video em que ele é desmascarado, e lembrando-se de Uri Geller como o vigarista que sempre foi.

Mais ou menos como Roberto Carlos, que com este lamentável episódio da censura à sua biografia hagiografia, deixou cair de vez a máscara de bom moço.






Essa chuva dá um sono...!








8.5.07


O terror dos ares



Hoje levei muita rasante dos quero-queridos, mas não descobri nem ninho nem filhotes.

Eles são mesmo os pássaros mais engraçados aqui da Lagoa!






Pensando








7.5.07


Jantar é cultura









Tudo azul










Voltando ao assunto

(Escrevi esta coluna em abril de 2004; nela está a minha opinião a respeito da liberação de drogas.)

Drogas

A liberação pode amenizar o que a guerra piora


Está na moda condenar os usuários de drogas como co-responsáveis, quando não responsáveis diretos, pela violência que assola a cidade. Além da idéia bizarra de que só existe violência por causa das drogas, há um raciocínio simples (e simplista) por trás disso: "Se ninguém consumir, os traficantes não terão a quem vender".

De fato. Onde não há demanda, não há oferta. Mas é tão fácil dizer "Parem de consumir!" quando não consumimos nada, não é? Agora olhem em volta e vejam quantas pessoas vocês conhecem irremediavelmente viciadas em substâncias legais: chope, uísque, tranqüilizantes, cigarro, carboidratos...

Eu mesma, por exemplo, que não fumo nem bebo, preciso emagrecer. Muito. Não estou acima do peso porque quero, porque desconheço o mal que isso me faz à saúde ou porque me agrade; pelo contrário. Meu maior desejo seria entrar em forma.

"Mas é tão fácil emagrecer!", dizem todos os magros. "Basta parar de comer doce!"

Pois é. É o que venho tentando fazer desde que me tenho por gente -- sem o menor sucesso. Minha sorte é que a dependência química de açúcar não me põe forçosamente em contato com criminosos. Posso comprar chocolate em qualquer lugar sem ser ameaçada de morte por traficantes, sem ser achacada por maus policiais, sem correr o risco de ir em cana. Se amanhã o chocolate for proscrito, eu talvez agüente uma ou duas semanas, mas é provável que, mais cedo ou mais tarde, acabe indo buscar uns bombons de cereja onde quer que seja, ao preço que me pedirem.

Parece brincadeira, mas não é. Estou falando sério. Tentem largar um simples hábito para imaginar como é difícil, quando não impossível, abandonar um vício. E eliminar a tal demanda.

Para mim, o único meio de se resolver o problema das drogas é fazendo com que elas deixem de ser um problema -- pelo menos, um problema de polícia. Em outras palavras, liberando o seu consumo, e tirando a distribuição das mãos do crime organizado.

É lógico que quando falo em consumo livre não estou falando num sentido consumista. Ninguém que propõe a liberação das drogas com um mínimo de seriedade é louco de sugerir a distribuição descontrolada, com marcas chiques, gente sarada fazendo propaganda em outdoors e merchandising na novela das oito. A liberação das drogas deve ser uma liberação sem charme, hype, néon ou embalagens vistosas.

Sei que esta é uma idéia radical, malvista por boa parte da sociedade; também sei que contraria interesses e levanta questões -- inclusive diplomáticas -- de uma complexidade indescritível. Mas acho que deve, pelo menos, ser discutida. Será que a distribuição legal de drogas, controlada pelo Estado, seria tão pior do que a atual distribuição ilegal, controlada pelo tráfico?

O consumo não é, em si, um caso de polícia. É caso de saúde pública -- o que não significa que os dependentes sejam coitadinhos doentes e inimputáveis, pelo contrário. Mas são, ainda assim, pessoas que precisam de tratamento. Se isso já é difícil em plena legalidade (vide alcoolismo), que dirá na ilegalidade...

O fato é que, desde que o mundo é mundo, a Humanidade se droga. Não há registro de civilização que não tenha inventado uma bebida, descoberto um cogumelo, mascado umas folhas. Achar que, justamente agora, nesses tempos nervosos, vamos subitamente parar com isso é, no mínimo, uma perigosa ingenuidade.

Outro fato é que qualquer adolescente de cidade grande tem, hoje, acesso às drogas. O que muitos não têm, até por causa da clandestinidade, é a quem recorrer, seja para se informar, seja para pedir socorro. É evidente que todos preferiríamos filhos "limpos"; mas, sem medo de encarar a realidade, o que é pior, a garotada comprando maconha na farmácia, abertamente, ou, como hoje, se envolvendo com traficantes e não raro com a polícia, com as previsíveis conseqüências?

Não é a ilegalidade que mantém os jovens longe das drogas, mas a educação e a informação. E, suspeito, uma certa carga genética.

Não acredito que todos passassem a se drogar indiscriminadamente caso as drogas fossem liberadas. Cigarro e álcool estão aí, para quem quiser, e nem todo mundo se torna fumante ou alcoólatra. De qualquer forma, o custo de campanhas educativas e de tratamentos contra a dependência seria uma fração do que custa a guerra (perdida) contra o tráfico. Com a vantagem de não fazer tantas vítimas inocentes.

Lógico que a violência, como um todo, não acabaria com a liberação das drogas. Os bandidos que hoje se dedicam ao tráfico não virariam pedreiros ou físicos nucleares da noite para o dia. Provavelmente apenas mudariam de ramo, dedicando-se com mais afinco a roubos e seqüestros. Mas a médio ou longo prazo acho que a violência pode diminuir, sim. Até porque as quantias extraordinárias de dinheiro que atualmente circulam pelas favelas teriam outro destino.

Hoje, como todos sabemos, o tráfico paga R$ 500 por semana para adolescentes em começo de "carreira" (sem trocadilho!); qual é atividade honesta que pode competir com isso? Qual é o estímulo que o jovem cooptado pelo tráfico tem para permanecer na escola, aprender um ofício, tornar-se um cidadão de bem? Não adianta dizer a um vapor que o trabalho dignifica. A realidade à sua volta opõe uma multidão de desempregados ou subempregados, aterrorizados por marginais ricos, cheios de mulheres e com status de celebridade na mídia. Morrem todos aos 20 anos? Ora, para um menino de 15, 20 é uma idade quase tão distante quanto o conceito da própria morte.

Em última instância, a questão se resume a uma pergunta básica: a guerra do nosso cotidiano está servindo para alguma coisa?


(O Globo, Segundo Caderno, 29.4.2004)





6.5.07


Legalize!









Keaton kentando








5.5.07


Chiquinha









Amei este espelho!









Olhaí a Heliana surfando!










Boletim médico

Pessoas queridas, muito obrigada pelos votos de melhores e dicas variadas: funcionaram! Já estou quase 100%. Ontem ainda não fui trabalhar, mas dei uma saída de mansinho.

Agora que Tico & Teco estão mais fortalecidos pelo mel delicioso que a Heliana mandou, tenho a impressão de que descobri a causa da coisa!

Vejam só: há um mês a área interna do meu prédio está em obras. Há duas semanas o apartamento vizinho ao meu também entrou em obras, quase que simultaneamente com a parte de trás do edifício. Por mais que se limpe, há caliça por toda a parte, uma poeirada louca; e, sendo eu uma criatura alérgica...

Oh well.

O chato é que, com essas dormidas durante o dia por causa da virose, alergia ou o que seja, meu horário virou uma doideira. Estou indo dormir agora.

Bom dia para vocês!






Um país se faz com homens e livros

Não gosto de Roberto Carlos nem tenho o mínimo interesse pela sua biografia; "Roberto Carlos em Detalhes", de Paulo Cesar Araújo, reuniria, portanto, as condições ideais para passar batido pelas minhas preocupações e por este blog.

Acontece que, quando uma editora como a Planeta faz um acordo esquisito para retirar do mercado uma obra porque "o contexto é desfavorável" -- e, ainda por cima , entrega os 11 mil exemplares restantes ao biografado em questão, isso dá o que pensar.

Há algo de podre no reino da Dinamarca.

Talvez por estar justamente lá, em Odense, Paulo Coelho percebeu isso mais rápido do que os intelequituais nativos e do que os seus ilustres colegas de Academia, sacou do teclado primeiro e escreveu um retumbante artigo na "Folha de São Paulo" de ante-ontem.

Mandou muito bem o Mago, chamando às falas Roberto Carlos, o autor Paulo Sérgio Araújo (que, estranhamente, comprometeu-se a não falar sobre o assunto) e, last but not least, a sua própria editora, a Planeta:
"Não adianta o meu editor declarar que fez o acordo "porque o contexto era desfavorável". Ele precisa vir a público explicar qual é esse contexto -- ou seja, se estamos falando de calúnia. Neste caso, tem meu apoio integral, pois calúnia é sinônimo de infâmia. Mas, caso contrário, está colaborando para que comece a se criar um sério precedente -- a volta da censura."
Está coberto de razão em tudo o que disse -- e está de parabéns. A íntegra do artigo está aqui; pesquei da Folha onde é só para assinantes.

Xexéo, que já leu o livro, também escreveu sobre o caso. Descreve a biografia como obra de fã, bem pesquisada e interessante, mas sem uma única novidade para leitores assíduos de fofocas sobre celebridades.

Enquanto isso, meu amigo Paulo Polzonoff vive a angústia de ver os três mil exemplares do seu perfil de Manuel Bandeira presos na Relume Dumará porque um herdeiro resolveu criar caso; e Lucas Figueiredo, autor de "Morcegos Negros", livro-reportagem sobre histórias muito mal contadas do governo Collor, está passando por um aperto e tanto. Foi condenado junto com a Record, sua editora, pela preclara justiça de alagoas, a pagar uma fortuna a um juiz ... (hm, de onde eu vou tirar R$ 200 mil?!) ... digno, honrado, trabalhador, bem-intencionado e, claro, bonito que só.

Que país, caramba, que país.

Update: Diz a Bia, que está cobrindo esses desastres:
"O juiz que proibiu a venda dos livros, no final da audiência, deu um CD de autoria própria para o Rei e todos que estavam na sala, chamado "Pra te ver voar". E disse pro Roberto: "Roberto, este é o meu primeiro CD. Escute e me diga o que achou!". E depois disso foi uma tietagem só. Fotos e mais fotos com o Rei, enquanto Paulo Sérgio Araújo estava aos prantos por causa de seus 15 anos de pesquisa jogados no ralo. BTW: estou com uma cópia do CD do juiz que também é de fazer chorar..."





4.5.07


Pipoca








3.5.07


Pour les oiseaux nostalgiques






Chega de impostos!

Até quando vamos ficar parados, feito patos de tiro ao alvo?!


Na segunda passada, terminamos todos, ou quase todos, de entregar nossas declarações de renda ao governo -- como carneiros que, a caminho do matadouro, entregassem aos açougueiros os machados com que serão abatidos. Em outros tempos, quando a carga tributária asfixiava assim a população, as pessoas pegavam em armas e demonstravam, de forma inequívoca, a sua insatisfação.

O mundo mudou daqueles bons tempos para cá; hoje, supostamente civilizados, impregnados de calmantes até a raiz dos cabelos, quando muito chiamos no botequim e escrevemos crônicas, artigos e cartas para os jornais. Mas pergunto, honesta e sinceramente: vocês acham que alguém lê jornal em Brasília, exceto para pensar em formas de cercear a liberdade de imprensa e/ou processar jornalistas?!

Pela falta de resposta ao que antigamente atendia por "clamor popular", tenho a impressão que, nos gabinetes do poder, circulam apenas revistas de celebridades e livros para colorir, de preferência em cor-de-rosa. Quanto às autoridades, tendo chegado, cada qual, ao ápice do ser humano que lhes coube, preocupam-se apenas em enriquecer rápido, obter bons cargos para a famiglia e conseguir, em tempo recorde, aposentadorias que nós, otários, não veremos nem em sonhos, ainda que trabalhando a vida inteira.

* * *

Note-se que, nas declarações, está apenas o imposto que conseguimos distinguir como tal. Na segunda-feira mesmo, fatídico dia das contas com o fisco, publiquei no Info etc. o desabafo de um amigo que, seduzido por um notebook da HP, quase fez a besteira de comprá-lo pelos R$ 8 mil que custa no Brasil. Nos Estados Unidos, a mesmíssima máquina, com a mesmíssima configuração, sai pelo equivalente a R$ 2,5 mil. Ou seja, pagamos mais do triplo do preço porque, a cada computador comprado, o governo leva dois!

Meu amigo, camarada digno, correto, que gosta de fazer tudo nos conformes mas não é nem milionário nem trouxa, recusou-se a bancar o idiota e recorreu, obviamente, a um "esquema": lá se foi mais um cidadão do bem, empurrado para a ilegalidade por uma política corrupta e corruptora.

À tarde, um leitor me enviou um cálculo mais preciso, baseado no salário mínimo brasileiro e numa jornada de 160 horas mensais ao mínimo federal americano de US$ 5,15 por hora. Nos EUA, um trabalhador pode comprar a máquina, a preço local, com pouco mais de um mês de trabalho. Já no Brasil, o trabalhador precisa suar a camisa por mais de 20 meses -- isso se não almoçar, jantar ou pagar aluguel. Em suma: levando-se em conta o poder aquisitivo nos dois países, o computador é -- segurem-se! -- 15.36 vezes mais caro aqui.

* * *


Se você quiser saber quanto do seu dinheiro é usado para dar ministérios inúteis a mangabeiras e companheiros que não se elegeram, para financiar o MST, para fazer reformas cosméticas super-faturadas nos aeroportos e nas estradas e, de modo geral, sair pelo ladrão (santa expressão!), vá ao utilíssimo site mantido pela Aclame (Associação da Classe Média), ONG sediada em Porto Alegre.

Lá há algumas ferramentas essenciais para o cidadão inocente. Uma é o Impostômetro, que faz a conta de quanto o brasileiro já pagou de impostos em 2007. Na última olhada que dei, o total era de R$ 302.594.983.865,57. Outra pequena maravilha é uma calculadora de imposto que impede que o contribuinte fique na ilusão de que tudo o que paga ao governo é a fatia extorquida do seu contracheque. Vão até lá e façam uma simulação dos seus ganhos e gastos: é assustador.

Somos o quarto país do mundo em arrecadação. Acho que nem eu nem vocês nos importaríamos tanto com isso se víssemos o nosso dinheiro bem empregado, se vivêssemos com segurança em cidades limpas e bem conservadas, se tivéssemos um bom transporte público, bons hospitais e escolas. Mas qual é o sentido de pagar impostos suecos vivendo num Haiti?!

Não sei vocês, mas eu, definitivamente, cansei de trabalhar para ver o meu dinheiro sendo atirado aos porcos. Cansei de trabalhar 216 dias por ano (!) para sustentar vagabundos. Cansei, caramba!,de pagar por serviços que não recebo. Tributaristas que lêem este desabafo: como faz uma pessoa física, assalariada, para depositar em juízo o dinheiro que lhe tomam em nome de falsas promessas de campanha?!

* * *

Más notícias na Lagoa: estão caçando os franguinhos d’água do Parque dos Patins. As avezinhas (como a da foto) chegaram há alguns anos, atraídas pelo manguezal. Gostaram da área, tiveram filhotes que vingaram e que, por sua vez, se reproduziram, para a alegria dos freqüentadores. Pois agora, um bando de desocupados se diverte em assassiná-las.

Quem também corre risco é um grupo de árvores lindas e frondosas da ciclovia, na entrada das obras do estádio de remo. Uma seringueira, protegida por lei, será poupada; mas o que será das outras, que vivem lá há décadas?!


(O Globo, Segundo Caderno, 3.5.2007)





2.5.07


Trocamos a marca do leite e... *suspiro*








1.5.07


Boletim médico

Tentar matar a virose a pedaladas ontem não foi uma boa idéia; de noite tive um comecinho de febre mas passou sozinho. No mais continuo na mesma. Não sinto nada, nada -- exceto uma moleza miserável, o que é um problema considerando que tenho que escrever a coluna hoje.

Não estou conseguindo nem ler nem me concentrar muito bem nas coisas. Tenho brincado de Flickr, me espichado no sofá, dormido, e assim por diante.

De acordo com todos os colegas que tiveram isso (e foram vários, na redação) não há nada a fazer a não ser ficar de molho por duas semanas. Estou bebendo bastante líquido e comendo principalmente frutas.

Como essa virose me pegou no feriado passado, devo ficar boa no próximo fim-de-semana.

A VanOr queria fazer uma emboscada e me levar pro Copa D'Or (no relation), mas eu disse a ela que só me trato com veterinários ou com peludos -- e a Família Gato está cuidando de mim às mil maravilhas.

Muito obrigada a todos pelos votos de melhora!






Como é, não se trabalha nessa casa?!







Um lindo vizinho










Os gatos são bons e me deixam ter peixes







Bom dia!