2.6.07


Ah, e por falar em lançamento...


O relançamento de "Uma ilha lá longe", livrinho meu com ilustrações absolutamente primorosas do Rui de Oliveira, acontece hoje, sábado, em algum lugar do Museu de Arte Moderna, às 17hs.

Estou boiando em relação à localização porque lá acontece nesse momento um festival de livros infantis e juvenis, e ninguém da editora me disse exatamente onde ficarei no meio daquela confusão.

De qualquer forma, como o livro sai pela Record, provavelmente será no estande deles.

"Uma ilha lá longe" é uma fábula ecológica. Foi uma das últimas coisas que escrevi a.C. (antes do computador), e hoje me espanta um pouco a minha veemência de então contra o mundo industrial.

Escrevi essa orelha para a nova edição:
Um ano depois de escrever este livro, minha vida sofreu uma mudança radical: comprei meu primeiro computador. Hoje realmente não sei mais como vivia antes. Isso para não falar nos celulares, que se revezam na minha bolsa e no meu coração com uma velocidade assustadora.

Ainda assim, eu não trocaria (como não troquei) nenhuma linha do texto. O lixo gerado pelos computadores e celulares descartados é uma das grandes inquietações de quem se importa com o meio-ambiente.

Ler "Uma ilha lá longe" vinte anos depois de tê-lo escrito me deu ao mesmo tempo tristeza e alegria. Tristeza por ver como o livrinho continua atual; alegria por saber que, exatamente neste ano de 2007, o mundo se preocupa, como nunca, com os pégasos, centauros e unicórnios da fábula.

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